3 Endringer i strykprosent
3.1.2 Forskjeller i strykprosent mellom studier
Educação Infantil tem sido preocupação central de autores especializados na área, como Kramer (2007), Oliveira (2005), Lleixá (2004), Lins e Diniz (2012) entre outros. Compreendem estas educadoras que a função pedagógica é possibilitada mediante a um trabalho, que torna a cultura de origem das crianças como base para a aquisição de novos conhecimentos, é permitir-se um novo olhar às novas experiências.
Para as autoras, Lins e Diniz (2012), a função pedagógica é possível mediante um trabalho que tenha a cultura de origem das crianças como base para a aquisição de novos conhecimentos. Sendo assim, o trabalho pedagógico da pré-escola não pode se limitar a um único padrão de cultura, mas abranger a diversidade cultural, respeitando as diferenças de classe, raça, sexo, religião.
Tendo como base a multiplicidade de questões, envolvendo o currículo, as autoras acima citadas reconhecem que não há um paradigma único para tratar do currículo na Educação Infantil e com reflexões, baseadas nas ideias defendidas por Gramsci (1979), que vê o professor como “intelectual orgânico”, Libâneo (2008), que enfatiza a escola como “função social” e Veiga (2003), que concebe a escola como “inovação emancipatória”, são considerações que as autoras colocam como imprescindíveis para uma postura político- pedagógica, considerada qualificada e apropriada para dar visibilidade às contribuições que a Educação Infantil precisa.
As propostas curriculares, que as escolas procuram construir e colocar em prática, seguindo as diretrizes que emanam da legislação para a Educação Infantil e de autores com ampla literatura na área, devem favorecer o acesso aos bens culturais, às práticas culturais, ao convívio com a natureza, bem como propiciar a ampliação de experiências de aprendizagem, mobilizando elementos cognitivos, afetivos e sociais.
Segundo Kramer (2007), as Pedagogias da Infância e a Psicologia do Desenvolvimento têm contribuído para a compreensão das etapas de desenvolvimento nos aspectos cognitivos, emocionais, físicos, sociais e morais na elaboração das propostas curriculares de muitas escolas. Para a autora, Piaget (1896-1980), Vygotsky (1896-1934) e Wallon (1879-1962) continuam sendo referências básicas para a construção do currículo da Educação Infantil e concordamos com sua colocação, pois Wallon (1879-1962) é responsável pela elaboração de um modelo heurístico que procura compreender as diversas dimensões da expressão humana onde os domínios cognitivo, afetivo e motor são indissociáveis por estarem vinculados ao meio social e promoverem o desenvolvimento humano.
Para Vygotsky (1896-1934), o sociointeracionismo proporciona a aprendizagem pela mediação do outro, a criança é essencialmente apresentada como um ser social, construtor da história e da cultura e, por elas, construídas e, portanto, não existe uma essência humana a priori, porque o sujeito se constrói na interação com o mundo e nas relações com os demais indivíduos. São nessas relações com outros indivíduos e com a natureza, mediado pela atividade humana, que a criança conhece e aprende, isto é, apreende o mundo de significados, construído socioculturalmente e desenvolve funções/processos psicológicos superiores (memória, atenção etc).
Neste contexto, a linguagem ganha status de matéria prima do desenvolvimento e é imprescindível na Educação Infantil. Ela é meio de transmissão social dos instrumentos e signos que foram construídos pela cultura através do processo interativo da criança com homens e agentes sociais mais maduros, ou seja, mais instruídos. (CERISARA, 1995; OLIVEIRA, 1995).
Na teoria de Piaget (1896-1980), denominada de Cognitivismo, o eixo central está na interação do organismo com o meio e algumas implicações são princípios básicos e que, em geral, orientam a prática pedagógica da pré-escola. Piaget (1896-1980), não propõe um método de ensino, mas ao contrário, elabora uma teoria do conhecimento e desenvolve muitas investigações cujos resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos no processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil.
Kramer (2007, p.30) apresenta os princípios da teoria de Piaget que auxiliam os profissionais a conhecerem o desenvolvimento da criança nesta fase, a saber:
a) Primeiramente, tudo começa pela ação, as crianças conhecem os objetos, usando-os;
b) Toda atividade na pré-escola deve ser representada (semiotizada), permitindo que a criança manifeste seu simbolismo;
c) A pré-escola deve promover a realização de atividades em grupo; a organização é adquirida através da atividade e não o contrário;
d) O professor é desafiador da criança: ele cria “dificuldades” e “problemas,” assim a pré-escola deixa de ser vista como passatempo e passa a ser um espaço criativo, promovendo sua autonomia;
e) É essencial haver um clima de expectativas positivas em relação às crianças, de forma a encorajá-las a ter confiança nas suas próprias possibilidades de experimentar, descobrir, expressar-se etc;
f) No currículo da pré-escola informado pela teoria de Piaget, as diferentes áreas do conhecimento (linguagem, matemática, ciências naturais e sociais) são integradas.
Com base no exposto, podemos dizer que estes teóricos são responsáveis pelo embasamento das propostas curriculares desenvolvidas nas escolas atualmente e inserida nesta conjuntura está o papel da família, no qual não podemos deixar de ressaltar sua importância na elaboração do currículo escolar, principalmente na pré-escola.
Atualmente, a família é, inquestionavelmente, parte essencial para o desenvolvimento das crianças na idade pré-escolar e a participação dela, desde a elaboração do currículo até a sua concretização, já é uma tendência internacional. Países europeus já realizam esta dinâmica, a exemplo da Espanha, como afirma Lleixá (2004, p.14), quando diz que, “[...] a interrelação entre a família e a instituição educativa é um eixo condutor importantíssimo na educação infantil, cujo objetivo comum da família e da instituição educativa é, indiscutivelmente, conseguir a formação integral e harmônica da criança”.
Complementando o que relata a autora com relação à experiência da Espanha com as famílias das crianças, Kramer (2007, p.22) destaca que:
As relações estabelecidas entre os profissionais da escola, com as crianças, com as famílias e com a comunidade, precisam ser norteadas por essa visão real da heterogeneidade - rica em contradições - que caracterizava a sociedade e as escolas em geral, ou seja, compreendendo-as a partir das suas experiências e condições concretas de vida. (KRAMER, 2007, p.22).
Tecidas essas considerações, o currículo da Educação Infantil, aqui apresentado, mostra-nos que o importante não é substituir um paradigma dominante por outro, mas demonstrar a própria existência de diferentes possibilidades, diferentes alternativas de redimensionar o conceito de currículo e sua relação com a cultura, com a produção que estes conhecimentos podem proporcionar às crianças individualmente e coletivamente.
2.6.4 O olhar da pesquisadora sobre o currículo: um currículo construído a partir da