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5.3 Gjennomføringen

5.4.3 Helsehuset

O lúdico é parte integrante quer da infância quer dos seres humanos em geral. Os jogos e brinquedos fazem parte da infância das crianças, onde a realidade e o faz de conta se relacionam e complementam. O olhar sobre o lúdico-jogo não deve ser visto apenas como forma de diversão, mas sim, de extrema importância no processo de ensino-aprendizagem na fase da infância. A criança ao brincar e ao jogar envolve-se de tal forma que coloca na ação que partica o seu sentimento e a sua emoção.

O jogo apresenta duas funções no processo de ensino-aprendizagem. A primeira é lúdica, onde a criança encontra o prazer e a satisfação no jogar, e a segunda é educativa, onde através do jogo a criança é educada para a convivência social, já que o mundo à qual faz parte possui leis e regras as quais precisam ser conhecidas.

O jogo permite / Com o jogo queremos:

 Aprendizagem social – saber estar com os outros;

 Desenvolvimento cognitivo, motor, e afetivo;

 Experimentar diferentes tipos de jogos;

 Conhecer, inventar e reinventar regras – liberdade de criação;

 Adquirir habilidades motoras;

 Estimular e criatividade, uautoconfianças, autonomia;

 Desenvolver a linguagem, contactando com novos vocábulos, formas de

expressão, etc;

 Estimular o pensamento, raciocionio lógico e concentração;

 Promoção de momentos de ansiedade, angústia, dificuldade para proporcionar

soluções que facultem ferramentas positivas a ultrapassar estes sentimenos/sensações. Por meio dos jogos e brincadeiras a criança aprende a controlar os seus impulsos, a esperar, respeitar regras, aumenta sua autoestima e independência, servindo também para aliviar tensões e diminuir frustrações, pois através do brincar a criança reproduz situações vividas no seu quotidiano.

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3.3- 1º MOMENTO- Leitura da História “ A estrela perdida”

Quando cheguei à sala dos 5 anos A as crianças já haviam iniciado a abordagem ao sistema sola e como tal achei que, inicialmente deveria fazer algo relacionado com a mesma temática. Assim, nesse sentido fui à procurar de livros que pudessem sustentar as pesquisas e duvidas das crianças, favorecendo e promovendo desta forma o contacto das crianças com os livros.

O objetivo era encontrar um livro que explicasse o sistema solar, ou seja falasse dos planetas, das constelações, da lua, de forma a ser de fácil compreensão para as crianças. O livro selecionado foi então “a estrela perdida” de Francisco Fernandes, que aborda a história de uma estrela perdida que acabou por encontrar o seu lugar onde "os homens do Planeta Azul não puderam deixar de a ver quando, à noite, olhavam para o céu. ". Ao longo da sua viagem a estrela “fala” de diferentes planetas e das suas características, dando enfase ao nosso planeta, Terra, ou seja a estrela faz uma viagem pelo espaço, passa pelos planetas, encontra e identifica imagens no céu, as constelações referindo a ursa maior e menor e que as constelações representam também todos os signos do zodíaco. Na sua viagem, a estrela ao anoitecer também observa a lua.

Após a leitura do livro coloquei às crianças algumas questões de interpretação, oralmente, uma vez que isto já é um método utilizado pela educadora para conseguir mais atenção por parte das crianças e prepará-las também para a entrada no 1º ciclo. Quando questionadas as crianças não deverão responder imediatamente, mas sim colocar o dedo no ar de forma a criar as mesmas oportunidades de resposta a todas as crianças, se necessário contrapor as diferentes respostas e perceber se realmente a criança entendeu os pontos mais importantes da história. Neste seguimento algumas crianças colocaram questões e surgiu então uma troca de informação:

Vitória- o que são constelações?

Eu- segundo os astrónomos são conjuntas de estrelas que formam imagens. Vitória, Duarte, Diogo e Clara- e o que são astrónomos?

