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Hva kan elevene om læringsstrategier?

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Sobre a categoria organização da sala de aula, usaremos para a análise as diferentes formas de organizar a sala, sugeridas por Zabala (1998). Esse autor afirma que a organização do espaço da classe precisa ter relação direta com os objetivos educacionais propostos pelos professores. Desse modo, a organização da classe pode acontecer de 4 (quatro) formas distintas: em um grande grupo, equipes fixas, equipes móveis ou flexíveis e o trabalho individual, considerando os conteúdos a serem ensinados.

a) Grande grupo

Se o objetivo docente é ensinar conteúdos factuais8 a organização da classe em

um grande grupo pode atender, pois, para aprender esse tipo de conteúdo, o aluno precisará usar a memória, o que ele poderá fazê-lo de forma autônoma (sempre que a idade do aluno lhe permitir). Esse tipo de organização da sala também pode favorecer em parte ao ensino de conteúdos procedimentais9 no caso de servir para conhecer a utilidade do procedimento, técnica ou estratégia, no entanto, será complicado propor desafio pessoal para cada aluno, além de prestar-lhes a ajuda que necessitam. Quanto aos conteúdos conceituais10, este também apresenta limitações de serem ensinados ao grande grupo, dentre eles a impossibilidade das inter-relações necessárias para conhecer o processo de aprendizagem de cada aluno, o que acarretaria no diálogo individual entre professor e aluno.

b) Equipes fixas

A formação de equipes fixas durante um período é favorável para o ensino dos

conteúdos atitudinais11. Tem a função básica de ajudar na organização da sala e pode resolver problemas de disciplina. Desse modo, cada membro da equipe assume determinadas funções (coordenador, secretário etc.), “que vão desde a distribuição do espaço e da administração dos recursos da aula até a responsabilidade pelo controle e pelo acompanhamento do trabalho de cada um dos membros [...]” (ZABALA, 1998, p. 123). Além de comprometer os alunos na gestão e no próprio controle da aula, a proposição de equipes fixas será de grande ajuda para o professor, permitindo que os discentes aprendam ainda mais a se comprometerem, a oferecerem ajuda e a avaliarem seu próprio trabalho.

c) Equipes móveis ou flexíveis

A proposição da equipe fixa pode ser formada por dois ou mais alunos e tem a finalidade de desenvolver uma atividade determinada, por isso limita-se a um período (breves momentos ou trimestre). O objetivo dessa forma de organização refere-se à necessidade de atender às diferenças de níveis de aprendizagem dos alunos. O professor poderá distinguir as tarefas realizadas, a fim de realizar intervenções e/ou oportunizar desafios e ajudar cada aluno em particular, além da possibilidade de ajuda entre os colegas. Quanto aos conteúdos, os

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Os conteúdos ditos factuais são os fatos, acontecimentos, situações, dados e fenômenos concretos e singulares: a idade de uma pessoa, a localização ou a altura de uma montanha, etc. ensinados na escola.

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São conteúdos ditos procedimentais: ler, inferir, observar, calcular, etc.

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Os conteúdos conceituais se referem ao conjunto de fatos, objetivos ou símbolos que têm características comuns [...] Exemplos: mamíferos, densidade, demografia, sujeito, potência, etc.

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Os conteúdos atitudinais são conteúdos que podem ser agrupados em valores, atitudes e normas. Exemplos: cooperar com o grupo, ajudar os colegas, participar das tarefas escolares, etc.

procedimentais são dos mais indicados, já que é possível adaptar as atividades às diferentes

capacidades, possibilitando a realização de múltiplas atividades de aplicação e exercitação. d) Trabalho individual

A forma de organização da classe que exige do aluno trabalhos individuais que podem ser utilizados no ensino de todos os conteúdos, sejam factuais, a maioria dos conteúdos procedimentais (adaptados à capacidade discente), atitudinais e conceituais (desde que ele já tenha compreendido), pois consiste na tarefa de realizar atividades pessoais. No entanto, a aprendizagem de conteúdos conceituais exigirá uma relação mais próxima entre o professor e o aluno, pois se o discente não entendeu o conceito, dificilmente poderá resolver as atividades de compreensão por si só, nesse sentido, o docente precisará acompanhar o trabalho individual de cada aluno. Tendo em vista a complexidade dessa tarefa, em uma turma numerosa, por exemplo, Zabala (1998) propõe o “contrato de trabalho” 12 como forma de resolução, desenvolvido por Freinet.

Quanto à disposição do espaço das salas de aula das três turmas de 4º do E.F. observadas, percebemos três tipos físicos de organização:

Turma 1A: os alunos estavam sentados em dupla, formando três filas de cadeiras.

Turma 2B: os alunos sentavam-se individualmente, cadeiras uma atrás da outra.

Turma 3C: os alunos estavam organizados em pequenos grupos de 5 a 6 alunos,

espalhados pela sala.

No entanto, durante as observações realizadas, percebemos que a forma de organização do espaço não interferia nos tipos de atividade propostas pelas professoras pesquisadas, visto que todas faziam as mesmas atividades para que os alunos respondessem individualmente, após exposição dos conteúdos.

No entanto, percebemos na Turma 1A uma integração entre os alunos em todos os grupos formados, pois os alunos se comunicaram em alguns momentos sobre as atividades propostas, o que favorecia a aprendizagem.

Na turma Turma 3C também foi possível constatar a interação entre algumas duplas, isso ocorria quando havia certo grau de amizade entre os membros.

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O contrato de trabalho consiste em facilitar a tarefa dos professores ao propor a cada aluno as atividades de aprendizagem apropriadas a suas possibilidades e interesses. [...] o aluno estabelece um acordo com o professor sobre as atividades que deve realizar durante um período de tempo determinado [...]. A cada semana, ou a cada quinze dias, ocorre uma reunião entre professor e aluno, com dupla função: revisar o trabalho feito e combinar a nova tarefa para o período seguinte (ZABALA, 1998, p 129).

Já a organização da Turma 2B não favoreceu a integração entre as crianças, que permaneciam em seus lugares, exceto quando tiveram que dividir a apostila e formaram-se algumas duplas, que acabaram fazendo as atividades juntas.

A exposição dos conteúdos, independentemente do tipo, era destinada ao grande grupo, embora tenhamos vivenciado o acompanhamento individual feito pela professora A1 na atividade de escrita espontânea, anteriormente descrita, possibilitando que a docente identificasse as dificuldades dos discentes da turma e pudesse interferir de forma efetiva.

Ademais, para o ensino da leitura e da escrita (considerados conteúdos procedimentais) seria necessário que as professoras em questão priorizassem a organização da turma em equipes móveis ou flexíveis, pois assim seria possível: adaptar as atividades às necessidades dos alunos ou grupos de alunos, propor desafios compatíveis com o nível de capacidade, além de facilitar a interação entre os membros da equipe de diferentes níveis de conhecimento.

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