5. Utviklingspsykologi
5.1. Historisk utvikling og eksperimenter
ticado por homens e mulheres de diferentes idades. Existem diversos fatores que contribuem para a performance e suces- so desportivo de um futebolista, entre eles aspectos técnicos, tácticos, físicos, fi siológicos e mentais.
Um jogo de futebol tem uma duração ofi cial de 90 minutos, podendo estender-se por mais 30 minutos de pro- longamento, e é realizado a uma intensidade muito elevada de forma intermitente e com sequências aleatórias de fases de esforço e de repouso. São muito diferentes as exigências físicas que cada jogador, variando conforme a sua indivi- dualidade bioquímica, as suas posições em campo e o seu papel tático específi co. Por tanto, compreender a fi siologia do futebolista torna-se fundamental para que se torne possível uma estratégia nutricional individualizada e adequada.
A nutrição é apenas uma das características genéticas, do treino e da motivação de um atleta, mas numa competição cada vez mais difícil, onde os clubes apresentam capaci- dades e estruturas cada vez mais semelhantes, a nutrição pode fazer a vital diferença entre uma vitória e uma derrota. Além de maximizar a sua performance, um jogo de futebol pode permanecer saudável e evitar lesões através da pratica de hábitos alimentares adequados. O patrimônio genético é decisivo para o sucesso do atleta, mas a performance deste pode ser potenciada por uma ingestão nutricional adequada que vai otimizar a composição corporal e preservar a massa muscular e óssea, promover melhores adaptações ao estímulo do treino, diminuir o risco de lesão, ao manter a função imunológica, e modular a disponibilidade de substratos energéticos.
Documentos gregos e latinos comprovam a evolução do interesse na nutrição e na ingestão proteica no desporto
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olímpico. Diogenes Laertius refere Pausanias como o autor da introdução da carne na alimentação dos atletas no sentido de potenciar a sua performance desportiva e garantir vitórias.
Há várias categorias de suplementos nutricionais comer- cializadas atualmente. Entre elas estão aquelas para ganho de massa muscular, perda de gordura corporal, os energéticos.
Intervalo
A suplementação vem se tornando cada vez mais co- mum no meio esportivo. Isto porque os atletas ou mesmo as pessoas que praticam exercício físico estão visando um melhor rendimento e/ou ganho de saúde e forma física. Mui- tos suplementos ditos ergogênicos são baseados em dados obtidos com animais de laboratório e pouco se pode extra- polar para o ser humano garantindo os mesmos benefícios. Os carboidratos são nutrientes básicos da performance do atleta, eles são um grupo de composto de diversas substancias com uma variedade de efeitos fi siológicos relacionados à saúde do indivíduo. O carboidrato tem um papel importante tanto antes como durante e depois do exercício. Desta forma, para se garantir um bom desempenho nos treinos e nos jogos de futebol, se torna necessário o consumo adequado desse nutriente.
Há muitos anos a importância dos carboidratos como fonte de energia para a construção muscular esquelética é bem reconhecida, desde a década de 1930, estudiosos impor- tantes demonstraram claramente a importância da disponibi- lidade de carboidratos durante o exercício físico prolongado e infl uência do carboidrato alimentar no metabolismo e no desempenho físico. Atletas que treinam de modo exaustivo, dia após dia, devem consumir uma quantidade adequada tanto de carboidratos quanto de energia para minimizar o risco da fadiga crônica associada à depleção acumulativa de glicogênio muscular.
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As principais funções dos carboidratos para os atletas são fornecer energia, poupar as proteínas para realizar suas funções estruturais e realizar a manutenção do sistema imune. O forne- cimento de energia dos carboidratos é três vezes maior do que a energia fornecida pelos lipídeos. O carboidrato é o principal combustível utilizado em exercícios de alta intensidade, o seu consumo fracionado e constante é necessário e importante, pois as reservas deste nutriente são limitadas, a energias fornecidas por carboidratos em exercícios moderados e intenso ocorre em uma hora de pratica, sendo necessária sua oferta durante o exercício se o mesmo durar mais que uma hora. A glicose pode ser armazenada no músculo em forma de glicogênio muscular e no fígado em forma de glicogênio hepático.
