2. Utanrikspolitisk bakgrunn – Danmark-Noreg
4.2 Spørsmål til historieskrivinga kring Fredrik VI i 1812-1813
4.3.2 Forsinka fredsfølarar og Fredrik VI sin omgangskrets
O levantamento de dados, para esta pesquisa, em um primeiro momento, ocorreu pela coleta e tabulação das informações de catálogo e referências dos trabalhos que formam a população amostral desta pesquisa bibliomética sobre a TOR. Para tanto, foi empregado o método analítico descritivo, conforme recomendado por Selltiz et al. (1975), com o intuito de verificar com que frequência um fato ocorre, na análise das variáveis listadas no Quadro 12 da Matriz de Análise, os itens de 1º ao 8º, corespondentes a autor, ano, titulação acadêmica, instituição, curso, estado, região federativa e qualificação da instituição em pública ou privada.
Os dados das 202 produções acadêmicas pertinentes ao tema desta pesquisa foram categorizados a partir da Matriz de Análise, constituindo o objeto principal deste estudo. Como resultado da análise do item 1º da matriz, tem-se que apenas dois autores elaborou trabalho de dissertação e tese de doutoramento sobre a TOR, respectivamente, Batista (2002) no setor de Energético – Petróleo, Batista (2007), no setor Energético – Elétrico, Bastian Pinto (2004), com o estudo aplicado à Tecnologia da Informação e Bastian Pinto (2009), no setor Sucroalcooleiro.
Na análise das titulações acadêmicas, para cuja obtenção os trabalhos foram apresentados, tem-se 74% em trabalhos de mestrado acadêmico, 13% de mestrado profissionalizante, e outros 13% para obtenção de título em doutorado (Gráfico 1).
Gráfico 1: Participação dos trabalhos por nível de pós-graduação na produção total
Fonte: Autor
13% 74%
13%
Titulo Acadêmico
Dado o desenvolvimento da ciência ser ininterrupta, e os saberes se constroem ao longo do tempo, privilegiando, ora um aspecto, ora outro, e que os conceitos sofrem mutações, devido às influências do campo de pesquisa e dos autores nele inseridos, uma pesquisa sobre o “Estado da Arte” deve-se desenvolver, em mesmo sentido, na busca de retratar o mais fielmente a teoria a que se propõe mapear em seu espaço temporal.
Quanto ao período analisado neste estudo, sobre a Teoria das Opções Reais, este se inicia a partir de 1989, ano em que se identificou a primeira publicação acadêmica sobre Opções Reais, com a dissertação de mestrado de Cardoso (1989), intitulada “Análise de Projetos Considerando o Valor de Abandono” até o ano de 2012, momento de conclusão deste levantamento. Faz-se necessário ressaltar a dissertação de Dias (1996), no setor de petróleo, que vem a se tornar a referência nacional em Opções Reais, sendo citado em 44 trabalhos acadêmicos13.
A distribuição temporal dos trabalhos mapeados neste estudo é registrada no Gráfico 2.
Gráfico 2: Repartição da Produção Acadêmica por Ano
Fonte: Autor
O Gráfico 2 mostra um crescimento significativo a partir de 2003, ano subsequente à publicação do primeiro livro de Opções Reais em Língua Portuguesa, Copeland e Antikarov (2001) e Copeland e Antikarov (2002), um guia prático de como aplicar a TOR à tomada de decisões. 13http://scholar.google.com.br/ em 11/2013 0 2 4 6 8 10 12 14 1989 1994 1996 1999 2001 2003 2005 2007 2009 2011 Q ua ntida de % Ano
Produção Acadêmica por Ano (%)
Um aumento da produção também pode ser observado na produção entre 2002 e 2004, em que saltou de 4% para um percentual de 10%, momento em que se iniciam as conclusões dos Mestrados Profissionalizantes.
