4.4. Noen utviklingstendenser
7.2.2. Håndverk; tilvirking og redskaper
Aniba é um gênero que compreende cerca de 40 espécies de arbustos e árvores de planície, com o centro da sua diversidade na Amazônia e nas Guianas, podendo estender-se para os Andes, as montanhas do norte da Venezuela e leste e sul do Brasil (CASTELO- BRANCO et al., 2000).
Uma de suas espécies, a Aniba riparia (Nees) Mez é conhecida popularmente como “louro”, “louro-faia” ou “pau-rosa” (MARQUES, 2001). Essa planta apresenta folhas cartáceas, foscas em ambas as faces, reticulação aureolada, ramos de 3 mm de espessura, marrons e lenticelados, pecíolo canaliculado, engrossado na base e gema terminal menor que 4 mm (VICENTINI et al., 1999) (FIGURA 1).
O estudo químico das cascas do caule de Aniba riparia revelaram a presença de alguns flavonóides, benzilbenzoatos e benzaldeídos (FERNANDES et al., 1978; FRANÇA et al., 1976). Além disso, o estudo realizado por Barbosa-Filho e colaboradores (1987), com o fruto verde da planta, mostrou a presença de uma grande variedade de substâncias, cujas principais são neoglicanas, benzilbenzoatos, feniletilaminas (O-metil-tiramina) e alguns alcalóides, mais especificamente alcamidas (feniletilamidas de ácido benzóico).
Fonte: http://www.bio.uu.nl/~herba/Guyana/VTGG/Lauraceae/Aniba/slides/Aniba%20ripa ria%201.html
1.4. Tiramina
A palavra tiramina vem do grego tyros = queijo; e amina, significando um radical químico derivado da amônia. Portanto "tiramina" = "amina do queijo". Recebeu esse nome por ter sido primeiramente isolada a partir do queijo. As aminas são substâncias químicas que contribuem para o funcionamento do cérebro e vasos sangüíneos. Algumas delas são produzidas pelo próprio organismo; outras precisam ser suplementadas na dieta.
A tiramina, juntamente com anfetamina, efedrina, entre outras, fazem parte das aminas simpaticomiméticas de ação indireta. Elas são estruturalmente relacionadas com a noradrenalina, dopamina e o metilfenidato, que é utilizado pelos seus efeitos centrais. Essas substâncias apresentam apenas ações fracas sobre os receptores adrenérgicos, porém assemelham-se o suficiente com as catecolaminas para serem transportadas nas terminações nervosas pela recaptação neuronal (RANG et al., 2003).
Uma vez no interior das terminações nervosas, as aminas simpaticomiméticas de ação indireta são captadas nas vesículas pelo carreador de monoamina vesicular em troca do neurotransmissor, que escapa no citosol. Parte do neurotransmissor citosólico é degradado pela MAO (monoaminooxidase), enquanto o restante escapa através da captação 1, em troca da monoamina estranha, atuando sobre os receptores pós-sinápticos. A exocitose não está envolvida no processo de liberação, de modo que essas ações não exigem a presença de Ca2+ (RANG et al., 2003).
Como seria de se esperar, os efeitos dessas substâncias são fortemente influenciados por outras que modificam principalmente a transmissão noradrenérgica. Assim, a reserpina e a 6-hidroxidopamina anulam seus efeitos através da depleção de noradrenalina das terminações. Entretanto, os inibidores da MAO potencializam fortemente seus efeitos ao impedirem a inativação do transmissor deslocado das vesículas para o interior das terminações. A inibição da MAO aumenta particularmente a ação da tiramina, visto que
esta substância é, em si, um substrato da MAO. Normalmente, a tiramina da dieta é destruída pela MAO na parede intestinal e no fígado antes de alcançar a circulação sistêmica. Quando a MAO é inibida, essa ação não ocorre, e a ingestão de alimentos ricos em tiramina, como queijo fermentado, pode provocar então uma elevação súbita e perigosa da pressão arterial (RANG et al., 2003).
