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Forskningsstrategi

Um dos aspectos mais instigantes na evolução do conceito de inovação é o fato de como suas transformações ao longo dos anos têm impactado a sociedade, fruto dos avanços da ciência e da tecnologia.

Segundo Andreassi (1999), vem desde o século dezoito, um crescente número de estudos que se propunham a entender a dinâmica do processo de mudança tecnológica e seus impactos na sociedade e nas empresas. Mas, foi com Schumpeter, na primeira metade deste século, que a tecnologia passou a ser analisada mais a fundo, sendo este último quem mais destacou a importância com que se desenvolve a aplicação de inovações tecnológicas e sua contribuição da tecnologia para o desenvolvimento econômico.

Schumpeter (1998) teoriza desenvolvimento como “apenas as mudanças da vida econômica que não lhe forem impostas de fora, mas que surjam de dentro, por sua própria iniciativa”. O processo de desenvolvimento, portanto, não se confunde com “o mero crescimento da economia, demonstrado pelo crescimento da população e da riqueza”. Ele “[...] é um fenômeno distinto, [...] uma perturbação do equilíbrio, que altera e desloca para sempre o estado de equilíbrio previamente existente”. E é nesse sentido que, para Schumpeter (1998) , a tecnologia ganha papel de destaque.

Segundo Barbieri (2003) tecnologia, como inovação, é uma palavra que comporta diversos entendimentos e lembra que se tomarmos tecnologia como conhecimento, devemos considerar também que nem todo conhecimento é tecnologia. Para tanto, se faz necessária exploração de algumas definições clássicas do termo, antes de prosseguir com as interações entre tecnologia e desenvolvimento.

Bunge (1995, p. 10-11), que apresenta uma discussão filosófica das ciências sociais, afirma que todas as tecnologias, da engenharia civil à biotecnologia, da administração à jurisprudência, compartem de duas características: espera-se que sejam racionais e utilizem a melhor ciência básica disponível; e que contribuam para modificar a realidade de um modo eficiente, ainda que não necessariamente benéfico.

Sabato & Mackenzie (1981) atrelam tecnologia à estrutura produtiva, vista como um pacote de conhecimentos organizados de natureza diferente (científicos, empíricos etc), provenientes de várias fontes (descobertas científicas, outras tecnologias, patentes, livros, manuais etc), através de diversos métodos (pesquisa, desenvolvimento, adaptação, reprodução, espionagem, especialistas etc). Enquanto

Kruglianskas (1996), em sua obra sobre a competitividade das PMEs, definiu tecnologia como um conjunto de conhecimentos necessários para se conceber, produzir e distribuir bens e serviços de forma competitivai.

Se por um lado estas definições não deixam dúvidas de que a tecnologia é um meio e não um fim em si mesmo, por outro lado fica clara a importância da interação entre conhecimento técnico e científico, sendo a ciência aplicada o elo entre os dois campos.

Nos Estados Unidos, segundo dados do próprio governo, reconhece-se que a pesquisa básica constitui a principal fonte da inovação tecnológica, responsável por fatia considerável do crescimento daquele país. Contudo, o investimento em pesquisa básica, cujo prazo de maturação é relativamente longo (a defasagem entre pesquisa e comercialização na década passada estava numa média de sete anos e vinha caindo) tem, por outro lado, elevada taxa de retorno, estimado em países ricos na ordem de 20 a 30%.

Dessa forma, é de se supor que, se o desenvolvimento de uma país se mede pela sua capacidade de gerar de forma autônoma conhecimentos, de transmiti-los às gerações futuras e utilizá-los na forma de bens e serviços, que os estudos acerca do tema cobrissem o tripé: ciência e tecnologia, educação e política econômica industrial. Schumpeter (1998) concentrou sua atenção nos efeitos positivos das inovações de processo e produto no desenvolvimento econômico, bem como o papel da empresa e dos empreendedores. Ainda segundo ele, a função de empreendedor consiste em vencer as resistências que se opõem à inovação, sejam elas de ordem objetiva, internalizadas no cotidiano das atividades da empresa, ou de ordem subjetiva, que dizem respeito à aceitação da inovação pelo mercado.

