2 NÆRMERE OM PATENTLOVENS § 1 SJETTE LEDD, ART. 52 (4) EPC
2.4 Fremgangsmåten må foretas på mennesker eller dyr
Em vista dessas advertências, assumo uma atitude de indisciplina, que tem uma certa dosagem de um dos princípios de Feyerabend, autor de Contra o método:
(...) a convicção de que o anarquismo, ainda que talvez não seja a mais atraente filosofia política, é, com certeza, um excelente remédio para a epistemologia e para a filosofia da ciência. (...). A história está cheia de ‘acidentes e conjunturas e curiosas justaposições de eventos’ e demonstra-nos a ‘complexidade da mudança humana e o caráter imprevisível das conseqüências últimas de qualquer ato ou decisão dos homens. Devemos realmente acreditar que as regras ingênuas e simplórias que os metodólogos tomam como guia são capazes de explicar tal “labirinto de interações? (2007: 31-2).
A anarquia proposta por Feyerabend não significa, em nosso caso, desprezo pela metodologia, mas sim um outro patamar de diálogo com a herança do saber científico: “ou seja, no que diz respeito à ciência da comunicação social é imperativo que se ouse romper com a metafísica (aristotélica) dos fatos observáveis, onde a indução empirista – gerada pela tradicional dicotomia entre teoria e observação – tem tentado aprisionar toda a amplitude do real. Ousar romper, por exemplo, com formulações como a do
filósofo Teilhard de Chardin quando escrevia que “é mau para as ciências ter mais idéias do que fatos”.48 (SODRÉ, op. cit.: 241).
Algo nos desafia nessa afirmação de Sodré, provocando-nos a desestabilizar modelos subservientes à quantificação excessiva dos fatos. Proceder dessa forma exigirá, talvez, um rigor redobrado, como aquele descrito por Bourdieu em O ofício do sociólogo, onde adverte que a relatividade do conhecimento do sociólogo não justifica o total relaxamento, a demissão, tampouco o laxismo. Trata-se de um rigor que, segundo ele, se alinha à aposta de Pascal num Deus Escondido, de existência incerta e demonstração improvável, mas que, apesar disso ou, melhor, por isso mesmo, requer uma profissão de fé mais ousada e mais radical, nem sempre alcançada.
As justas advertências nos fazem pensar. Como poderemos sair dos incômodos da supremacia da verificação minuciosa do mundo das coisas como correspondente da verdade, se o conhecimento - visto como um significante - não recobre o seu referente, mas apenas aparece como construção de seu objeto, aproximativo, sem realização plena (daí nunca haver tempo para a última palavra)? Como os estudos da comunicação poderão ser mais inventivos e criativos, aderindo a operadores metodológicos menos estéreis? Existiriam rotas de fuga capazes de nos conduzir para outras formas de investigação?
Palmilho algumas iniciativas que podem ser consideradas modelares. O historiador Carlo Ginzburg aventurou-se na construção do paradigma de um saber indiciário, um método de conhecimento vertebrado pelas minúcias, pelos detalhes, mais do que pela dedução. A famosa frase “Deus está no particular” sintetiza o método de Ginzburg. Alberto Manguel, no romance O amante detalhista, procede de maneira similar a Ginzburg: o homem apaixonado, um pintor do início do século XX, se compraz com os detalhes diminutos de sua
48 Eugênio Bucci apresenta “mais idéias do que fatos” em sua tese de doutorado, Televisão objeto:
a crítica e suas questões de método, o que engrandece as análises de TV: “é uma investigação teórica, sem nada de pesquisa empírica ou estudo de caso. Ao cercar o objeto, em teoria, ela o constrói”. (2002: 8).
amada, vistos de longe (frestas e fechaduras de porta) e constrói uma totalidade da mulher a partir dos vestígios que ele consegue rastrear.
