5. Hva viser undersøkelsen?
5.7. Hovedtrekk
Em todo o país, 930 (16,6%) municípios foram classificados como hiperendêmicos apresentando um coeficiente de detecção médio maior do que 40 casos por 100.000 habitantes. Os seis municípios com valores mais elevados foram Araguaiana e Diamantino, ambos no estado do Mato Grosso, com coeficiente de detecção de 289,6 e 280,5 casos por 100.000 hab., respectivamente; Remanso na Bahia com 276,7 casos por 100.000 hab.; São Miguel do Araguaia e Jussara, ambos em Goiás, com 257,6 e 254,8 casos por 100.000 hab, respectivamente; e Junco do Maranhão, no estado do Maranhão, com 253,5 casos por 100.000 hab. Um total de 245 municípios possuiam até 100 casos por 100.000 hab.
A detecção em crianças menores de 15 anos mostrou que 808 (14,5%) municípios foram considerados hiperendêmicos, com coeficiente de detecção médio maior do que 10 casos por 100.000 hab. Os municípios Remanso (Bahia), Araguaiana (Mato Grosso) e Santa Maria do Salto (Minas Gerais) com 138,7 casos, 120 casos e 107,6 casos por 100.000 hab apresentaram os maiores coeficientes.
A distribuição destes coeficientes (bruto e o suavizado) durante todo o período é mostrada na Figura 34. Nota-se que os municípios com maiores valores se concentram na região Norte e Centro-Oeste do Brasil. Na região Nordeste há um maior destaque para os estados do Maranhão e Bahia.
Ao longo dos quinquênios pode-se observar uma redução no número de municípios hiperendêmicos. Eram 1.109 municípios entre 2001 a 2005, depois 925 entre 2006 a 2010 e 701 entre 2011 a 2015. Da mesma forma, também houve uma redução na quantidade de municípios hiperendêmicos para o coeficiente de detecção em crianças. No primeiro quinquênio (2001 a 2005) foram 926 municípios, no segundo (2006 a 2010) 806 e, no último (2011 a 2015), 704 municípios (Figura 35).
Na abordagem com indicadores suavizados observa-se um aumento no número de municípios hiperendêmicos, levando em consideração os municípios vizinhos mais próximos (Figura 36).
Figura 34 - Análise espacial descritiva, Abordagem Bayesiana: coeficiente de detecção padronizado por 100.000 habitantes (A e B) e coeficiente de detecção em menores de 15 anos (C e D), Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de detecção de casos novos por 100mil hab.
Coeficiente de detecção de casos novos em <15 anos por 100mil hab.
Indic ador p adroniz ado Indic ador sua viza do Abor da ge m B ay esiana L oc al A B C D
Figura 35 - Mapas descritivos: coeficiente de detecção de casos novos por 100.000 habitantes (A-C) e coeficiente de detecção em menores de 15 anos (D-F), Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de detecção de casos novos por 100mil hab.
Coeficiente de detecção de casos novos em <15 anos por 100mil hab.
2001- 2005 2006- 2010 2011 -2015 A D B E C F
Figura 36 - Abordagem Bayesiana Local: coeficiente de detecção de casos novos por 100.000 habitantes (A-C) e coeficiente de detecção em menores de 15 anos (D-F), Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de detecção de casos novos por 100.000 hab.
Coeficiente de detecção de casos novos em < 15 anos por 100.000 hab.
2001- 2005 2006- 2010 2011- 2015 A D B E C F
No período de estudo, 72 municipios foram identificados como “muito alto” para o coeficiente de grau 2 de incapacidade física, coeficiente com valores acima de 10 casos por 100.000 habitantes. Os municípios com maiores valores foram Pedra Gomes (Mato Grosso do Sul) com 59,3 casos por 100.000 hab.; Estrela do Norte (Goiás) com 24,67 casos por 100.000 hab.; Ponte Branca (Mato Grosso) com 21,8 casos por 100.000 hab.; e Presidente Kubitchek (Minas Gerais) com 21,6 casos por 100.000 hab (Figura 37).
Quando avaliado a proporção de multibacilares, 578 municípios detectaram que 100% de seus casos eram MB. Além disso, um total de 3523 (63,2%) municípios apresentam entre 99% a 50% de todos os seus casos como MB (Figura 37).
Ao analisar os quinquênios, pode-se observar que houve uma discreta redução na quantidade de municípios com coeficiente para o grau 2 de incapacidade classificados como “muito alto”. Entre 2001 a 2005 foram 138 municípios, entre 2006 a 2010, 113 e, entre 2011 a 2015, 91. Diferente dos outros coeficientes, a proporção de multibacilares eleva-se de forma acentuada. No primeiro quinquênio foram 777 municípios que havia 100% de MB e 2406 municípios com até 50% dos casos MB. No segundo quinquênio elevou-se para 864 municípios com 100% de MB e 2602 municípios com até 50% de casos MB. No último período findou com 1082 municípios com 100% de MB e 2758 municípios com até 50% de casos MB. Ou seja, 69% dos municípios brasileiros apresentam a classe operacional multibacilar como principal forma de detecção da hanseníase (Figuras 38 e 39).