Esses dados também nos levam a indagar sobre as razões do interesse pela temática, período em que se recrudescem os debates sobre investimentos em setor de infraestrutura, como o energético, tanto em termos de hidroelétricas e termoelétricas quanto do petróleo, que se revelaram ser os principais setores de aplicação da TOR.
No que tange à titulação, nos documentos analisados, há claro predomínio das dissertações de mestrado, constituindo 74% da produção, enquanto as teses de doutoramento correspondem a 13% do volume investigado. Com referência ao dinamismo da produção, esta decai a partir de 2008, apesar desta baixa, que pode significar uma estabilização da produção sobre o tema, em níveis mais modestos, houve, durante o período analisado, um número expressivo de publicações, em especial, dos trabalhos em nível de mestrado. O mesmo se pode dizer das teses de doutorado, porém, neste, o crescimento se dá de forma mais modesta e não acompanha a taxa de crescimento das dissertações. Esses números podem significar, por um lado, a dificuldade de mobilidade na academia, posto que muitos alunos do mestrado não continuam seus estudos no doutorado; e, por outro lado, podem também indicar que muitos dos discentes que fizeram pesquisas nessa área no mestrado não mantiveram a mesma temática no doutoramento, como identificado pela análise dos autores.
Explorando as Instituições de Ensino Superior – IES, item 4 da Matriz de Análise (Quadro12), cujos discentes têm se dedicado à publicação sobre a TOR, a Tabela 1 evidencia que, um total de 24 IES teve ao menos um trabalho publicado em seus programas de Stricto Sensu.
Contudo a mesma tabela corrobora uma concentração da produção acadêmica brasileira, sendo que os 4 programas de pós-graduação mais profícuos sobre a teoria, correspondem a 74% de toda amostra. Observa-se que 48,7% da produção concentram-se na PUC – RJ, tal concentração pode ser explicada pela presença em seu corpo docente do Prof. Dr. Luiz Eduardo Teixeira Brandão, que, desde 1998, se dedica ao estudo da TOR, incluindo a criação da linha de pesquisa e grupo de estudos sobre a teoria.
Tem-se ainda, pela tabela 1, que das 24 IES, 10 programas referem-se aos Mestrados Profissionalizantes, correspondendo a 13% da produção.
Tabela 1: Distribuição da produção por instituição e por titulação
Instituição Título Acadêmico % % Total Acumulado % Total
MP M D PUC - RJ 1,0 41,5 6,2 48,7 48,7 FGV - SP 1,0 6,7 2,1 9,8 58,5 USP 0,5 8,3 0,5 9,3 67,9 IBMEC 5,2 0,5 - 5,7 73,6 UNICAMP - 1,0 2,1 3,1 76,7 UFRGS 0,5 1,6 0,5 2,6 79,3 UFRJ - 1,6 1,0 2,6 81,9 UFSC - 2,1 0,5 2,6 84,5 FUCAPE 2,1 - - 2,1 86,5 UFMG - 2,1 - 2,1 88,6 PEDRO LEOPOLDO 1,0 0,5 - 1,6 90,2 PUC - SP - 1,6 - 1,6 91,7 UNIFEI - 1,6 - 1,6 93,3 MACKENZIE - 0,5 0,5 1,0 94,3 UFPE - 1,0 - 1,0 95,3 ESTÁCIO DE SÁ - 0,5 - 0,5 95,9 FEAD - MINAS 0,5 - - 0,5 96,4 FUMEC - 0,5 - 0,5 96,9 IMPA - 0,5 - 0,5 97,4 INSPER 0,5 - - 0,5 97,9 PUC - PR - 0,5 - 0,5 98,4 UFF 0,5 - - 0,5 99,0 UFPR - 0,5 - 0,5 99,5 UNESP - 0,5 - 0,5 100,0 Fonte: Autor
Na distribuição dos cursos com estudos sobre a Teoria de Opções Reais, item 5 do Quadro 12, ressalta-se o curso de Engenharia da Produção com o percentual de 36,8%, das publicações e o curso de Administração com 31,1%, o que corresponde a 67,9% da produção acadêmica brasileira. Como pode ser observado na Tabela 2.
