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2 Material and methods

2.2 Experiment 2: Grazing glasshouse trial

2.2.2.1 Forage species

Foram realizadas entrevistas presenciais com funcionários das estações utilizando roteiro estruturado previamente elaborado, com gravação e posterior transcrição dos relatos dos entrevistados. Foram entrevistados 12 funcionários no período compreendido entre 01/06/2011 e 07/03/2013. O registro das informações foi realizado por meio de gravação, com posterior transcrição dos relatos dos entrevistados. O roteiro das entrevistas realizadas consta do Apêndice C. Em relação aos temas abordados, destacam-se os seguintes:

 os aspectos positivos e negativos relacionados ao deslocamento das pessoas com

deficiência visual, incluindo a avaliação e o impacto dos fluxos dos demais usuários;

 o preparo dos empregados para auxiliar as pessoas com deficiência visual e para atuar em

situações de anormalidade;

 as contribuições da informação integrada (tátil/visual/sonora);  os aspectos a serem aperfeiçoados.

A entrevista aplicada aos funcionários das estações possibilitou a identificação dos fatores que impactam a gestão dos processos relacionados à gestão do atendimento aos usuários com deficiência visual, à orientação dos estagiários e às estratégias de fluxo em situações de anormalidade nas estações. Entre os aspectos positivos, foram ressaltados tópicos relacionados à configuração das estações. Em relação a esta, foi destacada a facilidade de conexão nas estações com mezaninos compartilhados e em decorrência dos elementos de circulação vertical – como elevadores em todos os acessos nas novas estações e também

escadas fixas ou rolantes, rampas e elevadores, posicionados estrategicamente próximos uns aos outros, o que facilita a identificação do percurso pelo usuário. Outra facilidade mencionada foi a existência de duas escadas rolantes em cada acesso – para subir e para descer – e a possibilidade de associar a estratégia de embarque preferencial com o posicionamento das escadas rolantes. Quanto ao sistema de informação, foi destacada a existência de piso tátil nas novas estações, proporcionando autonomia à pessoa com deficiência visual.

Quanto aos aspectos negativos, foram destacados os seguintes: a amplitude, a complexidade e a elevada demanda das estações, associadas à falta de capacitação dos usuários com deficiência visual, o que faz com que haja necessidade de auxílio para embarque e desembarque apesar da existência de piso tátil. Tal condição é agravada pela grande distância a ser percorrida entre os bloqueios e os acessos das estações ou terminais integrados, pelo fluxo e contrafluxo de pessoas no mesmo piso tátil direcional e pela proximidade entre o piso tátil direcional e as colunas existentes nas estações. Outro aspecto negativo destacado está relacionado ao posicionamento dos elevadores longe do local de embarque preferencial, impondo a circulação na plataforma. Outro motivo de desaprovação é a falta de escadas rolantes entre mezanino e plataformas em todas as estações. Quanto à ambiência, foi enfatizado o contraste do aspecto visual e dos recursos disponíveis nas estações novas e antigas e a inexistência de faixa de travessia e semáforos junto aos acessos. Sobre o preparo da equipe para agir em situações de anormalidade, é unânime o entendimento de que o treinamento e as orientações contidas nos manuais e procedimentos são suficientes para dar segurança para que cada empregado possa agir corretamente. No caso de eventual anormalidade no trem, foi destacada a necessidade da integração das equipes da estação e do CCO e do auxílio mais efetivo às pessoas com deficiência, mantendo-as em área resguardada até a normalização da situação. Nessa condição, a existência do carro preferencial facilita a atuação das equipes de tráfego e de estação. Foi destacado que é preciso estar sempre de prontidão para garantir a segurança das pessoas com deficiência visual assim como é importante que o serviço de monitoração de embarque e desembarque esteja disponível durante todo o período de prestação de serviço, ainda que a distância. Outro ponto ressaltado foi a necessidade de atenção especial nas conexões entre o sistema de transporte integrado (ônibus urbano, trem metropolitano). Sobre o fluxo, há consenso de que a elevada demanda afeta todas as estações e não somente as estações de conexão, o que impõe um ritmo intenso

para atendimento às necessidades dos usuários, notadamente às daqueles que fazem uso do sistema em horários de pico para ir e voltar do trabalho e que, portanto, têm pressa como os demais usuários. Foram apontados conflitos nas plataformas, nas escadas, no mezanino: as pessoas param sobre o piso tátil e não respeitam o embarque preferencial. Sobre as contribuições do sistema de informação, foram destacados o prejuízo da compreensão da informação sonora em função do ruído de chegada e saída dos trens nas plataformas; a dificuldade de legibilidade da comunicação visual em função do dimensionamento e contraste dos textos e a dificuldade de uso do Braille por parte das pessoas com deficiência visual. Sobre a sinalização tátil no piso, foi destacada a proximidade do piso tátil com obstáculos – corrimãos, lixeiras, extintores, pilares – e a baixa utilização do piso tátil pelas pessoas cegas, havendo a necessidade de maior envolvimento dos empregados para capacitar as pessoas com deficiência visual a utilizar o piso tátil, notadamente nas estações mais novas, com portas nas plataformas. Um aspecto relatado com frequência diz respeito à necessidade de educação dos usuários por meio da veiculação de campanhas ou mensagens sonoras para orientação em relação ao atendimento preferencial, ao embarque preferencial e ao assento preferencial. Sobre os aspectos a serem aperfeiçoados, destaca-se a necessidade de maior alinhamento entre os supervisores nos vários turnos de trabalho para que haja coerência nas orientações e cobranças em relação às estratégias de atendimento pelos estagiários – posicionamento nos pontos críticos das estações, agilidade no atendimento ou procedimentos nas diferentes situações. Isso é importante devido ao fato de que os estagiários convivem com supervisões de diferentes escalas, ao contrário dos funcionários, que seguem juntos em uma mesma equipe com um mesmo supervisor. Outra questão para melhoria está relacionada à adequação da quantidade de funcionários para agilizar o atendimento às pessoas com deficiência visual, principalmente nas estações com terminal de ônibus urbano, em função do tempo dispendido para auxílio no percurso entre a estação e o terminal. Ainda sobre os empregados, foi destacada a importância da ação efetiva dos empregados abordando os usuários que não respeitam o local de embarque preferencial, que param ou colocam bagagens sobre o piso tátil, dificultando o deslocamento da pessoa com deficiência visual, e que ocupam indevidamente os assentos preferenciais nos trens. Os relatos dos funcionários das estações entrevistados foram codificados segundo categorias, possibilitando a análise do conteúdo e a quantificação das opiniões.