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Hva hemmer eller fremmer klimatilpasning?

3 Skred

3.3 Utdypende omtale om skredansvaret – nivå og

3.3.5 Hva hemmer eller fremmer klimatilpasning?

“A palavra “Design” tem orige na pala ra latina “ esignare”, que literalmente significa “determinar”. Design transforma o vago em determinado por meio a i erencia o progressi a ” (Bürdek, 2006,

p. 13)

Segundo o Internacional Council of Societies of Industrial Design, “o Design é uma atividade criativa cujo objetivo é estabelecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos, serviços e seus sistemas, compreendendo todo o seu ciclo de vida. Portanto, o Design é um fator central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial de intercâmbio cultural e económico18” (ICSID, 1957).

Idealmente ou utopicamente, o Design é entendido como um dos principais agentes no desenvolvimento integrado de artefactos, processos ou sistemas da nossa realidade artificial (Cross, 2007). Isto é, o nosso ambiente é o 100

18

Tradução livre do autor a partir do original: Internacional Council of Societies of Industrial Design: Design is a creative activity whose aim is to establish the multi-faced qualities of objects, processes, services and their systems in whole life cycles. Therefore, design is the central factor of innovative humanization of technologies and the crucial factor of cultural and economic exchange.

resultado da sinergia de múltiplos fatores, que se estruturam por meio de processo de planeamento, configuração e produção interdependentes uns dos outros (Löbach, 2001). Heskett (2008, p. 9) afirma que o Design poderia ser “a verdadeira base sobre o qual o ambiente humano, em todos os seus detalhes, é moldado e construído para o aperfeiçoamento e satisfação de todos”.

“Muitas necessidades do homem são satisfeitas pelo uso de objetos, isto ocorre por meio das funções dos produtos que, no processo de utilização, se manifestam como valores de uso” (Löbach, 2001, p. 31).

Estas funções são cada vez mais complexas, o que confere ao produto um novo estatuto: o de um produto que vá para além da resposta imediata e funcional ao utilizador e que incorpore mais valor para a sociedade, sua materialização (Ferreira, 2007). Para este efeito, considera-se útil a proposta de Bürdek que considera as seguintes funções num produto (Figura 3-1), (i) as funções práticas, que se relacionam com o uso do produto, (ii) as funções indicativas que visualizam as suas dimensões técnicas e explicam o seu manuseamento, portanto, esclarece como funciona a função prática, (iii) as funções simbólicas, que retratam o contexto social, económico e cultural do produto, e (iv) as funções estético-formais que são associadas à organização formal e estrutural do produto (Bürdek, 2006, p. 297).

Capítulo 3: Projeto de Design Industrial

Designer tornou-se mais complexa, com mais variáveis, esperando-se que

processem tarefas de Design analítico, que se encontrem soluções criativas, que sejam consideradas as mais recentes tecnologias e materiais, e que tudo isto seja incorporado estrategicamente nos projetos. Em suma, espera-se que estes exercícios sejam a síntese possível das práticas de um artista, de desenhador estrutural, de visionário, de sociólogo e de especialista por exemplo de marketing (Erlhoff & Marshall, 2008).

Segundo Rozenfeld et al, o processo de desenvolvimento de produto pode ser definido como:

“o conjunto de atividades por meio das quais se procura, a partir das necessidades do mercado e das possibilidades e restrições tecnológicas, e considerando as estratégias competitivas e de produto da empresa, se chegar às especificações de projeto de um produto e de seu processo de produção” (Rozenfeld et al., 2006, p. 3).

Todavia, estes processos são necessários para minimizar a conceção do produto. No caso dos dispositivos médicos, poderá minimizar o risco de erro humano ou menor bem-estar (Hyman, 1994; Munari, 2009). Em todos os casos, uma metodologia projetual adequada vem contribuir para melhorar as fases do desenvolvimento e o ciclo de vida de um produto, adjuvado pelo quadro regulamentar especifico que caracterize os dispositivos médicos. Bonsiepe (1992) afirmava que a metodologia serve apenas para orientar certa probabilidade de sucesso. Sendo este processo flexível e as suas fases não obrigatórias, é possível adaptá-lo, nas suas várias fases, no sentido de melhorar o seu resultado.

