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As caract erísticas clim áticas do m unicípio de São Luís est ão relacionadas a algum as particularidades m ais pont uais que dão a especificidade do clim a urbano. No ent ant o, para inferir na relação clim a - m eio urbano se faz necessário considerá- la em prim eira inst ância, num a escala m ais am pla, associada à dinâm ica at m osférica regional.

Decorrent e da sua variabilidade espacial se t orna bast ant e difícil associá-la a lim it es específicos, principalm ent e aos das unidades políticas, pois a sua influência e ação, at ravés das m assas de ar, cent ros dispersores e zonas de convergência, desenvolvem - se m ais em term os m acrorregionais.

Para Feit osa ( 1996) dest aca que os est udos clim áticos relativos ao t errit ório m aranhense inserem - se, sem pre, em um a abordagem m ais am pla, incorporada a est udos realizados em t odo Brasil ou nas regiões Nort e e Nordest e, em bora via de regra t ais estudos report em à área de influência dos vent os alísios de nordest e e da atuação convergent e das m assas de ar Equat orial atlântica e Equat orial continent al que se deslocam em direção ao sul, que lhe garant em um a relativa est abilidade sazonal.

I sso porque, o período chuvoso e de estiagem m ant ém ainda, cert a regularidade, em bora nos anos de m aior int ensidade de estio, que flagelam os est ados da região nordest e indique cert a subordinação a esse fenôm eno. (FEI TOSA, 1989)

O deslocam ent o da corrent e de ar Equatorial atlântica e da Equat orial continent al no sentido nort e- sul e noroest e- sudest e, det erm inada pela m udança do equador t érm ico, at ua de form a preponderant e na região, sendo responsável pela intensidade pluviom ét rica por onde essas corrent es passam . ( SOUSA, 1993)

O sistem a que determ ina a dispersão dessas m assas de ar na dinâm ica regional é o Anticiclone dos Açores1, gerador dos vent os alísios de nordest e, além dos alísios de sudest e, ainda que est es últim os t enham um a influência pouco relevant e nos elem ent os clim áticos do t errit ório m aranhense. (FEI TOSA, 1989)

As m assas de ar Equat orial atlântica e Equat orial continent al ao convergirem , produzem a cham ada ZONA de DECONVERGÊNCIA INTERTROPICAL ( ZCI T) . Est a zona é oriunda da convergência dos alísios dos Hem isférios nort e e sul. ( Figura 11)

1Além do anticiclone dos Açores que dom ina o clim a m aranhense ao nort e, LOPES ( 1970) apont a ainda out ros

dois cent ros at m osféricos, um ao sul, a zona ant iciclonal de Sant a Helena e a out ra, a área cont i nent al de at ração de Goiás, com preendido pelo Chapadão Cent ral.

Figura 11. Zona de Convergência I nt ert ropical ao nort e do Maranhão

Fonte: CPTEC/ I NPE (2013)

Ao longo dest a depressão equat orial, caract erizada por um a região de pressões relativam ente baixas e de vent os calm os ( região de calm arias) , o ar inst ável provoca chuvas e t rovoadas bast ant e int ensas. (NI MER e BRANDÃO, 1989)

At ravés dos deslocam ent os da Zona de Conver gência I nt ert ropical ( ZCI T) ent ende- se a dinâm ica clim ática do Estado do Maranhão, pois segundo Nim er e Brandão ( 1989) , essa depressão barom ét rica posicionada no Hem isfério Nort e, na alt ura do paralelo 5º N ao penet rar no Maranhão no sentido noroest e- sudest e, adquire grande im port ância no regim e pluviom ét rico, a partir do verão e, principalm ent e, no out ono, quando ocorrem as chuvas m ais abundant es e diárias.

