4. Results and discussion
4.2 Customs
4.2.1 Food consumed daily, weekly and monthly
“ A plebe apenas pode fazer tum ultos. Para fazer um a revolução, é preciso o povo.” “ Quant o a lisonj ear a m ult idão, j uro que não posso! O povo est á no alt o, a m ult idão est á no fosso.” V ict or H u go
1 .2 .1 .
o;cloj
: Mais Que Um a PalavraDiant e do que expusem os at é aqui, podem os perceber que o t ext o do Evangelho de Marcos não é de form a algum a neut ro, nem pret ende sê- lo. Trat a- se de um t ext o inserido num am bient e desafiador, e procura responder a esses desafios de seu cont ext o apresentando Jesus de form a nova, com o dissem os ant eriorm ent e.
Num a const rução lit erária com o est a, em que o aut or serve- se de diversos elem ent os exist entes em sua época, t ant o no que diz respeit o à form a com o ao cont eúdo, para criar um a obra coraj osam ent e nova, nenhum elem ent o pode ser considerado ocasional.
Aquilo que poderíam os cham ar de “ coragem redacional” do autor vai desde a opção pelo gênero lit erário narrat ivo até a m ont agem da dinâm ica est rut ural e a escolha das palavras do t ext o, que t êm cert am ent e significado para a t ram a da hist ória.
Dest acam os, nesse sent ido, a presença de um a palavra “ inesperada” usada pelo evangelist a várias vezes no decorrer da narrativa – inesperada por sua conot ação à época da escrit uração e
pela ênfase dada à m esm a na narrat iva m arcana em que, com o verem os, ganha papel de dest aque. Trat a- se da palavra
o;cloj
.Esse t erm o, que poderíam os t raduzir com o “ m ult idão” , t em significados sociais e polít icos acent uados, que Marcos parece conhecer e assum ir em seu Evangelho de form a elaborada e conscient e.
I nicialm ent e, conform e nos indica Ahn Byung- Mu28, const at am os que Marcos é o prim eiro aut or do Novo Test am ent o que ut iliza essa palavra. O t erm o não aparece nos escrit os do Novo Test am ento anteriores a Marcos – a saber, as epístolas de Paulo, concluídas cerca de dez anos ant es do Evangelho de Marcos29, e o uso da palavra nos escrit os post eriores a est e Evangelho ( nos dem ais Evangelhos, em At os e no Apocalipse) parecem t er sido derivado do uso que o evangelist a Marcos faz do m esm o. Nem m esm o a discut ida “ Font e Q” , usada pelos evangelist as Lucas e Mat eus, segundo a “ Teoria das Font es” , apresenta uso significat ivo dessa palavra. De fat o, segundo a reconstrução feita por Kloppenborg30
, a palavra t eria sido usada apenas seis vezes nos textos at ribuídos a Q31.
Mas qual seria a origem dessa palavra, e qual a im port ância de est udarm os esse t erm o no Evangelho de Marcos?
A palavra, de origem incert a 32, é um substantivo provavelm ente relacionado com o verbo
evnocle,w
, “ causar confusão ou t um ult o” ou28Ahn Byung-Mu, “ Jesus and t he m inj ung in the gospel of Mark” , em Minj ung
Theology: people as the subj ects of history, Edited by The Com m ission on
Theological Concerns of the Christian Conference of Asia ( CTC- CCA) , New York: Maryknoll, 1983, p.149.
29Carlos Bravo Gallardo, Jesus hom em em conflito: o relato de Marcos na Am érica
Latina, São Paulo: Paulinas, 1997. ( Coleção Estudos Bíblicos) .
30John S. Kloppenborg, Q Parallels: Synopsis Critical Not es & Concordance, Sonom a: Polebridge, 1988.
31Tom ando com o referencial o Evangelho de Lucas, essas passagens seriam : 3,7; 7,9; 7,24; 11,14; 11,29 e 12,54. Com exceção de 3,7, que refere- se às m ultidões que buscavam o batism o de João, as dem ais passagens est ão relacionadas a um contexto de cuidado de Jesus com as pessoas, ensino ou realização de m ilagres, aparentem ente sem nenhum a conotação especial.