Ginzburg é, assim, adepto do modelo conjectural ou hipotético abdutivo, onde os indícios mínimos são reveladores de fenômenos mais gerais. Em Ginzburg, Peirce, Morelli, Freud e Sherlock Homes encontramos uma irmandade: semiótica, psicanálise, medicina e investigação policial edificam-se sobre os indícios, os sintomas, não captados pela indução, tampouco pela dedução:
o raciocínio sugerido por Peirce, a abdução, tem o mérito de levar em conta a possibilidade de interferência de qualquer lateralidade, e o fato de que sempre há algo que escapa ao regime de controle, mesmo na observação. A abdução é a única operação lógica que apresenta uma idéia nova, pois a indução nada faz além de determinar um valor, e a dedução meramente desenvolve as conseqüências necessárias de uma hipótese pura. (GOMES, 2001: 32).
É igualmente legítimo, e terapeuticamente mais salutar para o futuro da metodologia da comunicação, adotar um espírito inventivo, traçar outras rotas de análises. Como, então, depreender algumas idéias diretoras dessas orientações? Pelas possibilidades que o campo das ciências da linguagem oferece, a resposta tem extensão indefinida. No entanto, assinalo que é a trajetória sinuosa dos significantes que nos interessa, concernente, extensivamente, à própria trajetória do homem. Segundo Lacan:
O homem, porque é homem, é posto em presença de problemas que são, como tais, problemas de significantes. O significante, com efeito, é introduzido no real por sua própria existência de significante, porque existem palavras que se dizem, porque existem frases que se articulam e se encadeiam, ligadas por um meio, uma cópula, da ordem do por que ou do porque. (1985: 3).
As lições trazidas por algumas disciplinas como semiótica, psicanálise, antropologia e lingüística - complexo disciplinar que propôs perceber indícios, rastrear sintomas: para resolver “o enigma, deve-se encontrar as regularidades,
esta é a base do método indiciário, abdutivo, proposto por Pierce: o encontrar regularidades só é possível na diacronia das repetições, na estrutura como recorrência dessa falta” (GOMES, op. cit.: 33). São dessas repetições que irei me ocupar grandemente nas análises dos programas televisivos; ao encontrar a “fórmula” das repetições, arrisco achar alguns arranjos inéditos. Assim, me aproximo do postulado indiciário, cujo fundamento baseia-se na idéia de que vai haver sempre um resto de inapreensibilidade, sem cair no desassossego de tentar dar respostas lineares às insolúveis questões que a TV reiteradamente traz à tona. Onde os esforços da tradicional concepção racionalista vêem precariedade, ameaça, fragilidade, podemos avistar foco de criação, motor. O germe da incerteza contagia toda e qualquer investigação, sendo dela parte constitutivo.
Uma atitude plausível é considerar que não podemos ter a pretensão de “desvendar a universalidade do sentido” (Foucault, 1999: 20), o que corresponde a dizer que não trabalharemos à procura da chave total dos significados dos programas televisivos. Se assim o fizesse estaria caindo numa fantástica armadilha, pois os signos vivem à procura de significados que expiram, perdem a validade no momento em que são encontrados, eis a sua tragédia, lembra Baumann. (2003). O significado é transitório, ele muda ao sabor dos tempos (temos ramos e ramos de exemplos: os diagnósticos da ciência médica que se alternam cada vez mais em velocidade galopante).
O processo de construção de sentidos é revestido por um jogo imprevisível e instável em que entram em cena disputas, possibilidades, combinações, exclusões. A fortiori, quando o sujeito absoluto, cartesiano, proprietário de discursos dá lugar ao sujeito errante, dividido, fundado na e pela linguagem, não temos como abandonar a idéia da existência de um assujeitamento em que o discurso inscreve e aloja o sujeito na sua estrutura e não o inverso; essa condição inexorável faz com que algo escape, fique sempre de fora daquilo que é possível de apreensão e classificação. Uma ilustração
exemplar é a análise do clássico conto de Edgard Poe, A carta Roubada, no Seminário 11, de Lacan.