Schumpeter (1998) também deu uma importante contribuição ao tema quando dividiu o processo de mudança tecnológica em três estágios: invenção, inovação e difusão, enfatizando que Inovação não é sinônimo de Invenção. É bem conhecido o fato que Alexander Fleming descobriu a penicilina por acaso, em 1929, mas menos conhecido foi a descoberta de seu valor terapêutico, só revelado dez anos mais tarde por Chain e Florey, motivados pelo esforço de guerra, como contribuição ao

tratamento dos soldados feridos. Ou seja, a história está marcada de exemplos que mostram ser muito difícil estabelecer fronteiras rígidas entre pesquisa pura e pesquisa aplicada.

Conforme Barbieri (2003), a inovação sob o ponto-de-vista econômico, só se concretiza ao se realizar a primeira transação comercial do novo produto ou processo. Por isso se diz que, enquanto a invenção é um fato exclusivamente técnico, a inovação é simultaneamente um fato técnico, econômico e organizacional. Por último, a difusão está relacionada à idéia de como novos produtos e processos se propagam pelos mercados potenciais *

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Contudo, conforme afirmam Freeman e Soete (1997), o termo “inovação” também é utilizado para designar todo processo inovativo (invenção, inovação e difusão de tecnologia).

Portanto, fica claro o papel da inovação como meio de renovação de conhecimentos à medida em que eles passam a ser cumulativos e disponíveis a todos os agentes do mercado. Assim, Schumpeter (1988, p. 44) elabora o conceito de Destruição Criativa, colocando que “as inovações via de regra estão corporificadas em empresas novas, que geralmente não surgem das antigas, mas que começam a produzir ao seu lado, e passam a competir com elas.”

Ainda em Schumpeter:

Se bem sucedidas, essas inovações proporcionam oportunidades para a colheita de lucros extraordinários por um período temporário. Seguem-se os imitadores, e uma avalanche de bens de consumo é despejada no mercado, o que deprime os preços, as margens de lucro e os investimentos em inovação. Isto, por sua vez, força a reorganização da produção, o aumento da eficiência, a redução de custos, a eliminação das ineficientes empresas não inovadoras, e a substituição dos antigos produtos e processos. [...] Esse processo de mutação industrial, ou “vendaval permanente de Destruição Criativa”, que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, incessantemente destruindo o antigo, incessantemente criando o novo, é o fato essencial do capitalismo. (SCHUMPETER, 1975, p 83-84)

Em suma, para Schumpeter (1975, p. 54), a Inovação, ou “nova combinação de meios de produção”, é o fenômeno fundamental do desenvolvimento econômico.”

A mesma relação de inter-dependência entre inovação tecnológica e desenvolvimento também é verdadeira quando se examina o contexto das empresas industriais. Franko (1989), baseando-se nos trabalhos de Schumpete (1934), Denison (1967), Carré, Dubois e Malinvaud (1975) e Harberger (1954), afirma que a inovação tecnológica é o principal determinante do crescimento econômico no mundo industrializado deste século. Assim, continua o autor, se a tecnologia é o principal direcionador do crescimento dos países industrializados, ela também deve direcionar o crescimento das empresas sediadas nesses países. É importante lembrar que entende-se por desenvolvimento em termos da capacidade de geração

autônoma de conhecimento, da capacidade de disseminá-lo e da capacidade de utilizá-lo, em outros termos, seria como dizer que, a longo prazo, um país e suas empresas não podem controlar nem influir naquilo que não têm competência para produzir.

Stoneman (1995) afirma ser errado considerar os três estágios da invenção, inovação e difusão como um processo linear no qual a invenção conduziria à inovação e que esta, por sua vez, levaria à difusão. A cada estágio existe um processo seletivo, sendo que apenas parte das novas idéias propostas chegam ao mercado e, dessas, somente algumas inovações são difundidas com sucesso.

Essas mudanças – as inovações no sistema econômico – são, via de regra introduzidas pelos produtores, os quais, se necessário, educam os consumidores, que são, por assim dizer, ensinados a querer coisas novas, ou coisas que diferem em um ou outro aspecto daquelas que tinham o hábito de usar.

Tomando por base tais definições, Schumpeter (1934) menciona cinco tipos de inovação:

(1) introdução de um novo bem, ou de uma nova qualidade de um bem;

(2) introdução de um novo método de produção, ou seja, um método que ainda não tenha sido testado pela experiência no ramo próprio da indústria de transformação, que de modo algum precisa ser baseada numa descoberta cientificamente nova, e pode consistir também em nova maneira de manejar comercialmente uma mercadoria;

(3) abertura de um novo mercado;

(4) conquista de uma nova fonte de oferta de matérias-primas ou de bens semimanufaturados, independentemente do fato de se essa fonte já existia ou se teve que ser criada;

(5) estabelecimento de uma nova organização para o negócio, como a introdução das lojas de departamentos.

