3.7 Presentasjon av selskaper
3.7.3 Grieg Seafood ASA
A presente pesquisa concluiu seu objetivo principal de analisar as práticas realizadas pela Igreja Comunidade Evangélica de Maringá, para comprovar se as ações por ela realizadas promovem transformações nos indivíduos, ou se estão limitadas apenas a atividades rotineiras, que não caracterizam a ação da práxis e, consequentemente as mudanças dos necessitados à uma condição social mínima, digna a qualquer ser humano.
O trabalho concluiu que por meio da práxis, compreendida como atividade social, é possível alterar a triste realidade dos pobres e excluídos para uma condição humana e, por isso, não pode ser ignorada ou desprezada. Deve, ao contrário, ser o foco para o êxito de todas as ações realizadas neste sentido.
A investigação demonstrou que não é possível diminuir as desigualdades sociais sem atitude práxis, pois apenas teorias ou somente práticas, por melhor intencionadas que sejam, não têm condições para alterar e transformar a cruel realidade daqueles que são vítimas do atual e injusto sistema social.
Na análise realizada, a práxis religiosa foi utilizada na tarefa de entender o fenômeno religioso decorrente das práticas da Igreja Comunidade Evangélica de Maringá. As diversas áreas de atividades referidas são as realizadas pelos ministérios dessa Igreja, como também as ações realizadas pela Organização Reviver.
Como todas as demais Igrejas Evangélicas, a Comunidade Evangélica de Maringá afirma estar fundamentada na mensagem bíblica. Assim, respaldado pelos referenciais teóricos para a pesquisa, foi possível realizar a observação minuciosa e atenta sobre as práticas que essa Igreja realiza. Casiano Floristan afirma que, pela Bíblia, a práxis é a obra ou ação produzida pelo ser humano, com uma determinada conduta e perspectiva religiosa.
Pelos relatos bíblicos, o autor menciona duas práxis: na primeira, um povo oprimido pelo Faraó obtém a liberdade; na segunda, Jesus penetra estratégica- mente nos conflitos, optando pelos pobres e pela libertação salvadora do povo (FLORISTAN, 1993, p. 182 e 183). A vida e os atos de Jesus foram práxis; a ação de Jesus para os crentes foi salvadora, traduzindo a realização das obras de Deus.
O sujeito da práxis histórica é o povo pobre e sem posses, que por ser ao mesmo tempo povo cristão, seu direito a pensar se converte na reflexão teológica. Com essa compreensão, o objeto da práxis histórica é a libertação. Trata-se da transformação da história para destruir um sistema injusto baseado no pecado como antirreino para criar uma sociedade mais humana e justa, com base na justiça do reino de Deus.
Entretanto, apesar do expressivo número de Igreja Evangélicas em Maringá, constata-se que apenas uma minoria dessas Igrejas está empenhada em contribuir para a libertação e transformação social das pessoas. De maneira geral, as Igrejas Evangélicas têm como foco principal a preocupação com a mensagem de salvação e a libertação da alma. Há valorização do espiritual, mas menosprezo pelo físico.
O pesquisador constatou, por meio de suas observações pessoais, que a Igreja Comunidade Evangélica de Maringá é reconhecida como uma das mais importantes e respeitadas Igrejas Evangélicas na cidade onde está situada. Vale ressaltar que sua Organização Reviver foi reconhecida e declarada pelo Poder Legislativo de Maringá, por meio de um Projeto de Lei da Câmara Municipal de Vereadores, como de Utilidade Pública para o município.
Apesar disso, as ações sociais não são tão abrangentes como se esperava inicialmente, pois o grande alvo dessa Igreja continua sendo a pregação do Evangelho e a salvação das almas em detrimento das questões sociais. Certamente essa Igreja, como a maioria das demais Igrejas Evangélicas, ainda está sob certa influência do pentecostalismo, que transferia para o porvir, seja após a morte, ou
seja após a volta de Jesus, o momento para as transformações e abolição das injustiças sociais.
Por outro lado, o neopentecostalismo e a teologia da prosperidade contribuíram de forma decisiva para a nova forma de pensar sobre essa questão. Todavia, apesar da introdução sobre o direito de desfrutar dos “deleites materiais” e avalizando a busca por uma melhor condição social, a contribuição do neopentecostalismo atinge somente aqueles que já têm, ao menos, certa capacidade para gerar sua própria transformação.
