• No results found

5. REGRESJONSANALYSE AV JOBBTILFREDSHET

5.1 H VOR TILFREDSE ER SOSIALARBEIDERNE MED JOBBEN ?

Significado da Pontuação na Escala – Tecnologia

1- Irrelevante; 2- Pouco Relevante; 3- Relevante; 4- Muito Relevante; 5 – Extremamente Relevante. B) Formulário de Pesquisa - Tecnologia

Pontuação 1-5

B - Tecnologia

1-A infraestrutura de TI está dimensionada para atender às demandas internas e

externas;

2- Há investimentos constantes de TI para que a organização se mantenha atualizada

com as últimas novidades tecnológicas;

3- Todos os colaboradores estão ligados à rede com internet/intranet, têm endereços de

e-mail;

4- Existem vários sistemas especialistas que apoiam os processos operacionais,

internos e externos e dão suporte à tomada de decisão e à gestão do conhecimento;

5- Há banco, na TI, de distribuição e compartilhamento de informações operacionais,

estratégicas e de aprendizagem;

C) - GRAVAÇÃO E TRANSCRIÇÃO DA GRAVAÇÃO DO GRUPO FOCAL

Após a realização da pesquisa com o Grupo Focal, foi feita a transcrição completa das falas, mantendo-se o mais próximo possível da forma original o texto e o conteúdo, de acordo com a expressão oral de cada participante. Após esse processo, as frases declaradas que tinham relação com a pesquisa sobre conhecimento e gestão do conhecimento, nos Critérios Pessoa e Tecnologia foram sublinhadas para facilitar a interpretação no momento da análise. A seguir estão, numerados de 1 a 5, os assuntos discutidos:

1 - O que facilita a Gestão do Conhecimento na instituição MEC?

- As pessoas, principalmente com os vínculos informais. Você conhece as pessoas, esse networking existente faz com que se busque, quando se precisa, pessoas que trabalharam conosco há seis, sete anos atrás. Nós vamos buscá-las porque sabemos que elas têm o conhecimento que precisamos;

- Um exemplo, é um programa existente no passado (ano de 2005), e agora ao tentar reativá-lo buscou-se a história do programa e não se encontrou informações e nem o conhecimento que deveria existir. As informações e o conhecimento foram encontrados, por acaso, em arquivo particular de uma servidora (pessoa).

- Se você precisar de informações do passado só as pessoas têm backup do que se deseja (não há arquivo técnico à disposição de todos);

- A informática é só uma ferramenta. O conhecimento depende das pessoas. Criamos uma ferramenta tipo Wikipédia e todos os trabalhos feitos são colocados nessa Wiki, todas as informações e documentação são colocados lá. Esse procedimento reduziu muito o tempo de aprendizagem na entrada de técnicos novos;

- Mesmo que não exista uma informação num lugar específico, no MEC, qualquer informação demandada à pessoas que detém o conhecimento para localizar e informar ao interessado, essas pessoas têm os arquivos. São as pessoas que têm o conhecimento. Por exemplo, se for pedido uma informação sobre professores com determinado conhecimento numa determinada região, com determinadas

características, nós temos como informar. Os colaboradores do MEC, na TI, a maioria é terceirizada, mesmo assim, quando lhes pedem uma informação eles sabem qual o servidor que pode oferecer a informação. Portanto, o conhecimento que não está escrito publicamente, ele existe e há servidores que podem oferecer o atendimento;

Quando um pesquisador pede um dado para uma pesquisa, normalmente nós oferecemos mais do que foi pedido. Isso, por experiência, sabemos que o pesquisador vai precisar das informações complementares, e isso evita uma nova consulta;

- Pela fala de todos, existe uma base de dados do conhecimento, falta a estruturação dessas bases;

- Existe, mas saber buscar, só o servidor antigo, experiente e interessado consegue. No site, por exemplo, do INEP não se encontra com facilidade as informações, é preciso apoio de uma pessoa experiente;