Alguns críticos de Schumpeter consideram tal conceituação de inovação muito abrangente, uma vez que está relacionada aos aspectos técnicos, mercadológicos e organizacionais relativos ao tema. Para Dosi (1988, p. 222), “a inovação

essencialmente está relacionada à descoberta, experimentação, desenvolvimento, imitação e adoção de novos produtos, novos processos de produção e novos arranjos organizacionais”. Decorre dessa definição o estabelecimento de cinco fatos ou propriedades que auxiliam a compreensão do processo inovativo contemporâneo:

A inovação pressupõe uma certa dose de incerteza, uma vez que os resultados do esforço inovador dificilmente podem ser conhecidos de antemão. Tal incerteza não envolve apenas a falta de informação relevante sobre a ocorrência de eventos conhecidos, mas fundamentalmente envolve a existência de problemas técnico-econômicos cuja solução é desconhecida, bem como a impossibilidade de prever conseqüências para ações;

Principalmente a partir deste século, as novas oportunidades tecnológicas estão cada vez mais se baseando nos avanços obtidos pelo conhecimento científico (da termodinâmica à biologia, eletricidade, física quântica, mecânica, etc.);

O aumento da complexidade envolvendo as atividades de inovação tem favorecido a organização formalizada (redes de pesquisa, laboratórios de P&D em empresas em cooperação com universidades, institutos governamentais, etc.) em oposição ao “inovador individual”. Como conseqüência, obtém-se uma maior integração entre os diversos agentes envolvidos no processo;

Uma significante gama de inovação tem se originado através do learning-by-

doing e learning-by-using. Pessoas e organizações, principalmente empresas,

podem aprender como usar, melhorar ou produzir bens através de atividades informais tais como reuniões com clientes, solução de problemas práticos, redução de gargalos na produção etc.;

A mudança tecnológica não pode ser descrita simplesmente como uma reação às mudanças nas condições de mercado. Ela é mais uma função da experiência tecnológica obtida pelas empresas, organizações e até mesmo países. Em outras palavras, a inovação tecnológica é uma atividade cumulativa.

Segundo Vasconcellos (2003), dentre os méritos do trabalho de Schumpeter estão: a ênfase consistente na inovação como fonte principal do dinamismo no desenvolvimento capitalista, o senso de perspectiva histórica, o reconhecimento da importância das distinções conceituais entre invenção, inovação e difusão de inovações, bem como o reconhecimento da vital ligação entre inovações

organizacionais, gerenciais, sociais e técnicas. Tudo isso o levou a uma teoria unificada de ciências sociais díspares e à teoria geral do desenvolvimento global. (FREEMAN, 1988, p. 5).

Outro fator relevante a ser considerado é qual a dimensão da inovação que está sendo observada, pois quando Schumpeter se refere à inovação está, na verdade, tratando das inovações radicais, ou seja, aquelas inovações que produzem um grande impacto econômico ou mercadológico. O autor deixa em segundo plano as inovações de ordem incremental, isto é, os aprimoramentos técnicos de base contínua, que também são importantes para se entender o processo inovativo. Estudos posteriores, trazidos por autores mais voltados ao contexto social da inovação, como Mokyr (1990), Gould (1988) e Nelson (1990), lembram nos ser suficiente para uma organização ser inovadora, sem que o seu entorno também o seja. Isto é, a atenção à inovação se beneficia de apoio institucional dos vários atores que compõe o chamado sistema de inovação, em outras palavras, um sistema de inovação deve-se valer de iniciativas de tecnologia industrial básica, de pesquisa avançada e capital de oportunidade.

Fruto destas discussões, a partir de meados da década de 70, Nelson e Winter em 1982 e Dosi em 1984, com o coneito de paradigma tecnológico, lançam a base da da abordagem evolucionária que é a incorporação do fenômeno da mudança tecnológica, explicando como a produção das atividades técnico-científicas é incorporada ao processo produtivo e quais são os efeitos desta incorporação sobre a própria estrutura industrial e de concorrência.