Figura 37 - Análise espacial descritiva e Abordagem Bayesiana Local: Coeficiente de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 hab (A e C) e Proporção de casos novos multibacilares (B e D), Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de casos com grau 2 de
incapacidade por 100 mil hab. Proporção de casos novos multibacilares.
Indic ador p adroniz ado Indic ador sua viza do Abor da ge m B ay esiana L oc al A B C D
Figura 38 - Coeficiente de detecção de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 habitantes (A-C) e proporção de casos multibacilares (D-F). Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 hab.
Proporção de casos novos multibacilares. 2001- 2005 2006- 2010 2011- 2015 A D B E C F
Figura 39 - Abordagem Bayesiana Local Coeficiente de detecção de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 habitantes (A-C) e proporção de casos multibacilares (D-F). Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 hab.
Proporção de casos novos multibacilares. 2001- 2005 2006- 2010 2011- 2015 A D B E C F
No período de 2001 a 2015, o Brasil mostrou a presença de dois agregados de valores elevados (hot spots) para o coeficiente de detecção geral por 100.000 habitantes: um que se estende em toda região Norte, exceto pelo estado do Amapá, noroeste do Pará e centro-norte do estado do Amazonas, conjuntamente com a região Centro-Oeste, poupando grande parte do estado do Mato Grosso do Sul e parte do Nordeste, sendo incluídos Maranhão e Piauí, norte da Bahia. O outro se encontra na região sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Também foi observada a presença de agregados com valores baixos (cold spots), um na região que engloba São Luís (capital do Maranhão) e seus municípios vizinhos, e outros na região centro sul, envolvendo os municípios do Piauí, Maranhão e Goiás (Figura 40). Padrão semelhante foi encontrado nos quinquênios, no entanto, houve o surgimento de áreas de valores elevados no centro e no sul do estado de Tocantins, região central do estado do Piauí. Foi observado também uma redução bastante acentuada no sul da Bahia e norte do Espírito Santo (Figura 41).
O coeficiente de detecção em crianças menores de 15 anos obteve padrão semelhante ao coeficiente de detecção geral. No período todo de estudo foi observada uma extensa área englobando Acre, Rondônia, Mato Grosso, noroeste de Goiás, Tocantins, sudeste e nordeste do Pará e Maranhão. Também pode-se perceber a presença de valores elevados para este indicador no sul da Bahia e norte do Espírito Santo. No entanto, entre os quinquênios ocorre o surgimento de áreas com valores menores no sul do Maranhão, região central do Mato Grosso, do Tocantins e de Goiás. Percebe-se uma redução deste indicador no sul da Bahia e norte do Espírito Santo (Figura 41).
O coeficiente de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 hab foi o indicador que mais apresentou variações ao longo dos quinquênios. No período total observa-se uma área de valores elevados que se sobrepõem aos outros indicadores, mas avançando adentro do estado do Amazonas, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (Figura 40). Entre 2001 a 2005 existem diversas áreas de valores baixos no estado do Pará, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, norte de Minas Gerais. Destacam-se também áreas de valores elevados no estado do Paraná e Rio Grande do Sul, estados até então virtualmente livres da doença. No período seguinte (2006 a 2010), percebe-se que o estado do Pará não apresentou mais áreas de valores baixos, um incremento em áreas de valores elevados no Tocatins, Espírito Santo, região central e norte de Minas Gerais. O estado do Mato Grosso Sul até então neutro, passou a ter áreas de valores altos e baixos. No último período desaparece as áreas quentes do Acre, de Minas Gerais e Espírito Santo. As áreas de valores altos e baixos do Mato Grosso do Sul
elevam-se. No Tocantins as áreas com valores menores aumentam em extenção. Em vários estados do Nordeste pode-se perceber municípios com valores elevados em meio a valores baixos (Figura 42).
O coeficiente de proporção de casos multibacilares assumem comportamento bastante similar tanto no período completo como entre os quinquênios. O que se destaca é o estado do Tocantins apresentar áreas de valores elevador para os outros indicadores enquanto que para este parece não condizer com a realidade do estado. Outro estado com caracteristica semelhante, mas de forma oposta é o Ceará que durante toda a análise não apresentou áreas de elevado valor ou menores, e na proporção de MB mostrou que mais da metade do estado possui valores maiores (Figura 42).
Figura 40: Moran Local I: coeficiente de detecção padronizado por 100.000 habitantes (A) e coeficiente de detecção em menores de 15 anos (B), coeficiente de detecção com grau 2 de incapacidade física (C) e proporção de casos multibacilares (D), Brasil, 2001-2015.
Figura 41 - Moran local I: coeficiente de detecção de casos novos por 100.000 habitantes (A- C) e coeficiente de detecção em menores de 15 anos (D-F), Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de detecção de casos novos por 100.000 hab.
Coeficiente de detecção de casos novos em <15 anos por 100mil hab.
2001 -2005 2006- 2010 2011- 2015 A D E B C F
Figura 42 - Moran Local I Coeficiente de detecção de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 habitantes (A-C) e proporção de casos multibacilares (D-F). Brasil, 2001-2015.
Coeficiente de casos com grau 2 de incapacidade por 100.000 hab.
Proporção de casos novos multibacilares. 2001 -2005 2006 -2010 2011 -2015 A D B E C F