Sosial praksis
4.3 Forskningens premisser og metodologiske utfordringer
Os parâmetros de variabilidade genética determinados nas colônias de garça-branca- grande do Pantanal e do Estado do Rio Grande do Sul estão apresentados nas tabelas 3.3 e 3.4, respectivamente. Os padrões de distribuição de diversidade, descritos a seguir, foram estimados com base nesses parâmetros genético-populacionais. O procedimento Bayesiano de Rannala e Mountain (1997) para atribuição de indivíduos às populações, baseado em probabilidades genotípicas, revelou que 38,7% dos indivíduos foram corretamente atribuídos às suas colônias de origem. Quando as regiões foram consideradas nessa análise como unidades populacionais, a percentagem de indivíduos corretamente atribuídos subiu para 80,2%.
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A abordagem Bayesiana do programa STRUCTURE foi usada para se determinar o número de populações de garça-branca-grande no centro/oeste brasileiro e para se avaliar se era possível detectar estruturação genética em ausência de informação geográfica. Independentemente do modelo de distribuição das frequências alélicas usado, a probabilidade posterior dos dados [Ln P(D)] foi maior para K = 3 (Fig. 3.2). No entanto, com base nas probabilidades individuais de atribuição de genótipos (Fig. 3.3), o número mais provável de unidades populacionais parece ser dois (Fig. 3.3a). Essa afirmação baseia-se no fato de que com K = 3 três das colônias reprodutivas do Pantanal (Tucum, Porto da Fazenda e Praialzinho) foram claramente distinguíveis das colônias reprodutivas do RS (SM, SE, MA e PG), enquanto que os indivíduos de BG e FI (Pantanal) foram assinalados às populações do RS com probabilidades mistas (Fig. 3.3b). Já com K = 2 a maioria dos indivíduos foi fortemente atribuída a um dos dois grupos populacionais (Fig. 3.3a), o qual seria indicativo da real estruturação populacional.
Figura 3.2. Resultado da análise Bayesiana de estruturação genética para a determinação do número de grupos em 142 indivíduos de Ardea alba de colônias reprodutivas do Pantanal e do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Mostra-se o logaritmo da probabilidade média dos dados LnP(D) para cada K (1-10) em 20 corridas independentes do programa, indicando que três seria o numero mais provável de grupos.
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Figura 3.3. Probabilidades de atribuição de indivíduos, baseadas em seis locos de microssatélites, para a K = 2 e b K = 3. As barras representam, para cada indivíduo, as probabilidades de pertencimento aos grupos inferidos. Os indivíduos são representados como colunas e as linhas pretas separam as colônias analisadas neste estudo. As abreviações das colônias mostram-se na tabela 2.1.
O valor global de FST (0,062) foi estatisticamente significativo (P < 0,001) após correção para comparações múltiplas, revelando a existência de estruturação genética entre as populações de garça-branca-grande do Pantanal e do Estado do Rio Grande do Sul. Os valores de FST par-a-par entre colônias foram calculados depois de se excluir o loco Ah522 da análise (com evidência de alelos nulos) e aplicando-se a correção para comparações múltiplas. Os valores obtidos revelam diferenciação genética significativa entre PRA e as colônias TUC e PO no Pantanal (Tabela 3.13); entre PRA e todas as colônias do Estado do Rio Grande do Sul; entre PF e todas as colônias do Estado do Rio Grande do Sul, exceto PG, e entre TUC e BR (Tabela 3.10).
Foi desenvolvida, também, uma análise da variância molecular (AMOVA) (Tabelas 3.14, 3.15 e 3.16). Em concordância com o revelado pelo FST, a AMOVA evidenciou que uma porção significativa da variabilidade genética (5,10%) encontra-se dividida entre as colônias do Estado do Rio Grande do Sul e o Pantanal (Tabela 3.16) e entre as colônias dentro das regiões (2,37%) (Tabela 3.16). A maior
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parte da variabilidade genética está distribuída entre indivíduos dentro das colônias (Tabela 3.16).
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Tabela 3.13. Valores de FST par-a-par (acima da diagonal) entre colonias da garça-branca-grande do Pantanal e do Rio Grande do Sul, Brasil. Valores de P (abaixo da diagonal) significativos após correção de Bonferroni mostram-se em negrito [nível ajustado de significância (5%) para comparações múltiplas: 0,001]. Os números de indivíduos analisados por colônia mostram-se em parênteses na diagonal. A abreviação de cada colônia é como se mostra na tabela 2.1.
