Del III – Resultater av utvidede kontroller
Sak 2: Helseforetakenes ivaretakelse av ansvaret for pasientreiser
Neste trabalho científico analisamos os nove Carrefours Rurais que existiram em Portugal, espalhados pelo Continente e Açores.
Recorrendo ao método do Estudo de Caso, como metodologia científica, o objectivo geral deste nosso estudo é a validação da hipótese inicialmente formulada.
Por razões que se prenderam com as regras de funcionamento da União Europeia, nomeadamente ao nível do regulamento financeiro da União em vigor a partir de 2003, os
Carrefours Rurais foram extintos em 2004. No entanto e apesar da sua extinção, torna-se importante realizar uma análise ao funcionamento dos mesmos. Assim, consideramos que a execução do nosso estudo era pertinente visto ter sido criada, em 2005, uma nova Rede de Centros de Informação, agora designada de Rede de Centros de Informação EUROPE
DIRECT, cujo objectivo e linhas de orientação, em termos de funcionamento são muito
idênticas às que orientavam a Rede de Carrefours Rurais. Trata-se na verdade da continuação do projecto inicial, agora com uma reorientação em termos dos seus objectivos.
Com o objectivo de validar a hipótese por nós formulada orientamos o nosso estudo no sentido da obtenção de respostas às questões formuladas aquando da definição da hipótese em causa, servindo estas de parâmetros orientadores do mesmo.
Pretendeu-se saber como surgiram os Carrefours Rurais nacionais e que dinâmicas foram sendo por eles promovidas resultantes da sua articulação com as Entidades Hospedeiras e a sua área geográfica de intervenção. Existia ou não uma relação de diferenciação das actividades levadas a cabo por cada um dos Carrefours Rurais e as características específicas das entidades hospedeiras, bem como as próprias características da região onde estavam implantados. Como funcionavam, em que fundamentos assentavam o seu modo de actuação.
Metodologia
A metodologia, tendo em conta Lima (2000:11) consiste na análise sistemática e crítica dos pressupostos, princípios e procedimentos lógicos que apoiam a investigação sociológica. Segundo este mesmo autor, situam-se aqui “as questões relacionadas com a estratégia de pesquisa a adoptar em referência e a adequação a certos objectos de análise em ordem à relacionação e integração dos resultados obtidos através do uso das técnicas” (Lima, 2000:11- 12).
Desta definição podemos concluir que a metodologia se baseia, fundamentalmente, no confronto crítico das investigações desenvolvidas em relação a certos objectos de conhecimento. E, podemos ainda acrescentar que esta se baseia na análise efectuada com base nas técnicas.
Aquando da definição do objecto de estudo e da hipótese orientadora da investigação que nos propusemos levar por diante, deparamos com a necessidade de identificarmos a metodologia científica a seguir. Após leituras, para melhor percebermos quais os métodos existentes e qual
o que melhor poderia orientar o estudo por nós pretendido, adoptamos o “Estudo de Caso” como metodologia científica a aplicar ao nosso objecto de estudo.
Uma monografia, segundo Lima (2000:19) pode recorrer à combinação de diferentes técnicas de recolha de dados, nomeadamente, a análise documental, a observação directa de grupos, entrevistas. O mesmo pode acontecer, com o estudo de caso, o qual pode basear-se na observação participante, na análise de documentos (biografias, correspondência, actas de reuniões, discursos), em entrevistas clínicas centradas, entre outros.
O nosso estudo de caso visa a análise ao caso português dos Carrefours Rurais nacionais. A bibliografia consultada apresentou-nos cenários com vantagens e desvantagens do recurso ao estudo de caso como metodologia científica. Constatamos que se trata de uma abordagem metodológica com grandes potencialidades, mas também com alguns problemas. No entanto, e apesar das fraquezas e limitações que lhe são apontadas, nos últimos anos, o estudo de caso, serviram de base para a realização de variadas dissertações, quer de mestrado quer de doutoramento, bem como fonte inspiradora para a realização e implementação de vários projectos de investigação. Talvez as críticas feitas não sejam unânimes e não se apliquem directamente ao método em si, mas aos trabalhos efectuados, onde a insuficiência de precisão, de objectividade e de rigor, seja apenas atribuída aos responsáveis directos dos estudos em causa.
