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“Uma educação completamente diferente da educação colonial. Uma educação pelo trabalho, que estimule a colaboração e não a competição. Uma educação que dê valor à ajuda mútua e não ao individualismo, que desenvolva o espírito crítico e a criatividade, e não a passividade. Uma educação que se fundamente na unidade entre a prática e a teoria, entre o trabalho manual e o trabalho intelectual e que, por isso, incentive os educandos a pensar certo”.

Paulo Freire Para que possamos entender melhor essa mudança precisamos entender a evolução do trabalho capitalista na sociedade e porque a importância da aprendizagem na empresa.

O trabalho capitalista na sociedade

Para podermos estudar as transformações dos modelos de produção no trabalho de diversas maneiras, com os mais variados enfoques vou procurar delimitar um pouco esse processo histórico, enfatizando apenas alguns pontos que são mais pertinentes.

As mudanças no trabalho vão ocorrer no modo de produção capitalista, que é fruto tardio do racionalismo, que só começa a atingir a organização do trabalho a partir do século XVIII para institucionalizar-se definitivamente no fim de século XIX e início do século XX.

Na idade média se destacava muito o trabalho de estrutura familiar, onde o espaço físico do trabalho é o: espaço do lar, da residência e dos arredores da casa familiar. Onde nesse espaço vai ser executado o trabalho, como de agricultores, sapateiros, alfaiates e outros. Nesta época o nível de “autoridade” (autoritarismo) se expressava em termos do poder pelas armas, pela nobreza, da igreja, e após a idade média, especialmente pelo poder do proprietário.

Com o comércio e o crescimento urbano se destacando nos anos finais da idade média, o mercado torna-se o espaço por excelência das trocas do comércio, ainda que simples. Ora, se o mercado assume relativa importância no contexto das mudanças do trabalho, o mercado também vai contribuir nesse processo. A utilidade do mercado, da praça do mercado, onde as trocas ocorriam só se dá depois que a

cidade assume, no interior daquela determinada sociedade, o papel de centro aglutinador de pessoas e de produtos, frutos do trabalho de agricultores e artesãos.

Rompendo as fronteiras do espaço temporal do dia e do espaço físico dos lares, o trabalho vai sendo executado no espaço da cidade, seja dia, ou seja, noite, seja em casa, ou seja, nas fábricas. Não só o espaço do trabalho é rompido, mas também a estrutura feudal que vigorou durante quase toda a Idade Média rui.

A ruína do sistema feudal cede vez ao surgimento do que costumamos chamar de sistema capitalista. A ruína de um e o surgimento de outro foi decisiva para a transformação efetivada pela ação dos reis e da burguesia: a expansão comercial, patrocinada pelos reis e enormemente apoiada, quando não financiada, pela burguesia emergente do rápido crescimento das relações comerciais (burgueses comerciantes, financistas e industriais).

A nova estrutura social, a do sistema capitalista, não surgiu imediatamente após o declínio do sistema feudal, mas num processo lento e não tão longo. Além do crescimento comercial e urbano o fator determinante foi a produção em larga escala que veio caracterizar definitivamente a revolução capitalista, pois é na transformação dos produtos em mercadorias que o sistema capitalista vai se firmar. O valor de uso já avia dado vez ao valor de troca e agora este é substituído pelo valor monetário.

O trabalho na sociedade capitalista também vai diferir do da sociedade feudal. Os trabalhadores, antes detentores do seu próprio trabalho e com domínio total do processo produtivo, passam a ser trabalhadores que irão vender sua força de trabalho em troca de um pagamento. O tempo de trabalho e o espaço para o trabalho são outros. O uso do relógio vai permitir que se mensure a quantidade de trabalho em horas. O espaço físico, não mais o lar, mas a fábrica vai condicionar os trabalhadores a um disciplinamento constante. A própria atividade do trabalho ativo exigirá disciplina na execução de tarefas mecanicamente repetitivas.

Todos os membros de uma família também eram trabalhadores, submetidos sem distinção aos mesmos trabalhos. A diferença é a intensa procura por mulheres e crianças para as fábricas, pois o baixo custo compensava, tendo em vista que as mulheres ganhavam muito menos do que os homens, e as crianças ganhavam muito

menos que as mulheres. Um dos motivos, além do barateamento de custos, era a maior facilidade de se disciplinar esses dois grupos de operários.