- O Conhecimento está com as pessoas, na cabeça dessas pessoas. É preciso criar o estímulo nas pessoas para guardar e compartilhar a informação. As pessoas conhecem as coisas, mas quando se aposentam levam com elas; a memória se perde. O assunto discutido na gestão do conhecimento é muito importante para que nos desperte para que se tenha a documentação completa do conhecimento;

- Na CAPES também se passa por esses problemas. Um programa já feito, anos depois surge outros programas com as mesmas características e tudo inicia do zero, abandonando o conhecimento que existia e que já havia sido corrigido. As pessoas somem do cenário. Uma pesquisadora na Inglaterra pediu umas informações para uma pesquisa, há uns seis anos, a CAPES não tinha, mais eu tinha um CD e forneci as informações. Alguém tem que alimentar a informação. Mas, a TI já iniciou o trabalho de tratamento da informação;

- Há um negócio chamado processo, mas as pessoas têm aversão. Existem procedimentos para que seja arquivado o processo para que no futuro seja encontrado. Há uma cultura organizacional pouco difundida sobre preservação do conhecimento;

- Eu vejo que a cultura organizacional é que pode melhorar a gestão do conhecimento, principalmente com pessoas como vocês com a experiência de vocês. É preciso trabalhar a cultura organizacional;

- Os antigos sempre se preocupam com as demandas futuras e orientam, os mais jovens, que acham que isso já passou. Os jovens têm experiência na tecnologia, mas da mesma forma que ela é rápida, os erros também são rápidos.

2- O que dificulta a Gestão do Conhecimento na instituição MEC?

- Como temos os setores de TI com a maioria terceirizada, esses terceirizados, muitas vezes vão embora antes de concluir o trabalho. Há mais de dez anos o INEP vem desenvolvendo a base de conhecimento, mas há dificuldades: os terceirizados vão-se embora sem documentar o que foi desenvolvido. Agora, com os novos servidores o sistema já está bem avançado e a documentação já está bem adiantada. Esperamos que dentro de um ano esteja pronta. As pessoas são muito importantes, a tecnologia às vezes dá problemas e não se consegue acessar a informação. Às vezes não consigo enxergar o banco de dados, o site está fora do ar, e, em um Órgão como o INEP, se a TI não nos der a informação na hora, às vezes é o Ministro ou a Presidente que precisa da informação e, justamente nesse momento, a TI(informática) está com problemas;

- A cultura é primordial na GC, as pessoas as vezes não sabem o que é. Mas, há duas coisas: a falta de planejamento e as emergências que surgem. A gente resolve o problema, mas o processo e o conjunto de ações não ficam registrados. A gênese está na formação desses colaboradores. Recebemos 180 novos servidores. Mas é difícil colocar na cabeça deles que estamos trabalhando para a nação. É preciso mudar a cultura das pessoas. Estamos a serviço da casa e atendemos todas emergências e às vezes passamos por cima das regras da GC;

- A TI, não é a causa. É um fato. Sabemos da terceirização, temos que ter o procedimento, a documentação, se um sair o outro que vier fará o trabalho, desde que esteja documentado. Quando desenvolvem um sistema, acham que é pra toda vida – o usuário tem que adaptar o problema ao sistema – quando deveria ser um sistema que atendesse a evolução do processo de trabalho. Informações emergenciais que dependa só das pessoas para solucionar, não é correto. Preciso

gerenciar para ter o conhecimento para que possa atender as emergências. Além disso, sempre haverá as emergências. Portanto, para ter a GC, é necessário documentar, armazenar para que possa ser distribuído. É comum se trabalhar com pessoas que não tem noção do negócio. Atualmente, estamos desenvolvendo com uma equipa externa que sabe como desenvolver. O pessoal de TI atual é fraco, eles só conhecem o instrumento. Na França, por exemplo, há proposta para que o uso da TI seja ensinado desde a infância;

- Por exemplo, a forma que desejamos que seja colocada a informação no BI, os técnicos novos dizem não ser possível. Esses técnicos ainda precisam ser desenvolvidos. Se o serviço público não tiver a TI na carreira, fica difícil, ficaremos sempre refém dessa situação atual, quando se pede a documentação, aí vem o problema.