Eu- são pessoas que observam as estrelas e lhes dão nomes.- Desta forma e para melhor compreensão das crianças optei por dar um exemplo- se olharmos para o céu realmente so observamos estrelas a brilhar, mas se imaginarmos linhas e ligarmos os pontos que brilham também conseguimos ver imagens. Agora é dia, mas temos nuvens lá fora, por vezes não dizemos que uma nuvem parece um animal ou uma árvore, isso também é imaginar.

Entretanto as crianças começaram a olhar para o exterior e observar o céu e diziam o que lhes pareciam algumas nuvens.

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Para aprofundar mais o conhecimento sobre esta temática, após a leitura e as questões de

compreensão da história optei por mostrar um vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=7jkCIRdvGIg)

às crianças para atrair mais atenção por parte destas e tornar mais atrativo o tema. O facto de levar algo de novo para a sala já é suficiente para motivar a criança e despertar o seu interesse, neste caso recorri ao uso do tablet.

As crianças ficaram desde logo fascinadas e motivadas por utilizar um novo recurso da sala, mas muito contribuiu o facto de o vídeo ser curto, direto, com linguagem de fácil compreensão para as crianças e os desenhos animados serem coloridos fez cativar mais a atenção da criança.

Mais uma vez, por ser um hábito foram colocadas novamente questões de compreensão para sustentar todo o conhecimento que havia sido passado e adquirido pelas crianças. A educadora já tinha falado com as crianças sobre os planetas e as suas características e na sala já tinham afixadas algumas pesquisas feitas pelas crianças, bem como alguns desenhos. O que suscitou questões por parte das crianças e alguma intervenção foi a lua, uma vez que as crianças faziam comentários como “já vi duas luas diferentes uma era assim com uma curva e outra era grande e cheia”.

No meio disto a Clara interveio dizendo:

- Sabes Helena, eu já vi uma lua diferente, ela era assim (fazendo o desenho com as mãos referindo-se ao quarto crescente ou quarto minguante)

Eu- esta lua a que a Clara se está a referir é uma das quatro fases da lua. Crianças (em uníssono)- quatro fases da lua???

Eu- sim. A lua tem 4 fases. Vou fazer a pesquisa em casa e amanhã trago para vocês observarem as diferentes luas.

Assim foi, no dia seguinte quando cheguei à sala as crianças questionaram de imediato se tinha trazido as quatro fases da lua. Quando foi possível, no fim do tempo livre, com todas as crianças sentadas em roda no chão, mostrei às crianças através da impressão de imagens as diferentes fases da lua, lua cheia, lua nova, quarto crescente e quarto minguante.

As crianças mostraram sempre curiosidade pelo sistema solar e tudo o que lhe está associado e nesse sentido, em conversa com a educador sugeri que se fizesse uma visita ao planetário no Porto, para consolidar o conhecimento das crianças, mas também para estas se divertirem e explorarem fora da sala.

A educadora gostou da ideia que sugeri, mas como era algo que implicava custos disse-me que seria melhor apresentar uma proposta escrita à coordenadora pedagógica, Cristina Rocha, da instituição e ver a possibilidade que havia para a visita acontecer. Assim o fiz, e obtive de imediato

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resposta positiva. De facto tendo em conta que era a temática abordada em sala, a coordenadora achou uma proposta interessante e pertinente para as crianças e abordou a questão junto da educadora da sala. Como a outra sala dos cinco anos também estava a abordar o sistema solar também inclui a sua participação na atividade.

Como as crianças tem um horário muito preenchido e com a realização da festa de Natal para apresentação aos pais e o cantar dos reis, que já é prática habitual em anos anteriores com as salas de cinco anos, a visita ao planetário só foi possível de realizar em 26 de Janeiro de 2017.

As crianças adoraram a visita ao planetário, ficaram fascinadas com tudo o que viram e considero ter sido bastante benéfico para elas uma vez que ali observaram “mais de perto” os planetas, pois a atividade foi realizada numa sala com ecrã 360º e rotatividade o que despertou ainda mais o interesse das crianças.

