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Tradisjonelle bosniske muslimer om integrering

Kapittel 8: Bosnisk-muslimske familier og deres integrering i Norge

8.3 Tradisjonelle bosniske muslimer om integrering

Definição do Problema

Estudante: Ana Margarida Marinheiro Cerqueira Leiras Instituição: Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano Serviço: Urgência

Título do Projeto: Intervenções de enfermagem na prevenção da Pneumonia associada à Ventilação Mecânica Invasiva (VMI), em contexto de urgência.

Explicitação sumária da área de intervenção e das razões da escolha (250 palavras):

Ao longo do nosso percurso profissional tivemos a oportunidade de exercer funções num Serviço de Urgência de valência médico-cirúrgica, onde nos deparávamos frequentemente com doentes críticos com necessidades de suporte ventilatório imediato e invasivo. Verificamos que existiam inúmeras lacunas na prestação de cuidados ao doente submetido a VMI, por falta de conhecimentos e por inexperiência, daí ser um forte motivo a realização do Projeto de Desenvolvimento Académico nesta área. Os doentes submetidos a VMI permanecem pouco tempo no serviço de urgência, sendo transferidos para unidades mais especializadas (como por exemplo Unidades de Cuidados Intensivos), após serem devidamente estabilizados. Daí que a falta de prática nestes doentes nos levava a uma intervenção menos segura e menos eficaz. Como profissionais de saúde, necessitamos de um conjunto de saberes e recursos científicos, que permitirão cuidar do doente crítico de forma segura, sistematizada, holística e de elevada qualidade. Deste modo, os cuidados de enfermagem ao doente em VMI necessitam de competências técnicas e interpessoais (1). Assim a temática a analisar, irá contribuir para o desenvolvimento da competência específica K1- Cuida da pessoa a vivenciar processos complexos de doença critica ou falência orgânica e da K3- Maximiza a intervenção na prevenção e controlo de infeção perante a pessoa em situação critica e/ou falência orgânica (2).

A VMI consiste num método de tratamento de doentes com insuficiência respiratória que acarreta elevadas complicações e riscos, pela sua especificidade (3). É necessário para isso que como enfermeiros tenhamos conhecimentos sobre os princípios da VMI de forma a estarmos habilitados a prestar cuidados e que sejamos capazes de identificar rapidamente os problemas e responder eficazmente às necessidades dos doentes e famílias, na medida

que “o enfermeiro continua sendo holisticamente responsável pelo bem-estar do paciente e não pode estar fora do contexto do suporte ventilatório” (4).

Diagnóstico de situação Definição geral do problema

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Défice de conhecimentos na área do doente crítico submetido a VMI e sobre Pneumonia associada à VMI e os seus meios de prevenção.

Análise do problema (contextualização, análise com recurso a indicadores, descrição das ferramentas diagnósticas que vai usar, ou resultados se já as usou – 500 palavras)

Ao longo da nossa prática profissional surgiu a necessidade de sistematizar conhecimento na área do doente crítico, e deste modo nasceu a ideia de realizar uma revisão sistemática da literatura sem metanálise sobre a VMI, cuidados de enfermagem a ter com o doente em sala de emergência, no sentido de prevenir complicações posteriores, como por exemplo Pneumonia associada à Ventilação Mecânica, que por sua vez é definida como todo o processo de respiração artificial que envolve um aparelho mecânico que substitui a função respiratória, que ajuda a melhorar a oxigenação e a mecânica pulmonar (5). Os doentes submetidos a VMI, apresentam-se clinicamente como mais graves e com tempo de internamento mais prolongado, deste modo os enfermeiros têm que estar capacitados, possuir conhecimentos, para assim prestar cuidados de saúde seguros e eficazes, daí a necessidade de abordar esta área (6). São situações muito particulares, que não contactamos diariamente e transmitem normalmente insegurança no cuidar. Um estudo realizado numa UCI de um hospital, concluiu que o conhecimento dos enfermeiros na VMI, não é satisfatória e que há necessidade de ampliar o seu conhecimento. Ainda refere que as instituições de saúde deveriam criar programas de treino de todos os profissionais que trabalham na área do doente crítico (3).

