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Forhistorien til bosniske muslimer i Norge

Constitui-se como a primeira etapa da metodologia de projeto e pretende a identificação/definição de um problema e a realidade da qual nós pretendemos atuar e modificar. Ao desenvolvermos um projeto na área da saúde, devemos ter em conta a realidade e as necessidades da nossa população, com o intuito de diagnosticar problemas adequados e desenvolver estratégias adaptadas à resolução desses mesmos problemas. É importante envolver sempre todos os membros das equipas de saúde (ser um instrumento multidisciplinar e de participação/consciencialização), porque são elementos importantes da mudança nas instituições de saúde. É necessário, que durante a análise dos problemas existentes, se tenha em conta o contexto social, económico e cultural onde está inserido esse mesmo problema.

O diagnóstico de situação não é estanque, mas sim um processo dinâmico, alargado, sistémico, contínuo, onde há a necessidade de reformulações constantes (Percursos, 2010). Esta etapa divide-se em dois momentos fundamentais: a identificação do problema e a

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determinação de necessidades (Nunes, 2010). O primeiro passo foi a identificação de um problema junto da equipa do SU, sendo que as necessidades apontadas correspondiam as necessidades do estudante, daí o PDA se centrar nos cuidados de enfermagem ao doente submetido a VMI, em contexto de urgência, no sentido de prevenção de complicações, como é o caso da PAV. Posteriormente tivemos a necessidade de atualizar e reformular objetivos, para assim serem atingidos na sua integralidade e tentar o aperfeiçoamento, envolvendo sempre a equipa de enfermagem.

Os projetos em saúde devem produzir benefícios durante um longo período de tempo e perdurar os seus efeitos. Devem ainda proporcionar trabalho entre equipas e o seu desenvolvimento, inovação, tendo sempre em conta os recursos existentes (Percursos, 2010).

Derivado do diagnóstico de situação, temos a necessidade de definir dois conceitos, o de problema e o de necessidade. Problema é então um “estado de saúde julgado deficiente pelo individuo, pelo médico ou pela coletividade” (Percursos, 2010, p. 11). De acordo com o mesmo autor, necessidade é “a diferença entre o estado atual e aquele que se pretende atingir” (Percursos, 2010, p. 11).

A PBE tem por base os problemas identificados durante a prática clínica. Para que se inicie um projeto/investigação é sempre necessário definirmos um problema, que surge da observação direta, de investigações e problemas anteriores. O problema deve ser avaliado quanto à sua qualidade e pertinência e deste modo deve ser: “concreto e real; reunir condições para o estudo (recursos técnicos e materiais, disponibilidade por parte do contexto onde é realizado); ser operacionalizado através de uma hipótese científica; ser relevante para a teoria e/ou prática; estar formulado de forma clara e percetível por outros investigadores.” (Percursos, 2010, p. 12).

Ao longo do nosso percurso profissional temos a oportunidade de exercer funções num SU de valência médico-cirúrgica, onde nos deparamos frequentemente com doentes críticos, com necessidades de suporte ventilatório imediato e invasivo. Verifiquei que apresentávamos inúmeras lacunas na prestação de cuidados ao doente submetido a VMI, por falta de conhecimentos e inexperiência, daí ser um forte motivo para realização do PDA nesta área.

Os doentes submetidos a VMI apresentam-se como clinicamente mais graves e com tempo de internamento mais prolongado, e deste modo os enfermeiros têm que estar

40 capacitados e treinados nesta área. São situações muito particulares, que não contactamos diariamente e transmitem insegurança no cuidar. A realização de uma revisão sistemática da literatura iria ajudar a colmatar este défice de conhecimentos e ajudar a combater a insegurança na prestação de cuidados. Os doentes submetidos a VMI permanecem pouco tempo no serviço de urgência, sendo transferidos para unidades mais especializadas (como por exemplo UCI’s), após serem devidamente estabilizados. Daí que a falta de prática nestes doentes nos levava a uma intervenção menos segura e menos eficaz.