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3.4- 2º MOMENTO: LEITURA DA HISTÓRIA “SERAFIM ESTÁ SEMPRE CONSTIPADO”

Mais uma vez a próxima atividade/jogo vem ao encontro de uma temática abordada em sala, mas também por estarmos no inverno e ser necessário alguns cuidados. Como também já tem sido habitual na instituição Mais plural, as crianças de todas as salas de jardim-de-infância participam no projeto heróis da fruta que defende o lema da alimentação saudável onde estejam presentes na rotina das crianças alimentos como diferentes tipos de fruta, legumes, peixe, etc.

Assim, neste sentido decide trazer para a sala o livro “Serafim está sempre constipado”, de Manuela Mota Ribeiro. Esta história convida ao desfrute da aprendizagem nutricional, com um enfoque pedagógico divertido e cativante. A sua personagem principal, Serafim, é um hipopótamo que está sempre constipado, não sabe assoar o nariz e não come alimentos coloridos. Numa ida à consulta de pediatria, o médico, que já o conhece muito bem, consegue convencer Serafim a provar os alimentos 20 vezes, antes de dizer que não gosta. Uns dias depois, Serafim faz sucesso ao festejar o seu 7.º aniversário de uma forma bem original… No final, um espaço educativo da área da nutrição, ilustrado de uma forma alegre e cativante, pretende ensinar a colorir as refeições dos mais pequenos. A mágica e belíssima música criada por Sofia Ribeiro vem enriquecer a narrativa, ao ritmo do Jazz, contribuindo, assim, para o processo de aprendizagem.

Mais uma vez após a leitura e audição da música que acompanha a história foram colocadas às crianças questões de compreensão sobre a mesma.

A música foi utilizada como estratégia para cativar mais o interesse da criança e proporcionar um momento mais descontraído após alguns minutos sentados a ouvir a história, que era um pouco extensa.

Como mote para a o jogo que realizei com as crianças, recorri à parte da história em que é organizada uma festa de aniversário para o Serafim e são utilizadas diferentes frutas. Assim decidi dar ao jogo o título “à descoberta dos sabores”.

Desta forma levei para a sala diferentes tipos de frutas em tupperwere´s, previamente cortadas em casa para que não houvesse desperdício de tempo, como maçã, pera, abacaxi, manga, romã, quiwi, maracujá e laranja. Inicialmente as crianças viram as frutas cortadas, mas uma vez que o jogo se chama à descoberta dos sabores as crianças não poderiam provar as frutas sem os olhos vendados, e desta forma seria mais entusiasmante e divertido para as crianças. Utilizei também várias colheres e palitos para colocar os alimentos à boca das crianças e garantir a higiene das mesmas.

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Assim fui chamando as crianças uma por uma e já com os olhos vendados teriam de adivinhar qual a fruta que estavam a mastigar. A regra, tal como dizia no livro, era que nenhuma criança se recusasse a comer qualquer alimento sem antes o provar, pois quando viram os alimentos algumas crianças já diziam que não gostavam de determinado alimento e por isso não queriam jogar. Mas todas as crianças participaram na atividade, quando se tratava de laranja, pera, maça, ou seja frutas habituais na alimentação das crianças, estas adivinhavam com alguma facilidade o seu sabor, quando eu dava a provar frutas como a manga, a romã, abacaxi e o maracujá já causava alguma estranheza e tornava-se mais difícil as crianças identificar o seu sabor. No fim do jogo sobrou alguma fruta e então as crianças que quisessem experimentar algum fruto podiam fazê-lo ou mesmo os frutos que já conheciam também podiam comer. Terminamos a cantar juntos o refrão da música. (https://www.youtube.com/watch?v=XkMBzIXaYfI ).

As crianças mostraram bastante interesse não só pela história, mas também pelo jogo pois puderam descobrir novos sabores. A história visava cativar as crianças para a prática de uma alimentação saudável para não andarmos doentes como o Serafim, mas também variar os alimentos que colocamos no prato, e que nunca devemos dizer não gosto sem nunca provarmos antes. Fica então o registo fotográfico da atividade.

