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GODKENDELSE OG REGISTRERING AF SAMT TILSYN MED ADMINISTRATORER KAPITEL 1

Caldeira e Zaidan (2013) afirmam que a prática docente se tornará uma atividade rotineira quando existir uma familiaridade de alunos e professores, porém, precisa ser analisada não para que haja a passagem para o cotidiano, mas para sua superação. Nesse sentido, as autoras relatam que essa análise deve consistir em uma leitura que capte a essência da própria ação docente, cujos espaços e tempos são antecedidos e sucedidos por outros espaços e ações (formação docente e discente, planejamento, avaliação, cultura do professor e dos alunos, valores etc.).

Para Perrenoud (1993), as novas didáticas são resultantes de uma crítica das didáticas tradicionais e apresentam-se como propostas para fugir das formas clássicas da

atividade docente. Alguns aspectos caracterizam as novas didáticas, os quais dão mais atenção ao aluno, à construção progressiva do saber, levantam desafios, observam experiências do cotidiano, respeitam a personalidade e autonomia do aluno, valorizam a motivação e o incentivo do ponto de vista cooperativo e de desenvolvimento pessoal.

As novas didáticas caracterizam-se em geral pelos seguintes aspectos: a) A importância dada ao aluno, como sujeito ativo da sua aprendizagem, mais do que ao professor enquanto transmissor de conhecimentos. b) A insistência sobre a construção progressiva de saberes e de saber-fazer, não só através de uma atividade adequada, mas também através de interações sociais tanto entre os alunos como entre o professor e os alunos. c) A vontade de levantar os obstáculos entre as disciplinas, de privilegiar as competências funcionais e globais em oposição à aquisição de noções e de saberes fragmentados. d) A vontade de tornar a escola receptiva à vida, de consolidar as aprendizagens escolares nas experiências quotidianas, na “vivência” dos alunos. e) O respeito pela diversidade das personalidades e das culturas f) A valorização da autonomia da criança, do “self-government” do grupo-turma, pelo menos dentro de certos limites. g) O valor consagrado à motivação intrínseca, ao prazer, à vontade de descobrir e de fazer, em oposição ao método de promessas e ameaças. h) A importância dada aos aspectos cooperativos do trabalho escolar e do funcionamento do grupo-turma, em oposição às tarefas estritamente individuais e à competição entre os alunos. i) A importância dada à educação e ao desenvolvimento da pessoa, em oposição a uma ênfase exclusiva sobre os saberes ou os saber-fazer. Nem todos os movimentos pedagógicos, nem todos os professores, concedem a mesma importância a todos estes temas. Mas, quaisquer que sejam a intensidade e as ênfases, a ruptura com as didáticas tradicionais traduz-se sempre numa redefinição das tarefas (PERRENOUD, 1993, p. 84).

Observando os procedimentos vinculados à prática pedagógica de forma individualizada, alguns autores verificaram que existem alguns fatores importantes a serem considerados nos estudos das práticas pedagógicas utilizadas pelos professores em sala de aula. Esses procedimentos compreendem as oportunidades de aprender, tempo, taxa de respostas exatas às questões colocadas pelo professor, expectativas dos professores, feedback, tratamento de erros, atividades estruturadas, ensino frontal em grupos ou individual e, por fim, a combinação de procedimentos, conforme pode ser visualizado na Figura 3.2. (RUTTER et al., 2008; TEDDLIE; REYNOLDS, 2000).

Figura 3.2 – Fatores importantes vinculados à atividade docente

Fonte: Adaptado de Rutter et al. (2008), Teddlie e Reynolds (2000)

Observa-se que Gauthier (1998), ao analisar os resultados de 42 resenhas e sínteses quantitativas de estudos envolvendo o professor em uma sala de aula, convergiu para um repertório de conhecimentos intimamente relacionados à gestão da matéria e à gestão da classe. Assim, o autor aponta que professores que tinham essas duas áreas sob domínio tinham melhores resultados do desempenho de suas atividades.

