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3. HVA ER ET TREDJE JURIDISK KJØNNSALTERNATIV?

3.2. Hva er juridisk kjønn?

3.2.3. Fremvoksende trender for juridisk kjønn i norsk rett

do desinvestimento (35-40 anos) ” (Amado, 2014, p.180). Assim, se somarmos o tempo de carreira, com a idade de entrada ao serviço, que seria por volta dos 24 anos de idade, os três participantes mais velhos estariam na fase da serenidade e desinvestimento (Amado 2014). Assim, poderíamos supor ou interpretar que a idade possui um significado bem visível na questão das respostas recolhidas nas entrevistas. “A minha opinião é que um dia que eu morra vá para o sítio certo, não quero mais nada” (P4, 63 anos de idade). “Mas penso na morte, que (…) pronto lá está, eu quero ir na hora que Deus me quiser buscar, não quero que mais ninguém me venha buscar, eu quero que seja os anjos de Deus a me virem buscar” (P3, 65 anos de idade).

Os mais novos reagem e respondem de acordo com as suas expetativas e desejos futuros, eles estariam entre as fases de entrada numa nova carreira, estabilização e diversificação. Neste caso, uma vida pela frente e sonhos para atingir (Amado, 2014). “Acho que os meus objetivos de vida são um bocadinho, não quer dizer que sejam ambiciosos mais acho que se calhar não são tão grandes como deveriam ser, não quero principalmente. O que eu desejo principalmente. Primeiro conseguir um bom emprego, segundo estabilidade a todos os níveis emocionais, financeiros sei lá, já tenho um bocadinho desta estabilidade emocional porque tenho uma família e um grau definido, tenho um namorado não há muito tempo, mas é uma pessoa que está comigo todo tempo e me apoia sempre. Pronto sei lá, meu objetivo é mesmo acabar o curso, conseguir um bom emprego, ter a minha casa, construir família, não quero muito dinheiro porque acho que as pessoas se perdem por dinheiro, quero apenas o suficiente para poder viver com dignidade e fazer coisas que me dão prazer e viver no dia-a-dia desafogada” (P1, 28 anos de idade). Outro significado é o caso, de que, por mais que as pessoas mais jovens tenham estas ambições, elas não são mais obcecadas por estas prioridades. Após a notícia, os mais jovens reagem como se tivessem e fizessem um novo organizar de prioridades, deixando por vezes aquela vontade frenética da maior parte da sociedade, que é o consumismo e o reconhecimento. Reagem com calma e de uma forma mais metódica e cuidadosa. É claro que tanto o impacto, como o gerir destes momentos não deixam de ser complicados. Afinal este problema está com eles em todos os momentos e pensamentos de cada um deles. Porém não deixa de se notar uma forte vontade de vida e viver, estas palavras juntas arrasam por completo a morte. Por isso, onde há vida há esperança.

Gráfico 3

Categoria Temática: Respostas Emocionais

Em relação às respostas de coping, “Ao tomar conhecimento da fase terminal de sua doença, a maioria dos mais de duzentos pacientes moribundos que entrevistamos reagiu com esta frase: Não, eu não, não pode ser verdade. Esta negação inicial era palpável tanto nos pacientes que recebiam diretamente a notícia no começo de suas doenças, quer naqueles a quem não havia sido dita a verdade, e ainda naqueles que vinham a saber mais tarde por conta própria” (Kubler-Ross, 1996, p. 51). É notório ao observar este relato de Kubler-Ross, que não é muito diferente dos nossos participantes. Todos os participantes utilizaram a negação. Relata (P1), “depois deste processo todo eu me senti muito revoltada, não percebia porque, porque eu, porque agora”. Assim como a outra negação “não aceito ou evito”, talvez seja uma forma de defesa contra o problema. Quando estes participantes estão a vivenciar as suas próprias vidas em relação ao medo e esperança, eles de facto são contundentes em negarem.