Dá-se início ao processo de industrialização e a Revolução Industrial. Como se produziam cada vez mais mercadorias, foram sendo buscadas pelos proprietários burgueses formas de se aumentar o lucro reduzindo-se as despesas, fosse pela incrementação tecnológica das unidades produtivas, fosse pela maxi exploração dos operários (jornadas intermináveis de trabalho em locais insalubres, com baixíssima remuneração).

A introdução de inovações tecnológicas no corpo das fábricas vai ser muito cara para os trabalhadores de modo geral. Cada nova tecnologia representava, quase sempre, a redução dos postos de trabalho em nome do aumento da produtividade.

O contexto histórico decorrente da Revolução Industrial dilatou as cidades. Camponeses em busca de melhores condições de vida migravam e se deparavam com um cenário um tanto quanto desolador. Jornadas excessivas de trabalho; ritmo frenético das máquinas; a rotina do todo dia tudo sempre igual; fábricas sombrias, com pouca luminosidade, quentes e úmidas, quase sem nenhuma ventilação. O descontentamento era lugar comum no meio dos trabalhadores. Devido a essas situações vão aparecer algumas críticas das quais se destaca a de Marx que vai dizer que as relações econômicas são causadoras da alienação que impede a humanização crescente da sociedade.

Logo nas primeiras décadas do século XX, em Detroit, Henry Ford coloca em prática na sua fábrica de automóveis a produção em série, através das famosas linhas de montagem. Essa nova forma de trabalho consistia na avançada fragmentação de tarefas entre os seus diversos operários.

Ou seja, cada trabalhador seria responsável por uma única tarefa, que deveria ser repetida infinitamente de forma a se alcançar uma maior produtividade. O sistema fordista de produção está diretamente ligado aos fundamentos propostos pelo conjunto de teorias desenvolvidas pelo engenheiro norte-americano Taylor para aumentar a produtividade do trabalho industrial.

Na busca pela eliminação do desperdício e da ociosidade operária e pela redução dos custos de produção, Taylor desenvolveu técnicas de racionalização do trabalho operário e, em 1903, analisou e controlou o tempo e o movimento do

homem e da máquina em cada tarefa, para aperfeiçoá-los e racionalizá-los gradativamente. Com base na idéia de que a eficiência aumenta com a especialização, Taylor dividiu o trabalho e limitou cada operário à execução de uma única tarefa, de maneira contínua e repetitiva.

Para obter a colaboração dos funcionários, foram estabelecidos remuneração e prêmios extras. A produção individual, até o nível de 100% de eficiência no tempo padrão (tempo médio que um operário leva para executar as tarefas), era remunerada conforme o número de peças produzidas. Acima dessa porcentagem, à remuneração seria acrescentado um prêmio de produção ou incentivo salarial adicional, que aumentava à medida em que a eficiência do operário era elevada. Além de racionalizar o trabalho do operário, Taylor tentou mudar o comportamento dos supervisores, chefes, gerentes e diretores que ainda trabalhavam nos velhos padrões, criando, assim, a Administração Cientifica que foi rapidamente aplicada na indústria americana, estendendo-se a todos os países e campos de atividade.

No entanto, seus princípios de super especialização foram criticados por robotizar o operário, fazendo-o perder a liberdade e a iniciativa de estabelecer sua própria maneira de trabalhar. Um perfil autoritário e burocrático das organizações de trabalho.

“A revolução industrial caracterizou-se pelo desenvolvimento crescente das máquinas e ferramentas, com a conseqüente intensificação da produção e comércio das riquezas”.

(TOLEDO, 1983:21)

Após a revolução industrial, ficou uma fenda entre direção e execução do trabalho, a escalada pelo poder de mandar, o autoritarismo tecnocrático.

“Tratou-se do” direito de mando “vestido pela capacidade técnica elitista de direção de uma organização: ou seja, a tecnocracia. De certa forma, o governo dos reis e dos sacerdotes, da antiguidade, ressurgiu como o governo dos detentores do capital, com os tecnocratas a seu serviço”. (TOLEDO, 1983:22)

A autonomia ficou exclusivamente com os grupos minoritários, detentores do capital.

