Temaer til miljøvurdering
4.1 Effekt- og energibehov
4.1.1 Alminnelig forsyning
Essa base nasce da intersecção entre a teoria organizacional de Etzioni e a Psicologia Social, especialmente os trabalhos de Ajzen e Fishbein (1980) acerca da estrutura das atitudes e do seu poder preditivo em relação ao comportamento, conforme apresentado na Figura 3. A intenção comportamental, segundo o modelo desenvolvido por Ajzen e Fishbein, é vista como uma função de dois fatores: a atitude voltada para o comportamento e a norma subjetiva que é constituída pelas pressões normativas de uma determinada cultura.
Figura 3 – Apresentação Esquemática da Estrutura Conceitual para a Predição de Intenções e
Comportamentos Específicos
Tomando como base esse modelo, Wiener (1982) desenvolveu um modelo de comprometimento do indivíduo na organização. De acordo com o novo modelo, o comprometimento é visto como um processo motivacional normativo, claramente distinto das abordagens utilitárias-instrumentais, como apresentado na base descrita anteriormente. A premissa básica do modelo contempla uma explicação mais ampla do comportamento do indivíduo na organização ao considerar dois aspectos: as pressões normativas internalizadas, assim como os padrões morais pessoais. O modelo está contido na Figura 4.
Crenças normativas sobre o comportamento “X” Atitudes em torno do comportamento “X” Norma subjetiva concernente ao comportamento “X” Intenção comportamental “X” Crenças sobre as conseqüências do comportamento X Comportamento “X”
Fonte: Ajzen, I. & Fishbein, M. (1980) Understanding Attitudes and Predicting Social Behavior. Englewood Cliffs, NL Prentice Hall Inc. p. 16.
Figura 4 – Modelo de Representação do Relacionamento entre Comportamentos Organizacionalmente Relacionados, Crenças Concernentes a esses Comportamentos, e Motivação Instrumental e Comprometimento
Dois elementos importantes do modelo teórico apresentado merecem ser destacados, no sentido de explicar o comprometimento nessa base: a) as pressões internalizadas manifestam-se em padrões de comportamento que possuem como características: o sacrifício pessoal, a persistência e a preocupação pessoal; b) as crenças normativas internalizadas que geram o comprometimento, associados às crenças instrumentais (relativas às conseqüências prováveis de um determinado desempenho) explicam as intenções comportamentais.
Em trabalho posterior ao desenvolvimento do modelo apresentado, Wiener e Vardi (1990) estabelecem uma relação entre a Cultura Organizacional e a Motivação Individual, ampliando assim o poder de explicação sobre o comportamento do indivíduo na organização. Considerando que os valores constituem um elemento essencial da cultura organizacional e tendo em vista a sua força na predição do comportamento, buscou-se fazer essa integração. Para os autores, a cultura é definida como o conjunto de valores compartilhados que produzem pressões normativas sobre os membros. O comprometimento é visto como a totalidade das pressões normativas internalizadas vivenciadas pelo indivíduo para agir de maneira que vá ao encontro dos objetivos e interesses organizacionais. Assim, os indivíduos comprometidos na base normativa engajam-se em atividades da organização pelo senso de dever, isto é, as
Características omportamentais: S acrifício P reocupação Atos omportamentais: E s f o r Recompensas Efetividade do Desempenho Intenções Influências Organizacionais Situacionais Socialização Organizacional Crenças Normativas Internalizada s Comprome- timento Crenças
Instrumentais Motivação Instrumental Fatores Biológicos Constitucionais Necessidades Pessoais Socialização Primária
pressões normativas internalizadas os levam a comportarem-se de forma coerente com os objetivos organizacionais.
Os indivíduos comprometidos nessa base comportam-se atendendo as expectativas da organização porque acreditam que é certo e moral agirem assim. O conceito de comprometimento é semelhante ao de norma subjetiva no modelo de Fishbein e Ajzen, apresentado na Figura 3. A norma subjetiva decorre das crenças de natureza normativa, isto é, da crença de que determinados pensamentos podem ou não dirigir um determinado comportamento. A pessoa pode ou não estar motivada para agir de acordo com um dado pensamento. A totalidade dessas pressões é que resulta nas normas subjetivas.
Apresentada a descrição das três principais bases de comprometimento que têm orientado os estudos no campo do comportamento organizacional, vale sintetizar na visão de Meyer, Allen e Smith (1993) como os indivíduos podem ser caracterizados em relação a elas: “Empregados com forte comprometimento afetivo permanecem na organização porque eles querem, aqueles com um forte comprometimento calculativo permanecem porque eles necessitam, e aqueles com um forte comprometimento normativo permanecem porque eles se sentem obrigados a fazê-lo” (p. 539). Assim, o vínculo do empregado, em função do comprometimento com a organização pode ser mais bem compreendido, quando essas três bases são consideradas juntas. Segundo Meyer e Allen (1991), uma vez que o comprometimento em cada base resulta de experiências diferentes e, conseqüentemente, tem implicações diferentes no comportamento das pessoas no trabalho.
Resumindo, na base afetiva o comprometimento seria um estado no qual o indivíduo se identifica com a organização e com os seus objetivos, desejando manter-se como membro, de modo a facilitar a consecução desses objetivos. Na base calculativa ele apresenta uma tendência a manter-se engajado na organização, devido aos custos associados à sua saída, dentro de uma relação de troca. Finalmente, na base normativa o indivíduo apresenta uma disposição para se comportar atendendo às expectativas da organização porque acredita que é certo e moral agir assim.
Após explorar o conceito de comprometimento, a seção seguinte será dedicada à abordagem dos estudos empíricos desenvolvidos sobre o tema, dentro do esforço de verificar a sua relação com outras variáveis individuais e/ou organizacionais. Embora esta pesquisa não tenha como objetivo identificar antecedentes, correlatos ou conseqüentes do comprometimento,
o resultado das principais pesquisas empíricas sobre o tema será apresentado, com o objetivo de oferecer um panorama, sobre a forma como o construto vem sendo estudado, sobretudo no Brasil, mas também no exterior.