6. DISKUSJON – WEBKAMERA SOM INTIMITETENS VERKTØY OG HINDRING . 117
6.2 W EBKAMERA SOM KOS , KAOS OG KONTROLL
6.2.3 Forpliktelse om å komme i spill
A internet se configura como um meio altamente importante na troca de informações planetárias. De acordo com Leão & Prado (2007, p. 78),
Os ouvintes conectados desse século, após entrar em redes sociais musicais interativas, consequentemente começam a ouvir música na companhia de muitos outros ouvintes do planeta criando fusões de gostos,
gerando tipos diversos de reações. E trocam arquivos, e recomendam artistas, e alertam a comunidade do que não é considerado audível.
Toda essa pluralidade de interações modificou a escuta musical, que era mais individualizada. A troca de experiências entre públicos entre si e até mesmo entre público e artista evidencia uma sintonia maior. Segundo Leão & Prado (2007, p. 79), a experiência das músicas em fluxo está relacionada em três dimensões. A primeira é a escuta em si, permeada pela percepção, emoção e sensibilidade, ou seja, a apreciação da arte. A segunda baseia se no compartilhamento entre interesses em comum proporcionado pela internet. E a terceira, enquanto relações de dados em programas.
Lévy (2000) considera a rede mundial de computadores um ambiente propício para uma inteligência coletiva. Em seus livros que foram escritos há mais de uma década, ele já fazia previsões; e suas obras nunca estiveram tão recentes como hoje. Segundo ele, a cibercultura é um fenômeno tão radical e ninguém soube prever. Esperava se o surgimento do teletransporte e de carros que voam, mas nunca um ambiente virtual, que seria a extensão de nós mesmos. Ele ressalta a importância da adequação dos indivíduos à nova realidade que mesmo não sendo esperada, pode se colher bons frutos.
A cibercultura é construída com a imagem, a escrita e o som; dados muito precisos na vida real. Antes, a cultura era veiculada e produzida em mídias clássicas separadas. A ideia de multimídia ainda era bastante remota e o computador pessoal mostrou que seria possível unir características de diversas mídias em um único equipamento; e ainda com um grande diferencial: essa cultura poderia ser produzida e publicada por qualquer um que tivesse acesso à rede e possuísse um conhecimento mínimo de informática. Segundo Meyrowitz (2008, p. 21 22),
A promiscuidade entre os campos não se deve apenas à reestruturação dos mercados e à fusão de empresas procedentes de campos diferentes. Resulta também do processo tecnológico de convergência digital e da formação de hábitos culturais diferentes em leitores que, por sua vez, são espectadores e internautas. (...) se falamos de internauta, fazemos alusão a um agente multimídia que lê,ouve e combina materiais diversos.
Com o surgimento do ciberespaço, novas espécies comunicacionais vieram à tona. A máquina tornou se amiga, conselheira, confidente. Percebe se claramente como os internautas interagem dentro desse espaço com seus blogs, fotos, canções; fazem pesquisas, tiram suas dúvidas, acessam a conta bancária,
ganham novos amigos e reencontram os antigos. Além disso, há a ideia do tempo real. Enquanto uma carta demorava dias para chegar ao seu destino, agora as pessoas podem conversar instantaneamente independente da distância porque, afinal, no ciberespaço não há barreiras comunicativas, geográficas e nem temporais. Segundo Silveira (2007, p. 89),
A topologia mesh ou malha possibilita a formação de redes virais de comunicação. A palavra vírus traz consigo imagens ou ideias de contaminação, multiplicação, reprodução rápida e fulminante. Para a biologia, um vírus é um microrganismo que se multiplica usando a célula do seu hospedeiro. Na computação, o vírus é um programa malicioso que vem dentro de outro programa, que faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar pelos demais computadores. No cenário dos negócios, o marketing viral é a propaganda boca a boca. No mundo das redes, a ideia da comunicação viral passa pela formação de uma rede que utilize cada computador nela conectado como hospedeiro e reprodutor do fluxo de comunicação.