Pela teoria evolucionária, a mudança técnica e a estrutura de mercado devem ser entendidas como mutuamente interativas, cada qual afetando e sendo afetadas pela outra, e onde a inovação é uma escolha não inteiramente conhecida, que pode ou não dar certo. Neste ambiente de incerteza e diversidade, as empresas lançam mão de suas rotinas ou “trajetórias naturais”. Isso implica identificar modos diversos de produção do conhecimento. Dessa forma, não fazia mais sentido restringir-se ao clássico modelo linear , como será descrito mais adiante, onde se parte da pesquisa pura para se chegar até novos produtos no mercado. Decorrem dele, conceitos que ficaram obsoletos como o de que a transferência tecnológica é o epicentro do

processo de inovação. Enfatiza-se a necessidade de se criar outros meios de produção de conhecimentos, que incorpore novas rotinas que vão desde à escolha de matéria-prima até a definição do preço final do produto no mercado, que sejam igulamente rigorosos em termos de processos e trajetórias tecnológicas, mas que partem da busca de soluções para questões de interesse da sociedade e de seus segmentos.

Apesar dos diversos enfoques teóricos que podem ser dados à inovação tecnológica, o Manual Oslo (OECD, 1992), baseando-se parcialmente nas definições de Schumpeter (1934), considera inovação tecnológica como a implementação de novos produtos ou processos, bem como de mudanças tecnológicas significativas de produtos ou processos. Esta introdução ou alteração de produtos/processos é realizada através das chamadas atividades inovativas.

A evolução dos conceitos se deu pela OCDE - Organisation for Economic Co-

Opperation and Development, que começou a desenvolver, no início da década de

60, um sistema padrão para avaliação em P&D, dando origem, em 1963, ao Manual Frascati. A partir da troca de experiências entre os países membros da OCDE, o Manual foi sendo atualizado em diversas edições subseqüentes, abrangendo não somente os padrões para a mensuração da P&D como também para toda uma gama de atividades científicas e tecnológicas. A definição do que pode ou não ser considerado como P&D, tem suas origens no Manual Frascati (OECD, 1994).

Em resposta a necessidade de maior foco na questão da inovação propriamente dita, a OCDE lançou em 1992 o Manual Oslo (OECD, 1992), delineado para servir de guia para coleta de dados em inovação tecnológica. O Manual Oslo faz uma diferenciação importante entre inovação tecnológica e atividade inovativa. O manual considera como inovação tecnológica apenas os dois primeiros tipos mencionados por Schumpeter (introdução de um novo bem ou de um novo método de produção), destacando que a palavra “inovação” é uma polissemia, isto é, uma palavra com diferentes interpretações, que admite diferentes significados em diferentes contextos. Assim, a inovação tecnológica “compreende novos produtos e processos, bem como significantes mudanças tecnológicas de produtos e processos” (OECD, 1992, p. 28). Já as atividades inovativas foram classificadas em sete grupos:

Pesquisa e Desenvolvimento: entendida como o trabalho criativo desenvolvido em uma base sistemática, a fim de aumentar o estoque de conhecimento existente;

Engenharia Industrial: aquisição ou mudanças nos equipamentos, ferramentas, procedimentos de controle de qualidade, métodos e padrões visando a manufatura do novo produto ou aplicação do novo processo;

Início da produção: compreende as modificações (retrabalho) de produto e processo, treinamento de pessoal nas novas técnicas e lote experimental;

Marketing de novos produtos: atividades em conexão com o lançamento do novo produto, adaptação do produto a diferentes mercados, comercialização pioneira; Aquisição de tecnologia intangível: aquisição de tecnologia na forma de patentes,

Aquisição de tecnologia tangível: aquisição de máquinas e equipamentos de cunho tecnológico conectado com as inovações de produto e processo introduzidas pela empresa;

Design: atividades relativas à definição de procedimentos, especificações técnicas e aspectos operacionais necessários à produção do novo produto ou implementação do novo processo. O design artístico também é considerado uma atividade inovativa quando diretamente relacionado ao novo produto ou processo (ou seja, design meramente estético não é considerado atividade inovativa).

No atual quadro econômico no qual as empresas se inserem, marcado pela alta competitividade, qualidade dos produtos e concorrência acirrada, cada vez mais o êxito empresarial depende da capacidade da empresa inovar tecnologicamente, colocando novos produtos no mercado, a um preço menor, com melhor qualidade e maior velocidade do que seus concorrentes. Bolwijn e Kumpe (1994) afirmam que atualmente as empresas precisam atender simultaneamente as demandas por eficiência, qualidade e flexibilidade, tudo isso acompanhado pela aplicação e utilização de novas tecnologias (fibras ópticas, microeletrônica etc.).