Lamentavelmente, em alguns meios neopentecostais, há a divulgação que se um indivíduo evangélico não prospera financeiramente, a causa está na sua falta de fé ou em algum pecado cometido. Dessa forma, aqueles que não possuem nenhuma possibilidade para, sozinhos, transformar sua realidade social, continuam como antes, carentes de tudo e de todos. E alguns neopentecostais pobres creem que o problema pela sua miséria é sua falta de fé ou pecado.
Indubitavelmente, seja pelo desconhecimento, ou por negligência, a ênfase apenas na salvação da alma reduz a participação e contribuição das Igrejas Evangélicas, não apenas na cidade de Maringá, como em todo o país, na transformação e libertação social dos indivíduos carentes de nossa sociedade.
As Igrejas Evangélicas têm, pela sua mensagem, mandamentos bíblicos e exemplos de vida e práxis de Jesus, que lhes dão considerável potencial e condições para contribuir de forma significativa, por meio da práxis religiosa, para a libertação e transformação social dos indivíduos. Infelizmente, essa capacidade de transfor- mação e libertação pela mensagem bíblica está adormecida, mas carece ser despertada, em razão da crescente necessidade observada principalmente nas grandes cidades.
Conforme declara Clovis Pinto de Castro, o cotidiano das cidades, especialmente dos grandes centros urbanos, clama pela presença do sagrado e por uma presença mais solidária dos cristãos. As pessoas em geral, homens, mulheres, crianças,
jovens ou idosos, pertencentes às diversas classes sociais, estão experimentando o dia-a-dia das cidades, marcado pela violência generalizada, pelo medo, pela miséria humana, pela solidão, pelo stress, pela depressão e por tantas outras marcas que comprovam a incapacidade do ser humano em construir cidades onde possa viver sua humanidade de forma mais plena. São espaços desumanos (CASTRO, 1996, p.98).
Não há dúvidas de que a sociedade carece de alternativas para amenizar as desigualdades e os diversos problemas sociais. Não basta apenas criticar o Estado e apontar suas falhas. Faz-se necessário a contribuição de todos para uma sociedade mais justa e mais humana. O Estado não consegue suprir as diversas e complexas necessidades para o equilíbrio, o desenvolvimento e a manutenção de um sistema social equilibrado. As Igrejas Evangélicas podem e devem por meio da sua práxis religiosa, dar sua contribuição à sociedade.
A transformação das pessoas e da sociedade deve ter como visão o indivíduo como um todo integral. Segundo Leonardo Boff (BOFF, 1961, p.31), uma Igreja só pode se considerar adulta quando dispõe de uma reflexão séria que acompanha suas práticas. Neste sentido, enquanto não ocorrer contribuição de forma significativa das Igrejas Evangélicas, elas não podem se considerar maduras. A teoria deve estar acompanhada por suas obras, não deve prevalecer apenas a fé e a oração. Aos cristãos convém ter ação, ter práxis, a exemplo de Jesus, líder e exemplo máximo dos cristãos.
O pesquisador constatou que a palavra práxis é desconhecida quase que em sua totalidade entre as pessoas e os pastores consultados informalmente. Os poucos que afirmaram conhecer a palavra práxis a confundiram e, erroneamente, interpretaram-na como sinônimo de prática. Dessa constatação ocorreu a necessidade, ao longo da pesquisa, de esclarecer o que é práxis e a diferença entre práxis e prática. Esse esclarecimento se tornou pertinente para o propósito de proporcionar ao leitor parâmetros para a compreensão da importância da práxis, além de possibilitar a análise das Práticas Sociais da Comunidade Evangélica de Maringá, à luz da Práxis Religiosa.
A práxis religiosa examina minuciosamente o fenômeno religioso na sociedade e nas diversas manifestações, preocupando-se em estudar esse fenômeno religioso como processo de ações que estão ocorrendo nos grupos e na sociedade. O fenômeno é ligado à sensação, em especial ao sujeito religioso, e está relacionado à maneira de ser e ver os acontecimentos da vida, respondendo às necessidades ocasionais ou de interesse pessoal ou de grupos, para agir de acordo com as necessidades detectadas.
