As alterações sócio-econômica e psíquica provocadas pela doença osteoporose, desperta estratégias de promoção de qualidade de vida.
O presente trabalho buscou identificar quais as mulheres idosas que possuem a chance de ter a doença osteoporose numa primeira avaliação ambulatorial e o que isso representa na vida diária delas. Identificando os fatores de risco envolvidos na doença com o uso do questionário EVOS e conhecendo o desempenho das atividades instrumentais diárias dessas idosas com o questionário AIVD, temos a percepção de como a doença osteoporose participa na vida dessas idosas.
Nesse trabalho utilizamos a densitometria óssea por ser o método padrão-ouro para diagnóstico da presença ou ausência da osteoporose.
A média de idade das mulheres idosas do trabalho foi de 67,31 anos. Encontramos osteoporose em 28% delas e houve destaque de 38% para a faixa de idade entre 65-69 anos. A interpretação desse fator para doença osteoporose implica na diminuição de massa óssea.
Estudos epidemiológicos têm identificado à osteoporose como uma doença de impacto para saúde pública e isso tem delineado vários fatores de risco (SCHEIDT-NAVE et al., 1998). O questionário do EVOS pergunta sobre os fatores de risco, e dentre tais perguntas analisou-se separadamente algumas questões que estão fortemente interligadas com a doença osteoporose.
Baseado na tabela 36 de Índice de Massa Corpórea (IMC) da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), o IMC nas idosas com osteoporose foi de 26,23. Esse fator mostra que as mulheres desse trabalho apresentam-se no sobrepeso.
Tabela 36 – Classificação do Índice de Massa Corpórea. (ABESO, 2006)
Categoria IMC (Kg/m2)
Abaixo do Peso Abaixo 18,5
Peso Normal 18,5 – 24,9
Sobrepeso 25,0 – 29,9
Obesidade Grau I 30,0 – 34,9 Obesidade Grau II 35,0 – 39,9 Obesidade Grau III 40,0 e acima
A idade da menarca sobressai em 33% para a faixa etária entre 13-15 anos, 25% na faixa etária entre 9-12 anos e 17% para faixa acima dos 15 anos.
A média para idade da última menstruação foi de 46,73. Sendo que 40% ficaram compreendidas entre a faixa etária de 45-50 anos, 33% entre 30-44 anos e apenas 10% na faixa etária acima dos 50 anos.
No item que se refere ao passado de cirurgia para retirada de útero (histerectomia), identificamos que 33% realizaram histerectomia e 27% não realizaram.
Quanto ao passado de cirurgia dos ovários (ooforectomia), somente 20% confirmaram ooforectomia e 27% negaram a realização dessa cirurgia.
Em relação ao uso da terapêutica hormonal (TH) após a menopausa, encontrou-se o uso da TH em 22% delas e 28% nunca usaram TH. Lunt et al., em 2001demonstraram efeitos benéficos na massa óssea.
Ao que se refere o passado de amamentação, 28% responderam que amamentaram seus filhos no passado e 20% negaram.
De acordo com o passado de alguma fratura, 29% responderam que tiveram fratura diante de 28% que negaram alguma fratura. Kanis et al., em 2004 demonstraram que a história de fratura prévia tem uma associação importante com o risco de ter fratura em qualquer área comparada com mulheres que nunca tiveram fratura.
No consumo de bebida alcoólica, 8% consumiram bebida alcoólica e enquanto 33% negaram consumo de bebida alcoólica.
Na avaliação da osteoporose com o passado de imobilização no leito, 22% responderam que houve imobilização no passado, mas 29% responderam não.
O uso do cigarro, que é considerado um fator de risco importante para osteoporose e fratura, houve resposta em 33% de serem ex-fumantes contra 25% que responderam nunca ter tido hábito de fumar. Kanis, et al., em 2005a demonstraram que o uso corrente do fumo tem uma associação com aumento do risco de qualquer fratura comparado com as não fumantes. Também a história de fumo no passado está correlacionada o aumento de risco de fratura comparado com as não fumantes. Com isso, é importante interferir no estilo de vida. Lunt, et
al., em 2001 demonstraram que as fumantes tem associação com redução da massa óssea.