Após contacto com os profissionais do SU da ULSLA, verificamos que a temática escolhida era pertinente, relevante e com necessidades de educação, em que a grande parte dos profissionais tem dificuldade e sente insegurança na prestação de cuidados ao doente ventilado. Somos os primeiros a abordar o doente em Sala de Emergência e contactamos com situações particulares que se instalam de forma súbita, onde é exigida destreza e rapidez, levando a aumento do stress e falta de tempo ou atenção para medidas de prevenção de infeção. Daí surgirem posteriormente infeções associadas à técnica e ao procedimento em si. A PAV é uma das infeções mais frequentes nas unidades hospitalares e traz consigo muitas problemáticas, nomeadamente na sobrevida do doente, aumento do tempo de internamento, aumento da taxa de mortalidade e repercussões económicas nas instituições de saúde (Germano & Fernandes, 2008). A prevenção de infeção no serviço de urgência é um grande desafio para nós, por ser um serviço complexo, dinâmico, com elevado número de doentes que necessitam de cuidados diferenciados (Stephen, Daniel, Jeremiah & Jonas, 2014) e por vezes são esquecidas e descuradas todas a medidas de prevenção de infeção.

Como profissionais de saúde, necessitamos de um conjunto de saberes e recursos científicos, que permitirão cuidar do doente crítico de forma segura, sistematizada, holística e de elevada qualidade, daí que o problema identificado foi “Défice de conhecimentos na área do doente crítico submetido a VMI e sobre PAV e os seus meios de prevenção”. A temática analisada por nós pretendia assim contribuir para o desenvolvimento das competências especificas K1- Cuida da pessoa a vivenciar processos complexos de doença crítica ou falência orgânica e K3- Maximiza a intervenção na prevenção e controlo de infeção perante a pessoa em situação crítica e/ou falência multiorgânica.

Ao analisar a problemática em geral identificamos alguns problemas parcelares, como: défice de conhecimentos na área da VMI e sobre PAV; défice de conhecimentos em controlo de infeção associados especificamente à VMI; défice de artigos que incidam sobre

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a PAV em contexto de urgência; número reduzido de admissões de doentes que necessitam desta técnica no contexto da urgência onde nos encontramos a realizar estágio e falta de experiência no cuidado ao doente crítico com necessidades de suporte ventilatório.

Como prioridades citamos: - Realização de uma revisão sistemática da literatura sem metanálise, sobre VMI e PAV em contexto de urgência; - Realização de uma parceria de conhecimento e partilha de experiências, com o elo de ligação da Comissão de Controlo de Infeção no serviço urgência; - Beneficiar de todas as oportunidades de experiência com o doente crítico e observar o máximo de cuidados aos doentes que necessitam de VMI; - Aplicação de todas as experiências vividas, no sentido de aumentar e melhorar a qualidade dos cuidados prestados ao doente crítico.

Em relação aos objetivos e de acordo com a Revista Percursos (2010, p. 18), “os objetivos apontam os resultados que se pretende alcançar, podendo incluir diferentes níveis que vão desde o geral ao mais específico.”, estes são considerados um elemento fulcral para a elaboração de projetos deste âmbito e devem ser claros, concisos, com linguagem precisa, que sejam exequíveis/realizáveis e passiveis de ser medidos em termos de qualidade e quantidade.

Assim como objetivo geral definimos “Adquirir conhecimentos teóricos e práticos no âmbito da prestação de cuidados ao doente submetido a VMI no serviço de urgência e promover a melhoria contínua dos cuidados de enfermagem.”. Em relação aos objetivos específicos definimos a realização de uma revisão sistemática da literatura sem metanálise sobre a temática em questão e a elaboração de um artigo sobre a Pneumonia no doente submetido a Ventilação Mecânica Invasiva. Após a definição dos objetivos, procedemos à realização das atividades para atingir esses mesmos objetivos. Em apêndice 5, colocaremos a ficha de diagnóstico de situação.