SMITH (1968) analisou osmodelos numéri ospropostos por
O
′
BRIEN (1967) e
O
′
BRIEN & REID (1967) para estudar a ressurgên ia osteira, na qual a intera-ção entre a baro lini idade e a topograa de fundo são importantes tanto para a
ir ulação de grande es ala, omo para a de meso-es ala, observada pelaanálise da
distribuiçãoda densidade naPC de Oregon.
O modelo numéri o elaborado e testado por TANAKA (1977), para simular a
orrente marinha forçada pelo vento em regiões da PC no HS, teve as seguintes
hipóteses: um o eano tri-dimensional homogêneo om densidade onstante, movi-
mento esta ionário, velo idade e direção do vento uniforme sobre a superfí ie do
Noestudodaressurgên ia osteiraaolongoda ostaperuana,HEBURN(1980)uti-
lizouummodelonuméri ohidrodinâmi odeduas amadashomogêneas, omalinha
da osta e a topograa de fundo real. A ressurgên ia é uma resposta do o eano à
TCV:a amadasuper ialde água étransportadaaolargo da ostaeésubstituida
pelas águas profundas ressurgidas desdeo fundo próximo da osta.
A ir ulação na osta peruana é ara terizada pela baixa freq
u¨
ên ia das ondas osteiras onnadas om períodos de 5 a 20 dias, sugerindo o forçamento do ventoremoto e daressurgên ia, variando om a intensidade dovento em quase seis dias.
Emes alasdetempomaislongas,asub orrentemarinhaépersistentedurantevários
meses.
Nos 30 m ini iais o ampo de temperatura é inuen iada pelo vento. Já na
amada de mistura, a uma profundidade de 50 m, esse ampo é prin ipalmente
afetado pelas ondas onnadas (BRINK et al., 1983a). A ressurgên ia osteira é
deslo ada à superfí ie do mar, om velo idades verti ais do ordem de 0,01 a 0,001
m
s
−1
. Omovimento verti al éproduzido pelos ventosremotose lo ais, bem omo
peloefeitodarotaçãodaTerratal omoexpli adopelaTeoriadeEkman(
O
′
BRIEN,
1983).
de SZOEKE (1984), naapli açãode um modelo analíti o, observou uma frente
gerada entre a água ressurgida densa e a água menos densa ao largo da osta, en-
quantoque,em ondiçõesnormais,avelo idadeverti alasso iada omomovimento
divergente osteiro deslo ava a pi no lina até a superfí ieem quase 20 h. A frente
é adve tada ao largo da osta por velo idades da ordem de 3 m
s
−1
, típi as da
amadade mistura. Assoluçõesnuméri as onrmaramquealargurahorizontalda
frenteémuitoestreita,daordemde 100me omumaligeira ir ulaçãodedupla é-
à osta e divergenteao largo da osta.
HANEY (1991), observou um erro ao al ular a força de gradiente de pressão
próximo da pressão onde topograa de forte gradiente om oordenadas sigma (
σ
) nomodelo o eâni o, utilizandoesquemasde diferençasverti aispropostoporARA-KAWA &SUAREZ (1983). Otrun amentodo erro, é estimadosubstituindo pers
utuantesdentrodadiferençanitados termosde gradientede pressãoehidrostáti-
os. Osresultadosmostraramqueoerrodogradientede pressãoéespalhadoatravés
da oluna de água, sendo sensível à resolução verti al e à olo ação dos pontos da
graderelativaà estrutura verti aldo ampoutuante modelado.
RODRIGUES(1997)resaltouotrabalhodeEKMAN(1905),oqualpostulouque
para ter divergên ia positiva do transporte na amada superior ompensado om
as ensão de águas subsuper iais, era ne essária a variação horizontal do vento,
ou seja, o rota ional da TCV seria diferente de zero. A divergên ia positiva do
transporte na amada superior também pode ser produzida pela onguração da
linha da osta, sem que ne essariamente o vento varie.
Noestudoda orrentedeBenguela,FENNEL(1999)utilizouummodelosimples,
omfundo plano, estrati adoelinha de ostaidealizada( omouma parede). Esse
modelo é forçado pelo vento ao longo da osta, estendendo-se da área próxima a
Cape Town à borda de Angola e Namíbia. O vento variou no tempo ao longo da
osta e transversal à osta (a arretando um
∇ × ~τ 6=~
0). A resposta do o eano osteiro foi na forma de jatos osteiros, da ressurgên ia e das OK, bem omo pelaorrenteforçada pelorota ionaldaTCV.
Noestudoda orrentedeBenguela,FENNEL(1999)observouqueosventosper-
sistentesaolongoda ostasãoasso iadosaosistemadealtapressãodeSantaHelena,
próximosaos
25
◦
àsbordas norte e sulfrente a Angola eao suldoCabo daÁfri a, respe tivamente.
FERNANDES (2001), observou que a ir ulação o eâni a em larga es ala nas
regiões subtropi ais é dominada pelogiro anti i lni o, emresposta àstensões que
os ventos exer em na superfí ie do mar. Uma ara terísti a omum nesse giro é a
intensi açãodas orrentes juntoao ontornooestedasba ias,gerandoas hamadas
orrentes de ontorno oeste (STOMMEL, 1948).
CASTELO(2001),utilizandoomodeloPOMnaba iade Santos,nasua grade
maior, sugere que próximo da osta o vento é o prin ipal me anismo forçante da
ressurgên ia,enquanto próximoàquebra daPC os meandros i lni osda orrente
onstituem ome anismo predominante. De a ordo om CASTRO(1996), uma das
ara terísti asdadinâmi adaPCéarespostadamassadeáguaaoventosuper ial
naes ala temporal, sazonal e sinóti a, dependendo da ombinaçãoentre a largura,
a topograa da PC e a intensidade, direção e persistên ia da TCV, as orrentes
geradaspodem ser as mais energéti as.
