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Observamos que nas turmas do Oitavo ano a habilidade com maior percentual de acerto foi a habilidade 14 (determinar moda e média aritmética), com aproximadamente 70%. Já em relação às habilidades em geometria 6, 8, 9, 10, 11, 12, 15 e 16 os alunos apresentaram um dos piores desempenhos. Em nenhuma destas, o percentual de acertos foi superior a 40%.

Cabe observar que a habilidade com menor percentual de acerto (10% aproximadamente) foi a de número 5(realizar operações usando o sistema de medida), visto que, de certo modo, está relacionado ao domínio da Geometria.

Agora, passaremos a considerar no Gráfico 4 os resultados obtidos pelas turmas do Nono ano. As avaliações, tal qual as demais, compunham-se de 25 questões, explorando, nesta série, 17 habilidades divididas entre as áreas de Matemática.

Fonte: SEDUC/Cacoal

Dos quatro anos do Ensino Fundamental analisados, a série que apresentou menor rendimento foi esta última, visto que, em nenhuma das habilidades houve ocorrência de percentual acima de 60%.

Dadas as habilidades referentes a área da Geometria, pertinentes às questões 5, 8, 9, 10, 11, 12, 15 e 16, observemos que: nas questões 12 (determinar a planificações de poliedros e demonstrar visão espacial) e 16 (resolver problemas que envolvem o

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teorema de Talles) foram as de menos pontuação; todavia temos a habilidade 11 (resolver problemas envolvendo semelhança e congruência de figuras) a melhor percentual de acerto.

ANALISANDO CONJUNTAMENTE AS DUAS FONTES DE DADOS

Conforme dados apresentados os alunos atingiram níveis baixos de aproveitamento na avaliação do Gestar/2010. Em pouquíssimas, uma ou duas habilidades em cada série/ano atingiram uma margem de acerto próximo de 70%.

Com base nos dados levantados no estudo bibliográfico e com os professores da cidade de Cacoal-RO, podemos inferir que o baixo índice de aproveitamentos desses alunos se deva a: desmotivação dos alunos com o ambiente escolar, falta de material pedagógico adequado, falta de pré-requisitos em conteúdos trabalhados em séries iniciais, número reduzido de aulas de matemática e falta de formação adequada dos professores na área de Geometria.

Por outro lado, analisando a última pergunta, na qual foi solicitado aos professores que redigissem um parágrafo sobre as aulas do conteúdo de Geometria, por eles aplicada, percebe-se que predominou as aulas tradicionais, nestas, os únicos recursos utilizados são o quadro e o livro didático, caracterizando, dessa forma, uma inadequação metodológica no que tange ao estudo da Geometria. Destarte, “O fraco desempenho em geometria por parte dos alunos é resultado, muitas vezes, da utilização de práticas que não atendem às suas expectativas” (TASHIMA e SILVA, 2003). Observando que a metodologia utilizada muitas vezes não é adequada. E, pelo baixo desempenho apresentado pelos alunos, inferimos que esse pode ser um dos fatores que contribuiu para o resultado negativo.

Apesar de representar um percentual muito pequeno dos pesquisados, há os professores que tentam incrementar/modificar suas aulas, utilizando didáticas diferenciadas na tentativa de prender a atenção do aluno levando-o assim a aprendizagem, como pode ser evidenciado no questionário de um dos professores.

Dentro da proposta da escola, a geometria deve ser trabalhada do concreto, semi-abstrato e abstrato, trabalhando com confecção de sólidos geométricos, desenho de mosaico, montagem de figuras planas com canudos, depois passaríamos para fórmulas e cálculos matemáticos, desta forma

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conseguiríamos um aprendizado lúdico e prazeroso por parte de nossos alunos.

Dessa forma o caminho para atingir os alunos são aulas diferenciadas que levem o discente a visualizar a Matemática para resolver problema do cotidiano e que o cotidiano destes passe a permear os conteúdos matemáticos.

Constatamos que a geometria foi negligenciada na formação dos professores entrevistados. “Se um professor, sistematicamente, não ensina Geometria, o provável será que seu aluno (futuro professor) também não o faça. Se este aluno resolver ensiná- la, suas dificuldades para fazê-lo serão enormes” (GAZIRE, 2000, p. 178). Isso leva os professores a ensinar Geometria de forma vaga, apenas como forma de reconhecer algumas figuras sem nenhum aprofundamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa evidenciou que a formação dos professores é uma das possíveis causas do fraco desempenho dos alunos em Geometria. Há dificuldade em ensinar aquilo que não se aprendeu, já que as horas destinadas ao estudo da Geometria durante a formação inicial dos professores foi considerada insuficiente para prepara-los para o fazer pedagógico nesta área. O problema pode ser solucionado a partir da base, que é intendida como formação pedagógica, uma saída sugerida aos professores que já estão atuando, é participar de cursos de formação continuada, para reparar eventuais lacunas deixadas em suas graduações.

Quanto á análise dos resultados do Gestar/II para apresentar como está a aprendizagem dos alunos na área de Geometria, constatamos um rendimento baixo, inferior aos demais ramos da Matemática. No entanto, as outras áreas não atingiram níveis satisfatório.

Verificamos que não se confirmou para toas as habilidades avaliadas, a hipótese de ser a Geometria a área da Matemática com os piores resultados, mesmo reconhecendo que a referida área e a que se desenvolve com menos ênfase na educação básica.

Os alunos e professores se ligam pelos laços de aprender e ensinar. Se há desequilíbrio em um dos lados, esse fato reflete nos resultados finais do processo

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ensino/aprendizagem. Para que o professor consiga motivar os alunos ele próprio precisa estar motivado.

REFERÊNCIAS

BRASIL. PCN ensino Médio. Orientações Educacionais Complementares aos

Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza Matemática e suas

Tecnologias.

BRASIL. Secretaria de educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Matemática/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CYRINO, Helio Fernando . Matemática e Gregos. Campinas, SP:Átomo, 2006. FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 4 ed. – São Paulo:Saraiva, 2005. GAZIRE, Eliane Scheid. O não resgate das geometrias. Campinas, SP: 2000.

GONÇALVES, Edna Cavalcanti Novaes. A Geometria nas séries iniciais do ensino

fundamental. Rev. Educação Matemática em Revista, São Paulo, p. 30-37, dezembro

de 2006.

KRAINSKI, E. T. Cálculo do tamanho de amostra para proporções. Departamento de Estatística, UFPR. Curitiba PR. 2008.

MAIA, Lícia de Souza Leão. O ensino da Geometria: analisando diferentes representações. Rev. Educação Matemática em Revista, São Paulo, p. 24-33, junho de 2000.

PAVANELLO, Regina Maria; ANDRADE, Roseli Nozaki Grave. Formar professores

para ensinar geometria: Um desafio para as licenciaturas em Matemática. Rev.

Educação Matemática em Revista, São Paulo, p. 78-87, abril de 2002.

TASHIMA, Marina Massaco; SILVA, Ana Lúcia da. As Lacunas no Ensino-

Aprendizagem da Geometria. Colégio Estadual “Marcílio Dias” – Itambaracá – PR.

Departamento de Matemática, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR, Brasil. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos>. Acesso em: 18 fev. 2003

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasNatureza.pdf acesso em 21/05/2011http://matematicaemalta.blogspot.com/ acesso em 15/05/2011.

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