Em um insistente jogo de procura pela carta, narrado pelo conto, o psicanalista francês nos mostra que esse jogo permite observar que o deslocamento do significante determina o sujeito em seus atos, em seu destino e ninguém poderia escapar a essa lei. Para Lacan, o importante não é o sumiço da carta, mas o lugar que os personagens ocupam determinado pelo significante. A supremacia do significante, nos deixa um ensinamento fundamental: o homem é habitado e transformado pelo significante, por mais que efetuemos uma análise criteriosa, sempre ela será deficitária. Ou dito de outro modo, na letra de Kristeva, ao falar nós somos falados.
5.4PROTOCOLO DE LEITURA
Essa leitura só é possível porque, apesar das enunciações serem evanescentes e fugidias no sentido de não nos mostrarem o conjunto das formações que lhes deram origem, todo enunciado, conforme considera Pêcheux, “é lingüisticamente descritível como uma série de pontos de deriva possível oferecendo lugar à interpretação”. (1997: 53). Em nome desse
lingüisticamente descritível o protocolo de leitura49 aqui adotado é entendido
como um procedimento de análise que não se pretende fechado,50 mas que
resiste à tentação da letra no seu acolhimento interno como forma de análise. (A concepção estruturalista stricto sensu sofreu com essa crença). Isto é, o contrato de leitura entre a análise e os programas procura sustentar-se em elementos
49 Deve-se a expressão a Jacques Derrida. Para ele, necessitamos de protocolos de leitura, apesar
de nenhum deles o satisfazer até então. Utilizo o termo para fazer referência aos modos de apreensão dos procedimentos metodológicos.
50 Debruçando-nos sobre as categorias teóricas arroladas sobre a temática (o discurso e sua
possibilidade de análise) tal procedimento metodológico se justifica, pois nos daremos conta de que elas perfazem um arco em que o discurso é tomado, inicialmente, como estrutura fechada, passando por várias cobranças e reflexões, chegando a um ponto em que se rearticula com outras propostas, tais como aquelas tributárias de sua vinculação com a História.
teóricos em convergência com a materialidade discursiva dos textos, na sua possibilidade sociohistórica, na sua construção imagética, cenográfica e musical tentando habitar o lugar em que a enunciação emerge nesses programas. Nesse sentido, a base metodológica que aqui se toma como referência está alicerçada em alguns pressupostos da semiótica narrativa e da teoria narrativa. Estarei me movimentando sobre uma estruturação móvel do texto a partir de um certo número de disposições operatórias: observar o regimento interno das narrativas televisivas, sem a ilusão de que ele encerra o seu próprio sentido, o que me faz alargar tal procedimento para outras contribuições que fornecem pistas para a execução do trabalho, a exemplo da análise textual, que é de não “reconstituir a estrutura do texto, mas seguir-lhe a estruturação”. (BARTHES, 1977: 39).
Operar as análises sob a ótica dos significantes é tirar os estudos sobre a mídia, e a nós, do cativeiro que nos aprisiona, visto que nos aproxima do coração televisivo, daquilo que faz pulsar as narrativas tecidas diuturnamente pelo veículo. Para fazer jus ao objeto de pesquisa, parto da técnica do zoom: a largada será dada de uma tomada ampla da pergunta que ordena a produção desta tese, sobre um espaço documental que a ultrapasse, mas sem dela desviar os olhos e, assim que possível, fechar progressivamente o ângulo da objetiva sobre ela. Jorge Luis Borges já teria dito que os grandes problemas já foram pensados, de modo que a proeza do tempo é a de levar o ser humano a incansavelmente recolocá-los sob novas e mais alargadas entonações.
