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Generation of priority management theory

3. Results and discussion

3.3. Generation of priority management theory

No primeiro encontro do curso aplicamos um questionário (Apêndice A) que levantou algumas informações básicas sobre o grupo de professoras – formação acadêmica, tempo de atuação em sala de aula, sua relação com a Matemática, dificuldades e expectativas relativas ao curso.

Para mantermos o sigilo em relação à identidade das professoras, usaremos uma codificação indicando o ano de atuação e a ordem indicada por nós quando há mais de uma professora de um mesmo ano, por exemplo: 2ºP1, significa 2º ano Professora 1; 2ºP2, 2º ano Professora 2; 3ºP1, 3º ano, Professora 1, e assim sucessivamente, conforme indica o Quadro 2, com outras informações a respeito do grupo:

Quadro 2 - Apresentação das professoras Professor as Idade Tempo de atuação nos anos iniciais (em anos) Ano que leciona (2012) Tempo de atuação no ano/série (em anos) Formação pedagógica

2ºP1 24 08 2º 2 Normal, Pedagogia e Psicopedagogia

(Pós-graduação)

2ºP2 40 10 2º 2 Pedagogia e Psicopedagogia (Pós-

graduação)

2ºP3 46 10 2º 3 Pedagogia e PROEJA (Pós-graduação)

3ºP1 27 10 3º 2 Pedagogia e Psicopedagogia (Pós-

graduação)

3ºP2 29 12 3º 1 Pedagogia

4ºP1 47 25 4º 2 Normal e Pedagogia

5ºP1 39 10 5º 10 Normal, Pedagogia e Psicopedagogia

(Pós-graduação)

5ºP2 55 25 5º 10 Letras e Psicopedagogia (Pós-

graduação) Fonte: Sistematização da autora a partir do Instrumento 1

A maioria das professoras possui 10 anos ou mais de atuação nas séries iniciais, no entanto, apenas duas professoras que atuam no 5º ano possuem significativa experiência na série que leciona atualmente. O grupo de professores possui razoável experiência profissional e que as escolas têm promovido rodízio entre os professores na perspectiva deles atuarem em diferentes turmas ao longo do Ensino Fundamental I, prática comum nas escolas locais. Ressaltamos que apenas uma dessas professoras não é do quadro efetivo da rede pública municipal.

Referindo-se à formação pedagógica, 07 (sete) professoras são graduadas em Pedagogia, sendo que 03 delas possuem o curso Médio Normal. Uma professora é graduada em Letras com pós-graduação em Psicopedagogia. A pós-graduação em nível de especialização está presente na formação de 06 (seis) professoras, sendo que 05 (cinco) optaram por Psicopedagogia - uma ainda cursando, e uma é pós-graduada na área de Educação de Jovens e Adultos, pelo PROEJA.

Todas as professoras afirmam gostar de ensinar Matemática, embora a professora 5ºP2 afirme “durante todo o meu trajeto de aluna, eu sempre tive dificuldade com a Matemática,

por isso é um desafio ensiná-la”. As razões para gostar de ensinar Matemática vão desde a sua relação com o dia-a-dia, até razões referentes ao desafio de pensar matematicamente, conforme exposto mos nas falas que seguem:

Porque a Matemática está presente em nosso dia-a-dia e amo estimular, principalmente o raciocínio lógico (2ºP1);

Acho a Matemática fantástica porque nos faz pensar, é sempre um desafio compreender a lógica dos números, das formas etc. (2ºP3);

Acredito que por estar a Matemática tão presente no dia-a-dia é interessante trabalhar essa disciplina e as questões referentes a ela (3ºP1);

Porque convivemos com a Matemática constantemente no nosso dia-a-dia. Ela desenvolve nosso raciocínio lógico e nos capacita para o amanhã (4ºP1). Além dessas razões, o gosto de ensinar Matemática está vinculado ao trabalho pedagógico proporcionado com materiais concretos, como os professores dizem:

Gosto de lidar com os números, principalmente com material concreto, pois na Matemática podemos sempre comprovar o que é dito e assim as aulas ficam bem dinâmicas (2ºP2);

Porque tem mais facilidade de trabalhar com o concreto, com a construção de materiais (3ºP2);

É uma disciplina que bem aplicada ela envolve e motiva o aluno (5ºP1).

A referência ao uso e manuseio de material concreto é evidente. Spinillo e Magina (2004) identificam entre os professores de anos iniciais um mito sobre a contribuição do material concreto para a aprendizagem da Matemática. As autoras questionam o uso do material, principalmente quando dissociado de registros semióticos e de reflexão.

As dificuldades que as professoras têm com a Matemática foram organizadas em dois grupos: as de ordem conceitual e as de ordem metodológica. No primeiro grupo têm-se as dificuldades com a Geometria (ângulos e desenhos geométricos), com a subtração com reserva; multiplicação; divisão e frações; já as do segundo grupo envolveram a produção de material; associação entre jogos e conteúdos; o trabalho de maneira lúdica e mais significativa das 4 (quatro) operações; o trabalho com uma série menor; ensinar a interpretar problemas. Compreendemos que essas dificuldades estão interligadas, não sendo possível definir a fronteira entre o que se relaciona ao conteúdo especificamente ou à metodologia, por exemplo, a capacidade de associar jogos e conteúdos envolve a compreensão de conceitos matemáticos e de procedimentos metodológicos.

Nas dificuldades dos alunos em relação à Matemática, elencadas pelas professoras, identificamos três grupos de dificuldades: de ordem conceitual, de ordem procedimental e de ordem atitudinal, expostas no Quadro 3. Mais uma vez enfatizamos que essa classificação não é rígida, pois os conceitos, os procedimentos e as atitudes se interagem, inclusive está explícito nas falas de algumas professoras.

Quadro 3 - Dificuldades dos alunos em relação à Matemática Conceituais – Procedimentais – Atitudinais

A maior dificuldade dos meus alunos é no raciocínio lógico, pois quer dar respostas rápidas sem que aja uma interpretação do processo (2ºP1);

Abstrair conteúdos, na faixa etária do 2º ano, eles só

conseguem compreender

através do concreto (2ºP3);

Interpretação de problemas (5ºP1);

Interpretação dos problemas – não conseguem identificar quais as operações que devem fazer para achar a solução (5ºP2);

Divisão, interpretação de

problemas matemáticos

(principalmente os que

incluem mais de uma

operação) (3ºP1);

A resolução de problemas é uma dificuldade porque acham que a matemática é apenas números, e também fazer o cálculo porque muitas tinham o hábito de copiar as respostas prontas e não raciocinar e calcular (3ºP2);

O principal deles é a falta de atenção e de interesse,

acompanhados das

dificuldades em assimilar os conteúdos trabalhados: adição e multiplicação com e sem reserva, o uso do QVL (4ºP1);

As dificuldades que vejo é a falta de acompanhamento em casa e a questão de raciocínio lógico, não são habituados a pensar (2ºP2).

Fonte: Sistematização da autora a partir do Instrumento 1

Vemos que aparece nesse primeiro levantamento a dificuldade com a multiplicação, principalmente relacionada ao sistema de numeração decimal, mas ela foi apontada por apenas uma professora. A resolução de problemas foi apontada por quase todas as professoras, evidenciando uma dificuldade também delas em explorar esse procedimento com as crianças.