De acordo com Farias et al. (2011), a decisão pelo tipo de estratégia a ser utilizada revela, no primeiro plano, a intencionalidade de ensinar, considerando-se, além dos fins educativos, a adequação ao conteúdo programático, às características dos alunos, aos recursos materiais e ao tempo disponível para o estudo. Dentre as variadas estratégias identificadas, citam-se as seguintes: debate, estudo de caso, pesquisa, projetos, dramatizações, seminários, estudo de textos, júri simulado, simpósio, painel, fórum, oficinas, estudo do meio, trabalhos de grupo, portfólio, mapa conceitual, discussão em meios informatizados, dinâmicas de grupo, tempestade mental, estudo dirigido e exposição oral. Mesmo não se esgotando todas as opções metodológicas vivenciadas na prática docente, no quadro a seguir são apresentadas algumas considerações daquelas que são mais recorrentes no cotidiano escolar, segundo as autoras retromencionadas.

Quadro 3.1 – Metodologias mais usuais no cotidiano docente

MÉTODO OBSERVAÇÕES

Exposição oral

- mais recorrente no cenário escolar;

- de tão comum, chega a ser confundida com a própria aula;

- caracteriza-se pela ênfase na linguagem oral, na estruturação lógica de assunto e na transmissão de conteúdos;

- responde a três objetivos: abrir um tema, fazer uma síntese do que foi explorado e socialização do conhecimento;

- realça críticas pela relação unilateral e autoritária do professor; - para evoluir, precisa assumir o diálogo como fundamento e dinâmica.

Estudo de textos

- procura trabalhar um texto de modo analítico e crítico; - desenvolve a capacidade de interpretação;

- nem sempre os alunos acolhem com prazer a atividade por não compreenderem o objetivo dela;

- o professor deve atentar para o estímulo, orientação e acompanhamento da atividade, além da pertinência dos textos escolhidos e sistematização dos resultados em forma de fichamentos, resenhas, mapas conceituais, entre outras possibilidades.

Estudo dirigido

- serve para desenvolver a capacidade interpretativa; - não é um roteiro de perguntas com respostas prontas;

- deve provocar criticamente os alunos acerca da realidade; aprofundar conteúdos, buscar conexões com o contexto, desenvolver reflexão, criticidade e criatividade;

- está voltado à ampliação do conhecimento do aluno como sujeito situado.

Debate

- destinado a conhecer pontos de vista diferentes;

- o aluno expressa oralmente suas ideias, reflexões e experiências, bem como dialoga, argumenta, ouve e aprende a conviver com opiniões diferentes;

- o professor deve preparar a atividade com antecedência, indicando leituras, filmes e sites acerca do tema.

- regras de funcionamento devem estar claras;

- mobiliza de forma significativa os alunos, que se sentem valorizados e encontram um espaço para socialização de seus pensamentos e relações sociais.

Seminário

- provoca uma reflexão aprofundada de um tema ou problema;

- caracteriza-se por uma ação coletiva voltada para o estudo de um assunto e que abrange múltiplos procedimentos;

- sua dinâmica de realização agrega, de forma diferenciada, alunos e professores; - fomenta a capacidade de pesquisa, análise, interpretação e síntese dos alunos, fortalecendo a integração com o saber;

Pesquisa

- ato pelo qual se procura obter conhecimento sobre algo, constituindo-se em uma atividade fundamental para aprender;

- contribui para a capacidade de questionar, levantar hipótese, coletar e analisar dados, fundamentar decisões e elaborar propostas;

- aplicada na escola, não se confunde com investigação científica, apesar de propiciar condições similares;

- requer planejamento e acompanhamento com mediação do professor conforme condições de aprendizagem dos alunos.

Apesar das estratégias já existentes e largamente utilizadas em salas de aula, os contextos cada vez mais complexos no ambiente escolar trazem múltiplos desafios aos professores, o que faz com que novas maneiras de lidar com perspectivas diversas, formas de aprender diferenciadas e expectativas plurais sejam consideradas nas estratégias de ensino. É o que explicam Farias et al. (2011) no sentido de que as novas didáticas sejam constituídas de espaços de diálogo e de conflito, de relações, encontros e trocas, e também de sujeitos capazes de lidarem com os problemas que vão além dos limites do envolvimento de professores e alunos no relacionamento com a realidade.