É atualmente possível enumerar várias metodologias de projeto desenvolvidas por diversos autores como Munari, Bonsiepe, Pahl e Beitz, Pugh, Urlich, Baxer entre outros. Cada autor identifica e nomeia as fases de forma lógica, embora com divergências. No entanto, cabe ao Designer escolher a metodologia mais adequada aos objetivos do projeto. A escolha do método deve ser adequada ao projeto para a obtenção dos objetivos propostos (Cardoso, 2004).

O processo de desenvolvimento de um produto apresentado por Ulrich & Eppinger (2008, p. 14) é composto por diversas fases, como ilustra a Figura 3-2, foi considerado em particular nesta investigação.

Figura 3-2: Seis principais fases do processo de desenvolvimento de produto, adaptado de (Ulrich & Eppinger, 2008).

A primeira fase, intitulada pelos autores de fase 00, representa o planeamento do projeto e pretende definir os intervenientes, estratégia e sua avaliação adequada. Nesta fase, resulta um documento que caracteriza os objetivos do projeto, os seus pressupostos, as suas restrições e o seu mercado alvo. Este documento é denominado por Project Mission Statement e é imprescindível às próximas fases. A importância de encontrar

os pontos fortes e fracos dos produtos existentes no mercado e seus concorrentes, para que se contorne as suas fraquezas e melhore as características desejadas é um dos objectivos de base. O estudo cuidadoso dos produtos competidores (Benchmarking) tornar-se desejável no sentido

de encontrar por exemplo novas oportunidades (Ulrich & Eppinger, 2008). Depois de identificadas as oportunidades que expressam as necessidades identificadas pelos consumidores e pelos futuros utilizadores, a informação é organizada e traduzida num conjunto de especificações do produto. Defini-las é uma das mais importantes fases do processo de Design, dado

Capítulo 3: Projeto de Design Industrial

Baseada no conjunto de especificações identificadas na fase anterior, segue- se a fase de geração dos conceitos de produto (fase 01). Para a melhor emergência desses conceitos e para a sua fundamentação mais robusta, poder-se-á efetuar entrevistas aos utilizadores, consultas a peritos, procura de patentes, estudo de literatura publicada, benchmark a produtos

semelhantes, entre outras atividades (Ulrich & Eppinger, 2008). Geralmente, são gerados vários conceitos antes de prosseguir com o desenvolvimento do produto. O conceito é definido como uma descrição aproximada e abstrata do produto que visa satisfazer as necessidades do utilizador.

A definição da “arquitetura do sistema” (fase 02) desempenha um papel central na definição da forma física do produto. Partindo do conceito selecionado anteriormente, incluirá a configuração do produto a nível formal, estético, ergonómico, entre outros. A decomposição em subsistemas e nos seus componentes vem ajudar na sua perceção e, sobretudo, na do produto. Também é comum definir, durante esta fase, o esquema de produção a seguir.

Neste ponto do desenvolvimento, as maiores decisões já estão assumidas, mas com poucos pormenores. A fase seguinte é geralmente realizada por diversos elementos da equipa de forma a certificar que o produto funcionará como se pretende. A complementaridade das áreas como o Design e a Engenharia são aqui evidentes. Esta fase 03 envolve a definição final da geometria do produto, dos materiais, dos seus acabamentos e dos componentes que serão adquiridos a terceiros.

Durante a fase de ensaios (fase 04), testes e refinamento, desenvolvem-se e avaliam-se os protótipos ou maquetes do produto que vão permitir melhorá- lo, caso necessário. A criação destes protótipos pode demonstrar-se primordial para limitar os erros e, por consequência, o fracasso no lançamento do produto. Será possível definir com mais exatidão os processos e equipamentos necessários para a sua produção. O lançamento de um produto em pré-série será a última oportunidade para preparar todos os intervenientes e resolver algum problema que possa existir em qualquer parte da produção. Após ser embalado, distribuído e disponibilizado em larga escala (fase 05), o produto “l ” no mercado.

Merece ser reforçado, que a constituição de uma boa equipa multidisciplinar é um fator determinante para obter um bom produto, esta equipa deverá funcionar, desejavelmente, em conjunto em todas estas fases do processo. Para além desta reflexão, e também sem desconsiderar a complexidade, sensibilidade e adequabilidade do produto que se pretende criar, no âmbito desta investigação, pareceu adequado estender-se o exercício projetual ao futuro utilizador e assumir uma abordagem de projeto nele centrado.