2.4 METODE-, KILDEKRITIKK OG FORFATTERS FORFORSTÅELSE
2.4.3 Forfatterens forforståelse
De uma maneira geral o planeamento contém as seguintes fases: preparação, elaboração, execução e controlo. Pires, (1995) indica no quadro 5 as fases do processo de planeamento e as suas respectivas tarefas.
FASES TAREFAS ESPECIFICAÇÕES
Preparação
Especificação das finalidades do planeamento
Vocação, missão, filosofia, credo
Levantamento da situação Desportiva, paradesportiva,
extradesportiva Análise da situação desportiva
(diagnóstico)
Suporte à decisão
Realização de estudos Suporte à decisão
Prognóstico Conjectura sobre o que há-de
suceder...
Processo p/ a tomada de decisão Relatório
Controlo, avaliação e rectroacção Em tempo real
Elaboração
Previsão Especificação sobre o que há-de
suceder Definição de prioridades sociais e
desportivas
Por áreas, sectores, etapas, fases, segmentos, modalidades.
Determinação de objectivos
Elaboração e selecção de estratégias Elaboração de programas e de projectos
Controlo, avaliação e rectroacção Em tempo real
Execução
Execução Implementação dos programas e
projectos
Controlo, avaliação e rectroacção Em tempo real
Controlo
Avaliação O que se propõe é que se organize
um sistema de controlo em paralelo para que as correcções se realizem tanto quanto possível em tempo real. Rectroacção
Controlo, avaliação e rectroacção Controlo, avaliação e rectroacção
Quadro 5 – Tarefas do processo de planeamento - Adaptado por Pires,G. (1995) de Pinho, I et al (1982); Ezequiel Ander-EGG (1989)
Quanto a preparação, segundo o autor é uma fase onde se tomam as grandes decisões de carácter económico e ideológico. Aqui tem lugar a realização das tarefas relacionadas com a elaboração do planeamento, e é importante, por parte de quem planeia, desejar um futuro diferente daquilo que seria caso não tivesse existido planeamento. Este mesmo autor, refere que ao planearmos um projecto desportivo para um clube ou autarquia, temos de partir do princípio de que o nosso planeamento vai modificar positivamente os acontecimentos, que teriam menor qualidade e ou/ quantidade se tivessem acontecido sem plano. Até mesmo dizendo que «a
necessidade de haver um planeamento útil, e com capacidade de construir um futuro diferente que se procura ajustar à complexidade da mudança».
Qualquer sistema é, de alguma forma, condicionado por um conjunto de variáveis externas, que segundo Pires, (1995) são influenciadores do desenvolvimento, entre elas, conta-se com o meio físico, os ambientes cultural, social, económico, entre outros que caracterizam uma região ou nação. Por este facto, o autor cita José Esteves (1975) quando este considera que, ”existe uma relação muito íntima entre o nível desportivo e as instituições políticas, a organização social, o desenvolvimento económico, a duração da escolaridade obrigatória, a protecção hospitalar e assistencial, etc... “ Deste modo, temos de considerar segundo Pires, G. que o desporto não se produz no vazio, na medida em que as práticas desportivas são, a todo o momento, influenciadas por todas as variáveis que denominamos de “elementos extra-desportivos” que se materializam através das condições físicas e climáticas do território; demografia; trabalho; tempo livre; salários; saúde; condições económicas que se definem através da utilização dum conjunto de indicadores, como por exemplo as despesas familiares, a taxa de poupança das famílias portuguesas, a taxa de mortalidade infantil, etc. Este autor tem consciência que é sobre estas realidades que os “tomadores de decisão” têm de elaborar as suas conjecturas e preparar os seus planos.
A elaboração é a fase em que se realiza o planeamento, e onde se esclarece a vocação e a missão, a filosofia e o credo da organização. Nesta fase estabelecem as previsões, determinam-se objectivos, escolhem-se estratégias, organizam-se políticas, e desenham-se os programas e os projectos, em que se esclarece o sistema de controlo e de rectroacção. O autor relembra ainda que, esta fase deve estar sustentada, por um conjunto de técnicas de programação de projectos.
Quanto a execução, Pires, G. (1995) é uma fase de realização do projecto inicial, passando para a prática tudo aquilo que se idealizou na fase anterior. Este trabalho é composto por uma equipa, e cada elemento tem de realizar aquilo que foi determinado no processo de planeamento. O autor relembra ainda que nesta fase supõe a existência dum centro de coordenação onde são organizados todos os circuitos de informação que levaram por um lado estar-se informado, e, por outro informar e provocar readaptações.
Finalmente, presenciamos a fase de controlo. Aqui, Pires, G.(1995) considera importante uma boa condução deste processo, pois caso contrário, podem gerar
situações de desadaptação e de desinteresse. Contudo é importante não esquecer que os objectivos principais nesta fase: “(...) Assegurar a regularidade do padrão de comportamento em relação ao pré-determinado; adaptar a organização ao seu meio envolvente e estabelecimento de uma organização em situação de homeostasia”. Durante esta fase, o autor acrescenta que de uma forma estrita, o reenvio constante dos resultados e análises aos agentes desportivos nos diferentes níveis do sistema, a recolha de opiniões e de novos resultados é um processo de controlo e de rectroacção que nada tem haver com o que foi estabelecido no final da execução de todo o processo.
Pires ainda relembra que este processo de controlo, é continuamente ajustado entre os objectivos desportivos globais e as diferentes políticas aplicadas a cada sector desportivo, ou a diferentes áreas ou etapas de desenvolvimento. Actualmente, Ralph Stacey (1992) citado por Pires, G. (1995) considera que os gestores abordam o processo de controlo como circuito de “feedback” , segundo duas vertentes:
• “O controlo é visto como um processo de planeamento e de acompanhamento, o que pressupõe hierarquias claras com papeis bem definidos, regras, regulamentos e procedimentos de forma a que os objectivos possam ser controlados.”
• “ O controlo pode ser visto como um processo ideológico por natureza. Nesta segunda situação, o controlo passa a ser exercido através das crenças partilhadas numa visão comum dum sistema de valores e duma cultura. Neste caso já não é só o processo de planeamento que está em causa mais sim toda a vida do sistema ou da organização.”