Kapittel 3 - Veien mot et oljefond
3.6 Tempoutvalgets konklusjoner
O primeiro experimento (a) foi plantado em out./2008 na região de São José do Rio Preto, em solo de textura média classificado como sendo um Argissolo Vermelho-Amarelo distrófico típico, considerado como Ambiente de Produção Intermediário ou do tipo C para produção de cana-de-açúcar. O experimento foi composto por 25 materiais, sendo 23 híbridos (clones) de cana-energia que foram selecionados da população inicial e duas variedades comerciais utilizadas como padrões experimentais, quais sejam, a RB867515 e a RB72454.
As informações Climáticas da região durante a condução do experimento encontram- se na Figura 1.
0 50 100 150 200 250 300 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0
Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun
2008 2009 T e m p e ra tu ra º C
Meses de condução do ensaio (a) Região de S. J. do Rio Preto P_mensal T C_med T C_min T C_max
P re c ip it a ç ã o ( m m ) Fonte: INMET -2012
Figura 1: Precipitação média mensal e temperaturas médias para o período de
condução e avaliação do experimento de competição (a).
Para o plantio, o solo foi preparado de forma tradicional ao que ocorre para o plantio de cana-de-açúcar, com uma operação de subsolagem/escarificação (rasa) a fim de não desestruturar o horizonte B do solo, duas gradagens pesadas e uma gradagem intermediaria, para posteriormente, ser realizada a sulcação no espaçamento de 1,5 metros entrelinhas. Na ocasião do preparo não foi realizada a correção do solo e não se utilizou nenhum tipo de fertilizantes no sulco de plantio e ou em cobertura, sendo que as plantas se desenvolveram apenas com os nutrientes disponíveis no solo. O plantio foi realizado utilizando-se 15 gemas viáveis por metro de sulco e após as mudas terem sido distribuídas e picadas no fundo do sulco de plantio foi realizada a cobrição e aplicação de inseticida – Regent® 250,0 gramas/ha.
O delineamento experimental adotado foi o de blocos inteiramente casualizados com três repetições e as parcelas sendo compostas por cinco sulcos de 15 metros de comprimento totalizando uma área de 112,50 m2 por parcela.
3.2.1.1 Caracteres avaliados e coleta de dados
O período de condução do experimento foi de apenas um ano, ou seja, apenas no primeiro corte. A coleta de dados foi realizada aos oito meses pós-plantio, em cada uma das parcelas experimentais e os materiais genéticos foram avaliados quanto aos seguintes componentes de produção e características:
i. Número de colmos por metro (NCM) – este caracter foi obtido pelo cálculo:
(Numero Total de Colmos da parcela)/(15,0 metros x 5 linhas), ou seja, efetuou-se a contagem do número total de colmos presente em cada sulco (linha) das parcelas experimentais.
ii. Comprimento de colmos (CMC) – mensurado com trena de 5,0 metros, graduada em centímetros, sendo tomados aleatoriamente três colmos em cada um dos três sulcos (linhas) centrais de cada uma das parcelas, totalizando uma amostra de nove colmos/parcela. O comprimento foi aferido a partir do nível do solo até o ponto de inserção da folha +3 no colmo.
iii. Diâmetro médio dos colmos (DMC) – foi mensurado com o auxilio de paquímetro digital, nos mesmos colmos amostrados para avaliação de CMC; as leituras foram realizadas na parte mediana do entrenó localizado na parte mediana do colmo;
iv. Florescimento – A determinação do nível de florescimento foi realizada através de observações visuais de cada parcela atribuindo-se notas para cada uma das situações visualizadas (Tabela 3):
Tabela 3: Escala de notas para avaliação de florescimento em cana-de-açúcar
Nivel Nota
100% das plantas não florescidas e não induzidas 1 100% das plantas não florescidas e até 10% dos colmos
induzidos
2
100% das plantas não florescidas e até 50% dos colmos induzidos
3
100% das plantas não florescidas e mais que 50% dos colmos induzidos
4
Até 20% dos colmos embandeirados ou florescidos 5 Até 40% dos colmos embandeirados ou florescidos 6 Até 60% dos colmos embandeirados ou florescidos 7 Até 80% dos colmos embandeirados ou florescidos 8 Mais de 80% dos colmos embandeirados ou florescidos 9
Embora existam outras formas mais eficientes para determinação do índice real de florescimento, tal como o método proposto por Barbieri et al. (1981), para o objetivo que foi o de inicialmente avaliar a ocorrência de variabilidade genética para este fator dentro da população final selecionada, estes dados foram considerados suficientes.
v. Isoporização – Para quantificação da isoporização foram efetuados cortes transversais em cada um dos internódios ao longo de três colmos coletados por parcela. Em cada um destes internódios observou-se, o grau de isoporização que foi classificado entre 25 e 50 % do diâmetro do entrenó e mais de 50 % do diâmetro total do entrenó tomado pelo processo de isoporização, contando-se cada uma dessas ocorrências. Os resultados obtidos para cada classificação foram divididos pelo número total de internódios isoporizados e multiplicados por 100.
Figura 2: Colmos de cana-de-açúcar em diferentes estágios de isoporização;
vii. Análises de qualidade de matéria prima: Os teores de umidade, teores de sacarose aparente ou simplesmente Pol e Pol percentual da cana, bem como os teores de Fibra e Fibra por cento cana, foram determinadas de acordo com a metodologia preconizada pelo CONSECANA (2006) e conforme os cálculos realizados como descrito por FERNANDES (2003). Para tal foram coletados 10 colmos de cada parcela, que foram encaminhados ao laboratório de qualidade de matéria prima, das unidades industriais onde os experimentos foram plantados. Embora esta metodologia não expresse o teor real de fibra, ela foi utilizada pois é a mais comumente utilizada para o estudo comparativo entre híbridos de cana-de-açúcar tradicional nas experimentações com esta cultura. Como um dos objetivos deste é o de comporar os híbridos de cana- energia com híbridos tradicionais de cana-de-açúcar adotou-se então a mesma metodologia.
viii. Produtividade de Massa Verde total por hectare (TMVH) – para estimar a produção total de massa verde (biomassa) em cada uma das parcelas, coletou-se 10 colmos seguidos em cada um dos três sulcos centrais. Estes colmos foram enfeixados e pesados integralmente (colmos e folhas) e a TMVH foi obtida pela função do número de colmos por parcela e o peso médio de cada colmo, convertendo posteriormente a produção por parcela para produção por hectare.
ix. Tonelada de colmos por hectare (TCH) – Nas mesma amostras de três feixes de 10 colmos coletados de cada parcela, foi realizado o desponte dos colmos ao nível da inserção da folha +3 e novamente foi aferido o peso. Após este procedimento, retirou-
Internódio com Isoporização <25%
Internódio com Isoporização 25% < isoporização < 50%
Internódio com isoporização > 50%
se toda a palha dos colmos e os mesmos foram pesados novamente; do produto entre o número de colmos por metro e o peso médio de colmos limpos calculou-se a TCH de cada parcela;
x. Tonelada de palha por hectare (TPlH) – Foi estimado pelo produto entre o número de colmos por metro e a diferença entre o peso médio de colmos com palha e com ponteiros e peso médio de colmos sem palha e sem ponteiros, da mesma amostra citada no item anterior.
xi. Tonelada de massa seca por hectare (TMSH) – Considerando-se a produtividade de biomassa total –TMVH – e os teores de umidades determinados no laboratório de análises de matéria-prima,, calculou-se a TMSH para cada uma das parcelas, pela multiplicação entre TMVH e o teor de Umidade observado menos 100.