A percepção da realidade, o diálogo e a reflexão fornecem condições para a aplicação da práxis religiosa ao entender o fenômeno e, assim, proporcionar as condições para as transformações necessárias. Dessa forma há uma relação direta da práxis religiosa com a sociedade, ao participar com a sociedade para capacitar e promover a atividade humana, no sentido de transformar e construir uma sociedade mais humana, justa e solidária.
A práxis religiosa deve direcionar as atitudes das Igrejas Evangélicas em como construir o saber, com os sujeitos que participam do cotidiano que envolve a sociedade. A Teologia, por sua vez, contribui ao estudar e subsidiar a práxis da Igreja, tendo a tarefa de oferecer a teoria dessa práxis, contribuindo na identificação e construção de estratégias que tornem eficaz a ação da Igreja. Por meio da práxis, a Igreja foca sua atividades na cidade dentro de um contexto social específico.
Diante da realidade do dia-a-dia das grandes cidades, a pastoral urbana, descreve Geoval Jacinto da Silva (SILVA, 2008, p.15), tem como objetivo bíblico, teológico e pastoral a criação de sinais de esperança em situações de desesperança. A pastoral urbana não pode separar-se do símbolo de esperança. A Igreja não pode se limitar apenas ao seu idealismo teológico. Há necessidade de auscultar cientificamente a realidade; entender o que acontece, para saber como transformar. Neste sentido, a contribuição da práxis religiosa é uma necessidade diante da realidade e do cotidiano das cidades.
Casiano Floristan alerta para o fato de que Jesus não propôs nenhum modelo concreto revolucionário de práxis, mas, por meio de seus discípulos, foram mostrados atos que incidem na realidade para transformá-la e libertá-la. Se a Igreja como comunhão ou comunidade de crentes se distancia da práxis, viverá fora do mundo, da história, e do futuro e, a não ser que admita a práxis, deixará de ser Igreja (FLORISTAN, 1993, p.184). Pela perspectiva neotestamentária, o autor afirma que verdadeiro cristão é o que pratica ou faz, e não quem diz, mas não faz. O verdadeiro cristão é quem pratica o amor, na medida em que o amor substitui as relações sociais, mediante ações e práxis realmente humanas.
Nesse contexto, por meio da revelação bíblica, a fé e a práxis aparecem unidas: a ortodoxia, o reto pensar, cumpre-se na ortopraxis, no seu modo de atuar. Ambas têm a mesma importância, a práxis da esperança e do amor constitui um momento interno e essencial da fé.
Quem afirma ser cristão, mas não pratica o amor mediante ações sociais e práxis humana, conforme a práxis de Jesus, é fariseu, declara Casiano Floristan (FLORISTAN, 1993, p.186). Nesse contexto, o fariseu representa o cinismo religioso do cristão, o que leva a conclusão que, se há, conforme mencionado, cristãos que são fariseus, também há Igrejas que pregam, mas não fazem o que ensinam. O autor enfatiza que fazer equivale na tradição judaica, “a praticar a justiça” de Deus. E “crer” significa levar a cabo ou realizar a verdade que é a fé.
Se a fé e a teologia não estão produzindo práxis e se limitam a interpretações teóricas, elas estão em desacordo com a missão de Deus. Geoval Jacinto da Silva ensina que, tanto no Antigo como no Novo Testamento, a práxis da Igreja Primitiva está de acordo com o exercício da ação de Deus no mundo, mediante pessoas fielmente comprometidas, capazes de exercer uma práxis transformadora e não meramente uma prática repetitiva. Jesus foi contra as autoridades do seu tempo porque a religião oficial estava a serviço de ações repetitivas e orações largas, sem qualquer objetivo de mudança de vida (SILVA, 2009, p. 23).
Somente por meio da práxis no mundo se encontra Deus como realidade última do mundo, já que Deus se faz presente no homem, em especial no oprimido que anseia por uma libertação e que se dispõe a consegui-la. Desta forma, questiona- se por que as Igrejas Evangélicas não se atentam para a práxis religiosa ou atentam mal, pois há inúmeras possibilidades de contribuição. Os evangelhos mostram Jesus preocupado com as diversas necessidades das pessoas, ele foi além da salvação da alma. Em sua missão, preocupou-se e em cooperar para a solução dos problemas físicos e emocionais das pessoas e reprovou e denunciou as injustiças sociais que eram praticadas.