Colônia TUC PF PRA FI BG BR SM SE MA PG
TUC (10) 0,018 0,0002 0,078 0,1089 0,0002 0,0026 0,0593 0,0182 0,0017 PF 0,0311 (22) 0,0051 0,002 0,0940 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0017 PRA 0,1068 0,0304 (21) 0,0002 0,0033 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0004 FI 0,0571 0,1339 0,2067 (6) 0,6233 0,0228 0,5084 0,8788 0,4497 0,3911 BG 0,0012 0,0601 0,1224 -0,0247 (5) 0,3202 0,5871 0,7266 0,4304 0,2888 BR 0,0331 0,0326 0,0753 0,0546 0,0003 (37) 0,0024 0,0346 0,002 0,0944 SM 0,0653 0,1207 0,1823 0,0206 -0,0146 0,0415 (11) 0,7800 0,5026 0,2569 SE 0,0362 0,1144 0,1883 -0,018 -0,0258 0,0342 -0,0172 (11) 0,8515 0,7311 MA 0,0436 0,1218 0,1803 0,0125 -0,0228 0,0365 -0,0075 -0,0201 (9) 0,2426 PG 0,0524 0,0794 0,1365 -0,0041 0,0157 0,0171 0,0577 0,0104 0,0177 (7)
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Tabela 3.14. Análises de Variância Molecular (AMOVA) (Excoffier et al., 1992) para indivíduos de garça-branca-grande amostrados em cinco colônias reprodutivas do Pantanal brasileiro. Fontes da variação, graus de liberdade (g.l.), percentagens da variância explicadas por uma componente específica, estatística F e probabilidades (P) dos testes para se detectar desvios da hipótese nula de não diferença na percentagem de variabilidade genética entre colônias com relação à população total.
Fonte da variação g.l. % Variância Estatística F P
Entre colônias 4 13% 0,126 0,010
Dentro das colônias
62 87%
Total 66 100%
Tabela 3.15. Análises de Variância Molecular (AMOVA) (Excoffier et al., 1992) para indivíduos de garça-branca-grande amostrados em cinco colônias reprodutivas do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Fontes da variação, graus de liberdade (g.l.), percentagens da variância explicadas por uma componente específica, estatística F e probabilidades (P) dos testes para se detectar desvios da hipótese nula de não diferença na percentagem de variabilidade genética entre colônias com relação à população total.
Fonte da variação g.l. % Variância Estatística F P
Entre colônias 4 4% 0,039 0,010
Dentro das colônias
70 96%
Total 74 100%
Tabela 3.16. Análises de Variância Molecular (AMOVA) (Excoffier et al., 1992) para indivíduos de garça-branca-grande amostrados em colônias reprodutivas do Pantanal e do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Fontes da variação, graus de liberdade (g.l.), percentagens da variância explicadas por uma componente específica, estatística F e probabilidades (P) dos testes para se detectar desvios da hipótese nula de não diferença na percentagem de variabilidade genética entre colônias e regiões com relação à população total.
Fonte da variação g.l. % Variância Estatística F P
Entre regiões 1 2,37% 0,074 0,0000
Entre colônias dentro de regiões
8 5,10% 0,052 0,0000
Dentro das colônias 274 92,53% 0,023 0,0244
Total 100%
A figura 3.4 mostra um gráfico das distâncias genéticas corrigidas par-a- par [FST/(1 – FST)] versus a distância geográfica entre as colônias amostradas no Pantanal e Estado do Rio Grande do Sul. Não foi encontrada correlação significativa entre as medidas de distância geográfica e de distância genética pela análise de RMA
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(teste de Mantel), resultado esse que indica que a distância geográfica entre as colônias não pode, por si só, explicar a distância genética observada entre elas (r2 = 0,043, P = 0,2980).
Figura 3.4. Relação entre a distância genética par-a-par (FST) e a distância geográfica,
em kilômetros, entre colônias reprodutivas de Ardea alba do Pantanal e do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (teste de correlação de Mantel, r 2 = 0,0433, P = 0,2980).
O teste de Wilcoxon para detecção de sinais genéticos de gargalos populacionais, realizado assumindo um modelo misto de mutação dos microssatélites, não revelou nenhuma evidência genética de redução de tamanho nas populações analisadas (todos os valores de P > 0,05). O teste baseado na distribuição das frequências alélicas diferiu significativamente do esperado para populações estáveis, mostrando diferença significativa do modelo de distribuição com forma de “L” nas colônias TUC e FI (Pantanal) e em PG (Estado do Rio Grande do Sul). O índice médio de Garza-Williamson foi 0,477 em TUC e 0,499 em FI, e 0,548 em PG.