• No results found

Gova elementtat, komposisuvdna ja duddjon

In document f;::{J � Sami allaskuvla (sider 34-41)

4. Vasihuvvon baikki analyseren - saggon govat muitalit

4.1 Lihkohis Ovnnesduottar

4.1.3 Gova elementtat, komposisuvdna ja duddjon

São  participantes  desta  pesquisa  nove  alunos  de  uma  escola  pública  do  município  de  Alfredo  Chaves  –  ES,  integrantes  do  projeto  de  teatro  no  Instituto  Dinâmico  e  eu,  professora‐ pesquisadora e gestora do referido Instituto. 

Professora‐Pesquisadora  

 

Nasci  em  16  de  março  de  1968  no  município  de  Jaraguá,  Goiás,  Brasil.  Sou  formada  em  Letras – Português/Inglês pela Universidade de Uberaba, MG e em Pedagogia com Habilitação em  Magistério  e  Gestão  Escolar  pelo  Instituto  Batista  e  Faculdade  J.  SIMÕES  –  Ensino  Superior  –  Guarapari, ES. Fiz especialização “Lato‐Sensu” em Gestão Estratégica Educacional nas vertentes da  Administração,  Supervisão,  Orientação  e  Inspeção  Escolar  –  FAFIA,  Alegre,  ES.  Fui  professora  de  Língua  Portuguesa  no  Ensino  Fundamental  durante  seis  anos  no  Estado  de  Goiás,  em  escolas  públicas  e  particulares.  Após  mudar  para  o  município  de  Alfredo  Chaves,  ES,  onde  resido  desde  1993, continuei atuando em várias instituições de Ensino Fundamental e Médio como professora  de Português. 

A  preocupação  com  o  desenvolvimento  de  leitura  e  escrita,  bem  como  a  formação  de  alunos  agentes  nesses  processos,  sempre  estiveram  presentes  em  minha  atuação  pedagógica, 

63 sendo  esse  o  principal  fator  de  incentivo  à  implantação,  em  1998,  do  Instituto  Dinâmico  no  município onde resido  e desenvolvo  o projeto  de leitura e escrita, articulado com  a  arte  cênica.  Para  esse  pensar  transformador,  sempre  tive  como  base  as  leituras  de  Paulo  Freire  focando  a  construção  da  autonomia  em  minha  formação.  Nas  palavras  de  Freire  (1996/2013:40)  “na 

formação  dos  professores,  o  momento  fundamental  é  o  da  reflexão  crítica  sobre  a  prática.  É  pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”. 

No percurso de quase duas décadas de atividades discursivas desenvolvidas e convívio com  diversos alunos em momentos de interação, muitos questionamentos foram levantados. Destaco  que, inicialmente, o que mais me intrigou foi o estímulo ao ato de ler e escrever que a proposta de  produzir o gênero peça de teatro provocava nos alunos. Portanto, compreender, de forma crítica,  os  modos  como  o  teatro,  enquanto  atividade,  cria  contextos  nos  quais  é  possível  observar  o  movimento  realizado  na  Zona  de  Desenvolvimento  Proximal  para  aprendizagem  e  desenvolvimento de agência, passou a ser o objetivo central de minha prática pedagógica, ora aqui  representada por esta pesquisa de mestrado.   Alunos‐autores/atores      São participantes desta pesquisa 9 alunos de 7º ano, 5 meninas e 4 meninos, na faixa etária  de 12 a 13 anos. Segundo autojulgamento dos alunos, e também descrição feita pelos pais no ato  de  matrícula,  são  alunos  considerados  com  rendimento  escolar  de  razoável  a  bom,  mas  que  necessitam  melhorar  o  desempenho  nos  processos  de  leitura  e  escrita.  Entretanto,  esses  resultados  não  representam  um  critério  para  participação  no  projeto.  Inicialmente  o  grupo  era  composto por 10 alunos, todos do mesmo ano, mas por motivos de troca de escola e mudança de  Estado,  duas  alunas  deixaram  de  participar  do  grupo.  No  entanto,  em  seguida  mais  um  aluno  passou a integrar o projeto, ficando, por fim, 09 integrantes.  

Todos  os  alunos  são  matriculados  regularmente  em  uma  escola  pública  estadual  no  vespertino, período diferente do utilizado pelo projeto de leitura, produção de texto e teatro, no  Instituto  Dinâmico.  Esse  projeto  de  teatro  não  tem  custo  para  os  participantes,  os  quais  são  pagantes nos demais cursos ou possuem ajuda de custo oferecida aos alunos menos favorecidos  por meio de bolsa integral. São oriundos de contextos sociais de classe baixa e média baixa, filhos  de  doméstica,  funcionário  público  municipal,  caminhoneiro,  pedreiro,  bancário,  balconista,  manicure e comerciante. É importante destacar, também, que houve permissão dos pais para que 

64 fosse utilizada a imagem e revelados os nomes dos alunos nesta pesquisa; no entanto seus nomes  serão substituídos por siglas. 