3 - Como a Tecnologia da Informação da organização pode colaborar com a Gestão do Conhecimento?

- A pessoa que me consulta pede uma informação sobre um município de S. Paulo, envio mais do que o desejado, porque sabemos sobre os municípios de S. Paulo. A experiência nos mostra que o consultante vai voltar e pedir mais, e mais. Ou seja, se temos as informações devemos passar completa;

- Nas campanhas políticas falava-se na construção de seis mil creches. Consultei o banco e preparei antecipadamente as informações que certamente nos pediriam quando tomassem posse – e isso ocorreu;

- O papel da TI é ser o meio. Ela pode criar mecanismo para otimizar os processos que já deveriam existir. As bases devem poder ser consultadas a partir dos sites. Informação é coisa viva, nasce, cresce e morre;

- Temos uma base de dados grande e temos de fornecer informações de acordo com o esperado, e, de fácil leitura ( a Ti precisa criar uma informação fácil e que permita ao usuário até fazer um Dawnload);

- A TI tem um linguagem específica e que dificulta o entendimento pelo usuário. É preciso avançar muito para que facilite processos e relatórios. A TI precisa facilitar a

informação para o usuário. EX: portal da transparência: quando se consulta é difícil para o cidadão entender a informação;

- A gente volta sempre ao ponto – educação. O escritor precisa dominar o editor te texto...; pessoas precisam ter uma formação em tecnologia. A criança é um ser que não é muito rápido, erra muito, mais é esperta. O computador é muito rápido e não erra nunca. É preciso que na infância se aprenda. A tecnologia é só uma ferramenta. Ela nunca vai transformar algo ruim em algo bom. Entra lixo sai lixo. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas a organização precisa ter gente preparada para dar resultado. Todo lugar do mundo tem padrão de (construção), aqui não tem e por isso constrói-se de qualquer jeito. Precisamos de base para que se trabalhe com a gestão do conhecimento;

- As tecnologias da informação precisam servir ao usuário. Em 98/99, um maluco pensou em criar uma enciclopédia livre alimentada pelo usuário. Li muito sobre o fracasso que teria por causa de recursos financeiros envolvidos e a gestão. Entretanto, a partir do momento que as pessoas começassem a acreditar... A TI precisa dar sentido ao que ela coloca à disposição e ao que cria. Se a casa não conseguir usar o que a TI criou, a casa não vai funcionar. As pessoas precisam ser assistidas. A instituição com o pessoal precisa criar o conhecimento, relacionando-se com a TI e com todos os participantes, isso passa a ter sentido. Daí, vou alimentar a informação pois no futuro vou usar;

- A TI é a ferramenta ela vai fornecer os meios para a nossa divulgação. A tecnologia proporciona a distribuição para que todos tenham o conhecimento – é a democratização.

4 - Qual a importância das Pessoas na Gestão do Conhecimento?

- A pessoa é fundamental, desde que haja transmissão para que outros deem continuidade. Por exemplo: no meu setor quatro vão se aposentar, eu sei que o MEC/CAPES/INEP/FNDE faz. É preciso que a gestão do conhecimento seja repassada. O órgão precisa se preocupar com isso. Por exemplo, perdeu-se um dado importante porque não foi documentado no lugar correto, o dado estava no CD do servidor aposentado. É necessário que haja a cultura de repassar o conhecimento adquirido na vida pública;

- Precisa criar mecanismos de aprendizagem organizacional – criar estrutura interna para essa finalidade. O planejamento é necessário, parece que foi relegado, sistematizar para fortalecer. As pessoas têm que ter a consciência.

- Se não tem o norte, não sei pra onde ir. Quem produz o conhecimento? Todos responderam: as pessoas. Não existe conhecimento sem as pessoas e não existe GC sem pessoas. É necessário ter um processo de aprendizagem para passagem do conhecimento. Planejar é olhar pra frente, mas é preciso olhar para trás.

