4.1 BEHOVET FOR ØKT FOKUS PÅ KOMPETANSEUTVIKLING AV SERTFISERTE
4.1.3 Delkonklusjon
Para Gofrey Blanton (1997)66, “…se o século XX foi o da produtividade, o próximo será marcado pela qualidade”. Indo de encontro à Teoria da Curva Signóide, o desporto já teve a sua fase de implantação, depois a do crescimento e agora encontra- se na fase de maturação, estando a viver um período de grande turbulência e agitação. E aqui o autor é peremptório quando afirma que o factor de sucesso será a capacidade de produzir algo que as pessoas escolham em detrimento da concorrência. Acrescenta, ainda, que o poder mudará de mãos, passando das mãos de quem produz grandes quantidades para quem produz com elevada qualidade, aos olhos do cliente.
Segundo Manuel Sérgio, (2003) o desenvolvimento desportivo apresenta-se com o crescimento da humanidade, através dos meios que são específicos à prática do desporto. Diz ainda que, por seu intermédio, se alcance: “saúde e aptidão (...) e que o praticante aprenda a ser mais homem, poder reflexivo e espírito crítico”.
Para que haja desenvolvimento desportivo é necessário pois, presenciar o desenvolvimento nas pessoas, e isso consegue-se através da sua formação, dando- lhes valor. Sendo assim Cardoso (1997) diz que a formação é decisiva e deve ser assumida como que se de um investimento em pesquisa e desenvolvimento se tratasse. Diz ainda que caminhamos para uma época em que as empresas e as organizações encontram-se em aprendizagem permanente, estimulando o espírito empreendedor e criando assim organizações curiosas e inspiradoras, adquirindo no futuro uma postura ética e responsável Deste modo, o objectivo de uma organização passa a ser o desenvolvimento e não o crescimento, embora nem sempre o crescimento se traduza em desenvolvimento.
Rod Canion, no livro Líderes e Liderança, alerta para o facto de o crescimento e o sucesso, esconderem muitos “males” e “erros” da empresa, acrescentando que não devemos defender unicamente o crescimento.
Por outro lado, a formação dos agentes desportivos de uma região, pode ocasionar saltos quantitativos e qualitativos no desenvolvimento desportivo dessa mesma região. A este propósito, Sousa (2005) considera que o nosso país é o único da
66 Blanton Godfrey tem a tarefa de dar continuidade ao trabalho pioneiro de Joseph Juran: orientar as
organizações na direcção da qualidade. Uma área que segundo ele, onde há muito a fazer. Sobretudo nos governos. Dizendo até que ”Todos os consultores de qualidade do mundo não seriam suficientes para os governos, escolas e hospitais”.
U.E. cujo governo não mostra qualquer compromisso político para incluir o empreendedorismo no sistema desportivo. O autor refere que esta opinião foi baseada num estudo de uma comissão de peritos que avaliou as iniciativas de educação e formação para o desenvolvimento do espírito empreendedor nos países da União Europeia. O autor afirma que a conclusão infelizmente não poderia ser mais nefasta para o nosso país. Pois afirma que a nível do ensino primário não existe quaisquer medidas específicas para promover o empreendedorismo e, no Ensino Secundário as iniciativas para promover as competências empreendedoras possuem uma aplicação limitada e ocasional.
Gary Hammel (1996), considera que para o actual estado do desenvolvimento, as organizações – sejam elas vocacionadas para o desporto ou não, defendemos nós – confrontam-se com um conjunto de princípios que se filiam numa atitude revolucionária a qual, no essencial, visa aumentar significativamente as suas oportunidades de descoberta de estratégias inovadoras. Essa atitude implica: não tornar o planeamento estratégico num exercício de rotina; a necessidade de se libertar da tirania da experiência; esquecer os dogmas e criar as suas próprias regras; fazer participar as pessoas na elaboração da estratégia; lançar-se, mesmo desconhecendo o resultado final; ousar a redefinição das fronteiras do sector e encorajar o “patriotismo” empresarial67. É evidente que existe aqui um dilema, difícil de ser gerido, precisamente, como encontrar e estabelecer o ponto de equilíbrio entre as forças que implicam as forças a mudança e as forças da estabilidade, que permitam o desenvolvimento.
No âmbito do desenvolvimento desportivo, é de máxima importância compreender a situação actual do nosso país. E para Brito (2005), Portugal atravessa um momento de crise, em várias áreas, mas realçando as grandes dificuldades na consolidação das finanças. O autor apresenta quatro indicadores que ajudam a compreender o que acontece hoje em Portugal:
• O baixo nível de habilitações académicas e profissionais;
• O insucesso e o abandono escolar precoce;
• A falta de transferência na vida pública e um crescente desinteresse e desconfiança dos cidadãos na política;
• A pouca eficiência do Estado de Direito.
67 No que concerne ao “patriotismo” empresarial Gary Hammel sustenta que se os líderes descerem do
seu pedestal encontrarão várias pessoas que lutam contra as regras vigentes, Simplesmente não são ouvidas. Caso não as deixe perturbar a ordem estabelecida no seio da sua organização elas fá-lo-ão, mais tarde ou mais cedo, mas no exterior... e contra si.
Já no âmbito desportivo, Brito (2005) também considera que por se tratar de um fenómeno social, não escapa à crise nacional, sendo urgente que os diferentes agentes e estruturas do movimento desportivo encontrem uma alternativa ao actual modelo desportivo, numa óptica completamente diferente, realçando que “temos que intervir nas causa dos problemas e não sobre as suas manifestações” para permitir uma boa utilização dos recursos e optimizar os investimentos, para que o desenvolvimento seja uma realidade.
Gustavo Pires no 7º Congresso subordinado ao tema “Empreender e Cooperar num Mercado Global, afirma que “quando falamos em desenvolvimento do desporto, na dialéctica entre empreendedorismo e cooperação e em projectos para o futuro toda a discussão tem de ser realizada numa situação de igualdade de cidadania”.