Port ant o, pelos deslocam ent os da ZCI T é possível com preender a int ensidade e frequência dos fat ores m et eorológicos (FEI TOSA, 1989) . I sso porque, a dom inância dos alísios de nordest e que acom panha o anticiclone dos Açores, ao sofrer um a queda de pressão barom ét rica, desloca o anel pluvioso de nuvens do equador t érm ico para o sul, no período que vai de fevereiro a junho, quando as precipit ações ocorrem com m aior int ensidade no Est ado. A partir de j ulho at é novem bro, período que ocorre a estiagem , o equador t érm ico ret orna ao nort e do Maranhão. ( LOPES, 1970)

A zona de chuvas, ao ret ornar em novem bro no sentido sul- nort e, penet ra no Est ado do Maranhão ( na área do Golfão Maranhense) at ravés dos alísios de sudest e. Pela

sua origem continent al, est a atinge o est ado com baixa intensidade, pois a perda de um idade ao at ravessar o Recôncavo Baiano e o Planalt o Nordest ino, provoca chuvas irregulares e esporádicas at é dezem bro.

Os alísios de sudest e alteram a regularidade clim ática no Maranhão, na m edida em que a sua perda de umidade, ao atravessar o interior nordestino, mutila “a primeira parte do ‘inverno’, pois, caso tivesse o seu desenvolvimento norm al deveria ocorrer de setembro a outubro, mas, diante dessa anomalia, só inicia em novembro.” (op.cit)

A partir de j aneiro, com o deslocam ent o m eridional da ZCI T, ret orna a m aior influência dos alísios de nordest e, assum indo o cont role dos event os m et eorológicos est abelecendo um regim e pluviom ét rico m ais regular, quando nos m eses de m arço e abril ocorrem as t axas pluviom ét ricas m ais alt as, exceção apenas no Nordest e Oriental, dada a frequência das grandes secas. ( FEI TOSA, 1994)

Out ro sistem a im port ant e que atua na área são as Linhas de I nst abilidades ( I T) , que se form am principalm ente nos m eses de verão no hem isfério sul ( dezem bro a m arço) , encont ra- se ao sul da Linha do Equador influenciando as chuvas no lit oral nort e do Nordest e e regiões adj acent es e ocorrem no período da t arde e início da noit e.

As Linhas de I nst abilidade são bandas de nuvens causadoras de chuva, norm alm ent e do tipo Cumulus, organizadas em form a de linha, daí o seu nom e. Sua form ação se dá basicam ent e pelo fat o de que com a grande quantidade de radiação solar incident e sobre a região t ropical ocorre o desenvolvim ent o das nuvens Cumulus, que atingem um núm ero m aior à t arde, quando a convecção é m áxim a, com consequent es chuvas. Out ro fat or que cont ribui para o increm ent o das Linhas de I nstabilidade, principalm ent e nos m eses de fevereiro e m arço, é a proxim idade da ZCI T.

No geral, a at uação desses sist em as de ordem At lântica na I lha do Maranhão, at ravés de m anifest ação de fat ores m eteorológicos, é favorecida pela fácil penet ração no lit oral m aranhense dada a sua t opografia plana, geralm ent e inferior a 100m e a configuração geom orfológica do Golfão Maranhense.

Associados a isso, a relação da energia solar e a baixa latit ude, a continent alidade ou m aritim idade, em interação com os sist em as locais e regionais da circulação at m osférica, t ornam o clim a m aranhense bast ant e com plexo, em bora essa com plexidade reflit a- se m uit o m ais na variedade clim ática do pont o de vist a pluviom ét rico do que de diferenciações t érm icas ( SOUSA, 1993) .

As precipit ações, ao que parece, são o m ais fort e referencial para est abelecer a tipologia clim ática regional, haj a vist a que as principais classificações, nas quais o t errit ório m aranhense insere- se, report am - se a esse fat or para individualizar e/ ou delim it ar os diversos tipos clim áticos.

A ilha do Maranhão, onde se localiza o m unicípio de São Luís, de acordo com a classificação clim ática de St rahler ( 1952) enquadra- se no tipo Lit orâneo úm ido que

abrange part e do t errit ório brasileiro próxim o ao lit oral. A m assa de ar que exerce m aior influência nesse clim a é a t ropical atlântica (m Ta) . Pode ser not ado em duas principais est ações: verão ( chuvoso) e inverno (m enos chuvoso) , com m édias t érm icas e índices pluviom ét ricos elevados; é um clim a quent e e úm ido.

