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Forslag til videre arbeid

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Løsning 3.C: Vannkraftverk i Geiranger

6.1 Forslag til videre arbeid

presente possa ser inserido, assim como as vivências de cada sujeito.

REGULAÇÃO Assegurar a mobilidade e permitir que a representação evolua ao longo do tempo.

DEFESA Assegurar a integridade do núcleo central, sem tornar rígida a representação. Permitir que os elementos periféricos possam ser

atualizados. Fonte: Abric (2001).

O núcleo central e os elementos periféricos podem ser concebidos como um sistema integrado. Essa concepção permite que a Teoria das Representações Sociais evolua e, ao mesmo tempo, potencializa a sua condição de referencial teórico em apoio ao desenvolvimento de novos estudos, com o propósito de compreender como a vivência dos diversos grupos sociais influencia no comportamento dos seus membros.

Realizada a apresentação do suporte teórico que será utilizado nesta pesquisa, é importante abrir espaço para discutir um aspecto que relaciona o objeto desta pesquisa –

vínculo do trabalhador com a organização – com a Teoria das Representações Sociais. No campo do comportamento organizacional, o vínculo organizacional vem sendo estudado com diversos enfoques teóricos. Um deles é o comprometimento organizacional. Esse construto, considerado como uma atitude, reflete a disposição do sujeito para estabelecer relações diferenciadas com a organização. Assim, tendo em vista que existe uma discussão se o conceito de representações sociais não se confunde com o conceito de atitude, na seção seguinte se enfocará esse aspecto.

6. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E ATITUDES

Em seu livro sobre as perspectivas teóricas e metodológicas em psicologia social, Álvaro (1995) faz uma síntese da relação entre o conceito de Representações Sociais e outros conceitos similares em ciências sociais. Essa abordagem é útil no sentido de situar o contexto

em que a teoria está inserida e, sobretudo, na medida em que dá informações sobre os questionamentos que são feitos à teoria, em função de não se distinguir claramente de outros conceitos, como o de atitude, por exemplo. Essa questão parece estar superada entre os pesquisadores que adotam a teoria das Representações Sociais como referencial de trabalho, como é o caso de Almeida (2001). Nesse sentido, Moscovici (conforme citado por Álvaro), em resposta às críticas realizadas sobre a não diferença entre os conceitos, afirma que o que diferencia é o fato de que as atitudes, em relação a um objeto de realidade social, são formadas a partir do resultado de representações prévias desse objeto. Para Moscovici (1978, p. 48) “...quando um sujeito expressa sua opinião sobre um objeto, somos levados a supor que ele já construiu, de alguma forma, a representação desse objeto, que o estímulo e a resposta são formados juntos”.

Essa concepção embasa o trabalho de Moliner e Tafani (1997) que procuram estabelecer a relação entre Representações Sociais e Atitudes. Os autores apresentam estudos que atestam que uma atitude pode ser considerada como o resultado de um processo de categorização avaliativa baseada ou derivada da informação pertencente ao objeto, bem como que qualquer objeto de representação pode ser considerado como um objeto atitudinal. Assim, “os componentes avaliativos de uma representação podem ser considerados como peças de informação sobre as quais os indivíduos manifestam suas atitudes em torno dos objetos representados. Nessa visão, os componentes avaliativos da representação formam a estrutura subjacente da atitude” (p. 691).

Por meio de dois experimentos os autores buscam demonstrar que as atitudes em torno dos objetos são baseadas em componentes avaliativos da representação que os sujeitos têm sobre tais objetos. No primeiro experimento os sujeitos são solicitados a se manifestar sobre o que eles pensam sobre um determinado objeto de representação. De acordo com a hipótese formulada, os resultados indicaram que atitudes diferentes em relação a um objeto são realmente baseadas em diferentes componentes avaliativos. No segundo experimento buscou- se testar a hipótese de que a mudança da atitude do sujeito em relação a um objeto representado é acompanhada por uma mudança na valência (positiva ou negativa) dos componentes avaliativos subjacentes a essa atitude. Foi adotado o procedimento clássico do experimento contra-atitudinal, que consiste em solicitar ao sujeito que, após manifestar a sua opinião sobre determinado assunto, apresente atitudes contrárias a ele. De acordo com estudos anteriores, sabe-se que para reduzir a inconsistência e o desconforto gerado, o indivíduo só tem uma possibilidade, mudar a sua opinião inicial. O resultado evidenciou que os sujeitos que tiveram

que apresentar argumentos contra a sua atitude original apresentaram resultados mais baixos na escala do que os que não participaram de tal etapa. Esse resultado apóia o postulado de que a atitude sobre um objeto de representação está baseada no componente avaliativo da sua representação.