O estudo revela que, aproximadamente, 80% da produção dos trabalhos sobre a Teoria das Opções Reais foram desenvolvidas em 6 instituições de ensino, PUC-RJ, FGV-SP, USP, IBMEC, UNICAMP e UFRGS (Tabela 1) em três cursos, Engenharia da Produção, Administração e Economia, (Tabela 2).
Tabela 2: Distribuição da produção por curso
Instituição Título Acadêmico % % Total Acumulado % Total
MP M D Eng. da Produção - 31,6 5,2 36,8 36,8 Administração 7,3 20,7 3,1 31,1 67,9 Economia 2,1 5,2 2,1 9,3 77,2 Eng. Elétrica - 4,7 0,5 5,2 82,4 Contabilidade 2,1 2,1 - 4,1 86,5 Finanças e Economia - 3,6 - 3,6 90,2 Eng. Mecânica - 2,1 1,0 3,1 93,3 Gestão Empresarial 0,5 1,0 - 1,6 94,8 Adm. e Recursos Minerais - - 1,0 1,0 95,9 Matemática 0,5 0,5 - 1,0 96,9 Agro energia 0,5 - - 0,5 97,4
Ciência - 0,5 - 0,5 97,9
Ciências e Planej. Energético - - 0,5 0,5 98,4
Eng. Civil - 0,5 - 0,5 99,0
Eng. Oceânica - 0,5 - 0,5 99,5
Química - 0,5 - 0,5 100,0
Fonte: Autor
A análise de investimento consiste em uma área de estudos que faz parte da Administração, Engenharia de Produção e Economia, entretanto há trabalhos pertinentes em 13 áreas do conhecimento, como pode ser observado na Tabela 2.
Pelo exposto, observou-se que há 24 IES, no Brasil, em que pesquisadores, ligados à estas, se dedicam a estudar a Teoria de Opções Reais. Sendo que os cursos mais profícuos sobre o tema são a Engenharia de Produção e Administração, considerando a evolução do número de programas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado de ambos os cursos, conforme ilustrado no gráfico 3, seria factível uma quantidade mais expressiva de IES que tivessem alguma linha de estudos que incluísse a TOR.
Gráfico 3: Número de programas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado
Fonte: Capes (2013) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 Q ua nt id ad e
Distribuição Temporal - Anos
Programas de Pós-Graduação
Passando a avaliar a distribuição dos trabalhos publicados por Estado Federativo, item 6 da Matriz de Análise, pode-se concluir que o Rio de Janeiro, em função, principalmente, dos estudos da Pontifícia Universidade Católica, possui 62% dos estudos na área, ao longo do período analisado, e São Paulo, 23%. Tratando-se de regiões geográficas, a Sudeste abraça 93%, a Sul, 6% e a Nordeste 1% (Gráfico 4). Como grande parte dos estudos está relacionada ao setor petrolífero, com empresas com sede na região Sudeste, indica-se haver algum nível de relacionamento entre estas empresas e as universidades próximas, dado as informações sobre investimentos estratégicos não serem públicas, e, ainda sim, existe um percentual considerável de estudos sobre a aplicação da TOR neste segmento.
Gráfico 4: Produção por Estado-membro da União
Fonte: Autor
As instituições do Sudeste predominam com 90% da produção de pesquisas relacionadas à Teoria de Opções Reais. Nesse sentido, passando a analisar o item 8 do Quadro 12, observa-se, também, a existência de um predomínio das instituições particulares com 74% frente ao percentual de 26% das instituições públicas, o que pode sinalizar uma maior parceria entre as empresas e as universidades privadas, visto as informações referentes à análise de investimentos, nem sempre, serem de domínio público, tendo o acesso restrito para fins de resguardar as estratégias empresariais.