Nessa m esm a linha, ainda que a classificação de Koppen sej a de ordem est ática, Guerra ( 1955) , identifica no Maranhão o tipo Aw quent e e úm ido com duas est ações bem distint as: um a seca (inverno) e out ra chuvosa ( verão) , considerando ainda o subt ipo climático Aw’ quente e úmido com chuvas de verão e outono, nas baixadas e no litoral.

Levando em consideração os sistem as de circulação atm osférica Maranhão ( 1998), t om ando por base a análise do balanço hídrico, conform e o m ét odo de Thornt hwait e e Mat her ( 1955) observou dos tipos m egat érm icos subsum idos no est ado, em bora a noroest e e sudest e ocorram respectivam ent e os tipos úm ido e sem iárido.

Tendo em vist a o seu carát er t ropical, e as suas caract erísticas regionais, a área est udada apresent a um a regularidade clim ática que perm it e identificar cert a uniform idade não apresent ando valores m áxim os e m ínim os exagerados ao longo do ano nos parâm et ros de t em peratura ( apesar de t endência do aum ent o das suas m édias em com paração as norm ais clim at ológicas – 1961/ 1990).A exceção são os dados pluviom étricos que apresent am irregularidades m ais perceptíveis.

Com relação à tem perat ura, em geral apresent a um a am plitude térm ica m ensal bast ant e reduzida, decorrent e da baixa posição latit udinal e dos regist ros m áxim os de t em perat ura ant eceder o início das chuvas que ocorre a part ir de j aneiro e prolonga- se at é o m ês de j ulho. (Figura 12)

A t em perat ura m édia anual da área de est udo é de 26,9° C, sendo os m eses de novem bro e dezem bro os m ais quent es e os de fevereiro, m arço e j ulho, os m ais frios ( Figura 13) , com dest aque para este últim o m ês, o qual é o últim o do período chuvoso e t am bém coincident e com o inverno no hem isfério Sul ( UFMA, 2009) .

As t em perat uras m ais elevadas ocorrem na est ação seca que se prolonga de agost o a dezem bro sendo na prim avera ent re os m eses de set em bro a out ubro a estiagem m ais rigorosa e, port ant o, apresent ando os m aiores regist ros t érm icos, j ust am ente quando a m assa equat orial nort e est á posicionada m ais ao nort e, perm itindo a m aior influência da m assa equat orial atlântica com vent os alísios de sudest e quent es e secos. I sto explica, port ant o, que as tem perat uras m áxim as regist radas na prim avera, é decorrent es da baixa pluviosidade para am enizá-las. ( GUERRA, 1955)

Figura 12. Norm ais Clim at ológicas da Tem perat ura no Município de São Luís (1960-1990) em com paração com os dados da Média Mensal regist rados em 2012.

Fonte: I NMET (2013)

Figura 13. Média m ensal da Precipit ação e da Tem perat ura no período ent re 1998 -2012.

O inverso t am bém se sucede, pois os m eses m enos quent es ( ou m ais am enos) ( m arço a m aio) coincidem com o período chuvoso do verão- out ono quando a m assa equat orial atlântica desloca- se m ais para o sul, cont ribuindo para a redução da insolação e aum ent o da nebulosidade produzindo chuvas m ais abundant es, o que favorece para am enizar as t em peraturas.

Com quase nenhuma variação ao longo do ano, as temperaturas são uniformemente distribuídas ao longo do mesmo. Apenas tendo uma ligeira redução nas médias e máximas, fato explicado em função da maior nebulosidade e diminuição da radiação direta. Na realidade, as variações de temperatura mais significativas acontecem no decurso do dia e da noite, seguindo o movimento aparente do sol e a ocorrência de maior ou menor nebulosidade, acompanhadas ou não de precipitação.

A temperatura máxima absoluta registrada em São Luís foi de 34,8°C, no dia 17/11/1947, e a mínima foi de 17,9°C, no dia 26/03/1987. As temperaturas máximas nunca ultrapassaram os 35°C, e as mínimas raramente apresentam valores abaixo de 20°C (UFMA, 2009, p. 150).

Ent ret ant o, dado o crescim ent o físico- territ orial do m unicípio de São Luís, com o surgim ent o de diferent es form as de ocupação do espaço urbano, influenciaram de m aneira significativa na criação de diferent es am bientes clim áticos, determ inados pelos m at eriais const rutivos utilizados, pela ausência e/ ou redução de áreas verdes, pela densidade da área edificada e, t am bém , pela im perm eabilização do solo.

