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5.2 Diskusjon av resultater

5.2.2 Gjennomføring av ernæringsscreening

A temática da comunicação da Palavra nas homilias, ou seja, nos sermões, é um tema recorrente nas monografias, o que mostra a preocupação não só com o conteúdo, mas com o modo de expressar pela linguagem oral, postura, gestual, voz, uso do microfone e assimilação que os fiéis fazem dos conteúdos. A comunicação da Palavra na sua proclamação faz parte da preocupação cotidiana dos cursistas que avaliam a comunicação em seus locais de origem, em confronto com os conhecimentos teórico- práticos adquiridos62. A comunicação da Palavra nas celebrações e na homilia também é

62 . Títulos das monografias sobre o tema: Homilia: a comunicação da Palavra; A comunicação nas homilias, efeito na vida dos fiéis. Estudo de caso na paróquia Cristo Rei de Várzea Grande, e na Catedral

valorizada pelo papa Francisco que dedica diversas páginas em sua Exortação Apostólica: “A homilia é o ponto de comparação para avaliar a proximidade e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo” (FRANCISCO, 2013, p. 113).

Nas pesquisas de campo alguns pesquisadores estabelecem um diálogo com a sociedade, com o interlocutor, aplicando questionários, levantando dados para verificar se a comunicação chega e é entendida. Uma pesquisa sobre a comunicação da Palavra de Deus na escuta e vivência da comunidade,centra-se na participação e preparação dos momentos celebrativos em comunidades com ou sem padre. Em sua avaliação, o pesquisador conclui que se descuidou da formação litúrgica permanente permitindo que as celebrações sejam, “para muitos, algo ritualista, monótono e privado, a ponto de não se fazerem conscientes da presença transformadora de Cristo e de seu Espírito, nem de a traduzirem em um compromisso solidário para a transformação do mundo.” (QUIRINO, 2009, p. 69).

Na temática da comunicação na Igreja, em missas pela televisão como momento de evangelização e experiência de Deus na vida de idosos e enfermos, realizada em comunidades que assistem missa pela televisão a avaliação é de que favorecem a aproximação dessas pessoas com a Igreja: “O que constato é que a missa pela TV é algo importante na dinâmica e vivência da fé, ajuda sim a fazer experiência de Deus, alimenta e, sem dúvida, sustenta a sua fé [...] Há uma identificação com o que veem, escutam; e com a fé recebida se sentem bem” (OLIVEIRA, 2008, p. 77).

Duas monografias trabalham o uso de equipamentos como Data show nas celebrações eucarísticas. Por mais discutida que seja a questão, pois não é pacífico o uso dessa tecnologia que, se não for usada adequadamente, pode desviar as pessoas da centralidade do mistério, o pesquisador considera, que há um novo sujeito, novas sensibilidades e novas formas de comunicar, e observa que há um “despreparo muito grande das comunidades em adaptar esses novos instrumentos, tanto na estrutura do tempo, como também na vida das pessoas [...] houve transformações positivas que ajudaram a participação dos fiéis” (NARUISHI, 2012, p. 60-61). A introdução do uso das tecnologias nas celebrações também foi estudada por Ramos, envolvendo o sentido amplo dos símbolos e de toda a ritualidade nas celebrações. Em suas conclusões a

Bom Jesus de Cuiabá (MT); Comunicação Homilética; A homilia como meio de comunicação. um estudo discursivo em paróquias de São Paulo (SP); Homilia: comunicação oral na liturgia católica. Um estudo de caso na Diocese de Presidente Prudente (SP); A arte de falar e escutar em público. Um estudo de caso nas celebrações eucarísticas (Caiteté, BA); A comunicação verbal na homilia – uma pesquisa real entre fieis e sacerdotes de Igrejas de Salvador (BA).

pesquisadora afirma: “Com o trabalho foi possível constatar a carência da formação litúrgica nas comunidades, não só por parte dos agentes de pastoral, como também do clero” (RAMOS, 2012, p. 60).

Os estudos sobre a palavra na Igreja, sobretudo nas homilias, indicam o quanto ela é importante e que há abertura para o questionamento em relação ao modo de comunicar. Ao mesmo tempo a tensão entre a necessidade da mudança no uso de recursos tecnológicos e o significado dos ritos litúrgicos.

5.2.2.5 Comunicação não verbal, gestual e empática

A partir do estudo das teorias da comunicação e da constatação de alguns autores de que a primeira língua do homem foi o gesto, monografias analisam a gestualidade, a comunicação corporal e empática nas celebrações e na relação interpessoal. A gestualidade na comunicação não verbal na Celebração Eucarística é uma pesquisa que se propõe a verificar a gestualidade nas celebrações litúrgicas, com questionário a presbíteros (padres) de diferentes tempos de ministério. O pesquisador traz presente que a rotina é uma realidade, entretanto, afirma que “ficou evidente, a partir do questionário, que a repetição dos gestos nas celebrações diárias não leva a repetição mecânica, mas a uma prática dos gestos com maior fluência, com maior riqueza, com maior expressão litúrgica” (CAES, 2009, p. 71).