Outro aspecto pós-revolução industrial, foi a prática crescente da divisão do trabalho que pode ser bem contemplada no filme “tempos modernos”, de Charles Chaplin. Para Taylor essa divisão do trabalho se dá de duas formas: entre gerência e

trabalhador. O trabalho era uma forma de alienar o trabalhador, o corpo trabalhando e a cabeça dormindo, vender sua força de trabalho como mercadoria, se submeter à dominação exercida pelo capital. A gerência ficava responsável pela parte administrativa, planejamento das tarefas a partir do conhecimento profundo do processo produtivo, cabendo ao operário apenas a execução segundo as instruções dos superiores.

Como diz a frase da autora KUENZER:

“Assim, Taylor institucionaliza definitivamente a heterogestão como fundamento básico da organização capitalista do trabalho, tirando do trabalhador a possibilidade de pensá-lo, criá-lo, controlá-lo.”

(KUENZER, 1989:30)

Ou seja, uma desqualificação do trabalho e, portanto uma alienação.

Taylor preocupou-se no que diz respeito à racionalização do trabalho ao nível dos operários. A partir do seu trabalho foi possível construir uma teoria sólida e bem estruturada que foi facilmente incorporada pelas indústrias, que hoje é usada em quase todo mundo.

O que gera uma grande injustiça social, econômica e intelectual que é a crítica feita por Marx. Para ele o homem se constrói de acordo com a sociedade e o trabalho é apontado como a essência do homem, contudo ao ir à realidade social, ele encontra apenas o homem que aliena sua essência numa relação prática, o trabalho que determina as relações do homem, ou seja, ele faz uma crítica ao trabalho capitalista. Para Marx esse tipo de trabalho é caracterizado por determinadas relações de produção, que trazem, como um dos resultados, a exploração do trabalho humano e a sua alienação. Os trabalhadores vendem sua força de trabalho. Vendendo sua força de trabalho, como se fossem mercadorias e, como toda mercadoria, recebe um preço, isto é o salário.

O marxismo denuncia essa injustiça das relações econômicas e atribuindo a essas relações não apenas o quanto elas negavam ao membro do grupo de trabalho, em termos da participação justa dos seus resultados, como também atribuindo a elas toda a superestrutura de valores na ideologia capitalista, que têm como causa à propriedade privada dos meios de produção, a divisão social das classes, a exploração econômica e a dominação política de uma classe, por outra.

O que não deveria acontecer, pois perante a Lei somos todos cidadãos e, portanto, temos os mesmos direitos sociais, econômicos, políticos e culturais. No entanto, sabemos que isso não acontece de fato. A maioria, porém acredita que o fato de ser eleitor, pagar suas dívidas e contribuir com impostos já nos fazem cidadãos, sem considerar as condições concretas que fazem alguns serem mais cidadãos do que outros.

Dentro desse contexto distorcido é que vai surgir a importância da aprendizagem em uma empresa.

Aprendizagem na empresa

Vimos que a administração cientifica de Taylor baseava-se na concepção do homo economicus, segundo a qual o comportamento do dinheiro é motivado exclusivamente pela busca do dinheiro e pelas recompensas salariais. Passado o tempo alguns estudiosos desenvolveram uma nova teoria: a de que, o homem é motivado, não só por estímulos econômicos e salariais, mas por recompensas sociais, simbólicas e não materiais que nada mais são do que o desejo de ser, que corresponde à busca da realização da vida com a força motriz de cada.

Isso é permitido e facilitado por meio da educação.

Ao se pensar em educação, é impossível não lhe atribuir papéis na qual ela tenha total relevância dentro do contexto social. Desta forma a educação é a base primordial que faz a integração entre processo político da sociedade e pode mudar a “triste” realidade de alienação do trabalho que vem do passado (como já vimos) e a qual vivendo nos dias atuais e por sua vez, eliminar o grande índice de analfabetismo que permeia a nossa sociedade, pois o acesso à escola ainda tem sido muito restrito em determinadas classes sociais.