O enfermeiro é o primeiro a abordar o doente em Sala de Emergência, contactando posteriormente a restante equipa, e por vezes são situações que se instalam de forma súbita, onde se exige destreza e rapidez, levando a aumento do stress e falta de tempo ou atenção para medidas de prevenção de infeção. Daí surgirem posteriormente infeções associadas à técnica e ao procedimento invasivo em si. A pneumonia associada à VMI (PAV) é das infeções mais frequentes nas unidades hospitalares, tendo uma prevalência de 9 a 27%, sendo que a taxa de mortalidade varia entre 20 a 70% (7). Traz muitas problemáticas consigo, nomeadamente na sobrevida do doente, aumento do tempo de internamento e também um aumento da taxa de mortalidade, para além das repercussões económicas que acarreta para as instituições. A PAV pode ser de início precoce (nos primeiros quatro dias) e início tardio (pneumonia com inicio após quatro dias de internamento). Incide-se a atenção na pneumonia de início precoce, que pode estar associada à falta de assepsia durante os procedimentos de entubação traqueal e aspiração de secreções, e que a sua prevenção requer conhecimento e treino por parte das equipas (5). Habitualmente apresenta menor gravidade clínica, e pode ser prevenida, com medidas adequadas (eficaz higienização das mãos, uso de material de proteção individual, técnica asséptica na aspiração de secreções brônquicas, elevação da cabeceira do doente, recurso a entubação nasogástrica para alimentação e também substituição periódica dos circuito de tubos do ventilador (5).

A prevenção da infeção no serviço de urgência é um grande desafio para nós, por ser um serviço complexo, dinâmico, com elevado número de doentes que necessitam de cuidados diferenciados (8), e por vezes estas questões são esquecidas, daí centrar a nossa atenção nos cuidados de enfermagem para a prevenção de pneumonia associada à VMI.

Sabemos que devido à condição socioeconómica atual do nosso país, existe falta de profissionais de saúde e que por vezes apenas um enfermeiro se encontra a prestar cuidados a um doente em situação complexa. Contudo apesar da complexidade, devemos manter todas as medidas de controlo de infeção, no sentido de prevenção de complicações e consequentemente melhorar a qualidade dos cuidados de enfermagem. Em contexto de urgência, a

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maioria dos doentes que necessitam de VMI, necessita também de exames complementares de diagnóstico, havendo a necessidade de transportar e movimentar o doente, durante um longo período de tempo, saindo de um ambiente potencialmente seguro, para um ambiente desconhecido, onde podem ocorrer eventos adversos e complicações (9). Daí ser extremamente necessário abordar esta temática, no sentido de desenvolver aprendizagens, conhecimentos, que nos permitam adquirir uma prática mais segura.

Identificação dos problemas parcelares que compõem o problema geral (150 palavras) - Défice de conhecimentos na área da VMI;

- Défice de conhecimentos sobre Pneumonia associada à VMI;

- Défice de conhecimentos em Controlo de Infeção associados especificamente à VMI;

- Défice de artigos que incidam sobre a Pneumonia associada a VMI, em contexto de urgência (Pneumonia Precoce); - Numero reduzido de doentes que necessitam desta técnica no contexto da urgência onde nos encontro a fazer o estágio;

- Falta de experiência no cuidado ao doente crítico com necessidades de suporte ventilatório.

Determinação de prioridades

- Realização de uma Revisão Sistemática da Literatura sem metanálise sobre VMI e Pneumonia associada à mesma, em contexto de urgência;

- Realização de uma parceria de conhecimento e partilha de experiências, com o elo de ligação da Comissão de Controlo de Infeção no serviço de urgência;

- Beneficiar de todas as oportunidades de experiência com o doente crítico e observar o máximo de cuidados prestados a doentes que necessitam de VMI, tanto em Sala de Emergência como no Serviço de Observação do serviço de urgência;

- Observação dos cuidados prestados ao doente ventilado na Unidade de Cuidados Intensivos;

- Aplicação de todas as experiências vividas, para aumentar e melhorar a qualidade dos cuidados prestados ao doente crítico.

Objetivos (geral e específicos, centrados na resolução do problema. Os objetivos terão que ser claros, precisos, exequíveis e mensuráveis, formulados em enunciado declarativo):