Até o momento cultivo a idéia de que as análises sobre televisão precisam conhecê-la por dentro, notá-la a partir de sua estrutura significante, porquanto a TV se tornou o que se tornou por se ajustar como uma luva a uma demanda contemporânea, como frisei no segundo capítulo: ela coroa um projeto já definido com as máquinas de imagens mecânicas (fotografia e cinema), indo mais longe que esses dois dispositivos imagéticos, pois conseguiu satisfazer, como um braço forte da indústria cultural, as mudanças que se desenhavam na sociedade contemporânea, em que a busca de expressividade
em que tudo se quer ver estampado na superfície do mundo, na ênfase do gesto, no trejeito do rosto, na eloqüência da voz. Tudo isso envolve uma pedagogia, como lembra Xavier, “em que nosso olhar é convidado a apreender formas mais imediatas de reconhecimento da virtude ou do pecado” (2003: 39). Daí a procura de outros modos de investigação que sejam capazes de dar conta dos processos mais profundos de sua realidade específica: a promoção de vínculos, a instauração de laços sociais. Insistimos: as pesquisas consuetudinárias estão, em sua maioria, atreladas a metodologias exógenas (lógica do mercado e da economia, da psicologia do receptor, do poder do emissor).
Recuperando as perguntas no final do capítulo anterior, desfiarei, como uma criança, uma interminável sucessão de por quês (por que as vinhetas são construídas desse ou daquele modo? Por que a voz dramática do(a) apresentador(a) em determinadas situações? Por que Fátima Bernardes e William Bonner, por vezes, parecem mais atores do que apresentadores?). Tudo isso, podemos dizer a princípio, são platitudes. Mas, considero por ora que não: as perguntas aparentemente ingênuas que as crianças fazem, com um olhar espantado, revelam que elas, as crianças, vêem algo que o adulto cessou de ver. Como relatado em várias obras, Pablo Picasso costumava adotar como bússola, guia de sua pesquisa, o olhar que tinha sido dele aos dois anos. O olhar do pintor implica em reencontrar uma inocência que autoriza, graças às ausências de mediação pelo saber, a idéia de um frescor inaugural do espírito livre dos preconceitos trazidos com o saber.
Como o adulto de olhar viciado, acostumamos-nos com a música de abertura do Fantástico, parecemos não escutar os fundos musicais que acompanham algumas reportagens/narrativas televisivas, tampouco ficamos atentos aos recursos de imagens... Todos esses “modos de ser” da narrativa televisiva fixam o hábito da assistência dos programas televisivos, nos tornam espectadores, visitantes, alguns moradores permanentes, de um mundo que, ao
que tudo indica, tornou-se telefágico, emoldurado pela tela. As perguntas rotineiras visam suturar os buracos de um tecido de coisas, lançar um feixe de luz que, aclarando algo, conserva sua origem na obscuridade. Antes de chegar lá, um último desvio.
5.5TATEAR, CAÇAR, CONJECTURAR: A DIFÍCIL BUSCA DA COMUNICAÇÃO
ESPERO TER DITO O SUFICIENTE ACIMA para justificar o caminho metodológico da tese. No amplo painel das ciências empíricas, os estudos da comunicação procuram seu lugar. As diversas teorias, de acordo com o que foi explanado no primeiro capítulo, vislumbraram vários modos de pensar os “fenômenos comunicacionais”, inflacionadas por um vasto receituário que procura orientar pesquisadores em como analisar os produtos midiáticos. Não é incomum se cair na tentação de fazer um buquê com todas as flores que se encontra no jardim da pesquisa comunicacional, bordejando o campo.
Se as discussões sobre o estatuto teórico da comunicação provocam um agigantamento do campo, como atesta Sodré (2001: 273), os procedimentos metodológicos que dele decorrem igualmente são tema de perspectivas controversas. As tentativas de criação de cânones metodológicos são assombradas permanentemente por alguns fantasmas. Para fincar a comunicação no universo das ciências humanas, pesquisadores vêm agonisticamente tentando delinear um escopo metodológico que a ela seja peculiar. Iniciada entre os anos 20 e 30, com o paradigma de Lasswell, a metodologia da comunicação foi orientada por uma visão fragmentada e parcelar do processo de comunicação (emissor, canal, mensagem e receptor) (cf. Lopes, 2001).