Hoje, além de ser um objeto de desejo, o computador é uma necessidade. Houve uma proliferação viral de redes sociais, # , sites com os mais diversos conteúdos. Há também lugar para o conhecimento científico: ! ( divulgação de textos acadêmicos e até aulas online; a compra e venda de produtos está cada dia mais segura e confiável; a publicidade encontrou novos rumos; enfim, a internet é um verdadeiro emaranhado de conteúdo que produz, diverte, divulga, satisfaz e encanta, deixando de ser apenas um meio de comunicação. É um local que se tornou uma extensão do trabalho, da política, da economia e da família. Rüdiger21 aponta que,
A cibercultura pode ser definida como a emanação simbólica ou projeção imaginária do desenvolvimento da informática e do pensamento cibernético. O pensamento cibernético era um acontecimento filosófico. A cibercultura corresponde ao momento em que as formas de cultura cotidianas começam a ser colonizadas por esse pensamento, surgido em meados do século XX. Para ele, a cibercultura não ocorre apenas no ciberespaço e sim em todas as relações onde o virtual e abstrato estão presentes. Mesmo não fazendo parte da mesma abordagem de Lévy, seus trabalhos têm aspectos em comum como a preocupação com a disparidade entre as classes sociais. Rüdiger afirma que haverá “aqueles com condições de desfrutar, de modo não de todo seguro, o real e o virtual;
21 Trecho de uma entrevista disponível em
e aqueles que, continuando a ser massacrados pela vida, no real, poderão compensar seus sofrimentos nos ciberespaços”.
No ciberespaço o imaginário ganha poder, a pessoa pode realizar suas fantasias, criar um personagem com a aparência desejada e interagir com outros com uma posição social melhor, de igual para igual, por exemplo. Santaella (2003, p. 28) também constrói seus fundamentos no alicerce da democratização da informática:
A era digital vem sendo também chamada de cultura do acesso, uma formação cultural está nos colocando não só no seio de uma revolução técnica, mas também de uma sublevação cultural cuja propensão é se alastrar tendo em vista que a tecnologia dos computadores tende a ficar cada vez mais barata. Dominada pelo microchip, essa tecnologia dobra aproximadamente de poder a cada 12 a 18 meses. À medida que cresce seu poder, seu preço declina e seu mercado aumenta.
Toda essa redefinição de valores pode culminar numa expressão que perturba Santaella: o pós humano. Será que o homem e a máquina um dia serão um só? Segundo ela, há autores que afirmam ser a continuação da evolução da espécie humana. Realmente, as novas tecnologias causaram uma inovação profunda, um verdadeiro impacto. Lévy (2000) acredita que a palavra “impacto” é inadequada, porque é uma metáfora que leva a entender que a tecnologia é um projétil e a sociedade, o alvo. O que está acontecendo é apenas uma transformação. Todo esse avanço não é coisa de outro planeta, é um produto social criado pelos seres humanos para que haja o desenvolvimento.
Para a geração nascida em plena “sociedade da informação”, a ciberealidade não é algo de outro mundo. Fazer um de músicas, filmes e livros é apenas um ato corriqueiro. Conversar instantaneamente com os amigos e com parentes distantes utilizando a escrita aliada à voz e vídeo também é algo banal. Percebe se que o problema em entender o que nossa sociedade está vivendo reside nas mentes que ainda não se adaptaram ao novo. Até hoje ainda existem os analfabetos digitais. As crianças que ainda não entraram em contato com o computador devido a questões financeiras, sonham com o dia que terão oportunidade de ter a máquina.
A questão geracional não pode ser descartada, pois popularmente já se fala que os bebês “nascem com o mouse na mão”. Por que os mais vividos têm medo ou não têm facilidade em utilizar equipamentos eletrônicos? É óbvio que
entrar nesse campo desviaria o real objetivo da pesquisa, mas alguns aspectos devem ser considerados: a cibercultura está aí e é a nossa realidade virtual6 voltar parece impossível; ela trouxe muitos benefícios para a população; perigos também.
