Foram identificados 153 pontos de deposição irregular de RCD, dos quais 85 se localizaram no município de Cabo de Santo Agostinho e 68 no município de São Lourenço da Mata, todos situados em áreas de maior concentração comercial das cidades como pode ser observado na Figura 2.
Figura 2. Pontos de deposição irregular de RCD em Cabo e Santo Agostinho e São Lourenço da Mata, PE.
Fonte: Os autores (2017).
Verificou-se uma predominância expressiva de resíduos plásticos/PVC, solo escavado, sobras de concreto e lajes, tijolos e pisos fragmentados, evidenciando a problemática proveniente dos resíduos sólidos. Estes aspectos têm seus impactos relacionados principalmente ao solo, como ocupação irregular (Figura 3), contaminação e poluição; entretanto indiretamente podem interferir no equilíbrio ambiental do meio atingindo subsequentemente vias de drenagem, paisagem urbana, trafego urbano (Figura4), contaminação de pessoas, entre outros.
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Figura 3. Vista de ocupação irregular, em áreas de barreiras em São Lourenço da Mata tendo RCD misturado a resíduos orgânicos, nas proximidades da área. Figura 4. Resíduos dispostos em calçada no município do Cabo de Santo Agostinho dificultando a passagem de pedestres.
Fonte: Os autores (2017).
Aspectos provenientes de emissão atmosférica, efluentes líquidos e grandes riscos ambientais tiveram menor quantidade de pontos impactantes ao meio ambiente, entretanto não deixaram de contribuir com problemas relacionados a poluição atmosférica, ineficiência da drenagem e poluição das águas, contaminação do solo e danos graves ao meio ambiente e ao patrimônio público/privado. A quantidade de pontos contabilizados a cada um desses aspectos pode ser observada na Figura 5.
Figura 5. Quantidades de pontos de RCD de acordo com os aspectos avaliados
Fonte: Os autores (2017).
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O nível de risco desses impactos foi avaliado mediante as características de aspecto e efeito, apresentadas por cada deposição. A quantidade de pontos com elevada agressividade ao meio ambiente chamou atenção, totalizando 42 pontos (Quadro 1). Vale ressaltar que a deposição frequente de RCD, quando não removido com agilidade pelo poder público, acaba sendo atrativa para outros tipos de resíduos, como os provenientes de poda de árvores, objetos de grande volume como móveis pneus e eventualmente resíduos domiciliares.
Entretanto, a maioria dos pontos, 51% deles (Figura 6), foi avaliado com um baixo grau de impacto, tendo em vista serem resíduos não inertes provenientes de escavação de solo, sobras lajes, tijolos, pisos, papeis e plásticos.
Quadro 1. Quantidade de pontos de acordo com a agressividade. Grau Quantidade de pontos
Baixo 78
Médio 33
Elevado 42
Fonte: Os autores (2017).
Figura 6. Grau de agressividade dos pontos em percentual.
Fonte: Os autores (2017).
6. CONCLUSÃO
De acordo com os resultados obtidos, é possível afirmar que ambas as regiões apresentam um número elevado de pontos de deposição irregular desses resíduos, caracterizando um déficit por meio dos gestores responsáveis pelo setor nos municípios, que ainda não tem uma política diretamente relacionada aos RCD instituída.
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Apesar dos resíduos encontrados serem predominantemente de baixa agressividade, fica evidente a necessidade, de uma gestão mais adequada no que se refere a eles, nos municípios estudados, pois embora os RCD por si só, não apresentem um risco direto à sociedade, devido à enorme quantidade em que são dispostos, passam a ser abrigo de insetos e vetores transmissores de doenças, colocando em risco a saúde população da região, onde ele está.
Como pôde ser verificado nas imagens, ao longo dos resultados, esses RCD geram, sobretudo, transtornos no dia a dia da sociedade, podendo dificultar o tráfego de veículos e/ou pessoas, a depender de onde esteja localizado.
É primordial um maior engajamento do município em se adequar as legislações no tocante a estes resíduos e também campanhas de conscientização da população, que são os pequenos geradores, para levar estes resíduos a pontos de coletas mais próximos. Também, se faz necessário que haja estudos para criações de pontos de recebimento desses RCD, facilitando desta forma, a vida da população e diminuindo os custos do município com a coleta desses resíduos.
Em conjunto a essas ações,é necessário o estudo, por parte dos municípios, da viabilidade econômica de locais específicos para a segregação dos RCD e posteriormente reciclagem e venda, promovendo a reutilização e reciclagem dos mesmos, o que acarretaria ganhosfinanceiros com a venda dos agregados reciclados e ganho ambiental para toda a sociedade.
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