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HÅNDTERING AV IPR OG DETS UTFORDRINGER FOR OPPSTARTSBEDRIFTER

In document IPR-strategi i oppstartsbedrifter (sider 22-26)

2. TEORETISK RAMMEVERK

2.2 HÅNDTERING AV IPR OG DETS UTFORDRINGER FOR OPPSTARTSBEDRIFTER

Ao pensar a mediação de leitores acredita-se que essa função caiba somente aos profissionais da educação, em especial ao professor, e ás políticas governamentais de leitura, entretanto, a mediação é muito mais abrangente. Existem muitos recursos que podem ser explorados em benefícios da leitura e formação de leitores. A mídia è um exemplo mais próximo e muito presente no cotidiano das pessoas. A leitura, segundo Paulo Freire, é um direto e uma forma de inclusão social, pois forma um sujeito crítico capaz de ver e ler a realidade do modo de múltiplas formas.

A leitura em voz alta, a leitura silenciosa, a leitura para um grupo ouvir, são aptidões que adquirimos por diversos meios, e surgiram em diferentes épocas. Em todas as sociedades letradas, aprender a ler tem algo de iniciação, de passagem ritualizada para além de um estado de dependência e comunicação primária. Ao aprender a ler, a criança reencontra-se nas passagens e familiariza-se com um passado comum que ela renova, em maior ou menor grau, a cada leitura.

As escolas,bem como os professores,exercem uma força muito grande no que diz respeito à formação de leitores. Porém, muitas vezes percebe-se que essa força é desconhecida ou não é prática por alguns professores. Além desses mediadores ainda existe um campo muito vasto de mediadores que precisam ser explorado: a família, revistas, jornais, livros didáticos, bibliotecas, editoras, contadores de histórias, jogos e inclusive obras literárias.

3.3.9.1 Hábitos interesses e mediação

Ninguém nasce leitor,assim como aprendemos a falar,escrever, ler, também nos tornamos leitores. Os pais são facilitadores no processo formativo do leitor, porém se ainda não são leitores nem tudo está acabado. O sujeito não leitor só precisa ser acordado,assim como a bela adormecida,através do encanto e do prazer que a leitura proporciona.

Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de tudo, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não pela manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade (FREIRE, 2006, p.8). Paulo Freire é um defensor do direito à leitura. Segundo ele, a leitura é uma das formas mais eficientes para a inclusão social das camadas excluídas das sociedades. Um indivíduo que não lê compreende melhor o contexto que o cerca e a partir dele é capaz de formular suas hipóteses e conclusões, sejam elas positivas ou não.

O mediador é a ponte, intermediário que aproxima liga o leitor e do livro através de sua paixão pela leitura e amor aos livros. Para Petit, o mediador “para transferir o

amor pela leitura, e acima de tudo pela leitura de obras literárias, é necessário que se tenha experimentado esse amor” (PETIT, 2008, p.145).

Podemos considerar como mediadores de leitura de modo geral familiares, professores, bibliotecários, entre outros. Poderíamos dizer que o primeiro mediador da leitura deveria ser a família, pois são os primeiros a estabelecer o elo entre a criança e o mundo; mas, em geral, os pais e demais membros da família, não tem a dimensão da influência que podem exercer sobre as crianças no sentido de motivá-las á leitura. E também, infelizmente, nem sempre as condições econômicas dos brasileiros permitem a inclusão do livro no orçamento familiar, resultado que a maioria passa toda uma vida sem nunca, ter comprado sequer um livro.

A escola bem como os professores em particular exerce uma força muito grande no que diz respeito à formação de leitores. Mas ainda é preciso desenvolver mecanismos apropriados para que se possa atingir o interesse pelo gosto da leitura em especial pelos nossos alunos. Para isso não é preciso grandes investimentos ou recursos financeiros, basta usar da prática da criatividade. Cabe aqui o papel do mediador de leitura que através de um ato simples pode fazer que surjam novo leitor, ou até indiretamente do nada pode acontecer. Desta forma a escola deve estar atenta a tais procedimentos e o professor deve ter um conhecimento sólido do quanto os processos cognitivos, e afetivos de cada leitor são acionados no ato de ler, desempenhando um papel fundamental na sua formação leitora.

Mas se a leitura da literatura traz todas essas possibilidades podemos nos perguntar. Por que a distância entre textos e leitores ainda é tão grande?Porque a escola muitas vezes parece exercer um papel crucial na formação do não leitor da seguinte maneira: livros obrigatórios e únicos para toda a turma; conhecimento de livros e autores, exercícios de interpretação que buscam um sentido único, tarefas específicas voltado para o conhecimento sobre os livros e não para a experiência de leitura; escolha de livros pautados em critérios pedagógicos que norteiam o exemplar certo para a idade certa entre outros elementos de análise.

De fato, apesar de tudo, a leitura ainda é vista a partir da dimensão do ócio, do não trabalho da fuga e talvez aí, para alterar essas imagens e pensar de outro modo a formação do leitor, venha se desenhando a figura do mediador de leitura. Cabe aqui a necessidade e o desafio dos mediadores para mudar esse quadro ou forma de pensar. Este papel necessário não depende somente do professor, mas sim de uma consciência maior, a da sociedade juntamente com pais, alunos, bibliotecários e a escola.

A leitura tem o poder de mudar o destino das pessoas. È a fuga daquele caminho traçado por gerações menos favorecidas da sociedade marginalizada. È dialogar com o tempo e viver experiências já vividas que só a leitura permite conhecer. Mas como fazer com que nossos alunos percebam a importância da leitura, já que os meios tecnológicos como TV, vídeo games permitem muito mais diversão do que a leitura de um livro?

O professor bem como os demais mediadores precisa se aproveitar desses meios tecnológicos a seu favor.

Apresentar um filme de qualidade pode ser uma boa oportunidade de levar o aluno a conhecer a obra de onde foi pensada a produção cinema gráfico.

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