Especialmente a partir da década de 90, é crescente a percepção de que a inovação é um fator essencial de competitividade das organizações. Hayes et al. (1988), afirmam que “as três bases primárias de competitividade em produtos são custo, qualidade e capacidade de inovar”.

Contrariamente ao senso comum, as inovações radicais são, cada vez mais, fruto de pequeno porte. Freqüentemente são empresas nascentes geradas por empreendedores tecnológicos, que estão abrigadas em incubadoras, nas quais ingressam talentos e onde podem contar com forte suporte. Às empresas de grande porte, tem cabido nessa divisão de papéis identificar novos empreeendimentos alinhados com suas macroestratégias, provendo-os de componentes críticos do processo – inovação incremental – que vão além da engenharia do produto e da excelência do produto, desafiando-as, a serem igualmente ágeis e flexíveis como as de pequeno porte.

Nesse sentido, o CEHP - Centro de Excelência e Humanização da Produção, da FGV-EAESP, desenvolveu, em 1993, o Modelo de Maturidade ilustrado no Esquema 5. Segundo esse modelo, as organizações evoluem em competitividade, acumulando competências, sucessivamente, em Custo, Qualidade, Tempo, Flexibilidade e Inovação. Na visão do CEHP, a organização que atinge o último degrau da maturidade não é apenas capaz de realizar inovações, pois estas ocorrem em todos os estágios de evolução (qualquer melhoria em custos, qualidade ou flexibilidade não deixa de ser uma inovação). Nesse último patamar, ela se torna uma organização inovadora em todos os aspectos, tanto em termos de objetivos como de atitude e comportamento, chegando, no limite, à capacidade de se transformar continuamente, em função de suas próprias estratégias ou de circunstâncias do ambiente. C Q T F I Custo Custo + Qualidade Custo + Qualidade + Tempo Custo + Qualidade + Tempo + Flexibilidade Custo + Qualidade + Tempo + Flexibilidade + Inovação C Q T F I Custo Custo + Qualidade Custo + Qualidade + Tempo Custo + Qualidade + Tempo + Flexibilidade Custo + Qualidade + Tempo + Flexibilidade + Inovação

Esquema 5 - Modelo de Maturidade do CEHP, 1993. Fonte: FGV-EAESP.

Conforme Facó (2006), enquanto os benefícios da redução do custo de desenvolvimento de produtos são evidentes, um menor tempo de desenvolvimento também apresentaria vantagens interessantes como, por exemplo, impacto positivo em termos de custo e qualidade do produto (ZAIRI; YOUSSEF, 1995 e SIM; CURATOLA, 1999) bem como sucesso comercial e lucratividade (SMITH; REINERTSEN, 1997, SCHILLING; HILL, 1998 e DRÖGE et al., 2000). Assim, a

eficiência e a eficácia no processo de desenvolvimento de produtos contribuiriam decisivamente para a agilidade, produtividade e alta qualidade da empresa, características mais demandadas em virtude do aumento da concorrência, das rápidas mudanças tecnológicas, da redução do ciclo de vida dos produtos e da maior exigência por parte dos consumidores conforme (CLARK; FUJIMOTO, 1991), ilustram no Esquema abaixo:

Antecipação da Satisfação do Cliente Planejamento do Produto Design do Produto Design do Processo Conceito do Produto Nível Atual de Satisfação do Cliente Função do Produto Estrutura do Produto Processo de Produção Processo de Desenvolvimento de Produtos

Clientes Potenciais Processo de Consumo Processo de Produção Clientes Atuais Informação Criada

Criação da Informação / Transmissão do Processo Antecipação da Satisfação do Cliente Planejamento do Produto Design do Produto Design do Processo Conceito do Produto Nível Atual de Satisfação do Cliente Função do Produto Estrutura do Produto Processo de Produção Processo de Desenvolvimento de Produtos

Clientes Potenciais Processo de Consumo Processo de Produção Clientes Atuais Informação Criada

Criação da Informação / Transmissão do Processo

Esquema 6 - Desenvolvimento de Produto como uma Simulação da Experiência de Consumo Fonte: CLARK; FUJIMOTO, 1991 p.23.

Portanto, tendo a organização como o lócus das inovações, são várias as maneiras de defini-las e classificá-las tendo em vista suas aplicações nas empresas, seguem- se alguns exemplos:

Martin Bell e Keith Pavitt (Universidade de