- Quando INEP recebeu servidores novos observei que a recepção não era bem feita. É preciso saber receber e treinar. Levei o caso ao RH. É preciso que o servidor saiba da importância do MEC e da sua importância. Uma força de trabalho precisa ser treinada. Agora na nova contratação o RH já adotou outro procedimento, todos tiveram o conhecimento da organização. O servidor pode escolher o que fazer. Minha filha passou no último concurso, e após conhecer tudo o que a organização produz, ela fez a escolha do local onde gostaria de trabalhar, e foi acatada;

- O pesquisador lembrou que muitos órgãos tem a competência e não é divulgada nenhuma missão, os servidores precisam melhorar isso;

- As forças armadas têm a missão;

- São as pessoas que trazem o conhecimento, a informação está na cabeça dessas pessoas.

5 - Na opinião do Grupo, como a Gestão do Conhecimento encontra-se atualmente na instituição?

- Temos escala que mede maturidade na TI: 1 ainda não tem nada, 2 já existe processo e não é seguido, 3 o processo é seguido, 4 o processo é seguido e gerenciado e 5 o processo está em otimização o tempo todo. Comparando à GC estamos entre 1 e 2. Perguntado se via resistência foi respondido que sim;

- Quanto maior a hierarquia, às vezes acontece, é menor o conhecimento. Um técnico antigo conhece muito mais. O conhecimento está na base, e, na medida que vai para o topo o conhecimento vai sendo reduzido. Motivo: são pessoas que não têm conhecimento do órgão e não são especializadas sobre o que o órgão faz.

compromisso. O profissional muitas vezes é altamente especializado, mas em outra área, mas não conhece o local e o produto da instituição;

- Defendo que as pessoas sejam comprometidas. Todos disseram que o conhecimento está na cabeça das pessoas e quando vão embora fica tudo no zero; - Em alguns lugares a escala varia, e existem níveis maiores do conhecimento. Mas depende da pessoa ter o interesse em aprender e buscar as pessoas que sabem. É preciso que saibam do conhecimento, dos indicadores e o que eles significam. O conhecimento foi construído passando por várias áreas e foi repassado. Sobre Informação e conhecimento: Dado mero número, informação tem análise, conhecimento tem valor agregado à informação. Há lugares no MEC que na escala de maturidade pode ser grau 4, há lugares que a maturidade tem grau 1;

- As autarquias do MEC parecem que têm um nível de conhecimento melhor, devido a especificidade do que faz. Isso tem muito a ver com a rotatividade dos cargos de gestão. Para a gestão do conhecimento do MEC, vejo com bastante satisfação o surgimento da discussão de GC em todos os órgão MEC. A GC por si só não resolve tudo mas é um processo. No FNDE já criou área para tratar de GC, paralelo ao processo de política educacional. Estamos vivendo uma nova cultura da sociedade;

- É preciso estruturar, aprimorar, inserir na cultura organizacional. Nível de maturidade: 2; e na sequência: - Nível 2; - Nível 2; - Nível 2.

- Há ilhas que precisam amadurecer para criar a cultura da GC. Nível 2 +, pois já existe a consciência, aliás, é uma cultura que está sendo disseminada. É preciso criar os processos de aprendizagem, precisa sensibilização, a GC depende das pessoas;

- As pessoas precisam entender que trabalham para o órgão e não par uma importância do setor. Nível 2. A instituição precisa de um comando certo;

- Os novos precisam ser bem assessorados quando entram na instituição;

- Se comparar o MEC com suas autarquias, o MEC está mais para trás na GC. Mas, como todos abordaram, todos estão procurando entender o que é a GC. Espero que

a fila vá andando pelo o aprimoramento, o clima, a cultura, os processos e todos os meios que a organização precisa.

Às 17:00h foi encerrado o trabalho com o Grupo Focal e o pesquisador solicitou que fosse pontuado no instrumento de pesquisa a relevância dada pela instituição aos Critérios Pessoas e Tecnologia, o assunto que havíamos terminado de discutir.