Para Geoval Jacinto da Silva, o conceito bíblico de missão deve estar relacionado com uma práxis cristã transformadora. A missão não é estática, mas dinâmica. Cabe, portanto, à Igreja possibilitar a missão de Deus de maneira que ela não tenha um fim em si mesma, mas sua ação seja permanente, sendo vista por meio dos diversos serviços que a Igreja presta às pessoas envolvidas na sociedade e na vida dos que, pelo sistema injusto em que a sociedade está arquitetada, não têm possibilidade de alcançar melhores condições de vida (SILVA, 2009, p.19).
Segundo o autor, deve-se entender que, teológica e pastoralmente, e na dimensão da práxis cristã, a missão de Deus é maior do que a missão da Igreja, ou do que as missões das Igrejas. Enquanto as denominações religiosas fizerem missões com o objetivo de implantar Igrejas e salvar almas, não estarão participando efetivamente da missão de Deus, que é única e tem como finalidade a plenitude da promessa do Reino de Deus: a vida, a justiça e o amor (SILVA, 2009, p.74).
Para Casiano Floristan, o problema crucial da humanidade deve ser visto pela Igreja em conformidade com os requisitos do reino de Deus e a sua justiça. Obviamente, a Igreja não tem soluções técnicas a oferecer para os problemas da sociedade, nem sua doutrina social é uma terceira via entre o capitalismo e coletivismo. Mas a palavra da Igreja, derivada de sua missão de evangelização e libertação, pode orientar a fé dos crentes, dando à vida sentido transcendente à
capacidade de juízo, discernimento crítico e à dimensão da conduta moral evangélica a partir da opção pelos pobres (FLORISTAN, 1993, p.713).
A mensagem e as ações dos cristãos e das Igrejas não podem se limitar apenas à salvação da alma, faz-se necessário uma práxis que vá além do amor e da fraternidade, para transformar o indivíduo e a própria sociedade. Para que aconteça a transformação da realidade, principalmente nas grandes cidades, a práxis da Igreja também necessita contar com a contribuição fundamental da práxis educacional, para o início das transformações do indivíduo, para sua maior participação na esfera pública e nas atividades que possibilitem seu crescimento e progresso social e humano.
As primeiras descobertas deste trabalho apontaram pistas para futuras pesquisas. Os autores Paul Freston e Ricardo Mariano argumentam que o pentecostalismo brasileiro deve ser estudado a partir de três ondas. Nessa direção, constatou-se, ao longo desta pesquisa, que salvo mudanças, em sua trajetória, o neopente- costalismo brasileiro também deverá, em breve, ser classificado para estudo em três categorias distintas: Neopentecostalismo Conservador, Neopentecostalismo Moderado e Neopentecostalismo Radical.
A descoberta ocorreu durante a tarefa de compreender se a Igreja Comunidade Evangélica de Maringá, se tratava de uma Igreja Pentecostal ou Neopentecostal. A pesquisa constatou uma distinção significativa entre as Igrejas Neopentecostais, pois um número expressivo de denominações evangélicas, apesar de serem neopentecostais, são contrárias a várias práticas e discursos das Igrejas neopentecostais citadas pela a maioria dos autores, como as mais representativas do fenômeno neopentecostal; a Universal do Reino de Deus, a Internacional da Graça de Deus e a Renascer em Cristo.
Dessa forma, a pesquisa sugere que uma Igreja Evangélica, com características próximas à da Comunidade Evangélica de Maringá, deve ser identificada como Neopentecostal Conservadora. Por outro lado, Igrejas com o perfil da Comunidade Sara a Nossa Terra e Comunidade da Graça devem ser
classificadas como Igrejas Neopentecostais Moderadas, e Igrejas com características agressivas, como as Igrejas, Universal do Reino de Deus, a Internacional da Graça e a Renascer em Cristo, devem ser classificadas como Neopepentecostais Radicais.
A classificação da Igreja como conservadora, moderada ou radical dependerá do nível de aprofundamento da denominação com as práticas do fenômeno, ou seja, do Neopentecostalismo.
