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Kapittel 3 - Veien mot et oljefond

3.5 Alle forhold

A cana-de-açúcar apresenta uma grande adaptabilidade, podendo ser cultivada tanto em solos arenosos como em solos muito argilosos (KOFLER; DONZELI, 1987). Entretanto, assim como acontece para qualquer cultura, cada solo apresentará vantagens e limitações

inerentes às suas propriedades, que devem ser consideradas quando utilizados para a cana-de- açúcar.

A cultura da cana-de-açúcar é bastante influenciada pelas condições edafoclimáticas: a precipitação pluviométrica, a temperatura, a umidade relativa e a insolação são condicionantes climáticos importantes na determinação da disponibilidade hídrica e térmica para a cultura. Estes parâmetros têm efeito sobre o comportamento fisiológico da cultura em relação ao metabolismo de crescimento e desenvolvimento dos colmos, florescimento, maturação e produtividade. Da mesma forma o relevo, a geologia e geomorfologia que influenciam as características pedológicas, também estabelecem implicações diretas sobre manejo da cultura, considerando a fertilidade do solo e todos os aspectos a ela relacionados (MELO et al., 1999). De acordo com Argenton (2006), o Brasil é um dos países mais apropriados para a produção da cultura e seus derivados, já que possui condições edafoclimáticas propícias em boa parte do país, disponibilidade de terras que não competem com a produção de alimentos, e custos de produção considerados baixos em relação a outros países produtores da cultura.

Segundo Lepsch, (1987), o solo é apenas um dos componentes de um conjunto complexo de fatores de produção, destacando-se pelo seu importante papel de fornecer às plantas suporte físico, água e nutrientes. Portanto, o conhecimento das características inerentes a cada solo, os chamados fatores edáficos, é importante para julgar o potencial de produção agrícola de cada tipo de cultivar.

A disponibilidade de água no solo governa a produção vegetal, assim sua redução ou excesso afeta de maneira decisiva o desenvolvimento das plantas (REICHARDT, 1996), pois alteram a absorção dos nutrientes e da própria água (HUMBRET, 1968). Segundo Alexander, (1973) e Dillewijn (1952), cerca de 70% do peso da matéria fresca da cana-de-açúcar é constituída de água e para cada parte de matéria seca produzida há o consumo de 250 partes de água.

Na interação do sistema solo-planta-atmosfera há certa quantidade de água que entra e sai do sistema e é chamado balanço hídrico (BH), sendo o seu conhecimento muito importante, tanto na determinação imediata da necessidade hídrica de uma cultura quanto na tomada de decisões em projetos agrícolas. É caracterizado também como indicador do potencial climático de uma região para uma cultura qualquer (OMETTO, 1989; PEREIRA et al., 2002)

índice de área foliar, o que elevaria a produtividade pois a folha é a estrutura responsável pela produção dos carboidratos essenciais ao crescimento e desenvolvimento dos vegetais (HERMANN; CÂMARA, 1999, PEREIRA; MACHADO, 1986 e 1987).

Segundo Doorembos e Pruitt (1975) e Thompson (1976), pode ocorrer deficiência hídrica durante todo o ciclo da cultura, porém o efeito sobre a produtividade é variável de acordo com o estádio fenológico, a época do ciclo e, principalmente, a intensidade e duração do deficiência hídrica. Assim sendo, Doorenbos e Kassam (1979) afirmam que uma umidade disponível adequada durante o período vegetativo é importante para a obtenção da máxima produtividade, porque esse crescimento da cultura é diretamente proporcional à água transpirada.

Dependendo do clima, requerimentos de água de 1.500 a 2.500 mm distribuídos uniformemente são exigidos ao longo do ciclo vegetativo da cana-de-açúcar. Entretanto, nas principais regiões produtoras do Brasil, a precipitação anual média não atinge esses níveis pluviométricos, sendo mais importante, portanto, a distribuição da precipitação ao longo do ano para que haja disponibilidade hídrica principalmente nos estádios fenológicos de crescimento.

Por outro lado, Barbieri e Villa Nova (1977) afirmam que a região Centro-Sul do Brasil apresenta boas condições climáticas para o desenvolvimento e maturação de cana-de- açúcar com precipitação pluvial média anual entre 1.250 a 1.750 mm, fator este que indica haver variabilidade dentro das cultivares atuais e da espécie a ser explorado para este fator.

Da mesma maneira, em estudos enfocando o consumo de água e produção de massa seca pela cultura, Campbell et al. (1960) relatam que cerca de 50 g de água é requerida para a produção de 1 g de matéria seca. Analisando-se as afirmações feitas pelos pesquisadores acima, pode-se concluir que a relação de consumo hídrico com a produção de matéria seca é variável, de acordo com as condições climáticas do local de cultivo, além das condições de manejo do solo e da cultivar escolhida para produção.

No que se refere aos fatores climáticos, o crescimento da cana-de-açúcar mostra-se variável, dependendo do cultivar e das condições ambientais. Valores de temperatura do ar inferiores a 15-21ºC acarretam na paralisação do crescimento da cultura (DILLEWIJN, 1952; BACCHI; SOUSA, 1978; SCARPARI, 2002), sendo que a temperatura ideal para o desenvolvimento da cana-de-açúcar situa-se entre 21° e 35ºC.

(1987), a temperatura basal para a cana-de-açúcar está em torno de 20°C. Estudos mais recentes e com híbridos modernos tem indicado que esta temperatura é questionavel. Assim regiões aptas para o cultivo da cana devem possuir temperatura média anual superior a 20ºC (CASTRO, 2001; SILVA, 2004); acima de 38 °C não há crescimento.

Geralmente, temperaturas altas são bem toleráveis pela cultura, desde que haja irrigação ou umidade no solo. Temperaturas entre 30 e 34ºC favorecem as taxas máximas de crescimento, passando a ocorrer estresse térmico sob condições de temperatura acima dos 35ºC e crescimento praticamente nulo quando a temperatura ultrapassa os 38ºC.

Estudos realizados por Vered e Rao (2010) mostraram que na cultura da cana-de- açúcar a proporção de conversão de energia em termos de produção de matéria seca por unidade de radiação solar interceptada teve uma resposta quadrática em relação à porcentagem de interceptação de luz. Isso indica que a proporção de conversão de energia aumenta de forma linear até 50% da intersecção de luz e acima desse nível a proporção da conversão fotossintética da radiação solar é reduzida.

O crescimento do colmo aumenta quando o fotoperíodo está entre 10 e 14 horas. Segundo Robertson et al. (1999), mesmo a interceptação de radiação não sendo afetada pela ocorrência de períodos de estresse hídrico, a redução de 5% na energia radiante interceptada reduz em 26% a biomassa total, indicando que em áreas com intensa radiação este fator talvez possua maior influência sobre a produção de biomassa que os demais.

3 MATERIAL E MÉTODOS