Resultater nasjonale prøver regning 9.trinn 2011-2013 Midt-Gudbrandsdal
3.3 Helse og omsorg – Samhandlingsreformen
Segundo Duarte (2002), esta teoria teve a sua origem na psicologia, com os trabalhos de Vigotsky, Leontiev e Luria, sendo considerada com resultado de um esforço
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conjunto para construção de uma psicologia sócio-histórico-cultural, alicerçada na filosofia marxista.
Para Martins e Daltrini (2006), a teoria da atividade, pode ser entendida como uma conjectura de cunho filosófico e interdisciplinar que tem como objecto de estudo o processo de desenvolvimento dos seres humanos, oriundo de práticas experienciais, tanto de forma individual, como àquelas que ocorrem nas relações sociais. Para este autor, ela tem como princípio fundamental a promoção da unidade entre consciência e actividade, ou seja, o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores que emergem das interacções do homem como o meio ambiente, legitimando assim, o contexto no qual está inserido, bem como as práticas oriundas no âmbito da colectividade.
O conhecimento sob essa óptica, deve ser socializado pela humanidade sob várias perspectivas e ambientes, suscitado pelas variáveis sociopolíticas e culturais contribuindo assim, para aumentar o horizonte cultural dos indivíduos, perspectivando o seu desenvolvimento integral (Duarte, 2002).
Toda a actividade humana é justificada por ser essencialmente objectual, a qual pode, segundo Leontiev (1981), manifestar-se pelas necessidades básicas de sobrevivência ou pela necessidade pulsante e dialéctica, transformando assim a própria actividade e, consequentemente, o sujeito envolvido. Sendo assim, o homem inserido na sociedade da informação mediada pelas tecnologias digitais, é que determina em larga medida as oportunidades para a sua experiência humana, frente à multiplicidade de aplicativos e ambientes virtuais disponíveis. Portanto, corroboramos das ideias de Davidov (1988,p.27), quando diz que:
La categoría filosófica de actividad es la abstracción teórica de toda la práctica humana universal, que tieneun carácter histórico social. La forma inicial de actividad de laspersonas es la práctica histórico social del género humano, es decir, la actividad laboral colectiva, adecuada, sensorio-objetal, transformadora, de las personas. En la actividad sepone al descubierto la universalidad del sujeito humano.
Com base nestes pressupostos e nos ensaios de Engestrom, Miettinen e Punamaki (1999) poderíamos aqui tentar conceituar esta teoria, como sendo uma abordagem multidisciplinar, desenvolvida a partir do conceito de mediação entre os seres humanos e o ambiente, que tem como foco as actividades desenvolvidas pelo ser humano no seio social. Estas actividades são mediatizadas pelo uso das tecnologias que emergem das próprias
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necessidades dentro de um contexto sócio, político e cultural. Por isso, são consideradas como veículos da experiência social e do conhecimento científico, sujeitas a transformações ao longo da história (ver figura 7), a que Vygotsky alude como relação de mediação entre o indivíduo e o ambiente.
Figura 7: Relação mediada do sujeito com o meio ambiente (Daniels, 2003)
Podemos observar que o sujeito é o actor principal da actividade, cujo desenvolvimento depende das relações intermediadas pelos artefactos, que são a base material para se atingir os objectivos. E por fim, o objecto, que não deixa de ser a própria materialização do propósito, que mobiliza o indivíduo para acção, mediado pelas diversas ferramentas num processo contínuo de interacção com o meio social. As ferramentas/ instrumentos servem como um fio condutor da actividade humana para o controlo e domínio do meio social, fazendo um elo de ligação entre o comportamento do sujeito e a própria natureza, pois “os instrumentos e os signos não verbais fornecem ao aprendiz maneiras de
tornar mais eficazes seus esforços de adaptação e solução de problemas” (Cole,
et al
., 2008,p.158).
Sendo assim, entendemos que toda a actividade de aprendizagem deve estar imbuída de objectivos (ver figura 8), os quais devem ter uma relação directa com o indivíduo, para que ele possa estabelecer conexões entre o que já sabe (zona de desenvolvimento real) com o que pode ser apreendido (zona de desenvolvimento potencial). Mas para que de facto essa aprendizagem possa ocorrer, é necessário que a actividade seja rica em representações da materialidade, seja pelo conhecimento empírico (práticas quotidianas) ou pelo conhecimento científico, com vista a construção do conhecimento.
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Figura 8: Representação da teoria da actividade (adaptada de Schemes, 2008, online)
Segundo Schemes (2008), na teoria da actividade, o sujeito é o protagonista da acção, é ele quem elabora os conceitos. Por isso se diz que os motivos são internos, conferindo uma característica ímpar e pessoal a cada sujeito envolvido. E é neste contexto, face às interacções que se estabelecem entre os homens e o próprio meio social, que as actividades podem promover mudanças significativas, contribuindo para o desenvolvimento dos indivíduos e da própria actividade.
Isto equivale não só á actividade, mas aos instrumentos, os quais servem de apoio
para que ela se desenvolva, pois “
there are many interactions that cannot be mediated with
speaking or writing. Other tools are necessary to the human systems or networks in which
work goes on. And those tools may be more important to particular activity systems or
constellations of activity systems”
18 (Russel, 1997,online
). Portanto, podemos dizer quediante do mundo globalizado, é natural que o ser humano busque novos instrumentos de socialização e interacção (por exemplo, as redes sociais), tornando toda e qualquer actividade mais rica, diversificada e acima de tudo vislumbrando novas formas de aprendizagem em que a comunicação assume papel de destaque. Sob essa perspectiva, Rodrigues (2006,
online
) enfatiza que, e passamos a citar:Sendo a linguagem, o veículo de comunicação e apropriação do conhecimento, pois é através dela que ocorre a mediação entre o homem e o ambiente, sendo o sujeito do conhecimento constantemente estimulado pelo mundo externo que internaliza esse conhecimento construído ao longo da história e que, para Vygotsky, está na actividade prática, nas interacções estabelecidas entre o homem e a natureza fazendo com que as funções psíquicas nasçam e se desenvolvam (Rodrigues, 2006, online).
18 Existem muitas interações que não podem ser mediadas com o falar ou com a escrita. Outras ferramentas são necessárias para os sistemas humanos ou redes nas quais os trabalhos decorrem.E essas ferramentas podem ser mais importantes para determinados sistemas de actividade ou constelações de sistemas de actividade.
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De facto, por meio da linguagem, as pessoas podem reflectir sobre suas experiências, contribuindo assim para a construção do conhecimento, sendo portanto, também um processo profundamente social, uma vez que a aprendizagem se torna mais rica
e variada, fruto das interacções estabelecidas com o meio sociocultural.