5. Empirisk analyse
5.2 H1a: Konkurshistorikk avhengig av rolle
Em uma rede formada por pessoas, a força de uma conexão pode ser avaliada por meio de fatores como o tempo (que se está conectado a outro), a intensidade emocional da ligação e a intimidade entre os envolvidos. Há também que se considerar a possibilidade de interconexões entre atores não ligados diretamente entre si: se A-B e B- C, quanto mais forte a conexão A-B, maior a possibilidade de haver contato/fluxo de informação entre A-C e vice-versa. Entre dois atores conectados diretamente, o aprofundamento do laço entre eles depende diretamente do tempo investido e da empatia mútua.
Alguns fatores capazes de influenciar tais mediações são interesses comuns, o tipo de relacionamento entre eles e a existência de determinadas circunstâncias, como, por exemplo, a criação e a manutenção e/ou aprofundamento das relações a partir de uma situação de trabalho. Entre atores conectados indiretamente, como citado (A-C), Granovetter considera improvável não haver tal ligação se A-B se caracterizar como um laço forte; além disso, o autor pondera que A-C tende a ser mais frequente quanto mais intensa a identificação emocional e/ou psicológica A-B. Transportando tal raciocínio para
redes sociais digitais como o Facebook, por exemplo, é possível pensar no grau de aceitação da conexão com perfil pessoal da categoria de “Amigo de amigos”. Isto é, quanto maior a lista de amigos em comum – e maior a porcentagem de ligações fortes com alguns desses amigos – maior a probabilidade de se aceitar o pedido de conexão.
O autor defende também a idéia segundo a qual um laço fraco (weak tie) como A-C pode ser o único meio para o fluxo de informação entre ambos e, por extensão, também a outros atores da rede conectados respectivamente a ambos e a outros contatos, como na figura 2. Granovetter chama de “pontes” (bridges) a ligação de A-B quando no papel de ligação entre contatos respectivos mas não diretamente ligados entre si e sem relacionamento. Para ele, a vantagem de tais “pontes” é permitir a redução da distância entre pontos indiretamente conectados na rede, pois “caminhos muito longos não são exequíveis por causa de distorções (na informação) e do custo”4 (GRANOVETTER apud Harary, p. 1365, 1973).
Baseado nesse raciocínio, Granovetter afirma que conexões fracas ao mesmo tempo ampliam e encurtam os caminhos percorridos entre dois ou mais pontos. Para ele, além disso a quebra de um “nó” em uma rede pode causar mais danos à estrutura do que quando se rompe uma conexão forte. Como exemplo, ele cita a possibilidade de um rumor obter mais escala por meio de laços fracos do que mediante laços fortes. A explicação possível está na hipótese de a quantidade de conexões fortes em uma determinada rede ser limitada a grupos restritos, enquanto laços fracos garantem uma disseminação mais ampla.
Figura 5 – Conexões entre laços fortes e fracos.
Fonte: GRANOVETTER (1973, p. 1370)
Outro conceito citado por Granovetter (1973) e adotado contemporaneamente em projetos de desenvolvimento de novas tecnologias digitais é o de Everett Rogers, o qual divide os usuários de novas tecnologias em quatro categorias (como mostrado no Quadro 3) de acordo com o que ele considera a característica de cada uma delas no processo de inovação e difusão. Desta maneira, Granovetter (1973) considera os chamados inovadores (inovators, para Rogers) como marginais ao processo de difusão. Estes, apesar do alto grau de conectividade em relação a novas tecnologias, apresentariam um alto grau de desvio nos padrões de difusão; por representarem também uma parcela minoritária na cadeia de disseminação de inovações, seriam pouco representativos. Os usuários iniciais (early adopters) também, segundo Granovetter, seriam atores marginais no processo de difusão, acatando novas tecnologias mas igualmente desempenhando um papel restrito.
De acordo com a teoria de Granovetter (1973), é possível pensar na maioria inicial (early majority) e até mesmo na maioria tardia (late majority) como os momentos nos quais a difusão de inovações ganha escala – justamente nas quais há maior incidência de pontes e laços fracos. Isso decorre da proposição segundo a qual a difusão de uma
determinada informação ocorre a partir de quando ela e seu significado são internalizados e aceitos por um número significativo de indivíduos.
Quadro 3 - Difusores de inovação
Posição Características
Inovadores Educação superior; abertos a
novas idéias; pouco ou nenhum receio de adotar novos
produtos/serviços; canais diferenciados de comunicação
Usuários iniciais Perfil de líderes em seus grupos/comunidades; confiáveis.
Maioria inicial Analíticos, cautelosos na
adoção de inovação mas não refratários; têm boa comunicação com o seu estatuto social, tanto formal como informal.
Maioria tardia Céticos; seguidores; relutantes; movem-se em direção à inovação por pressão social
Retardatários Tradicionais; isolados no
consumo de inovação, tendem a ser os últimos a adotá-la; adotam o estágio anterior como ponto de referência.
Fonte: EVERETT (1995, p.263) – Adaptado pelo autor
Uma das conclusões possíveis na comparação entre laços fortes e fracos em redes sociais é que enquanto os primeiros geram redes mais densas, os outros podem criar rede menos densas, mas hipoteticamente mais amplas.
Como exemplo da eficácia de redes sociais, Granovetter (1973) cita estudos mostrando como campanhas desenvolvidas nos meios de comunicação de massa crescem quando seu conteúdo passa a circular por meio de laços pessoais como em
comentários e recomendações. Uma analogia possível seria, atualmente, com a disseminação via redes sociais digitais de conteúdo divulgado em mídias tradicionais como rádio e televisão.
Dessa maneira, laços fracos podem ser fundamentais na ampliação de contatos e oportunidades e na integração entre indivíduos e comunidade, assim como também se revelam estratégicos na redução de distância e custo para a difusão de informação.
Para este trabalho foram adotadas premissas baseadas na formação de capital social e de formação/manutenção de laços fortes e fracos no público-alvo (alunos de 8º ano da EE Prof. Túlio Espíndola de Castro). Tomou-se como ponto de partida um grupo inicial de uma sala de aula, considerando-se inicialmente as conexões entre os estudantes; em seguida, a criação de um grupo para o projeto no Facebook (“VideoECA”) incluiu na rede inicial o autor deste estudo, a coordenadora da referida escola e professores; e num terceiro momento, o compartilhamento de material disponível na internet teve por objetivo fomentar a discussão e levar as conexões para um nível externo ao grupo no Facebook e na própria sala de aula.