Estamos cada vez mais interconectados com o outro e com o mundo. Sá (2006, p. 06) afirma que “a Internet constitui se como um novo ambiente, que tem dentre as suas principais características a possibilidade de reversão dos jogos de poder ligados à centralização das mídias massivas”. Dessa forma, há uma descentralização importante porque papéis são alternados. Lévy (2000), ao dizer que a cibercultura é um movimento social, mostra que a ruptura é a base do processo. Deve haver a quebra de antigos valores e poderes para que se crie uma nova inteligência, muito mais poderosa porque é a soma de todas as inteligências humanas.
A cibercultura é produzida por uma inteligência coletiva que não discrimina cor, credo, raça e religião. Todos conectados, produzindo e injetando na rede informações variadas. Assim, quem era apenas um receptor, ouvinte ou leitor de determinado produto, hoje se torna produtor com muita facilidade. É essa troca de papéis que enriquece toda a produção cultural. Sá (2006, p. 08), ainda reforça a:
...noção de cultura, na tradição interpretativa da antropologia, como um conjunto de valores, crenças, formas de pensar de um grupo, entendidos na sua lógica simbólica e sujeitos a tensões, negociações, disputas e enfrentamentos. Desta forma, a cibercultura não é um mundo acabado para bem ou para mal.
É óbvio que não se pode enxergar a cibercultura de uma forma extremista. Não se trata de algo bom ou ruim; de um inferno ou um paraíso; de guerra ou paz. É simplesmente um novo modo de interação em que convergem os mais diversos campos do saber, das artes, do entretenimento e que está se solidificando cada vez mais devido às inúmeras vantagens oferecidas.
Como qualquer um pode produzir e divulgar na internet, surge uma questão polêmica: o direito autoral. Textos, músicas, filmes e imagens são veiculados na rede e muitas vezes, perdem se nela. Há quem pense que é o fim desse tipo de direito; outros ainda acreditam que há alguma forma de garanti lo ao verdadeiro autor. A respeito disso, Lévy (2000) comenta sobre os compositores das músicas de sucesso e que embalam gerações; quem é lembrado é sempre o intérprete e não o autor. Então, essa ideia de desvalorização autoral já é antiga. Nos grandes mitos e lendas, inclusive na Bíblia, a autoria acaba ficando de lado.
Lévy também fala sobre a ciberarte, que é uma criação coletiva da arte. Arte que vai desde a poética até a musical. Devido ao processo de criação e circulação, a música tecno é batizada como o som da cibercultura. Recheada de sons criados eletronicamente, ela se difere dos outros estilos por não precisar de nenhum instrumento tradicional.
Nota se hoje, uma grande liberdade em produzir a arte. Vários artistas já sofreram na época da Ditadura Militar com suas canções censuradas e banidas. Foram exilados, mas não deixaram de produzir. Toda essa repressão parece vir à tona com toda a força porque hoje o artista produz e divulga para o mundo sem ter que dar satisfação a ninguém.
Além de um novo espaço para divulgar e criar a sua arte, novos formatos de áudio surgiram. Quem não se lembra do LP (long playing) que tocava numa vitrola com agulha? Eram discos grandes, com dois lados e que facilmente eram danificados por serem de vinil. Depois veio o CD (compact disc), que revolucionou a indústria fonográfica, pois é menor e mais fácil de ser manuseado, todas as músicas tocam em um mesmo lado e pode ser usado no computador, no carro. Além disso, a gravação sem ruído evidenciou a modernidade do áudio digitalizado. Embora ainda esteja em uso, outras formas mais práticas de se ouvir música surgiram graças à internet. Castro (2007, p. 59) afirma que,
O formato MP3 de compactação de arquivos de áudio digital foi o grande responsável por esta transformação que estamos percebendo nos modos de distribuição e consumo de música, especialmente aquela dirigida aos jovens urbanos.
A primeira vantagem é gratuidade. Depois de “baixar” as músicas, pode se enviá las para aparelhos digitais portáteis. Não há a necessidade de possuir todas as músicas de determinado álbum do artista; a liberdade de escolha da faixa preferida é um sucesso, basta analisar as músicas “baixadas” em qualquer computador, por exemplo; raramente encontraremos um álbum completo e sim, uma verdadeira miscelânea de estilos, gêneros, bandas.