O estudo de caso é um método das ciências sociais detentor de vantagens e desvantagens, como qualquer outro método. As suas vantagens e desvantagens deverão ser analisadas e ponderadas através da análise das três condições de que dependem: o tipo de problema e questões às quais pretendemos obter respostas; o controle efectuado pelo investigador sobre eventos comportamentais actuais, bem como a sobreposição do enfoque contemporâneo em relação ao enfoque dado a factos históricos.
O investigador deve estar atento aos pontos críticos apresentados pelos outros autores que se debruçam sobre este assunto, no sentido de melhor planear a execução do estudo de caso (Ver Goode e Hatt (1969); Yin (1989) e Bonoma (1985)).
Assim, aquando da nossa decisão, as questões levantadas relativas a este método estiveram presentes e tivemos consciência das mesmas. No entanto, e apesar dos aspectos negativos salientados, a nossa escolha recaiu sobre o estudo de caso, por nos parecer mais adequado para apoiar a investigação pretendida.
O estudo de caso pode ser caracterizado com um estudo de uma entidade bem definida como uma instituição, uma unidade social, uma pessoa, um projecto, um sistema educativo, entre outros. Goode e Hatt (1969:422) dizem-nos que o estudo de caso “não é uma técnica específica. É um meio de organizar dados sociais preservando o carácter unitário do objecto social estudado. É uma abordagem que considera qualquer unidade social como um todo. Tull e Hawkins (1976:323), por sua vez, vieram afirmar que “um estudo de caso se refere a uma análise intensiva de uma situação particular”. Por outro lado, Yin (1989:23) apresentou, segundo ele uma “definição mais técnica ao referir que o estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenómeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, quando a fronteira entre o fenómeno e o contexto não é claramente evidente e onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas”. Do nosso ponto de vista, e seguindo em parte o raciocínio de alguns autores, como por exemplo Bell (1993), este método, entre outras, apresenta uma grande vantagem para o investigador ao possibilitar-lhe que se concentre num caso específico ou situação e de identificar, ou tentar identificar, os diversos processos interactivos em curso. No entanto, importa aqui referenciar que, tal como Kilpatrick (1998) o refere, são vários os autores que salientam que, o estudo de caso não é por si só uma metodologia de investigação, salientando que é, essencialmente um «design» de investigação. Este «design» de investigação, por sua vez, pode ser conduzido no quadro de paradigmas metodológicos muito distintos, como por exemplo o positivista, o interpretativo e o crítico.
Por outro lado, Goode e Hatt (1969:422) consideram que, o método do estudo de caso “não é uma técnica específica. É um meio de organizar dados sociais preservando o carácter uno do objecto social estudado”. Neste sentido, e podendo ser acrescentada à caracterização anterior, Tull e Hawkins (1976:323) consideram ainda que “um estudo de caso refere-se a uma análise intensiva de uma situação particular”.
Assim, o estudo de caso é considerado uma estratégia de investigação que, segundo Portela (2003:16) citando Benbasat et al (1987) “examina um fenómeno no seu meio natural, a partir de múltiplas fontes de evidência (indivíduos, grupos, organizações) e pelo emprego de métodos diversificados de recolha e tratamento de dados (entrevistas, dados secundários com artigos de jornal, memorandos, relatórios)”. Desta forma podemos concluir, tal como Yin (1989:23) referenciou que o investigador tem ao seu alcance múltiplas fontes de informação que podem ser utilizadas na análise de uma entidade no seu contexto real.
Importa ainda referir que, segundo Goode e Hatt (1969:400), o estudo de caso é considerado um tipo de análise qualitativa.
Lima (2000:24) refere que “os métodos quantitativos são inadequados ao estudo de fenómenos únicos, às análises de sociologia histórica ou do funcionamento de sociedades restritas: a análise qualitativa será, nestes casos apropriada”.
Para efectivarmos o estudo de caso recorremos ao inquérito dirigido, enviado pelo correio postal aos recursos humanos que estiveram adstritos as Carrefours Rurais nacionais, como instrumento de investigação, bem como à análise documental, nomeadamente relatórios de actividade e financeiros dos mesmos.