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3.5 3º MOMENTO: EXPLORAÇÃO DE DOIS JOGOS (DOMINÓ E LOTO) Jogo dominó

O jogo desempenha um papel importantíssimo na Educação Matemática "ao permitir a manifestação do imaginário infantil, por meio de objetos simbólicos dispostos intencionalmente, a função pedagógica subsidia o desenvolvimento integral da criança" (Kishimoto, citado por Souza, 2010, p.22).

Num terceiro momento decidi então realizar um jogo já conhecido por alguns, mas desconhecido para outros. Não me limitei a comprar um jogo dominó e a levar para a sala, mas sim fiz a construção do jogo com cartão duro e resistente para que fosse de fácil manipulação e não se estragasse com facilidade. Inicialmente abordei a educadora no sentido de construir o dominó mas com operações matemáticas, ou seja as peças seriam iguais à do jogo tradicional apenas continham operações de soma e subtração e a peça de encaixe teria o resultado num dos lados e outra operação no outro lado com imagens ilustrativas, de modo a ser mais fácil para a compreensão das crianças. A educadora achou que era uma boa ideia mas que possivelmente não conseguiriam as operações para dar as 28 peças com um número limite de soma a ser 15 ou 20. Assim ficamos pela construção do jogo tradicional com as pintas pretas.

O jogo dominó possibilita desenvolver o raciocínio lógico. Através deste podemos classificar e estabelecer relações em diferentes circunstâncias do contexto educacional. O dominó é um jogo tradicional, coletivo e conhecido das crianças. As interações permitem momentos de comunicação e de construção de informações partilhadas. A aprendizagem através de jogos, como o dominó, permite que a criança faça da aprendizagem uma ação interessante e prazerosa.

Os jogos de dominós permitem trabalhar contagem organizada, representação numérica, realização de operações, etc. Os jogos estão em correlação direta com o pensamento matemático, pois nestes temos regras, instruções, definições, deduções, desenvolvimento, etc

No jogo que construi e levei para a sala havia 28 peças, tal como no jogo tradicional, assim e para que todas as crianças percebessem como se joga e respeitasse as regras, as crianças sentaram- se todas em círculo no chão e dei a cada criança uma peça, sobraram 6 peças de fora, uma vez que são 22 crianças. Comecei por questionar as crianças se já conheciam o jogo e a forma como se jogava, algumas crianças responderam que conhecem o jogo mas nunca jogaram e apenas uma disse que conhece e já o jogou com os pais. Foi então que iniciei a explicação do jogo dizendo que este é constituído por 28 peças, que geralmente cada jogador inicia com 7 peças, mas que este número

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depende do número de jogadores, se forem mais jogadores terão menos peças se forem menos terão mais peças. Quem inicia o jogo é o jogador que tirou o doble cenas, a peça mais alta do jogo que tem ambos os lados com seis pintas negras. Se nenhum jogador tiver essa peça então passa para o doble quinas e assim sucessivamente até que alguém tenha um doble para iniciar o jogo. O jogo corre para o lado dos ponteiros do relógio, ou seja para a direita. Expliquei às crianças que num jogo a sério há pontos quando as peças que encaixam somam número acabados em 5 ou em 0, mas que na sala apenas íamos fazer o encaixe das peças.

Assim que terminei, as crianças disseram que já tinham percebido e em conjunto realizamos o jogo para que depois em grupos de 4 fossem explorar o jogo de uma forma mais clara e pormenorizada. Desta forma questionei às crianças para olharem para a sua peça e a criança que tivessem seis pintas de ambos os lados iniciasse o jogo, e assim foi.

Inicialmente houve alguma confusão por parte das crianças porque queriam colocar peças de lado de uma peça já jogada anteriormente, depois ficavam tristes se chegava a sua vez e não tinham possibilidade de jogar porque em nenhum dos lados dava para colocar a peça. Durante a realização do jogo também expliquei às crianças que há sete peças por cada pinta negra, ou seja há sete peças com seis pintas negras, sete peças com cinco pintas negras e assim consecutivamente e que há possibilidade de fechar o jogo assim que as sete peças com o mesmo número de pintas já tenham sido jogadas e sejam as únicas livre para o jogador seguinte jogar.