No Brasil, as estruturas engessadas das gravadoras e dos produtores praticamente moldavam o gosto do público. Porém, hoje podemos ser fãs de um artista pouco conhecido e talvez nos identificarmos muito mais com ele; e a criação de discos caseiros com as músicas favoritas também ganhou um espaço significativo, basta ter uma gravadora de CD. Essa personalização acabou
conquistando o público. A praticidade de poder ouvir música ao mesmo tempo que faz outras tarefas cotidianas foi fundamental para o sucesso e solidificação das novas tecnologias. Castro (2007, p. 62) afirma que,
Novos telefones celulares funcionam como tubos de ensaio para a tão propalada convergência das mídias, propiciando ao usuário ver TV, acessar a Internet e ouvir música, além de personalizar seus toques com músicas baixadas diretamente da web. A venda de música digital para este tipo de uso já representa uma parcela significativa do faturamento da indústria fonográfica, havendo produtoras especializadas na criação e distribuição de música diretamente para as principais operadoras de telefonia celular. Durante as últimas duas décadas, presenciamos a história do telefone e certamente, ela não está no fim. O fato de poder ser um minicomputador, com câmera, armazenamento de arquivos, TV, GPS22, acesso à internet, faz com que ele se torne, também, um produto altamente consumido.
22 Geo posicionamento por satélite. Sistema útil para a localização global rápida e eficiente, pois emite informações sobre as coordenadas terrestres.
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Essa pesquisa fundamenta se nas teorias da cibercultura e nas funções da linguagem, visando explorar a relação entre o artista e seu público na era digital. Autores como Lévy e Rüdiger constituirão um embasamento teórico no que diz respeito às novas tecnologias e ciberarte. Devido à natureza efêmera do objeto, é necessário acompanhar novos autores que compartilhem experiências sobre as tendências da contemporaneidade, embora o estudo também perpasse a tradicional prática interpretativa.
A interpretação é bastante antiga. A exegese de textos sagrados, jurídicos e literários existe há muito tempo, bem como a hermenêutica, palavra derivada do deus grego Hermes (mensageiro dos deuses) que pode ser compreendida como a arte de interpretar mensagens. A astrologia e a psicanálise, por exemplo, utilizam esses processos hermenêuticos para decifrar discursos; mas com o avanço tecnológico, outras necessidades interpretativas emergiram.
Segundo Bardin (2009), as ciências humanas e sociais passaram por uma evolução gigantesca nas últimas décadas. Os meios de comunicação de massa desenvolveram se com extrema rapidez; e junto com eles, nasceu o interesse em compreendê los. Analisar estes meios tão recentes torna se imprescindível nos dias atuais, para que tenhamos as respostas para vários questionamentos e até mesmo prevermos acontecimentos futuros.
A investigação não passa apenas pelos grandes meios, ela pode ser feita em simples diálogos, imagens, cartas, bilhetes, relatórios, entrevistas, ou seja, em tudo o que há a comunicação. Bardin (2009, p. 11) diz que a análise de conteúdo é “um conjunto de instrumentos metodológicos cada vez mais subtis em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a discursos (conteúdos e continentes) extremamente diversificados”.
Analisar conteúdos é interpretar, garimpar significados, medir, ler as entrelinhas, observar, comparar; enfim, é agir com curiosidade científica. Não é
apenas formular uma opinião; é necessário descrever cautelosamente, realizar inferências e quantificar os dados recolhidos de determinada fonte.
Embora a Retórica e a Lógica se assemelhem com a análise de conteúdo, esta se diferencia por exigir validação. Bardin (2009) afirma que este método nasceu nos Estados Unidos e era aplicado essencialmente em materiais jornalísticos. Depois, com as duas grandes guerras, a propaganda passou a ser o centro das análises. Lasswell, considerado o pai da Comunicação, é um grande nome relacionado a esta técnica, pois iniciou suas análises em 1915.
Embora a análise de conteúdo e a Linguística trabalhem com a linguagem, elas seguiram vias diferentes. Enquanto a primeira continuou a se desenvolver próxima à crítica literária e a de estudos psicanalíticos freudianos das neuroses, a outra tornou se basicamente estrutural e funcional. Berelson
Bardin (2009, p. 20) conceitua a análise de conteúdo em meados da década de 40 como “uma técnica de investigação que tem por finalidade a descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação”.
