5.2 Utfordringene i forhold til å utøve åndelig omsorg i fagfeltet
5.2.1 Frustrasjon
Ao analisarmos as participações percentuais das pessoas em idade ativa, tanto no Rio Grande do Norte como em Natal, segundo a faixa de renda, conforme, respectivamente, as tabelas 5 e 5.1, a seguir, observaremos que as pessoas em idade ativa que obtiveram até um salário mínimo, detiveram a maior participação percentual no total das pessoas em idade ativa ocupada no Rio Grande do Norte (56,13% em termos de média anual no estado ao longo do período); lembrando que em 2001, a participação dessa faixa de renda era de 59,9% e no ano de 2003 ainda alcançou 64,8%,
porém, a partir de 2004 ela tem uma tendência de queda, até alcançar 47,9% de participação no ano de 2008.
Tabela 5: Pessoas de 10 anos e mais de idade por faixa de renda segundo o ano de referência – Rio Grande do Norte.
N. % N. % N. % N. % N. % N. % 2001 614.192 59,9 302.149 29,5 47.131 4,6 36.719 3,6 24.804 2,4 1.024.995 100,0 2002 584.247 57,0 335.181 32,7 40.385 3,9 39.396 3,8 25.780 2,5 1.024.989 100,0 2003 697.422 64,8 284.526 26,4 48.858 4,5 28.740 2,7 16.285 1,5 1.075.831 100,0 2004 693.643 61,8 319.858 28,5 48.193 4,3 38.265 3,4 22.680 2,0 1.122.639 100,0 2005 674.005 58,2 357.595 30,9 54.163 4,7 43.862 3,8 29.091 2,5 1.158.716 100,0 2006 625.633 51,0 453.897 37,0 64.968 5,3 58.811 4,8 24.190 2,0 1.227.499 100,0 2007 607.808 48,5 485.430 38,7 75.293 6,0 55.890 4,5 30.022 2,4 1.254.443 100,0 2008 641.238 47,9 523.332 39,1 86.288 6,4 50.930 3,8 36.782 2,7 1.338.570 100,0
Nota 1; Preços constantes de 2008 - Deflacionada pelo INPC. Fonte: PNAD, 2001 - 2008 / IBGE
Total Renda Total (em SM)¹
Ano Até 1 sm Mais de 1 até 3 sm Mais de 3 até 5 sm Mais de 5 até 10 sm Mais de 10 sm
Tabela 5.1: Pessoas de 10 anos e mais de idade por faixa de renda segundo o ano de referência - Natal. N. % N. % N. % N. % N. % N. % 2001 127.512 42,6 115.597 38,6 21.831 7,3 15.880 5,3 18.356 6,1 299.176 100,0 2002 144.482 41,9 137.192 39,8 20.432 5,9 22.376 6,5 20.430 5,9 344.912 100,0 2003 153.759 49,9 112.086 36,4 18.202 5,9 11.975 3,9 11.974 3,9 307.996 100,0 2004 135.142 42,6 122.373 38,5 25.041 7,9 17.952 5,7 17.011 5,4 317.519 100,0 2005 149.916 42,6 138.290 39,3 23.278 6,6 20.141 5,7 20.585 5,8 352.210 100,0 2006 135.661 36,1 166.482 44,3 27.979 7,4 29.405 7,8 16.128 4,3 375.655 100,0 2007 111.309 30,4 177.354 48,5 35.106 9,6 24.481 6,7 17.551 4,8 365.801 100,0 2008 123.063 30,9 188.582 47,3 39.606 9,9 24.054 6,0 23.108 5,8 398.413 100,0
Nota 1; Preços constantes de 2008 - Deflacionada pelo INPC. Fonte: PNAD, 2001 - 2008 / IBGE
Total Renda Total (em SM)¹
Ano Até 1 sm Mais de 1 até 3 sm Mais de 3 até 5 sm Mais de 5 até 10 sm Mais de 10 sm
Entretanto, calculando a variação relativa do ano de 2008 em relação à 2001, das pessoas em idade ativa que receberam rendimento de até um salário mínimo no Rio Grande do Norte, notaremos um crescimento de somente 4,4% (eram 614. 192 pessoas em idade ativa com faixa de renda de até um salário mínimo no estado e passou para 641.238 em 2008).