32Dicionário I nternacional de Teologia do Novo Testam ento, p.1743 / Theological Dictionary of The New Testam ent ( Gerhard Friedrich) p.582.
com
ovcle,w
, “ im pelir ou causar problem as” . Seu significado, num prim eiro m om ent o, denot aria um a m ult idão de pessoas reunidas, um aj unt am ent o de várias pessoas, em cont rast e com o individual/ privado e em cont rast e t am bém com a arist ocracia ou pessoas im port ant es. Essa “ aglom eração de pessoas sim ples” , sem poder, pode ser ent endida com o que cham aríam os hoj e de “ m assa” , e a palavra parece t er alt o grau de depreciação m oral ( que pode ser ainda m ais evidente se considerarm os a relação desse substantivo com os verbos cit ados acim a! ) . A palavra era usada ainda para referir- se a um dest acam ent o m ilit ar, ou a pessoas que serviam ou acom panhavam um exércit o, encarregadas de t rabalhos servis – não se referindo nunca a qualquer t ipo de liderança, m esm o nesse caso33.Na Septuaginta, a palavra aparece cerca de 60 vezes apenas, especialm ent e em textos t ardios do Ant igo Test am ent o, norm alm ent e usada de m odo pej orat ivo ou para referir- se a um grupo indefinido de pessoas, um a “ grande m ult idão” . O t erm o parece indicar, nas passagens da Sept uagint a, t ant o um fat or num érico – um a grande quantidade de pessoas – quanto o social – a “ m assa” , um a aglom eração irregular, diferenciada de “ povo” ou “ povo de Deus” .
Verificando alguns t ext os da Sept uagint a em que a palavra é usada, percebem os t am bém ênfase num a conot ação m ilit ar ( Ezequiel 23,46; Josué 6,13; 2 Sam uel 15,22; 2 Crônicas 20,15; 1 Macabeus 1,17; 20,29, dent re out ros) . Na m aioria dos casos percebem os que a palavra é usada com referência ao exércit o inim igo, t am bém em cont rast e com os j udeus.
Dessa form a, em 2 Crônicas 20,15, por exem plo, o t erm o é usado para dist inguir o exércit o inim igo em oposição ao povo de Deus:
33Dicionário I nternacional de Teologia do Novo Testam ent o, p.1743/ Theological Dictionary of The New Testam ent ( Gerhard Friedrich) p.582.
kai. ei=pen avkou,sate pa/j Iouda kai. oi` katoikou/ntej Ierousalhm kai. o`
basileu.j Iwsafat ta,de le,gei ku,rioj u`mi/n auvtoi/j mh. fobei/sqe mhde.
ptohqh/te avpo. prosw,pou tou/ o;clou tou/ pollou/ tou,tou o[ti ouvc u`mi/n
evstin h` para,taxij avllV h' tw/| qew/|/|
34“ Prestai atenção vós todos de Judá e habitantes de Jerusalém , e tu ó rei Josafá! Assim fala I ahweh: Não tem ais, não vos deixeis atem orizar diante dessa im ensa m ult idão; pois esta guerra não é
vossa, m as de Deus” .35
Assim , podem os perceber que
o;cloj
não é um t erm o “ neut ro” , m as é um a palavra carregada de sent ido sim bólico, at ravés da qual se expressa j uízo de valor, em que o cont rast e com o grupo dos “ socialm ent e bons” t orna- se evident e e caract eriza o grupo de pessoas ident ificado poro;cloj
com o m arginal.Considerando o Evangelho de Marcos, a freqüência com que a palavra é utilizada, e a form a com o são apresentadas as pessoas a quem
o;cloj
faz referência podem os perceber que o term o faz parte da est rut ura narrat iva do aut or, que t am bém não é neut ra. Assim , precisam os verificar, no Evangelho de Marcos, qual o significado e o valor atribuído ao;cloj
, t ent ando perceber se t al sent ido coaduna com o sentido corrent e da palavra, e qual a int enção de Marcos dem onst rada pelo seu uso.No Evangelho de Marcos,
o;cloj
aparece 36 vezes, sem contar as vezes em que é referido ou sugerido por pronom es indicat ivos, e designa um grupo de pessoas que se relaciona com Jesus em toda a narrat iva. São pessoas que est ão com Jesus desde o início at é o fim de seu m inist ério, t ornando- se “o;cloj
” um personagem im port ant e da narrat iva, assim com o podem os considerar o grupo dos discípulos ( de quemo;cloj
é claram ente diferenciado) e o grupo dos “ doze” ( tam bém diferenciado em Marcos) . Essa diferenciação ent re os grupos t am bém34Versão LXX. Bible Works 7. Grifo nosso.