De acordo com o nível (leve, moderado, pesado e muito pesado) de atividade física para as idades até 25 anos, 44% responderam o nível pesado, 33% responderam o nível muito pesado, 15% foram o leve e 9% responderam o nível moderado. Para as idades entre 25-50
anos, 50% destacaram na resposta do nível muito pesado, 25% responderam tanto para o nível leve e moderado e 18% foram o leve. E as idades acima dos 50 anos, 40% responderam tanto para o nível pesado e muito pesado, enquanto 32% responderam o nível leve e 18% foi o nível moderado. Lunt, et al., em 2001 demonstraram a atividade física em ambos os gêneros dá proteção contra deformidades vertebrais em idades tardias devido aos efeitos na massa óssea.
Quanto ao uso de corticosteróides por mais de 3 meses, 50% responderam o uso e 27% negaram o uso. El, et al., em 2005 também não conseguiram demonstrar diferença entre o grupo controle e o grupo de asmáticas que usaram corticóide alongo prazo.
Para o uso de hormônio feminino, 29% responderam o uso contra apenas 26% que negaram o uso.
No uso de cálcio, 34% afirmaram o uso e 21% negaram o uso de cálcio.
Quanto ao uso de vitamina D, 37% usaram o medicamento e 14% negaram o uso. De acordo com a ingestão de leite (em todas as refeições, de 1-2 copos/dia, toda semana, mas não todo dia e menos de 1 vez/semana) para a idade até 25 anos, 33% responderam tanto em todas as refeições e toda semana, mas não todo dia, 25% responderam menos de 1 vez/semana e 22% usaram de 1-2 copos/dia. A faixa etária entre 25-50 anos, 36% responderam menos de 1 vez/semana, 33% responderam tanto em todas as refeições e toda semana, mas não todo dia, e 19% usaram de 1-2 copos/dia. Para a idade acima dos 50 anos, 50% responderam menos de 1 vez/semana, 33% responderam tanto em todas as refeições e toda semana, mas não todo dia, e 22% usaram de 1-2 copos/dia. Kanis, et al., em 2005b demonstraram que a baixa ingestão de leite (menos de 1 copo/dia) não tem significância para aumentar o risco qualquer fratura, fratura de quadril ou fratura por osteoporose. Lunt et. al., em 2001 demonstraram que há um efeito benéfico da ingestão de leite quando jovem, protegendo contra deformidades vertebrais em idades mais tardias.
Diante da análise bivariada entre a variável osteoporose e todas essas variáveis citadas acima, constatou-se que somente as variáveis do IMC (p = 0,0332), nível de atividade física para as idades até 25 anos (p = 0,1066) e uso de vitamina D (p = 0,1102) tiveram significância. Com isso, foram selecionadas para uma segunda análise estatística (multivariada) e contatou-se que nenhuma das variáveis foi conjuntamente significativa (modelo de regressão logística), pois quando controlou o efeito da variável IMC, os dados não revelaram uma associação entre o nível de atividade física até 25 anos e a osteoporose (p = 0,0863). Semelhantemente controlando-se o efeito da variável IMC, não existe associação entre ingestão de vitamina D e osteoporose (p = 0,1269). Em suma, para cada aumento de
uma unidade no índice de massa corporal a chance da idosa não ter osteoporose é de 21,3%, com o intervalo de 95% de confiança (1,5% a 44,9%).
