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5.2 Avslutning

5.2.3 Forslag til videre forskning

O número de pessoas residentes em cada Unidade de Produção pesquisada ficou assim distribuído: com até 02 pessoas representam 35% do total; entre 03 e 04 pessoas somam 43,3% do total; com 05 a 06 pessoas somam 20% do total e acima de 7 pessoas representam 1,7% do total. (tabela 38)

Tabela 38 - Número de Pessoas na Unidade de Produção

pessoas Até 2 3 a 4 5 a 6 + 7 total

Nº % Nº % Nº % Nº % Nº %

UD 21 35,0 26 43,3 12 20,0 1 1,7 60 100

Fonte: Pesquisa de Campo, março/2004

Dessa forma, ainda de acordo com a tabela 38, 78,3% das propriedades pesquisadas contam com até 04 pessoas residindo e 20% entre 05 e 06 pessoas e somente 1,6% acima de sete pessoas. Isso demonstra que as famílias que residem atualmente no meio rural são relativamente pequenas.

Verificou-se que na maioria das propriedades, ou seja, 73,3% do total pesquisado, o número de pessoas que desenvolvem atividades remuneradas é de até duas e 21,7% somam até 04 pessoas, como se observa na tabela 39.

Tabela 39 - Número de pessoas da família que exercem atividade remunerada Nº pessoas Até 2 3 e 4 5 a 6 Acima de 7 Total

Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº Estab.

44 73,3 13 21,7 2 3,3 1 1,7 60 100

Fonte: pesquisa realizada março/2004

A participação do trabalho de outros membros da família nas atividades remuneradas da propriedade são feitas pelos filhos e pela esposa. Entre as 60 propriedades pesquisadas, em 40, ou seja, 66,6%, as famílias buscam a renda trabalhando na própria unidade de produção, como se pode constatar na tabela 40.

Com relação em quais etapas do processo produtivo os membros da família são empregados, a pesquisa levantou que os trabalhos mais realizados pelos membros da família dentro da propriedade é a ordenha, a manutenção do rebanho leiteiro, a preparação da terra para o plantio e a colheita. Outros dados levantados com referência à mão-de-obra familiar estão no fato de que 16,7% do total de entrevistados afirmaram trabalhar fora da propriedade em atividade também rural, declarando complementar a renda como trabalhadores temporários, arrendatários e trabalhadores permanentes. Outros 16,7% trabalham na área urbana. (tabela 40)

Tabela 40 – Locais em que trabalham os membros da família Trabalham na

propriedade propriedade (rural)Trabalham fora da emprego urbano Trabalham em Total

Nº % Nº % Nº % Nº %

40 66,6 10 16,7 10 16,7 60 100

Fonte: Pesquisa de Campo, março 2004.

Diante dos dados levantados verificou-se que as atividades econômicas desenvolvidas pelos agricultores ocorrem em sua maioria nas propriedades. Dessa forma, estabelece-se uma divisão do trabalho em que as mulheres são responsáveis pelos afazeres domésticos, a confecção de produtos como o queijo, a criação de aves, além de auxiliar na ordenha e em outros serviços como no plantio e na colheita. Os filhos (acima de 14 anos) colaboram com os pais em todas as etapas do trabalho dentro da propriedade. A noite é reservada para seus estudos, na área urbana.

Para Wanderley (1995) existem duas questões centrais na agricultura familiar. A primeira é a propriedade como o local de trabalho da família, pois a grande maioria conta com a ajuda dos filhos. O trabalho das mulheres (cônjuges) é igualmente expressivo. Em segundo lugar, o trabalho externo dos

membros da família também tem como objetivo ajudar a complementar a renda familiar.

Para Schneider (1999) é crescente o número de mulheres que executam atividades agrícolas nas propriedades. À medida que aumenta a necessidade de garantir os ganhos para sustentar o patrimônio familiar, a mulher assume cada vez mais o seu papel na divisão do trabalho dentro da propriedade.

No que se refere à renda bruta (média mensal) obtida por meio do desenvolvimento da atividade agropecuária em cada propriedade, constatou-se que, de acordo com a declaração dos produtores entrevistados, 28,2% recebem até 01 salário mínimo52; 25% entre 01 e 03 salários mínimos; 26,6% recebem entre 03 e 05 salários mínimos; 3,2% ganham entre 5 a 6 salários mínimos; 6 a 10 salários somam 10%; e 7% disseram obter renda acima de 10 salários mínimos; como se observa na Fig. 12.

Gráfico 5 - Valor da renda obtida pelo agricultor familiar 28,2% 7% 25% 26,6% 10% 3,2%

até 1 salário 1 a 3 salários 3 a 5 salários 5 a 6 salários 6 a 10 salários acima 10 salários

Fonte: Pesquisa de Campo, março/2004.

52A pesquisa foi realizada em 03/2004, nesse período o valor do salário mínimo mensal era de R$

240,00.

Para a maioria do entrevistados, a renda gerada está longe de ser a ideal; no entanto, o trabalho desenvolvido na unidade de produção garante aos agricultores vantagens econômicas que ajudam na sua manutenção. Tomemos como exemplo as atividades para autoconsumo que podem ser desenvolvidas concomitantemente com outras, como a criação de aves e a produção de ovos, a fruticultura, horticultura.

Uma das razões, apontadas pelos filhos dos agricultores, de continuarem a viver no campo, mesmo após se casarem e trabalharem na cidade, se deve ao fato de poder usufruir os benefícios da área rural. Benefícios que consistem em menor custo de energia elétrica e água, não terem despesas com o pagamento de aluguel, e residirem próximos à área urbana, o que possibilita o fácil acesso à cidade.

Entre as propriedades pesquisadas, encontramos em 5 delas, ou seja, 8,3% do total pesquisado, os filhos casados que permanecem morando no campo, mesmo trabalhando na área urbana.

Outro fato detectado e que nos chamou a atenção refere-se ao número de aposentados entre os agricultores entrevistados. Entre as 60 propriedades pesquisada, 24, ou seja, 40% do total, há agricultores aposentados, sendo que esses idosos afirmaram receber um salário mínimo que os ajuda em suas despesas pessoais. São pessoas com a idade acima de 70 anos, em que as mulheres contribuem nos afazeres domésticos e os homens apenas nas tarefas simples.

O que se pode constatar na pesquisa é que a renda obtida por meio da aposentadoria tem contribuído de forma efetiva nas despesas do agricultor familiar dentro da unidade de produção.