De acordo com FREIRE (2006) a falta de consciência sobre o que é qualidade de ensino ou importância de se estudar está na raiz do nosso subdesenvolvimento, ou seja, na grande massa de trabalhadores que não é capaz de pensar, apenas executar tarefas. Além disso, trabalhador com baixa escolaridade ganha menos e corre mais risco de ficar desempregado. O homem muitas vezes passa a ser excluído do sistema, tendo como conseqüência a escravização perante o poder e a sua sujeição à crise existencial pela falta de oportunidade no mercado de

trabalho, na educação e em outros órgãos que são fundamentais na vida da sociedade.

“O trabalho que transforma nem sempre dignifica os homens e as mulheres. Só o trabalho livre nos dá valor. Só o trabalho com o qual estamos contribuindo para a criação de uma sociedade justa, sem exploradores nem explorados, nos dignifica. Na época colonial, o nosso trabalho não era livre. Trabalhávamos para os interesses dos colonistas que nos exploravam. Eles se apropriaram de nossas custas. Quanto mais ricos ficavam eles, tanto mais pobres ficávamos nós.Eles eram a minoria exploradora. Nós éramos a maioria explorada. Hoje somos independentes. Já não trabalhamos para uma minoria trabalhamos para criar uma sociedade justa. Temos muito que fazer ainda”(FREIRE, 2006:66)

Este trecho citado por FREIRE (2006) nos faz refletir um pouco sobre o conceito de dignidade do trabalho. Ele nos destaca que apenas o trabalho livre dignifica e nos faz criar uma sociedade justa. Ou seja, não basta apenas sairmos para trabalhar na instituição, empresa ou organização, como é feito rotineiramente em busca apenas do capital para a sobrevivência nesse mundo capitalista em que vivemos. Mas ao se falar em trabalho livre, muitos pensam que é um trabalho desorganizado, mas não é bem assim, esse tipo de trabalho é de ter a consciência de se trabalhar pela igualdade e pela própria justiça da nossa sociedade, pois é o único meio de conquistar direitos e promover a dignidade humana que às vezes é muito desvalorizada.

“O Brasil foi“inventado” de cima para baixo, autoritariamente. Precisamos reinventá-lo em outros termos”.(FREIRE, 2006:35) De acordo com a frase de FREIRE (2006) para podermos mudar esse caráter de desvalorização. É preciso reinventá-lo em outros termos, a educação é um ótimo ponto de partida para se realizar estratégias bem estruturadas, promovendo resultados surpreendentes. Para isso é preciso educar o trabalhador.

Seja na escola, empresa ou organização o nosso papel, como educador, é único perante a sociedade, somos responsáveis em formar cidadãos que façam a diferença em meio às controvérsias dos dias atuais facilitando assim, o progresso de

forma eficaz, ética e coerente a partir da formação e da reflexão sobre sistema vigente.

O trabalho da educação na formação do trabalhador

A educação não acontece apenas na escola, mas, em diversos outros espaços da sociedade inclusive nas empresas.

A educação assume um papel muito importante na formação profissional, pois além do seu papel de formar cidadãos, ela também prepara profissionais qualificados para o mercado de trabalho.

A qualificação do trabalhador é entendida como resultado da instrução e da experiência, sendo que por instrução compreende-se tanto a freqüência à escola, quanto a realização de cursos profissionais ofertados por instituições específicas de treinamento ou pelas próprias empresas.

Para KUENZER (1989) é preciso uma análise profunda de como a empresa tem enfrentado a relação entre saber obtido na escola e saber obtido pela experiência no trabalho com o propósito de captar o seu grau educativo, na medida em que, para a autora a partir dessa relação, o operário vai estabelecer seus conceitos de saber teórico/ prático, que desempenham papel muito importante no processo de sua constituição enquanto trabalhador.

“A forma como ele capta esta relação contribui para definir seu comportamento político, aceitando em maior ou menor grau a sua condição subalterna, os critérios de valorização do seu trabalho, os critérios de salário e promoções, submetendo-se e /ou discutindo, negociando, reivindicando”. (KUENZER, 1989:132)

A frase de KUENZER (1989) mostra a importância da formação do profissional, pois o trabalhador deixa de ser alienado e começa a ter conhecimento sobre a sua força de trabalho, habilidades e competências.

