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8. Drøfting

8.2 Hva er så en coachende leder i praksis?

Cada dia contém em si, uma vida. Sêneca

4.1. Aparelhos e modelos no desenvolvimento da atividade escolar com as crianças – instrumentos mediadores do aprendizado

A intenção deste capítulo é apresentar a análise de alguns dados que tipificam o uso de instrumentos e recursos mediadores no Projeto Astronomia, de modo a inferir sobre sua importância e repercussão na estruturação das atividades e no processo de aprendizagem dos estudantes. Assim, a análise se dá a partir de um diagnóstico de possíveis mudanças nas ações e elaborações das crianças em relação ao estudo dos fenômenos astronômicos com o uso de instrumentos específicos de mediação no ensino de ciências.

A análise das atividades e recursos mediacionais utilizados vai remeter a aspectos diversos da organização do trabalho pedagógico, tais como: os objetivos relacionados ao desenvolvimento e aprendizado das crianças que orientaram a escolha dos recursos (objetivos da atividade), a coordenação entre as atividades propostas e a seqüenciação das mesmas (configuração da classe em tempo e espaço adequados às atividades), as interações estabelecidas pelo uso de determinado recurso mediacional (forma de apresentação e orientação da ação das crianças), o grau de liberdade dado à ação e manipulação dos recursos por parte das crianças que vão sendo definidos e re-definidos no curso da ação, os contextos forjados para a construção do conhecimento científico em sala de aula, a visibilidade que a presença do recurso dá ao fenômeno estudado e o nível de abstração das tarefas propostas.

Uma das ferramentas de análise utilizadas foi a construção de esquemas e quadros de mapeamento das atividades e tarefas realizadas na sala de aula de ciências durante o desenvolvimento do Projeto Astronomia. Essa ferramenta foi importante também para proceder à busca de uma possível articulação sistemática de atividades que definisse o eixo norteador das discussões realizadas em sala de aula. Assim foi escolhido o tópico Orientação

Espacial. A partir da identificação e caracterização dos momentos em que as atividades

propostas se articulavam, foram selecionados episódios em que as situações engendradas permitiam a disponibilização e uso dos recursos e, em função disso, das ações de crianças e professoras que foram sendo desencadeadas.

A partir da apresentação de um ou mais eventos do episódio de cada atividade escolhida, busquei destacar as características do engajamento das crianças na tarefa, o objetivo que guiou ou motivou a atividade, o recurso mediacional na tarefa, os processos discursivos que deram suporte ao uso dos artefatos materiais e ideacionais, a natureza dos artefatos didático-pedagógicos (modelos e aparelhos) no tópico de ensino de astronomia para as crianças. Busquei destacar, a partir da sintaxe do recurso mediador, a importância deste para a definição ou explicitação dos objetivos da tarefa e procurei destacar também a importância do recurso mediador mergulhado no contexto de atuação do aprendiz para compreender a problemática tratada e os desdobramentos nas ações das crianças.

Na análise dos episódios, procurou-se destacar ainda, as formas de intervir no processo de escolarização que foram estabelecidas durante as tarefas desenvolvidas, além do comportamento, motivações, estratégias e formas de ação das crianças trabalhando a partir de determinadas situações de aprendizagem, que foram conduzidas pelas professoras segundo determinadas intenções. O contexto construído para a pesquisa permitiu buscar examinar também, a função e a transformação dos recursos que medeiam a relação entre o conhecimento prévio dos estudantes e o conhecimento científico escolar construído na interação.

A descrição de cenários com a utilização de fotos inseridas nos quadros de traNscrição sob marcas de orientação espacial, é aqui utilizada como um recurso ao leitor haja vista os episódios em que se recorre às indicações sobre as direções em que as crianças se posicionavam e/ou posicionavam um referencial previamente definido para a orientação espacial como, por exemplo, a identificação da direção aproximada do nascer do Sol. Os cenários passam a integrar os recursos para ambientação das experiências vividas naquela sala de aula. As atividades se desenvolveram a partir de cenários simples, mas com o indispensável para deixar disponível e confortável a motivação para o engajamento das crianças. Sem essa construção das condições concretas de produção, poder-se-ia excluir o

lugar da ação onde se buscou fundamentar a realidade encontrada em um processo de investigação por observação participativa.

O objetivo da análise especialmente dos dados extraídos a partir do esquema geral de todos os dados e tarefas foi o de interpretar cada recurso mediacional utilizado no desenvolvimento das tarefas para se alcançar a compreensão de seu impacto sobre estruturação das situações de aprendizagem evidenciadas ou não na conformação das ações. Para tanto, foi necessário analisar a especificidade dos recursos utilizados em sala de aula, para destacar suas características, grau de autonomia dado aos estudantes em sua utilização e funções que desempenharam nas situações engendradas nesses contextos de ensino e aprendizagem.

O esquema é a apresentação da sistematização desse mapeamento geral do trabalho. Com ele, pode-se ter acesso a esse panorama das atividades escolares, tarefas e à articulação entre elas. Nele, são apresentadas as atividades organizadas em cinco tópicos que representam seu ordenamento pelas características e funções dos recursos mediacionais utilizados nas tarefas. A partir dos 05 tópicos, outras tarefas foram desencadeadas. Por meio da apresentação e discussão dessas tarefas desencadeadas e da caracterização de outras mediações, pretende-se dar a ver a riqueza do trabalho desenvolvido e de sua importância no processo de construção da spossibilidades de aprendizagem.

As tarefas que compõem as atividades não representam um ordenamento cronológico de sua realização. Um exemplo dessa situação de encadeamento das tarefas nas atividades para a construção desse esquema geral pode ser visto no tópico da atividade Localização, por meio do qual se lêem as tarefas que foram propostas e realizadas em função da construção de uma passagem da referência individual local para uma referência espacial social mais ampla como a orientação a partir do lugar em que estou com relação a um outro próximo ou distante. A recorrência ao mesmo tipo de tarefa com a mudança do tipo de mediação (carta, mapas de séculos passados, foto) serviu como estratégia para enriquecer, esclarecer, ampliar, aprofundar e estabelecer um novo tipo de complexidade à discussão atendendo o perfil heterogêneo de habilidades e competências daquele grupo de crianças.

Como critério para escolha dos episódios para análise, busquei identificar situações que apresentassem evidências das interações estabelecidas com o uso de tais recursos mediacionais (modelos e aparelhos) e de tarefas das crianças desencadeadas através de seu

uso. Além disso, procurei escolher uma diversidade de objetos e recursos mediacioanais, assim como de formas de apresentação e condução das tarefas por parte das professoras. Os episódios selecionados, apresentados no esquema além dos quadros sintéticos antes de cada transcrição de episódio, são descritos e analisados em detalhe neste capítulo 4. O objetivo da construção desses quadros sintéticos foi o de servirem como suporte na identificação das situações construídas no ambiente da sala de aula que favoreceram a presença do recurso mediacional material, fazendo com que esse se configurasse como um recurso mediacional para o aprendizado.

ESQUEMA GERAL DAS ATIVIDADES ESCOLARES E TAREFAS QUE