As alt erações prom ovidas pela urbanização no clim a local de São Luís m anifest am - se principalm ent e na t em perat ura, e um idade, direção e int ensidade dos vent os, na qualidade do ar, níveis de confort o t érm ico, relação diret a com dissem inação de vet ores de doenças, im pact os pluviais e ainda at ravés de out ros efeit os na saúde das pessoas, com o as doenças respirat órias e circulat órias, além de produzir episódios indesej áveis, capazes de int ervir de form a danosa no funcionam ent o da cidade e influenciando na saúde dos seus usuários.

A respeito disso, Araújo (2001), Araújo e Sant’Anna Neto (2002), Araújo, Sant’Anna Neto e Mafra (2003) e Aleixo, Araújo e Sant’Anna Neto (2011) em diferentes m om ent os estudaram o com port am ent o da est rut ura urbana de São Luís e sua influência na form ação do clim a urbano, inclusive as consequências e os efeit os na saúde da população cit adina a partir da sua percepção com a falt a de confort o t érm ico.

No que dia respeit o à pluviosidade, a m á dist ribuição m ensal ao longo do ano ( Figura 14) , produz excedent es no prim eiro sem est re e déficit no segundo. Essa dist ribuição define 2 ( dois) períodos anuais distint os: o chuvoso, no prim eiro sem est re do ano e o período seco, no segundo sem est re. O período cham ado seco se estende ent re os m eses de agost o a dezem bro, sendo que outubro e novembro, são os mais secos, “... com totais médios de 10,7 e 10,5 mm, respectivamente” (UFMA, 2009, p. 152).

Figura 14. Norm ais Clim at ológicas da Precipit ação (m m ) no Município de São Luís (1960 -1990) em com paração com o Tot al Mensal regist rados em 2012.

Fonte: I NMET (2013)

Considerando o período de 2012 ( ano do t rabalho de cam po) o índice de chuvas ficou abaixo da série hist órica. No histórico pluviom ét rico de São Luís, a variabilidade desses dados pode ser com provada nos anos 1973, 1974, 1985 e 1994, quando a precipit ação t ot al foi respectivam ente, de 2.542,5 m m , 3.362,2 m m , 3.868,3 m m e 2.561,6 m m atingindo valores m uit o superiores à m édia anual, enquant o nos anos 1965 e 1983 os valores t ot ais alcançaram 971,9 m m e 856,3 m m , índices bast ant e inferiores ao norm al.

Evident em ent e, valores m uit o acent uados com o esses, se dist ribuídos nos m eses que concent ram a m aior quantidade de chuvas em São Luís, t endem a causar im pact os significativos nos m ais variados segm ent os da econom ia e sociedade local, especialm ent e na área urbana, causando congestionam ent o no t rânsit o, propiciando o surgim ent o de focos de vet ores sanit ários nocivos à saúde pública e principalm ent e pelos deslizam ent os de t erras nas áreas de risco e inundações em vários pont os da cidade.

Por out ro lado, os valores que se sit uam abaixo do norm al, com o os regist rados em 1965 e 1987, t am bém apresent am sit uações desfavoráveis para São Luís, com prom et endo as cult uras agrícolas da zona rural, o abast ecim ent o de água na capit al, além de favorecer períodos com m aior aquecim ent o t érm ico.

Com relação à análise pluviom ét rica, e considerando a m édia de chuvas acum uladas durant e o ano ( 1998 a 2012) , que foi de, 2.195 m m , afirm a- se que 68,7% do t ot al das precipit ações anuais, est ão dist ribuídos no período de fevereiro a m aio de cada ano, com um t ot al acum ulado de 1.543 m m e apresent ando t ot ais m ensais de j aneiro a j ulho, sem pre superiores a 100 m ilím et ros ( Figura 14a) . Em geral, no m ês de abril se concent ra o m aior índice pluviom ét rico, com um t ot al m édio acum ulado de 472,6 m m ( UFMA, 2009) .

Figura 14a. Média da Precipit ação m ensal (m m ) no Município de São Luís (1998-2012) .