Um estudo que segue a mesma linha da comunicação não verbal do corpo humano na celebração eucarística, privilegia os fiéis na pesquisa de campo. Para o autor, ela

veio comprovar que a comunicação não verbal do corpo humano é de vital importância na caminhada e para a organização e formação efetiva das reformas litúrgicas em nossa Igreja e, principalmente, a formação dos sacerdotes e agentes de pastorais litúrgicas das comunidades para que as missas sejam celebradas com mais dinamismo, usando a corporeidade e a gestualidade (PIRES, 2008, p. 73).

A comunicação entre as pessoas requer empatia e outros atributos que favoreçam a relação interpessoal, conforme estudo sobre comunicação empática entre o padre e o fiel no sacramento da reconciliação, em que acontece um encontro para conversa pessoal. Nas conclusões o pesquisador analisa que o tipo de relação empática só é

possível quando existem alguns elementos como “ambiente adequado, acolhida incondicional, tolerância, humildade, escuta de qualidade, estar atento à linguagem não verbal expressa, transmitir compreensão e transparecer um sentimento de perdão” (NETO, 2006, p. 62), o que contribui para estabelecer um canal de comunicação com o fiel.

Os três trabalhos analisam a comunicação não verbal, que tem elementos da pessoa e do contexto que se somam ao êxito da comunicação, que Babin (1989) caracteriza como o ground, uma atmosfera que envolve o local que pode sincronizar pensamento, gesto e palavra, ambiente, cores, música, símbolos. Entretanto, conforme as análises indicam, tudo requer escuta, pesquisa e capacidade de revisão dos próprios métodos e abertura para novas linguagens.

5.2.2.6 Políticas de comunicação

O tema das políticas de comunicação é trabalhado em relação a instituições religiosas e as políticas de comunicação adotadas em relação a um grupo de trabalho e também em relação às propostas da CNBB aplicadas em uma Arquidiocese e no caso desta pesquisa, as políticas nacionais são aplicadas ao contexto local. A Pastoral da Comunicação (PASCOM) é uma política, enquanto organiza as ações das comunidades num projeto comum que estabelece um trabalho norteador. A pesquisa de campo indaga quais paróquias tem a PASCOM, entrevista lideranças e conclui: “Como se pretendia demonstrar, não existe um projeto que norteie a atuação da Pastoral da Comunicação, tanto da equipe arquidiocesana quanto das paróquias” (SILVA, 2012, p. 61).

Nas Políticas de comunicação, um dos aspectos é a linha filosófica ou postura adotada nas práticas comunicacionais, como um levantamento dos meios de comunicação dos quais se serve uma Igreja local, que trabalha cultura midiática e desafios para a ação evangelizadora da Igreja. A pesquisa de campo teve o objetivo de ver como é percebida a comunicação pela mídia e mesmo realizada pela Igreja. Para o pesquisador, o estudo

ajudou a entender que formar para a comunicação significa pautar um processo de educação que permita à pessoa um pensar e um fazer comunicacionais não exclusivamente técnico-operacionais,

comprometidos com a onda mercantilista, mas promotores de cidadania e de uma prática reflexiva” (PINTO, 2012, p. 61).

Uma das formas de implementar políticas de comunicação nas paróquias é organizar ações articuladas em projeto unificado de PASCOM para superar a falta de sintonia interna entre diocese e paróquia e “integrar-se junto ao projeto da Diocese, estudando-o e usando a rádio comunitária e a comunidade para tal intento” (BARBOSA, 2004, p. 49). Nessa tentativa de verificar aspectos da organização do agir da Igreja no mundo mediante a comunicação, as experiências estão a caminho, mas deixam a desejar. Em suas orientações para a comunicação o documento dedica um capítulo às Políticas de comunicação, que envolvem participação política na sociedade, liberdade de expressão, trabalho por uma comunicação democrática, deixando a Pastoral da comunicação como um aspecto de organização interna (Cf. CNBB, 2014, p. 153- 165).

O tema das Relações Públicas nas Pastorais Sociais também pode ser entendido como parte das políticas de comunicação e da articulação das pastorais, uma vez que estabelece o diálogo com a sociedade. “A pesquisa trouxe à tona o conhecimento da realidade sobre os pontos que precisam ser implantados e/ou melhorados em prol da interligação das Pastorais Sociais que compõem a Diocese” (DUQUE, 2009, p. 46), e abriu o horizonte para a perspectiva de um projeto que responda às necessidades. As políticas de comunicação sejam elas voltadas a melhorar e articular a comunicação no interno das instituições ou para a sociedade são elementos que compõem o sentido da Educomunicação, quanto ao processo da comunicação com fluxos democráticos e participativos.