Em se tratando da realidade de Natal, conforme análise da tabela 5.1, verifica-se que a participação percentual das pessoas em idade ativa nessa faixa de renda de até um salário mínimo é menor, em todo o período, comparada com a participação na unidade federativa, porém, ainda se constituiu na segunda maior participação dentre as demais faixas de renda na capital. A média de participação anual, em Natal, girou em torno de 39,62%, entretanto, a sua participação percentual ficou em cerca 30,9% em 2008. A maior participação percentual dessa faixa de renda em Natal foi no ano de 2003, com
49,9%. Percebe-se, portanto, que há uma redução considerável ao longo do período da faixa de renda de até um salário mínimo na capital do estado; pois foi a única faixa de renda que deteve uma queda na sua variação comparada com as demais faixas de renda: -4%.
Analisando, agora, as pessoas em idade ativa que receberam mais de 1(um) até 3 (três) salário mínimos, percebe-se que ela deteve a segunda maior participação média anual no Rio Grande do Norte, com cerca de 33%; contudo, essa faixa de renda, ainda obteve um aumento de participação percentual significativo no ano de 2008 em relação a 2001: 39,1% contra 29,5%, respectivamente. Também foi a segunda faixa de renda que mais cresceu no estado, em cerca de 73,2% no ano de 2008 em relação ao ano de 2001.
Na realidade de Natal, essa faixa de renda com mais de 1 (um) até 3(três) salários mínimos alcança uma participação média anual, no período, de 41,59%; a colocando em primeiro lugar em termos participação percentual. É bom lembrar, que do ano de 2001 até 2005, a participação dessa faixa de renda, em Natal, era menor do que a participação da faixa de renda corresponde até um salário mínimo, e ela só vai ultrapassá-la a partir do ano de 2006, alcançando uma participação no ano de 2007 de 48,5%, e, em 2008, de 47,3%, conforme dados da tabela 5.1.
Em termos de variação de crescimento, a faixa de renda com mais de 1 até 3 salários mínimos, no ano de 2008 em relação ao ano de 2001, assim como aconteceu também na análise dessa mesma faixa de renda na unidade federativa, alcançará a segunda colocação em termos de crescimento, comparada com as demais faixas de renda; entretanto, verifica-se que ela cresceu numa proporção menor na capital do que no estado. Enquanto que a sua variação de crescimento no estado foi 73,20%, como já havíamos explicitado, em Natal ela vai ter um crescimento de 63,14%
Vejamos, agora, o comportamento da faixa de renda correspondente a mais de 3 (três) até 5(cinco) salários mínimos, no estado e também em Natal. Tanto no Rio Grande do Norte, como especificamente em Natal, essa faixa de renda ocupa a terceira colação em termos de participação percentual, embora em Natal o percentual que corresponde a essa faixa de renda é visivelmente maior, atingindo uma média anual de participação em torno de 7,58% ao longo do período. A sua participação no ano de 2008 é de 9,9%; o que em 2002 era de apenas 5,9%. Já no Rio Grande do Norte, essa
faixa de renda tem uma média de participação, também ao longo do período, de cerca de 5%; sua menor participação é no ano de 2002 com 3,9% e a sua maior participação percentual é no ano de 2008, com 6,4% .
Em termos de variação relativa, as pessoas em idade ativa com a faixa de renda de três até cinco salários mínimos, tanto no estado quanto na capital, comparando 2008 em relação a 2001, tiveram quase o mesmo comportamento, porém com ligeira vantagem para a unidade federativa: cresceu 83,08% no Rio Grande do Norte, enquanto que em Natal o crescimento relativo das pessoas inseridas nessa faixa de renda foi de 81,42%. É importante destacar, como podemos perceber, para efeito de análise, que a faixa de renda de três até cinco salários mínimos foi a que obteve a maior e, diga-se de passagem, a mais expressiva taxa de crescimento, comparada com as pessoas em idade ativa que obtiveram as demais faixas de renda, tanto no estado como na capital. De terceiro lugar em termos de participação percentual, ela passar a ser a primeira colocada no critério variação de crescimento, tanto no Rio Grande do Norte, como também em Natal.
Continuando com a nossa análise, vejamos a participação relativa da população em idade ativa, que se enquadrou na faixa de mais de 5 (cinco) até 10 (dez) salários mínimos, durante o período de 2001 a 2008. Em ambos os casos, na unidade federativa e em Natal, as pessoas em idade ativa que se enquadraram nessa faixa de renda ocuparam a quarta colocação em relação às demais, com uma vantagem maior de participação para Natal em comparação com o estado. Em Natal, a participação média anual dessa faixa de renda girou em torno de 6,0% , porém, a sua participação, especialmente no ano de 2006, atinge 7,8%, enquanto que no Rio Grande do Norte a participação média anual dessa faixa de renda ficou em torno de 3,8% e a sua maior participação foi também no ano de 2006, onde atinge 4,8%.