Fonte: I NMET (2013)

Observando os dados da Figura 15 é possível perceber que a um idade relativa do ar segue t am bém o m esm o rit m o det erm inado pela zona de Convergência Tropical com os percent uais de um idade m ais elevados nos m eses de fevereiro a abril e um a redução no período de estiagem com m enor int ensidade no período que vai de set em bro a out ubro.

Com parando- o com a figura 14a, fica nítida a relação ent re esses dois parâm et ros, pois os períodos cuj os valores tiveram um a m aior ou m enor int ensidade pluviom ét rica m ant ém cert a sim ilaridade com o rit m o desem penhado pela um idade.

Figura 15. Norm ais Clim at ológicas da Um idade Relat iva do Ar (% ) no Município de São Luís (1960-1990) em com paração com os dados regist rados em 2012.

Fonte: I NMET (2013)

Do m esm o m odo, a nebulosidade acom panha a frequência da pluviosidade (Figura 16) , pois segundo com ent ários de Feitosa ( 1989) , a m esm a m ant ém um deslocam ent o dependent e ao m ovim ent o da ZCI T com as m aiores t axas nos m eses de fevereiro e m arço, quando os vent os alísios de nordest e deslocam -na na direção sul, enquant o os m eses de set em bro a out ubro apresent am as m enores t axas, devido ao recuo dessa zona para o nort e em decorrência do avanço dos vent os alísios de sudest e.

Conform e a figura 17, se observa t am bém , que os dados de insolação apresent am correlação diret a com os valores de t em perat ura e pluviosidade, pois os valores m ínim os coincidem com o período das chuvas, not adam ent e no período de fevereiro a abril, enquant o no período de estiagem , quando é reduzida a int ensidade da um i dade e nebulosidade, regist ram - se os seus valores m áxim os ent re os m eses de agost o a out ubro.

74,0 78,0 82,0 86,0 90,0

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Figura 16. Norm ais Clim at ológicas da Nebulosidade no Município de São Luís (1960 -1990)

Fonte: I NMET (2013)

Figura 17. Norm ais Clim at ológicas da I nsolação (em horas e décim os) no Município de São Luís (1960-1990) em com paração com os dados regist rados em 2012.

Fonte: I NMET (2013)

Com relação ao vent o no m unicípio de São Luís, segue essencialm ent e a circulação de grande escala, com predom inância de fluxo zonal de lest e e atingindo um a velocidade m édia em t orno de 5m / s. Ressalt a- se que a velocidade do vent o aum enta com a

105,0 135,0 165,0 195,0 225,0 255,0 285,0

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

proxim idade do lit oral, devido ao efeit o de brisa acentuado. Com a chegada da prim avera e o início do verão, a velocidade do vent o aum ent a satisfat oriam ent e, em função da influência dos vent os alísios, que passam a soprar m ais sobre a região t ropical. Esses vent os são caract erizados com o um presságio ao aum ent o das precipit ações, e ficam bem definidos pelo perfil do vent o próxim o a superfície.

Esses vent os são caract erizados com o um presságio ao aum ent o das precipit ações, e ficam bem definidos pelo perfil do vent o próxim o a superfície. Medições feit as no lit oral nort e da I lha de São Luís indicam velocidades ent re 6.0 e 31 km / h ( Feit osa, 1996) . Segundo Viana (2000) , o lit oral nort e da I lha de São Luís sofre efeit o de vent os const ant es, com a com binação dos ventos alísios de NE; os dom inant es ( 43% ) sopram de NE, com velocidade de 3.1m / s e os ventos e ( 13.8% ) com velocidade anual de 3.0m / s; de m enor frequência são os vent os de SE e N, em bora os vent os de N, sopram com m aior velocidade m édia anual de 3.5m / s ( Tarouco & Sant os, 1997) . Segundo Bit t encourt et al. ( 1990) , os vent o alísios de NE e E predom inam durant e o ano t odo e as velocidades variam de 2,1 a 5,9 m / s. (UFMA, 2009)

De acordo com a escala de Beaufort, os vent os foram classificados com o m oderados, de grau 4. Ent re o período de 2005 e 2007, a velocidade m édia foi calculada