No estudo da modelagem da orrente tendo omo forçantes o vento e uxo de
alor sobre a PC ao norte da Califórnia (
37
◦
N-
40
◦
N), no período de abril a maio
1982, GAN & ALLEN (2002) ompararam os resultados do modelo om os dados
de orrente e temperatura. O modelo POM foi utilizado em uma área om grade
urvilíneade altaresolução (aproximadamente 1km de espaçamento na horizontal
e60 níveis verti ais), linha de osta etopograa dofundo realísti a.
Esses autores on luiram que a variabilidade da ressurgên ia ao longo da osta
foi inuen iada, prin ipalmente, pela interação douxo da PC forçada pelo vento,
pela linha da osta e o fundo topográ o. AUSTIN & LENTZ (2002), utilizaram
omodelo numéri oPOM, nasua formabi-dimensional,para estudar a resposta do
Durante aressurgên iaousubsidên ia api no linainterse ta asuperfí ieoufundo,
gerando uma frente quese deslo aaolargo da osta.
Um dos fenmenos importantes na ba ia de Santos (BS), Estado de São Paulo,
é a ressurgên ia osteira da quebra-da-plataforma asso iada à geração de vórti es
produzidos pelos meandramentos da orrente do Brasil (CB). Na BS o regime de
ventos predominanteéde nordeste durante amaiorparte doano, ex etonas passa-
gens das frentes frias, sendomais intensasdurante oinverno e, porisso, favorável à
geraçãodaressurgên ia osteira (CHEN, 2002).
PENVEN et al.(2003),utilizaramomodeloRegionalO eani ModelingSystem
(ROMS) para estudar a dinâmi a sazonal do sistema da ressurgên ia ao longo da
ostaperuana. Omodelo foiforçado pela limatologiamensalsuper ialdoo eano
dabase de dados do Comprehensive O ean-Atmosphere Data(COADS) dos uxos
de água e alor, bem omo pelos dados da TCV limatológi os do es atermetro
QUIKSCAT. Nastrês bordas lateraisabertas (MARCHESIELLO et al.,2001)tive-
ram omodadososobtidosda limatologiaderivadadomodeloavançadode limae
ir ulação o eâni a global (OCCAM) (SAUNDERS et al., 1999). O modelo al an-
çou equílibrioestatísti o depois de quase dois anos,sendo quesua implementaçãoe
osprimeirostestesdomodelodealtaresolução gerarampadrõesde ir ulaçãoanual
média super ial e sub-super ial simulados, que mostraram on ordân ia om a
dinâmi areal.
PIZARROet al.(2001),estudaramasutuaçõesinter-anuaisdoníveldomarao
largoda osta entraldoChile(
30
◦
S), ombasenos dadosobtidosdurante7,3anos,
utilizando um modelo numéri o linear de baixa-freq
u¨
ên ia. Esse modelo in luiu a estrati açãoeotaludedatopograadefundo. Ouxo osteiroéforçadopelaTCVdurante EN/La Niña no Equador. Os resultados sugerem que ao longo da osta
sul-ameri anaavariabilidadeinter-anual osteiraé ausada pelaforçanteequatorial
remotaaoinvés daTCV. Assim, a orrenteaolongo da osta inter-anualteveuma
amplitude de quase 5 m
s
−1
a 200 m ede 4 m
s
−1
a750 mde profundidade.
As ara terísti assazonaisesinóti asdo ampodeventospodemgerar orrentes
de forte intensidade na PC, as quais são paralelas às isobatimétri as para manter
obalançogeostró o nadireção perpendi ular àtopograa(CASTRO,1996; CAS-
TRO & MIRANDA, 1998). Após os estudos feitos por MASCARENHAS et al.
(1971),vários autoresderamatençãoà variabilidadede mesoes aladaCB, ara te-
rizadapormeandros evórti esdesenvolvidos próximodeCaboFrio,Riode Janeiro.
Maisre entementeCAMPOS et al.(1995) atribuiramsua o orrên ia àsmudan-
ças brus asdas orientaçõesdalinhade osta e datopograade fundo nessa região,
forçandoaCB ameandrar i lni amentepara onservarsua vorti idade poten ial.
PALMA & MATANO(1998, 2000), avaliaram odesempenho das ondiçõesde on-
tornopassivas,formuladaspordiversos autores, usandooPOM. Nessa ategoria de
ondição de ontorno, aavaliaçãofoi estendida às ondições radiativas.
CARBONEL&GALEO(2004),apli aramummodelonuméri ona amadade
superfí ieda oluna de águaestrati adaforçada peloventonoo eano subtropi al.
Esses autores, utilizandoas equações hidro-termodinâmi asdomomento, ontinui-
dade e transferên ia de alor, onsideraram o pro esso da dinâmi a de gravidade
reduzida om uma ativa amada super ial e uma amadade fundo xa.
Onde asequações governantes são resolvidasapli ando a formulação de Petrov-
Galerkin varia ional,que in lui um operador estabilizante em espaço e tempo que
melhora a aproximação lási a de GALERKIN (1915). O domínio estendido vai
desdeoEquadoraté
30
◦
reetivasfra as são utilizadas. Osresultados foramsimilares oma média daTSM
para o mês de fevereiro: águas frias ao longo da linha da osta de
5
◦
S a
19
◦
S e de
25
◦
S aosul são geradas.