A utilização das reservas corporais de carboidratos durante o exercício físico leva uma grande depleção do gli- cogênio muscular e glicogênio hepático.
As reservas de glicogênios musculares levam até 20 horas para que sejam restabelecidas já o glicogênio hepático é de rápi- do reabastecimento. A ausência de carboidratos na alimentação do atleta, principalmente em exercícios prolongados como o futebol pode levar a um importante estado de catabolismo proteico, ou seja, de perca de massa muscular. Por outro lado uma dieta rica em carboidrato tem se mostrado um importante nutriente para aumento de tempo do atleta até a exaustão.
O consumo agudo do carboidrato durante a prática de atividade física tem promovido a manutenção da glicemia, diminuindo assim a utilização de glicogênio durante o exer- cício, mantendo as reservas e favorecendo a ressíntese de glicogênio entre os tiros. As principais fontes de carboidratos alimentares são os carboidratos simples como frutas, mel, melado, e açúcar de mesa e os carboidratos complexos como arroz, aveia, trigo, feijões e raízes (inhame, macaxeira, batata doce). E as fontes através de suplementos alimentares são a maltodextrina, dextrose, glucose, amido e D-ribose.
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Quadro 1. Alimentos de acordo com o seu índice glicêmico
BAIXO IG < 55 Macarrão 43 Batata doce 61
Soja 18 Uva 46 Uva passa 64
Leite integral 16 Mandioca 40 Beterraba 64 Grão de bico 24 Mamão papaya 43 Granola 65 Maçã 36 Arroz parboilizado 47 Abacaxi 65 Banana prata 27 Cenoura 47 Sacarose 67 Pêssego 28 Milho cozido 48 ALTO IG > 70 Lentilha 30 Ervilha 48 Purê de batata 70
Leite desnatado 32 Biscoito maisena 50 Tapioca 70
Pêra 33 Kiwi 53 Pão francês 70
Iogurte 36 Manga 55 Pão integral 75
Feijão cozido 38 Arroz integral 55 Abóbora 75
Cream-cracker 38 MODERADO IG 56 -69 Melancia 80
Suco de maçã 41 Farinha mandioca 52 Flocos de milho 81
Aveia 39 Polenta 52 Batata inglesa 81
Ameixa 39 Inhame 55 Glicose 100
Suco de laranja 41 Arroz polido 57
Quando pensamos em carboidratos e esporte pensa- mos em energia e em quanto tempo essa energia (glicose) chega à corrente sanguínea para que possamos utilizá-las como combustível, para isso precisamos entender o índice glicêmico. É a habilidade do alimento em afetar os níveis de glicose sanguíneos.
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Os alimentos de alto índice glicêmico aumentam rapi- damente a glicose sanguínea e elevam os níveis de insulina no sangue, favorecem a reposição dos estoques de glicogênio muscular e o depósito de gordura no tecido adiposo.
Alguns fatores que infl uenciam na resposta glicêmica dos alimentos são o alto teor de lipídeos e proteínas, a fi bra dietética, o amido resistente e a porção do alimento. A carga glicêmica leva em consideração seu índice glicêmico versus a quantidade em gramas de carboidratos no alimento dividido por 100, desta forma um alimento pode ter um alto índice glicêmico, mas uma baixa carga glicêmica, por exemplo, a melancia em porção de 120 gramas tem apenas 8 gramas de carboidrato disponível, então seu índice glicêmico é igual a 80 %, mas sua carga glicêmica é apenas 6,4 %, sendo então um alimento recomendado mesmo quando o objetivo não for o consumo de alimentos com alto índice glicêmico.