“Por outro lado, articuladas à compreensão dessa relação estão as suas aspirações à realização de cursos, tanto profissionais quanto de escolarização regular, entendidos como instâncias de aquisição de saber que escapam ao controle da empresa” (KUENZER, 1989:132)

Conforme o trecho que a autora nos destaca, nada mais compreensível, portanto, que a empresa tente controlar as representações e as formas de concretização da qualificação / desqualificação, e da aquisição de saber teórico/ prático, na medida em que a ausência destes saberes compromete a acumulação do capital.

É nesse sentido que muitas empresas têm se desenvolvido, sendo mais valorizado o trabalho à medida que aumenta o grau de qualificação. Algumas empresas visam à qualificação, outras a experiência e algumas exigem as duas qualificação/experiência.

Características de uma sociedade velha, fruto da forma capitalista de produção.

Pensado por esse lado é preciso reorganizar essa “sociedade velha, transformá-la para criar a nova sociedade não é tão fácil assim. Por isso, não se cria a sociedade nova da noite para o dia, nem a sociedade nova aparece por acaso. A nova sociedade vai surgindo com as transformações profundas que a velha sociedade vai sofrendo”. (FREIRE, 2006:74)

Onde se possa pensar o trabalho de modo que o profissional não seja o mercado e, sim, o mercado seja uma dimensão da realidade social. Trata-se de pensar o trabalho em outro contexto social, no qual o trabalhador produza para si, e no qual o produto do trabalho coletivo se redistribua igualmente, projeto que se contrapõe à forma capitalista de produção e aponte para a constituição de novas relações sociais e de um projeto de um homem novo. Trata-se de opor-se a uma visão reducionista, utilitarista, atrofiadora e, essencialmente, restritiva à formação humana.

Como foi destacado acima, precisamos transformar essa sociedade velha, para isso é preciso formar pessoas que reflitam sobre a sociedade e ao mesmo tempo em que possam usufruir os sistemas de informação disponíveis. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho depende de pessoas qualificadas para determinadas funções, é preciso prepará-las desde a educação básica e continuar o processo quando estiverem empregados.

“Esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos caracteriza o ato de estudar. Não importa que o estudo seja

feito no momento e no lugar do nosso trabalho... Não importa que o estudo seja feito noutro local e noutro momento, como o estudo que fazemos no círculo de cultura. Em qualquer caso, o estudo exige sempre esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos que observamos”. (FREIRE, 2006:58)

Aqui cabe o educador não limitar-se a transmitir conteúdos prontos, mas estar sempre se atualizando para poder permitir que os trabalhadores sejam formados não só pessoas para exercer uma função pedida pela empresa, mas para pensar indo além das paredes da empresa.

Nesse momento a intervenção do pedagogo na empresa é de extrema relevância, pois o mesmo estará apto para auxiliar no comportamento dos mesmos, sendo na forma como devem agir durante a execução de suas tarefas no ambiente de trabalho e nas suas ações que devem ser bem articuladas perante as hierarquias que devem ser respeitadas. Assim é possível compreender que a educação tem um papel importante na vida da sociedade, tanto em democracia, política, profissional e pessoal. Ou seja, todos os aspectos que compõem a sociedade fazem uma integração com a educação.

Aprendizagem continuada no ambiente de trabalho

É necessária uma aprendizagem permanente no ambiente de trabalho. Ao se falar de aprendizagem permanente, como o nome já diz, não é temporária, é um processo contínuo, ou seja, uma formação continuada.

Nesse sentido o trabalho do pedagogo é fundamental, não somente como educador, mas também em grandes empresas com diversas áreas de treinamento e desenvolvimento em sua outra área de atuação, como coordenador pedagógico.

“Ao subsidiar e organizar a reflexão dos professores sobre as razões que justificam suas opções pedagógicas e sobre as dificuldades que encontram para desenvolver seu trabalho, o coordenador está favorecendo a tomada de consciência dos professores sobre suas ações e o conhecimento sobre o contexto escolar em que atuam. Ao