Bardin (2009, p. 24 31) afirma que o surgimento do computador teve grande relevância no método de análise de conteúdo, pois ampliou um aspecto importante no procedimento: o rigor. Outras disciplinas, como a Semiótica, enriqueceram a parte metodológica. A autora ainda acrescenta que, hoje, a análise do conteúdo ainda oscila entre duas tendências que é o desejo de rigor e a necessidade de descobrir. Dessa forma, há duas funções que podem se completar ou se confrontar: a função heurística (exploratória) e a função de administração da prova (confirmação). Bardin delimita o campo explorado:
A análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações. Não se trata de um instrumento, mas de um leque de apetrechos; ou, com maior rigor, será um único instrumento, mas marcado por uma grande disparidade de formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto: as comunicações. (2009, p. 33)
Desse modo, esta pesquisa visa a explorar a comunicação cibernética, no domínio da música popular brasileira, tão em voga na contemporaneidade. Os objetos de análise constituem mecanismos de marketing pessoal e profissional da cantora Cláudia Leitte. Por meio de redes sociais, ela interage com seus fãs, criando assim, um vínculo ativo que propicia a difusão e retorno de seu trabalho. Torna se imprescindível analisar o conteúdo comunicacional de uma parcela significativa de
fãs heterogêneos em redes sociais que fazem parte das maiores audiências brasileiras da Internet, como ilustra o quadro a seguir:
! G" " " & # !" 0 google.com.br google.com . H 4 4@ facebook.com 8 google.com youtube.com 7 live.com yahoo.com ; youtube.com live.com I uol.com.br wikipedia.org J globo.com baidu.com K H 4 blogger.com > blogger.com msn.com 0/ yahoo.com qq.com 00 terra.com.br L 4 0. msn.com yahoo.co.jp 08 ig.com.br google.co.in 07 wikipedia.org taobao.com 0; facebook.com google.de 0I mercadolivre.com.br google.com.hk 0J L 4 wordpress.com 0K 4shared.com sina.com.cn 0> wordpress.com amazon.com ./ conduit.com google.com.uk
Tabela 1 – Maiores audiências da internet Fonte: www.alexa.com – 22/05/2010
A grande rede mundial acabou criando laços que unem os mais diversos públicos, ampliando as relações comunicativas. Meyrowitz (2001, p. 90) afirma,
O foco no estudo do conteúdo da mídia é popular por diversas razões. Uma delas, o conteúdo da mídia pelo menos em sua forma manifesta tende a ser o aspecto mais óbvio das comunicações mediadas. Isto torna o conteúdo da mídia importante para o estudo (...) numa sociedade saturada
de veículos de comunicação, as questões do conteúdo da mídia chamam atenção de qualquer pessoa que tenha uma forte preocupação com qualquer aspecto da vida social (...) O conteúdo da mídia pode ser facilmente codificado, contado e verbalmente analisado. A facilidade com que cada um pode falar e escrever sobre o conteúdo da mídia, independentemente do meio em que o conteúdo se encontra, o torna um tópico favorito de eruditos da mídia, pregadores, políticos e professores.
Enfim, estudar o conteúdo de uma nova mídia tão poderosa no Brasil, é uma tarefa importante, como nos confirma a Veja.com23: “Em nenhum outro país as redes sociais on line têm alcance tão grande quanto no Brasil, com uma audiência mensal de 29 milhões de pessoas”. E a próxima etapa é a demarcação do universo.
3.1 DEMARCAÇÃO DO UNIVERSO
O do trabalho será constituído de mensagens produzidas no período do Carnaval 2010 (13, 14, 15 e 16 de fevereiro), a fim de que se analise o calor do momento, em que uma artista como a Cláudia Leitte fica mais voltada para as reações do (seu) público, principalmente na disputa com a concorrente Ivete Sangalo. Essas mensagens serão retiradas de espaços comunicacionais virtuais (Twitter e Orkut) utilizados pela cantora analisada, como veremos a seguir.