O questionário de AIVD mostrou num primeiro momento de análise estatística que as variáveis compra (p = 0,006) e finanças (p = 0,025) foram importantes, mas ao se controlar o efeito de uma das variáveis em conjunto pelo modelo de regressão logística, observa-se que não há uma associação entre as variáveis. Não há associação entre consegue controlar as suas finanças e a osteoporose (p = 0,1659) e semelhantemente não existe associação entre fazer compras e osteoporose (p = 0,0558). Por não ter sido significativo essa análise, passou-se a um estudo para cada variável em separadamente. Na análise bivariada o efeito isolado da compra, desprezando-se os efeitos das outras oito variáveis, encontramos um resultado para as mulheres que não conseguem fazer suas compras de 7,39 vezes mais chances de ter osteporose que as mulheres que conseguem fazer suas compras (p = 0,0063). Semelhantemente para o efeito das finanças, também foi realizado desprezando os efeitos das outras oito variáveis, encontramos mulheres que não conseguem cuidar das suas finanças de 13,67 vezes mais chances de ter osteporose que as mulheres que conseguem cuidar das suas finanças (p = 0,0176).
Comparando-se as mulheres com e sem osteoporose por atividade mediante pontuação (3- sem ajuda; 2- com ajuda parcial e 1- não consegue) proposto no questionário de AIVD, o teste identificou que as mulheres com osteoporose apresentam escores médios significativamente menores que aquelas que não tem osteoporose (p = 0,042). Na análise em separado de cada item no questionário, as mulheres com osteoporose apresentam escores médios significativamente menores que aquelas que não tem osteoporose para os itens: consegue fazer compras (p = 0,006), consegue fazer trabalhos manuais (p = 0,018) e cuidar das finanças (p = 0,014).
Convém notar que os principais fatores de risco obtidos através do questionário do EVOS assinalados na presente amostra não foram possíveis de serem bem estudadas devido ao pequeno número de mulheres idosas totalizadas nesse trabalho. Assim como, o questionário de AIVD teve prejuízo pela amostra pequena nesse estudo.
Novos estudos com uma amostra maior compatível com o número de fatores de risco deverão ser realizados para identificar a real chance de se ter à doença osteoporose numa primeira avaliação com o questionário do EVOS.
Os trabalhos feitos em diversas populações com o EVOS mostra que é um questionário com real importância para se ter estabelecidos os fatores de risco para a doença osteoporose, esta por ser uma doença de impacto na saúde pública e também a importância
em delinear os potenciais riscos de fratura vertebrais e não vertebrais nos mais variados perfis populacionais.
6. CONCLUSÃO
A presente pesquisa nos possibilitou poder contribuir para o conhecimento sobre osteoporose apresentando as seguintes conclusões:
a) Com base na amostra estudada obtivemos por meio do questionário do EVOS o destaque para o IMC como fator preditor da ausência de osteoporose;
b) Com base no questionário de AIVD podemos afirmar que o déficit no desempenho das atividades como fazer compras, fazer trabalhos manuais e cuidar das finanças está correlacionado com a presença de osteoporose.
ANEXO I
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PÓS–INFORMAÇÃO (Resolução 196/96 CNS/MS)
Eu, ________________________________________________________, autorizo a minha participação no projeto de pesquisa “AVALIAÇÃO DA OSTEOPOROSE EM MULHERES IDOSAS DXA E PELOS QUESTIONÁRIOS DO EVOS E DE AIVD”, após ter sido informada da natureza dos procedimentos aos quais serei submetida, que consistem no preenchimento de questionários e exame de densitometria óssea. Entendo também que os procedimentos não apresentam complicações.
Fui informada: 1) sobre a possibilidade de me recusar a participar sem coação de qualquer natureza; 2) que o objetivo e a justificativa desta pesquisa é o conhecimento da doença osteoporose e melhoria da mesma; 3) que nenhum dos procedimentos ao qual me submeterei são experimentais; 4) sobre os benefícios que poderei obter com essa pesquisa; 5) sobre o direito de receber resposta a qualquer pergunta ou esclarecimento a qualquer dúvida acerca dos procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos relacionados com a pesquisa; 6) sobre o direito e a liberdade de retirar a qualquer momento este consentimento e deixar de participar deste estudo, sem que isto traga prejuízo à continuação do meu atendimento; 7) que as informações obtidas serão confidenciais e usadas sem que meu nome ou identidade sejam revelados; 8) todos os resultados e esclarecimentos poderão ser feitos com Dra. Parizza Ramos de Leu Sampaio, pessoalmente ou através do telefone (61) 3463100.
