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Forråds- og kokekar

In document Romertidens keramikk i Midt-Norge (sider 46-0)

5. Gjennomgang av materialet

5.1. Presentasjon av leirkarene

5.1.1. Forråds- og kokekar

Uma das principais mudanças na lógica mobile é a forma de interação. Diferentemente do computador pessoal, que tinha uma interação via dispositivos como mouse e teclado, os dispositivos móveis não impõem nenhuma mediação entre a interface e o usuário. Através das telas touch screen88 é possível manipular os elementos diretamente, sem o auxílio de outro objeto. Isso modifica a forma de planejar as interfaces: os programas devem ser encontrados pelos seus ícones, uma vez que não existe um menu ou barra de início, contribuindo para o que Schwartz (2006) chama de íconomia: “fazendo uso da recombinação simbólica, por meio de códigos (sistemas de ícones, aceleradamente audiovisual) a íconomia pode criar novos mercados totalmente virtuais onde a criação e a destruição de riqueza é incessante” (2006, p. 6).

Cada aplicativo é independente e tem uma lógica específica, podendo ter projetos de interação, design e elementos completamente diferentes de outros apps da mesma categoria disponíveis na mesma loja de sistema operacional. Considerando a característica always on aparelhos móveis, apontada por Baxter-Reynolds (2013), os aplicativos, em sua maioria, são voltados para o acesso à web e operam em uma lógica de troca de dados. Isso faz com que a experiência de acesso à internet mobile seja fragmentada. Diferentemente do acesso via computadores, que concentrava conteúdos via navegador, com o uso de aplicativos, cada função a ser realizada na rede – chats, leitura de notícias, redes sociais – é independente e, até certo ponto, conflitante, já que apenas um aplicativo funciona por vez nos sistemas operacionais móveis.

O navegador, nos sistemas operacionais móveis, ainda está disponível e permanece com a mesma função de acessar conteúdos, mas, frente ao uso de aplicativos, o tempo passado no browser é muito pequeno. Isso pode ser explicado pelo fato de a informação demorar a ser carregada em um navegador, o que não ocorre no aplicativo, pois a estrutura do app já está

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Tradução livre da autora 88 Telas sensíveis ao toque

offline, e o conteúdo apenas é atualizado a cada acesso. O aplicativo é o elemento básico dos aparelhos móveis e, mais do que uma série de programas instalados em um dispositivo, os apps funcionam como uma forma de identificação:

Os apps organizados no smartphone ou tablet de uma pessoa representam uma espécie de impressão digital – só que, em vez de um padrão único de linhas, é uma combinação de interesses, hábitos e conexões sociais que identificam uma pessoa. (…) Como cada um desses aplicativos oferece acesso a várias comunidades online, cada faceta permite que usuário encontre uma comunhão com pessoas de orientação similar (GARDNER e DAVIS, 2013, p. 60)

É possível classificar aplicativos pela sua utilidade, pelo seu modelo de negócios e pela sua construção. Cada app tem uma categoria na qual pode ser encontrado nas lojas dos sistemas operacionais. Na AppStore do iOS, são 24 categorias principais e no Google Play, são 18 (ANEXO 1). Pesquisas sobre outros tópicos, como acessibilidade, retornam diversos aplicativos, mas cada um precisa estar incluído em uma das categorias apresentadas. Ou seja, não há uma categoria voltada para os portadores de deficiências nas lojas dos dois sistemas operacionais, um exemplo de como mesmo em um novo ambiente a segregação às pessoas com deficiência persiste e precisa ser revista.

Além dessa forma de classificação, os apps podem ser divididos de acordo com a forma de negócios: aplicativos gratuitos, pagos e gratuitos com compras dentro do app. As versões gratuitas são mais populares nos dois sistemas operacionais, sendo que 90% dos aplicativos do iOS são gratuitos (FLURRY, 2013). No Android, existem 1118472 aplicativos gratuitos, frente a 214685 pagos89 (APP BRAIN, 2014). A presença maior de aplicativos gratuitos aponta para a

disposição das pessoas em aceitar a presença de anúncios para não precisar pagar os aplicativos (FLURRY, 2013). Esses dados mostram que ainda existe uma resistência das pessoas para pagar pelo conteúdo mobile, o que pode ser um reflexo da forma como programas de computador eram adquiridos, muitas vezes com downloads ilegais ou períodos de teste antes de compra. O cenário é diferente com apps gratuitos com compras dentro o aplicativo: dos 100 principais90 aplicativos

gratuitos na loja Google Play, 45 têm compras dentro do app, na loja do iOS para iPhone, são 43 e no iOS para iPad 72 dos 100 aplicativos mais baixados têm compras internas.

É possível classificar os aplicativos ainda de acordo com a sua construção, em web apps, apps híbridos e nativos (BUDIU, 2013). Aplicativos nativos são aqueles desenvolvidos e

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Dados de 16 ago. 2014 disponíveis na página AppBrain. <http://www.appbrain.com/> 90

disponibilizados no ambiente dos sistemas móveis. Esses apps utilizam, portanto, as características do sistema operacional no qual são construídos, podem acessar outros recursos do aparelho e oferecer funcionalidades mesmo quando não há acesso à internet. Web apps não são aplicativos de fato, mas sim páginas de internet geralmente construídas em HTML591 que se

assemelham a um aplicativo pelo design. Essas páginas são acessadas via navegador e, portanto, não estão disponíveis nas lojas dos aplicativos, mas podem ser salvas nos dispositivos como páginas da web através de bookmarks 92, ficando disponíveis como um aplicativo. Os aplicativos

híbridos combinam a abordagem nativa e web para a construção de um app que está disponível nas lojas, parcialmente programado na plataforma, o que permite que aproveite as características do dispositivo e do sistema operacional, mas tem seu conteúdo apresentado através de uma página embutida no aplicativo:

Geralmente, empresas constroem aplicativos híbridos como um embrulho para uma página da web existente; dessa forma eles podem ter uma presença na app store necessitar de um esforço significativo para desenvolver um aplicativo diferente. Apps híbridos também são populares porque permitem desenvolvimento através de diferentes plataformas, diminuindo, assim, os custos de desenvolvimento (BUDIU, 2013).93

Essa diferença de possibilidades de construção e posicionamento de aplicativos nas lojas lança novos desafios para o estabelecimento de normas e recomendações de usabilidade e, principalmente, de acessibilidade. Os princípios definidos para a web não levam em consideração a construção de aplicativos como unidades independentes de software e as diferentes formas de desenvolvimento de apps impõem dificuldades na inclusão de princípios de acessibilidade, seja pelos custos de desenvolvimento ou pela ausência de princípios que operem através das diferentes plataformas.

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