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Anthony Smith - teori og problemstilling

O PAC foi devidamente planeado com o apoio da equipa de enfermagem e será apresentado no apêndice 11, devidamente estruturado. O planeamento constitui-se como um plano de trabalho que enumera as atividades estratégicas para dar resposta aos objetivos definidos.

Para atingir a competência K2- Dinamiza a resposta a situações de catástrofe ou emergência multi-vitima, da conceção à ação, foi realizado um PAC que se centra na realização de um póster com o sistema de Triagem de Manchester em situação de catástrofe, implementada no serviço onde realizamos estágio e em todos os hospitais nacionais. Para dar resposta aos objetivos definidos definimos como atividades a desenvolver: a observação do Sistema de Triagem realizada no SU, percecionar a forma como é realizada a triagem em situações de catástrofe, a realização do póster anteriormente referido, com os devidos fluxogramas de atuação, pedir a colaboração da chefia no processo de autorizações e colaboração da equipa para escolha do melhor local para afixação do póster. Como todos os projetos há a necessidade de envolver recursos humanos e utilizar recursos materiais. Daí referirmos a professora e a enfermeira orientadora dos estágios, juntamente com a equipa de enfermagem do SU elos fundamentais na concretização deste projeto e como recursos materiais, foram utilizados os manuais de triagem, manuais de procedimentos do serviço, material de consumo informático, livros e artigos científicos.

Catástrofe define-se como um “acontecimento súbito quase sempre imprevisível, de ordem natural ou tecnológica, suscetível de provocar vítimas e danos materiais avultados, afetando gravemente a segurança das pessoas, as condições de vida das populações e o tecido sócio-económico do País.” (Lei nº 113/91 de 29 de Agosto no Artigo 2º, nº 2). De acordo com Koenig & Shultz (2010) a triagem em catástrofe é definida como

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uma rápida avaliação com o objetivo de avaliar o grau de urgência na prestação de cuidados. De acordo com o Grupo Português de Triagem (2002, p. 4), no processo de triagem “O objetivo é fazer triagem de prioridades, ou seja, identificar critérios de gravidade de uma forma objetiva e sistematizada, que indicam a prioridade clínica com que o doente deve ser atendido e o respetivo tempo alvo recomendado até à observação médica.”. A triagem primária utilizada em situação de catástrofe tem uma metodologia diferente, ou seja escolhe o maior número de doentes que se apresentam com uma situação mais estável (que andam por exemplo, sendo classificadas de verde) e não dá prioridade aos doentes mais graves. Os doentes que vêm em maca são categorizados como mortos, vermelhos ou amarelos (Grupo Português de Triagem, 2002). As vítimas que não preencham os critérios de vermelho ou preto são classificadas de cor amarela. Vítimas com Frequência Respiratória inferior a 10 ou superior a 29 ciclos/minuto, um preenchimento capilar superior a 2 segundos e um pulso superior a 120 batimentos/minuto, é atribuída a cor vermelha, às vítimas em apneia apesar de tentativas de permeabilização da via aérea é atribuída a cor preta. Será disponibilizado o póster realizado no apêndice 12 - Póster sobre a Triagem de Manchester em situação de catástrofe.

Para atingir a competência específica do enfermeiro especialista em Enfermagem em Pessoa em Situação Crónica e Paliativa, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre Alzheimer, classificada como uma doença crónica e incapacitante, no sentido de aumentar conhecimentos acerca da mesma. Para atingir o objetivo anteriormente definido, foram desenvolvidas as seguintes atividades: definir Alzheimer, a sua fisiopatologia, causas, diagnóstico, prevalência/incidência e tratamento, para poder aumentar o nível de conhecimentos na área e assim prestar cuidados de qualidade aos doentes portadores de doença crónica incapacitante/evolutiva. Foi envolvida a professora e a enfermeira orientadora, juntamente com a equipa de enfermagem do SU e da UCI. Como recursos materiais foram utilizados materiais de consumo informático.

No SU a afluência de doentes com demências verifica-se cada vez mais e daí a nossa necessidade de aprofundar conhecimentos sobre o Alzheimer. O aumento da esperança de vida e consequentemente o aumento da doença crónica torna mais significativa a afluência de doentes com esta patologia aos serviços hospitalares, para tratamento de intercorrências agudas resultantes da doença crónica.

56 Com a sua vertente de tratamento urgente de doença aguda nem sempre o contexto de SU consegue dar resposta às necessidades holísticas deste grupo de doentes, fragilizados pela sua dependência e vulnerabilidade física, psíquica e social. A deterioração física e propensão para o surgimento de complicações inerentes à situação de imobilidade e dependência, facto para o qual os enfermeiros são autónomos na atividade diagnóstica e cuja intervenção minimizará complicações como: risco de infeção respiratória, por expetorar ineficaz, necessidade de posicionamentos promotores de uma ventilação eficaz, risco de Infeções do Trato Urinário, por quadro de desidratação, incontinência, risco de desnutrição, necessidade de ajuda nos auto-cuidados (comer, vestir, posicionar, transferir e deambular), risco de queda acrescido pelas alterações do estado de consciência, risco de aspiração por compromisso da deglutição, risco de úlcera de pressão e anquilose, de entre outros.

As alterações do comportamento levam muitas vezes a sedações exageradas e desnecessárias, com os riscos que estas implicam. Os profissionais de saúde normalmente têm falta de capacidade para lidar com estas situações e conseguir a adesão dos doentes ao regime terapêutico e medicamentoso. Ao longo da pesquisa averiguamos dados estatísticos sobre a prevalência de Alzheimer em Portugal, quais os recursos terapêuticos, o impacto da doença e os principais cuidados a ter, tendo por base o Plano Nacional de Intervenção Alzheimer concretizado em Outubro de 2009. A pesquisa foi disponibilizada à equipa de enfermagem e será apresentada no final do trabalho no apêndice 13 – Pesquisa sobre a doença Alzheimer.

Os projetos deste âmbito apresentam sempre constrangimentos que têm que ser ultrapassados, de forma a atingir os objetivos propostos. Na realização deste PAC equacionamos os seguintes constrangimentos e a forma de os ultrapassar, tais como:

- Dificuldades na aprovação para afixação do póster, que foi ultrapassado com o pedido frequente às pessoas responsáveis e caso não fosse aprovado, seria sempre uma área de interesse e pretendíamos com o mesmo aumentar o nível de conhecimentos na área da catástrofe;

- Falta de pertinência da temática escolhida, considerada por parte dos restantes colegas de equipa, que foi ultrapassada com o envolvimento e com a persuasão dos mesmos para a necessidade de estarmos formados nestas temáticas;

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- Não possuir conhecimentos na área de Triagem de Manchester, que foram ultrapassados pela pesquisa, pelo estudo e pela observação direta da Triagem de Manchester efetuada no SU;

- Possuir poucos conhecimentos acerca da doença de Alzheimer.

Passaremos a descrever a avaliação e a divulgação do PAC realizado para atingir as competências que não foram atingidas com o PDA.