Brasília, ___/___/____
___________________________ ______________________________________ Paciente ou responsável legal Dra. Parizza R. L. Sampaio - Pesquisadora
ANEXO II
AVALIAÇÃO DA OSTEOPOROSE EM MULHERES IDOSAS PELO DXA E PELOS QUESTIONÁRIOS DO EVOS E DE AIVD
Ficha de Identificação
01. Nome: _________________________________________________________________ 02. Data de Nascimento: ________/ _________/ __________
03. Idade: _______________ anos ( ) 60 a 64 anos ( ) 65 a 69 anos ( ) mais de 70 anos 04. Endereço: _______________________________________________________________ 05. Telefone: (____) ______________ 06. Cidade: ________________ 07. UF: _________ 08. Natural: ____________________________ 09. Reside em Brasília: _____________ anos 10. Profissão: Do Lar ( ) Aposentada ( ) Atualmente: _______________________________ 11. Estado Civil: Solteira ( ) Casada ( ) Viúva ( ) Divorciada ( ) Outros ( )
ANEXO III
ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DE VIDA DIÁRIA (AIVD) DE LAWTON 1. O (a) Sr.(a) consegue usar o telefone? Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 2. O (a) Sr.(a) consegue ir a locais distantes, usando algum
transporte, sem necessidade de planejamentos especiais? Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 3. O (a) Sr.(a) consegue fazer compras? Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 4. O (a) Sr.(a) consegue preparar suas próprias refeições? Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 5. O (a) Sr.(a) consegue arrumar a casa? Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 6. O (a) Sr.(a) consegue fazer os trabalhos manuais
domésticos, como pequenos reparos?
Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 7. O (a) Sr.(a) consegue lavar e passar sua roupa? Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 8. O (a) Sr.(a) consegue tomar seus remédios na dose certa e
horário correto? Sem ajuda Com ajuda parcial
Não consegue
3 2 1 9. O (a) Sr.(a) consegue cuidar de suas finanças? Sem ajuda
Com ajuda parcial Não consegue
3 2 1 Fonte: FREITAS, E.V.; MIRANDA, R.D.; NERY, M.R. Parâmetros clínicos do envelhecimento e Avaliação Geriátrica Global. In: FREITAS, E.V.; PY, L.; NERI, A.L.; CANÇADO, F.A.X.; GORZONI, M.L.; ROCHA, S.M. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
Para cada questão: Primeira resposta significa independência;
Segunda, capacidade com ajuda; Terceira, dependência;
A pontuação máxima é de 27 pontos.
O escore tem significado apenas para o paciente individual, servindo como base para comparação evolutiva.
ANEXO IV
QUESTIONÁRIO DO EVOS (EUROPEAN VERTEBRAL OSTEOPOROSIS STUDY)
Nome: _____________________________________________________________________ Endereço: __________________________________________________________________ Fone: _____________ Data de Nascimento: _____/_____/_____ Data: _____ / _____ / _____ 1- Dados Antropométricos:
Peso (Kg): ____ Altura (m): ___, ________ IMC: _____,____ 2- Dados Ginecológicos:
a) idade da primeira menstruação? ________ anos
b) Você já usou pílula anticoncepcional por mais de 3 meses? Sim ( ) não ( ) não sei ( )
c) Você já ficou algum período em sua vida sem menstruar antes da menopausa (exceto, se gravidez)?
Sim ( ) não ( ) não sei ( ) d) Idade da última menstruação?
_______ anos Número de filhos: _______ e) Você fez cirurgia para retirar o útero?
Sim ( ) não ( ) não sei ( ) Idade _________ (anos) E, para retirar os ovários (um ou os dois)?
Sim ( ) não ( ) não sei ( ) Idade _________ (anos) f) Você fez reposição hormonal após a menopausa?