Este processo também foi estudado por Kubler-Ross, ela inclusive o coloca como seu primeiro estágio. “O da negação e isolamento” (Kubler-Ross, 1996, p.12). “Uma das nossas pacientes descreveu um logo e dispendioso ritual, como dizia ela, para assumir sua negação. Estava convicta de que as radiografias haviam sido trocadas” (Kubler-Ross, 1996, p.51). Os participantes P1, P2 e P5, os mais novos nesta investigação, possuem o maior número de negações sendo o (P5), a se destacar em primeiro lugar. Relata (P5), “O renegar, o não aceitar é a pior coisa não vai-te ajudar

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Respostas Emocionais

em nada, é uma aceitação não há outro remédio, mas não é um trabalho fácil, não é fácil”. Em relação ao gerir e ao impacto no seu dia-a-dia podemos tirar já uma conclusão, os participantes estando em estado de negação procuraram todos os meios para tentarem colmatar este pensamento e sofrimento. Ao negarem, demostram que o impacto que sofreram foi devastador para eles e suas famílias. Sem dúvida a negação não deixa de ser um escudo de proteção para os observados. A nossa consciência e intuição são logos despertados para o óbvio. Mas ao não aceitar queremos negar uma realidade da qual não podemos contornar e apagar. Olhamos para nós como pessoas sadias e cheias de vida. Aliás é o que ouvimos no decorrer de nossas vidas quando somos jovens. Expressões como, “tem uma vida pela frente, vai e leva tudo adiante”, ficam gravados em nossas consciências. Somos programados pelos pais para vivermos de uma forma intensa. E sem dúvida é um grande impacto quando estas realidades são alteradas. Nenhum dos participantes possuía outros problemas de ordem física e psíquicas, o que torna mais difícil aceitar e enfrentar a situação. O nosso amor-próprio nos trai, uma vez que achamos que só acontece com os outros e de uma forma milagrosa estamos salvos dos infortúnios da vida. Até o dia em que a foice vestida de negro nos coloca na fila de espera. Logo será você a ser atendido. Então achamos que não merecemos, não fizemos mal a ninguém, não roubamos, não matamos, a final somos cidadãos do bem, só fazemos coisas boas. Porém a morte não escolhe idade e nem condição social, ela vem para ceifar sem o mínimo amor e compreensão. Por isso negar talvez seja este escudo que já mencionados, um escudo para nos escondermos da “foice vestida de negro”, a nossa autoproteção que será rompida com as ferramentas da destruição da carne. A morte.

Gráfico 4

Categoria Temática: Respostas de Coping

7.1.1.2. Dimensão Socio-Relacional

Quando analisámos o medo e a esperança como uma vivência no dia-a-dia dos participantes observamos que existe uma grande valia para todos eles, a família e amigos e todos aqueles que contribuem para o seu bem-estar. “Se não levarmos devidamente em conta a família do paciente em fase terminal, não podemos ajudá-lo com eficácia. No período da doença, os familiares desempenham um papel preponderante, e suas reações muito contribuem para a própria reação do paciente” (Kubler-Ross, 1996, p.171). Como podemos ver, é notório o desempenho da família nestes casos também. O maior conforto dos participantes provinha dos pais e cônjuges e em alguns casos, dos amigos mais chegados e sem falar daqueles que no percurso da doença se tornam como seus grandes apoio, o pessoal médico e/ou religioso. “Se a última fase da doença for curta e se o declínio se operar progressivamente sem nenhum agravamento súbito, o doente tem chances, de morrer tranquilamente, em casa, cercado do amor e do afeto dos amigos, vizinhos e da família” (Ziegler, 1977, p.250). As pessoas, até podem ser hospitalizadas e tratadas em hospitais, porém a prática é apenas tratar os casos mais complicados e aqueles que se podem abdicar por serem menos graves na ótica clínica. É claro, que a maior parte dos doentes vão para suas casas onde muitos morrem, a terem esta experiência que Zigler menciona.

O impacto e o como gerem este processo, não deixa de ser, com a ajuda daqueles que estão perto. Quando o participante sabe da sua doença, geralmente o maior impacto é no próprio, mas aqueles que estão mais perto dele também sofrem muito. O sofrimento daqueles que estão próximos

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Não Não Aceito Evito