Em termos de variação relativa no número de pessoas que receberam rendimentos na faixa de mais de 5 (cinco) até 10 (dez) salários mínimos, ano de 2008 em relação a 2001, ao calculamos, verificaremos que Natal também obtém uma variação relativa de crescimento ainda maior do que a apresentada pelo estado, alcançando 51,47%, contra 38,7% no Rio Grande do Norte.
Finalmente, vejamos como se comportou a faixa de renda das pessoas em idade ativa que receberam mais de 10 (dez) salários mínimos. Um fato interessante é que
apesar de Natal apresentar uma participação percentual visivelmente e relativamente maior do que a apresentada pela a unidade federativa, com uma média anual de participação em torno de 5,25%%, enquanto que no estado, essa participação média anual foi de cerca 2,3%, entretanto, em relação à variação relativa, que foi de crescimento no ano de 2008 em relação ao ano de 2001, verificamos, assim como aconteceu com a faixa de renda de mais de 1 até três salários mínimos e de certa maneira na faixa de mais de três até cinco salários mínimos, que na unidade federativa as pessoas em idade ativa que obtiveram uma renda de 10 ou mais salários mínimos obtiveram um percentual de crescimento significativo, em torno de 48,29%, enquanto que em Natal essa taxa de crescimento foi de 25,89%; ou seja, quase o dobro de crescimento a mais do que o verificado na capital.
Trazendo a discussão teórica a partir da análise de renda, estamos de acordo com Dedecca (2010), que apesar da recuperação do mercado de trabalho no Brasil em termos de um maior nível ocupacional no decorrer da década de 2000, o mesmo sendo presenciado também no Rio Grande do Norte ao longo de praticamente a mesma década, ainda temos, no entanto, um mercado de trabalho baseado em baixas remunerações; o que de certa forma justifica a falta de proteção social no trabalho, também identificada no Rio Grande do Norte.
Muito dos baixos rendimentos no Rio Grande do Norte, segundo Clementino, Silva e Pereira (2009), ocorrem pelo fato de existir uma crescente tendência de atomização no tamanho das empresas do estado, o que reflete em muito nos níveis de rendimentos dos trabalhadores; tendo em vista a forte tendência das pequenas empresas remunerarem a classe trabalhadora com baixos salários, garantindo, assim, por outro lado, menor proteção social.
Ao longo da década de 2000 verificou-se uma progressiva concentração da estrutura ocupacional em torno do salário mínimo no Brasil, isto é, com uma forte concentração da estrutura de remunerações ao redor de um piso salarial, e no Rio Grande do Norte, como vimos, não foi diferente.
Para Dedecca (2010), no Brasil, ainda há um declínio generalizado dos diversos níveis de rendimentos múltilpos do salário mínimo, ao mesmo tempo em que os rendimentos do trabalho em direção ao próprio salário mínimo foram reforçadas pelo perfil das novas oportunidades ocupacionais que se estabeleceram em torno do novo
ciclo de crescimento econômico da década de 2000. Ele chama atenção para o fato de que de 3 em cada 4 novos postos de trabalhos assalariados que foram gerado no Brasil durante os anos 2000, estes foram criados na faixa de 1 a 2 salários mínimos.
Trazendo para nossa discussão a teoria geral keynesiana, quando ele aponta que o que determina o nível de poupança de um país é o nível de renda. Pois, ao aumentar a renda, eleva-se também o consumo agregado, no entanto em proporções menores a variação do aumento da renda, porque existiria, nesse caso, uma propensão marginal a poupar da população devido ao próprio aumento da renda agregada. Não podemos pensar, portanto, em maiores níveis de investimentos se não tivermos um maior nível de renda, que por sua vez determinaria a poupança de uma nação. Remunerações muitos baixas geram apenas o consumo autônomo, que por sua vez, não determinariam, segundo Keynes (1985), níveis de produção nem tão pouco contribuiriam para alavancar maiores remunerações.
Para dá prosseguimento a nossa pesquisa, iremos, a seguir, analisar a condição
de atividade econômica, classificada por sexo no Rio Grande do Norte e em Natal,
conforme dados disponíveis nas tabelas 6 e 6.1, verificando, portanto, a taxa de atividade econômica ou o percentual da População Economicamente Ativa (PEA), por sexo, nas respectivas populações em idade ativa.
8.4. População em Idade Ativa por condição de atividade econômica, classificada