A cada elemento desse processo uma especialização (estudos do emissor foram vinculados à economia política; os estudos do canal, associados à análise tecnológica; as análises da mensagem assentaram-se na lingüística; as investigações sobre o receptor transferidas para os campos da sociologia, da
psicologia ou da antropologia). O emissor, o “todo poderoso”, corresponderia a instituições, fundadas sob a lógica do mercado, manejadas por pessoas especializadas; o receptor, grupo numeroso, heterogêneo e disperso (e normalmente o mais frágil); o canal recobriria os recursos tecnológicos, a mensagem concerne aos conteúdos simbólicos. Lopes traça uma linha do tempo para os estudos comunicação, disposta da maneira abaixo:
1 Década de 50: implantação do mercado cultural: pesquisas funcionalistas baseadas em métodos quantitativos de conteúdo (dos meios, principalmente imprensa); de audiência (IBOPE e MARPLAN) e de efeitos (sondagens de atitudes e motivações);
2 Década de 60: bases industriais do mercado cultural - Pesquisas funcionalistas descritivas com base em métodos comparativos (CIESPAL) e de estudos de comunidade (difusão de inovações), dentro da linha de pesquisa de Comunicação e Desenvolvimento; Primeiros estudos críticos sobre indústria cultural através da teoria da escola de Frankfurt (temática da manipulação), com metodologias mais qualitativas;
3 Década de 70: consolidação do mercado cultural – Pesquisas funcionalistas descritivas sobre políticas de comunicação nacionais e internacionais (Comunicação Política); pesquisas críticas sobre indústria cultural com temáticas da manipulação, dependência e transnacionalização, com metodologia sócio-semiológica;
4 Década de 80: expansão do mercado cultural – pesquisas funcionalistas sobre aspectos sistêmicos da produção (técnico-profissionais) e da circulação da comunicação. (linhas de pesquisa: comunicação nas organizações, comunicação institucional, práticas profissionais); estudos críticos de modelos teóricos e esforços para elaboração de uma teoria e metodologia da comunicação latino-americana; pesquisas de forte influência gramsciana com metodologias qualitativas; diversificação das
temáticas: recepção, comunicação e cultura popular, tecnologias de comunicação, linguagens dos meios, comunicação e educação, ensino da comunicação
5 Década de 90: globalização do mercado cultural – pesquisas sobre tecnologias da comunicação e linguagem dos meios, revisitando teses mcluhianas; modelos de pesquisa interdisciplinar e qualitativa, principalmente em estudos de recepção, etnografia de audiência e de ficção televisiva; (Id. Ibid.: 45).
O esquema proposto por Lopes possui a virtude pedagógica de inventariar as pesquisas desenvolvidas na área da comunicação ao longo dos anos, mas algo fica claramente de fora na sua sistemática classificação. É escusado dizer que as teorias não sucedem umas às outras em progressão linear, ainda que não tenha sido essa a intenção da linha traçada por Lopes. Os vestígios e reminiscências provocam a renovação do já estabelecido, do já pensado, sem fazer das teorias velhos automóveis jogados em depósito de ferro-velho. Ao insistirmos em apontar que habitualmente os estudos da comunicação, especificamente os de televisão, falam pouco de televisão51 (se nos
for permitido o oxímoro), não queremos imprimir “sobretons evolucionistas darwinianos”, como diz Stam (2003), instaurando competição de qual teoria deverá prevalecer, mas operar mudanças de ênfase – motor da construção do conhecimento.
51 A tese de Bucci é um bom exemplo de que falar sobre televisão não corresponde,
necessariamente, a uma vinculação direta aos seus programas. Quando afirmo que tais estudos falam pouco do veículo, estou sinalizando para a fragilidade que eles apresentam em pensar as questões sociais, políticas e econômicas a partir da própria TV e não o contrário.