As substâncias simpaticomiméticas de ação indireta exercem efeitos importantes sobre o sistema nervoso central (SNC), que dependem da sua capacidade de liberar não apenas a noradrenalina, como também a serotonina (5-HT) e a dopamina, das terminações nervosas do cérebro. Uma importante característica dos efeitos das aminas simpaticomiméticas de ação indireta consiste no desenvolvimento de acentuada tolerância. Assim, por exemplo, doses repetidas de anfetamina ou de tiramina produzem respostas pressoras progressivamente menores. Isso provavelmente é causado por uma depleção de reserva de noradrenalina passível de liberação, uma vez que a resposta pode ser restabelecida em animais experimentais através da infusão de noradrenalina, que tem o efeito de repor as reservas liberáveis. Verifica-se também o desenvolvimento de tolerância semelhante aos efeitos centrais com a administração repetida, explicando, em parte, a tendência da anfetamina e de substâncias relacionadas a causar dependência (RANG et al., 2003).
A tiramina é um metabólito secundário da tirosina, precursor das catecolaminas noradrenalina e dopamina, portanto, além de entrar na terminação nervosa como falso transmissor, ela ainda pode ser convertida em dopamina através de uma reação catalisada pela enzima hidroxilase (QUADRO 1).
QUADRO 1. Conversão da tiramina em dopamina.
CO
2H
NH
2CO
2H
NH
2HO
NH
2
HO
HO
HO
NH
2 Fonte: www.dq.fct.unl.pt/cadeiras/qpn1/molweb/2002/mescalina/classifi.htm fenilalanina hidroxilase descarboxilase hidroxilase tiramina dopamina fenilalanina tirosina1.5. Alcamidas
As alcamidas naturais constituem uma classe especial de alcalóides contendo uma função amida restrita a poucos representantes na natureza (CATÃO et al., 2005). Do ponto de vista biogênico, as alcamidas representam uma classe distinta de produtos naturais que se forma ao serem conjugadas nas diferentes rotas metabólicas, sendo, portanto, metabólitos secundários, cuja estrutura geral se origina da condensação de um ácido graxo insaturado e uma amina, formando assim, uma amida (alcamida) (HOFER et al., 1986).
O grupo funcional amida é ubíquo; encontra-se em todos os organismos vivos constituindo as uniões peptídicas, isto é, uma união entre os aminoácidos para a formação da estrutura primária de uma proteína, base funcional da vida. As amidas como produtos naturais, por outro lado, não são tão abundantes. No entanto, as alcamidas são consideradas compostos bioativos, isto é, uma pequena quantidade desses compostos apresenta uma resposta notável nas células receptoras (TORRES & CHAVEZ, 2001).
As alcamidas podem ser formadas a partir de feniletilaminas naturais, como a tiramina e a dopamina, com ácidos orgânicos. A tiramina tem sido freqüentemente encontrada em conjugados formando alcamidas em algumas plantas, como por exemplo, na forma de N-trans-coumaroil-tiramina na espécie Piper sanctum (MATA et al., 2004), na forma de N-feruroil-tiramina na Piper argyrophylum (SINGH et al., 1996) e na forma de N- benzoil-tiramina na Aniba riparia (BARBOSA-FILHO et al., 1987), além de seus análogos.
Do fruto não maduro da planta Aniba riparia foram isoladas algumas alcamidas, como por exemplo, o éter metílico de N-benzoil-tiramina (riparina I), assim como alguns de seus análogos substituídos, (O-metil)-N-2-hidroxibenzoil-tiramina (riparina II) e (O-metil)- N-2,6-dihidroxibenzoil-tiramina (riparina III), sendo que o principal composto isolado do fruto verde de Aniba riparia foi a alcamida riparina III, que representou 34% de todos os componentes extraídos (BARBOSA-FILHO et al., 1987). Essas amidas ou alcamidas foram denominadas riparinas em homenagem a planta (BARBOSA-FILHO et al., 1997).
Posteriormente, essas alcamidas naturais encontradas na planta Aniba riparia foram sintetizadas por Barbosa-Filho et al., (1990).