As atitudes têm sido estudadas com um forte interesse, pois estão relacionadas com comportamentos exibidos pelas pessoas. O pressuposto básico é que conhecendo a atitude é possível prever o comportamento. Essa tendência permeia a grande maioria dos estudos nesse campo, como destacado na revisão realizada por Ajzen (2001), para a Annual Review Psychological, envolvendo os relados de pesquisa publicados entre 1996 a 1999. Ao estudar o comportamento, na realidade, o que se estuda são os seus determinantes, e a atitude é um dos seus mais fortes elementos. Ajzen, ao discorrer sobre os estudos voltados para a acessibilidade das crenças e da força das atitudes, evidencia que “uma abordagem sistemática da relação entre a acessibilidade de crenças e seus efeitos sobre as atitudes é fornecida pela teoria de representação das atitudes” (p. 35). Essa teoria reforça a concepção de que os indivíduos possuem uma representação do objeto atitudinal, podendo esta ser entendida como uma representação social. As respostas do sujeito sobre um objeto atitudinal podem ser divididas em três classes: cognitiva, afetiva e comportamental. Para que o sujeito seja capaz de produzir uma resposta ele deve ter informação sobre o objeto, seja cognitiva (relacionada com o que ele pensa), afetiva (relacionada com o seu sentimento) ou comportamental (relacionada com a sua intenção de agir diante do objeto). Portanto, a representação social antecede a atitude e está intimamente ligada a ela, já que para Moscovici as representações são “universos de opiniões” sobre os objetos do ambiente social e o indivíduo só formula a sua atitude em face do que ele conhece de alguma forma. As atitudes que os indivíduos têm sobre um objeto social refletem a condição do processo por meio do qual o objeto é representado (Moliner & Tafani, 1997).

A relação entre os conceitos de atitude e representações sociais também é explorada por Doise (2001). Ao analisar a forma como o estudo das atitudes evoluiu, desde a apresentação do conceito por Thomas e Znaniecki em 1918, são identificados três períodos distintos: anos 20 e 30 – o foco estava voltado para a medição das atitudes; anos 50 e 60 – o foco estava voltado para compreender o processo de mudança das atitudes; e, a partir da segunda metade da década de 80 em diante, os estudos voltaram-se para a abordagem estrutural e sistêmica das atitudes. Entre o primeiro e o segundo período Doise destaca os estudos de dinâmica de grupo e entre o segundo e o terceiro períodos o surgimento da corrente da cognição social. Doise busca identificar a aproximação entre os dois conceitos, demonstrando que “em cada conjunto de

relações sociais, princípios ou esquemas organizam as tomadas de posição simbólica ligadas a inserções específicas nessas relações. E as representações sociais são os princípios organizadores dessas relações simbólicas entre atores sociais [...] o estudo exaustivo das atitudes desemboca na análise de seus processos de ancoragem, desvelando dinâmicas de representações sociais” (pp. 193/194). Ao concluir o seu texto, Doise assim se posiciona:

Explicitar as múltiplas imbricações entre pesquisas sobre as atitudes e pesquisas sobre representações sociais permite dotar cada tradição das aquisições da outra. As pesquisas sobre as representações sociais já permitem a integração num sistema mais amplo de dinâmicas atitudinais mais específicas; os estudos sobre as atitudes oferecem descrições detalhadas de processos que se situam em pontos precisos da articulação entre relações simbólicas e representações sociais. Mas tornar mais completos os estudos sobre as atitudes implica sempre que as estudemos também como representações sociais (p. 200).

Observa-se que o conceito de representações sociais não exclui nem se opõe ao de atitude. Eles se complementam. Enquanto as atitudes são estudas com o propósito de explicar como os indivíduos formulam avaliações sobre um determinado objeto e a implicação dessas formulações no comportamento das pessoas, as representações sociais focalizam como o conhecimento social é formado e se desenvolve, Busca-se identificar como são produzidos os significados de natureza simbólica, que vão além do objeto concreto de representação.

No caso da presente pesquisa, acredita-se que as transformações que estão ocorrendo no mundo do trabalho influenciam as relações entre os profissionais (trabalhadores) e as organizações onde estes prestam os seus serviços. As transformações decorrentes dessas novas formas de relacionamento atuam na estruturação de novos grupos sociais e, como destaca Moliner (1996), propiciam a constituição de representações sociais, pela mobilização que exercem.

PARTE II