Sim ( ) não ( ) não sei ( )
g) Se sim, quando iniciado o período foi superior a 1 ano? Sim ( ) não ( ) não sei ( )
h) Você notou os seguintes sintomas na menopausa:
Calor: Sim ( ) não ( ) não sei ( ) Depressão: Sim ( ) não ( ) não sei ( ) Insônia: Sim ( ) não ( ) não sei ( ) Outros: Sim ( ) não ( ) não sei ( ) i) Você amamentou?
Sim ( ) não ( ) não sei ( )
j) Se sim, quantas crianças você amamentou por mais que 3 meses: ______ 3- Dados Familiares:
a) Em sua família (pai, mãe, irmãos) existe história de fratura de quadril após os 50 anos de idade?
4- História de fratura:
a) Você já teve alguma fratura? Sim ( ) não ( ) não sei ( )
b) Se sim, em qual osso do esqueleto, com que idade e qual foi o tipo de fratura?
Sítio Número Idade (anos) Nível do trauma
V
Véérrtteebbrraa
Fêmur (colo/ trocânter)
Costela
Antebraço
Úmero
Pé
Outras
c) Você sabe que tem a doença osteoporose (perda da massa óssea)? Sim ( ) não ( ) não sei ( )
5- Álcool: (Quanto ao uso de bebida alcoólica) a) Com que freqüência você bebeu no último ano?
Diariamente ( ) 5-6 d/sem ( ) 3-4 d/sem ( ) 1-2 d/sem ( ) <1 d/sem nunca ( ) b) Tipo de bebida: destilados (cachaça, uísque) ( ) fermentados (vinho, cerveja) ( ) 6- Imobilização:
a) Você já ficou acamado por um período superior a 2 meses? Sim ( ) não ( ) não sei ( )
b) Se sim, foi: antes ( ) ou após ( ) os 25 anos de idade? ano passado ( )
nunca ( ) 7- Fumo: (Quanto ao cigarro)
a) Você fumou cigarro ou usou outras formas de fumo (cachimbo ou charuto)? Atualmente ( ) no passado ( ) nunca ( )
b) Com que idade iniciou? ____ anos Se parou, com que idade? _______ anos c) Número de cigarros/dia? ______
8- Atividade Física:
a) Quanto tempo costuma passar diariamente ao ar livre caminhando ou andando de bicicleta?
Nenhuma ( ) ½ a 1 h ( ) superior a 1h ( )
b) Qual a sua atividade física durante diferentes períodos de sua vida adulta?
Até os 25 anos 25 a 50 anos Acima 50 anos Nível 1 (leve);
2 (moderada); 3 (pesada); 4 (muito pesada)
9- Impacto:
a) Como você descreveria sua saúde geral neste momento?
Muito boa ( ) boa ( ) satisfatória ( ) regular ( ) ruim ( ) 10- Interrogatório sobre drogas (medicamentos):
a) Você já usou alguma medicação, oral ou injetável, contendo corticosteróides por mais de 3 meses?
Sim ( ) não ( ) não sei ( )
b) Você já usou alguma dessas drogas (medicamentos)?
Drogas sim não Não sei Tempo (meses) Parou há quanto tempo? H Hoorrmmôônniioo m maassccuulliinnoo Hormônio feminino Calcitonina Flúor Cálcio Vitamina D Anabolizante Diurético tiazídico 11- Ingestão de cálcio:
a) Com que freqüência você comeu produto derivado do leite na semana passada? (Dias/semana) queijo amarelo ( )___/___ queijo branco ( )___/___
iogurte ( ) ___/____ leite ( ) ____/____ sorvete( ) ____/____ b) Para os períodos indicados abaixo, com que freqüência você bebeu leite?
Até 25 anos 25 a 50 anos Acima de 50 anos Todas as refeições (3 ou + copos/dia)
1-2 copos/dia
Toda semana, mas não todo dia < 1 vez / semana
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