As crianças ficaram contentes com a apresentação do jogo e mais ainda quando disse que este jogo ia ficar na sala para eles brincarem no seu dia-a-dia e se divertirem a aprender. Após a realização do jogo em grande grupo e como se seguiu o tempo de brincar nas áreas, algumas crianças pegaram no jogo e foram explorá-lo com os colegas. Aqui também houve um pouco de confusão porque ninguém queria perder, e então trocavam as peças que tinham na mão pelas peças que estavam de lado para se ir buscar caso não conseguissem jogar. Mas expliquei que temos de saber ganhar e saber perder, e que fazer batota não é um bom princípio porque podemos ganhar o jogo injustamente, sem termos jogado de igual para igual, acrescentando que perder também faz parte do jogo, mas que o importante é participar e perceber onde erramos e corrigir esses erros no futuro.

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Jogo do Loto

Não no mesmo dia que o jogo anterior, mas na mesma semana apresentei também na sala o jogo do loto, este também um jogo bem conhecido das crianças da sala. Aliás na sala as crianças tem o jogo do loto mas com bonecos da Disney e eu optei também por construir o jogo do loto recorrendo ao mesmo material do dominó, ou seja cartão duro e resistente que posteriormente plastifiquei para que as crianças os possam manipular sem os danificar.

Depois de abordar a educadora e esta me ter dito que é importante que as crianças tenham contacto com as imagens mas também é fundamental conviver com as palavras e as letras para que comecem a fazer associações que lhe permita adquirir conhecimento. Seria também essencial que as palavras e imagens do loto fosse de encontro ao que tem sido temática da sala, mas similarmente outro tipo de vocabulário com o objetivo de o enriquecer.

Nesse sentido, construí os cartões com profissões e o sistema solar que já havia sido abordado inicialmente, para atrair a atenção das crianças e ao mesmo tempo motivar com algo que elas gostaram de abordar.

Em dias anteriores, a educadora Neuza tinha organizado grupos com cinco e seis elementos à qual cada grupo escolheu um nome e, para desenvolver o espirito de competição atribuía pontos, quando realizava algum jogo ou atividade com o grupo de crianças.

Desta forma, pedi às crianças que se organizassem pelos grupos feitos anteriormente e a cada grupo de crianças dei um cartão com palavras e imagens, porque as crianças não sabem ler mas fazem associação de imagens. Eu tinha na posse um saco com as palavras dentro que ia retirando uma a uma e mostrava a imagem e lia a palavra lá escrita, e o grupo de crianças teria de olhar para o seu cartão e encontrar as imagens que o compunham. Os cartões eram retirados aleatoriamente para que fosse justo para todas as crianças e não houvesse batota. À medida que ficavam com o cartão preenchido o grupo de crianças teria de dizer a palavra loto e eram atribuídos pontos assim que eu fizesse a correção e confirmasse que o cartão foi preenchido corretamente. A equipa a terminar primeiro adquiria 4 pontos, a equipa a terminar em segundo lugar adquiria 3 pontos e assim consecutivamente até a última equipa terminar e somar um ponto.

As crianças gostaram imenso do jogo, divertira-se, adquiriram novo vocabulário e estimularam a atenção e memorização. As crianças estavam eufóricas e pediram para repetir o jogo mais duas vezes, o que foi possível de aceder uma vez que, posteriormente era a hora de almoço e ainda sobrava alguns minutos.

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3.6 4º MOMENTO: APRESENTAÇÃO DE DUAS ATIVIDADES DE ORIENTAÇÃO ESPACIAL

Este jogo vai de encontro ao que a professora Gabriela, de ginástica, tem trabalhado com as crianças, ou seja o sentido de orientação, esquerda e direita, para a frente e para trás, no sentido de aprofundar mais os seus sentidos sobre noção de espaço.

A professora Gabriela já tinha pedido às crianças para que em casa juntamente com os pais fizessem um exercício muito simples como andar para o lado, andar para o outro lado, andar para a frente e andar para trás e nesse sentido, inicialmente formalizei uma história para que as crianças se movimentassem da mesma forma mas com os termos designados para tal. Para ser mais fácil as