A pesquisa também apontou, em concordância absoluta com outros autores, que, ao contrário do que sugere a palavra pastoral, o termo Ministério, utilizado para definir os “departamentos” da maioria das Igrejas Evangélicas, é inadequado e remete inconscientemente a uma associação e confusão com os Ministérios do Governo Federal (Ministério do Trabalho, da Educação, entre outros). Seria coerente substituir o termo ministério por pastoral.
A análise das práticas da Igreja Comunidade Evangélica de Maringá se deparou entre dois extremos: por um lado, as práticas de seus ministérios e a criação da Organização Reviver lhe dá status no meio evangélico de Maringá, de Igreja engajada nas causas sociais; por outro lado, quando aplicadas as ferramentas fornecidas pelos referenciais teóricos, a confrontação demonstrou que parte das práticas dessa Igreja não se caracterizam como práxis, pois são atividades rotineiras sem reflexão, incapazes de alterar a realidade social. Dessa maneira, esse status não se sustenta; as ações são dignas de mérito, mas pequenas diante do poderio financeiro e da qualificação profissional das pessoas que frequentam essa Igreja.
As pistas que a pesquisa se propõe a apontar têm a pretensão apenas de indicar caminhos para a ampliação da práxis dessa Igreja, não se trata de críticas. Inicialmente, os membros da Igreja Comunidade Evangélica de Maringá devem ser motivados a demonstrar a fé acompanhada pelas obras, devem continuar a incentivar a oração, mas também a ação, seguindo o modelo bíblico. Uma outra direção a ser apontada são as atividades dos ministérios da Igreja, que devem ser
incentivados a dialogar e refletir em conjunto com outros ministérios da própria Igreja. Como exemplo de trabalho em conjunto com os ministérios da própria Igreja, a Organização Reviver poderia realizar treinamento profissional para a população que procura emprego, orientada pelo Ministério Homens e Mulheres de negócios que, por estarem atuantes no comércio e negócios da cidade, sabem exatamente em que áreas os novos profissionais devem ser treinados. Haveria o treinamento de um lado e o encaminhamento de emprego pelo outro ministério.
Outro exemplo são os ministérios que administram as células. Eles devem dialogar e contar com a colaboração do ministério de atendimento psicológico, para melhor entenderem como ajudar os participantes das células. O que se observou durante a pesquisa foi que cada líder de célula está inicialmente focado no ensino bíblico, e a práxis acontece de forma tímida, em razão da falta de treinamento desses lideres.
Os psicólogos podem ajudar os lideres de célula a compreender e ajudar nas principais necessidades observadas nos atendimentos desses profissionais em consultório e fornecer ferramentas para a melhor atuação desses líderes. Dessa maneira, sem abrir mão do ensino bíblico, os temas bíblicos podem ser canalizados, focando nos temas sugeridos. Os pastores que realizam aconselha- mento, também devem contribuir com a experiência adquirida por meio dos acon- selhamentos pastorais.
Com diálogo entre os ministérios dessa Igreja, a reflexão e a diversidade de atividades variadas e adequadas, buscando fins específicos, de acordo com cada necessidade, resultará em uma melhor e maior contribuição da práxis religiosa dessa Igreja. Contudo, apesar de se ter em vista que não é possível por meio da práxis, criar um homem novo e de modificar a ação humana radicalmente em todas as áreas, não se deve por isso ignorar a práxis.
O que se constatou, na análise das práticas sociais da Comunidade Evangélica de Maringá, é que, apesar das inúmeras atividades desta Igreja, não obstante todas estarem idealizadas por bons ideais, apenas em algumas há práxis. As atividades
embora bem intencionadas, em sua maioria são rotineiras, o que gera um assistencialismo infértil, incapaz de promover atividade humana transformadora.
A pesquisa também demonstrou tratar-se de um fenômeno muito complexo, o que impossibilitou penetrar no âmago do fenômeno, como se esperava inicialmente. Mostrou-se ainda, demasiadamente complexo medir ou comprovar, a profundida- de das mudanças e o tempo necessário para que os frutos da práxis religiosa contribua para as transformações de cada indivíduo. O tema é complexo e merece contínua atenção por parte dos pesquisadores.