No  geral  possuem  o  entendimento  da  importância  do  ato  de  ler,  visto  que  o  fato  de  participar do projeto faz parte dessa conscientização que pode ter ocorrido pelo incentivo dos pais  ou amigos, ou ainda, pela atração pelo projeto de teatro, como relatam alguns dos participantes.  

 

Quadro 4: Descrição24 dos alunos‐autores/atores participantes da pesquisa 

  Alunos focais / idade/  ano escolar ‐ 7º ano  Descrição      (DA) 13 anos    É a segunda filha, mora com os pais e o irmão mais velho. A família é considerada  de classe média.  O pai é empresário e a mãe assistente social. Sempre dedicada,  responsável  com  suas  tarefas,  sonha  ser  médica,  segundo  a  mãe.  Tem  bom  desempenho escolar e diz gostar muito de ler. 

  (AL) 13 anos 

Possui  estrutura  familiar  estável,  vive  com  os pais  (a  mãe  bancária  e  o  pai  comerciante) e é a primeira de 4 irmãos, dois meninos e outra menina. Em casa  nem sempre tem paciência com os irmãos. É a mais retraída, tímida e insegura,  segundo relato da mãe. Na escola, tem bom rendimento. 

  (ED) 13 anos 

Vive  com  os  pais  (a  mãe  doméstica  e  estudante;  o  pai  funcionário  público  municipal)  e  um  irmão  menor.  Mora  em  casa  alugada.  É  bastante  tímida,  envergonhada  e  ainda  lê  pouco,  como  ela  mesma  se  descreve,  mas  demonstra  determinação em suas ações, segundo a mãe. Gosta de estar sempre junto a uma  colega também do grupo. Na escola nem sempre tira notas boas e já precisou de  recuperação. 

  (MA) 12 anos 

Atenção  aos  colegas  é  sua  marca  registrada,  segundo  informação  da  mãe  e  dos  próprios amigos. A mãe é comerciante e o pai pedreiro. Em casa, de acordo com a  mãe, é a alegria e a perturbação da irmã mais velha. Não se atém muito às tarefas  escolares, mas nunca repetiu o ano, de acordo com informações da mãe. Gosta de  desafios e se coloca como extrovertido. O rendimento escolar é razoável.    (MC) 13 anos 

Possui  um  irmão  menor  e  os  pais  são  caminhoneiro  e  doméstica,  com  renda  familiar não tão favorável, mas não passam por necessidades. Segundo a mãe, é  uma  menina  dedicada  em  casa,  ajuda  a  cuidar  do  irmão  mais  novo  e  estuda  bastante.  É  tímida  e  não  se  entrosa  muito  com  os  colegas.  Na  escola,  sempre  apresenta bom rendimento. 

 

(RO) 13 anos  (LU) 13 anos 

RO é gêmea de LU, também integrante deste grupo. Têm uma irmã mais nova. Os  pais  são  bancário  e  funcionária  pública,  de  condição  financeira  semelhante  à  maioria do grupo: classe média. Possuem casa própria e carro. Segundo descrição  do pai, os filhos são bem diferentes na maioria das coisas. Ela gosta de ler, é mais  tímida e indecisa; ele não gosta muito de ler, é determinado, extrovertido, porém  menos  responsável  com  as  atividades  da  escola.  Em  comum,  têm  o  gosto  pela  música. Na escola,  estudam  na  mesma  sala,  mas  o  rendimento deles  também é  diferenciado. Ela sempre teve bons resultados em todas as disciplinas, enquanto  ele somente em algumas porque diz que não gosta de ler. 

       

24 Características destacadas a partir das informações citadas pelos responsáveis em entrevista de matrícula, assim como

65 (RA) 12 anos  O mais novo da família. Possui uma irmã mais velha, que se coloca, em algumas  situações, como responsável por ele. É filho de uma manicure e de um trabalhador  autônomo. A família mora com tias maternas na antiga casa dos avós. Na escola,  segundo a mãe, tem dificuldades em especial em Matemática e Português e quase  sempre precisa de aulas de recuperação. Segundo ele, ainda está aprendendo a  gostar de ler.    (HU) 13 anos    Filho único de pais separados. O pai é caminhoneiro e a mãe, doméstica. Vive com  a mãe e o padrasto em casa alugada e sempre tem o apoio das avós.  Segundo a  mãe,  ele  tem  atenção  do  pai  mesmo  não  morando  juntos.  Vive  bem  com  o  padrasto  e  não  demonstra  problemas  em  relação  à  separação  dos  pais.  É  mais  calado e tem poucos amigos. Na escola também se considera aluno razoável. 

 

Seleção de alunos Focais 

Foram selecionados, inicialmente, 4 alunos focais: DA, RO, ED e LU, com base no critério de  participação  nas  discussões  e  presença  em  todas  os  encontros  do  projeto.  Todavia,  durante  o  Exame de Qualificação do curso de Mestrado, ficou decidido que HU também faria parte do grupo  focal por ser o único que participara anteriormente do projeto de teatro.   

 

In document f;::{J � Sami allaskuvla (sider 34-41)