35Tradução Bíblia de Jerusalém – Nova Edição Revista e Am pliada: Paulus, 2002. Grifo nosso.
deve ser percebida com o fundam ent al à est rut ura do livro e à int enção do aut or, com o procurarem os verificar adiant e.
1 .2 .2 . Quem é
o;cloj
no Evangelho de M arcos?A prim eira vez que a palavra aparece no Evangelho é em Mc 2,4, na perícope que relat a a cura do paralít ico que é descido pelo t et o de um a casa, na cidade de Cafarnaum :
kai. mh. duna,menoi prosene,gkai auvtw/| dia. to.n o;clon avpeste,gasan
th.n ste,ghn o[pou h=n( kai. evxoru,xantej calw/si to.n kra,batton o[pou o`
paralutiko.j kate,keitoÅ
“ E não podendo trazer ( o m esm o) a ele por causa de a m ult idão descobriram o teto onde ( ele) estava, e fazendo abertura baixam
a m aca onde o paralítico estava deitado.36
Essa passagem é bast ant e significativa, pois
o;cloj
, a m ult idão, é o grupo de pessoas que “ at rapalha” a ent rada do paralít ico na casa. Essa característ ica deo;cloj
, com o verem os, será m arcant e nesse Evangelho, e parece coadunar com um a das conot ações corrent es da palavra: pessoas que causam t um ult o ou confusão. Ao longo de t oda narrat iva,o;cloj
est ará present e, com o j á dissem os, com o um personagem im port ant e da hist ória, e essa conot ação de “ at rapalham ent o” será várias vezes utilizada.Apesar desse sent ido, que poderia ser considerado com o pej orat ivo, percebem os que Marcos usa a palavra
o;cloj
para referir- se às pessoas sem nom e e sem stat us que chegavam a Jesus e que eram aceit as e at endidas por ele, aparent em ent e sem exigências. Marcos parece deixar claro que apesar deo;cloj
represent ar um grupo sem ident idade definida, confuso e m arginal, Jesus não lhes at ribuía os36Novo Testam ento I nterlinear Grego Português: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004. Grifo nosso.
j uízos de valor da época, que fariam com que ele não aceit asse t ais pessoas nem delas se aproxim asse. Marcos aparent em ent e não esquece o sent ido corrent e da palavra, ao cont rário, parece usá- lo int encionalm ent e para dem onst rar a ousadia e a novidade de Jesus em relacionar- se com t ais pessoas. Com o dissem os ant eriorm ent e, Marcos usa a palavra conscient em ent e, sabendo o que sua m enção significava e sem desprezar isso, m as parece querer at ribuir novas possibilidades a esse grupo a part ir da post ura de Jesus diant e dessas pessoas.
Segundo Ahn Byung- Mu, essa palavra indica um a classe social com posta por pessoas excluídas religiosam ente, que ele identifica com o “ pecadores”37. Para esse aut or, o uso da palavra é paradigm ático, um a vez que a exclusão religiosa e a alienação social eram realidades com plem ent ares, e o relacionam ent o de Jesus com tais pessoas m ostraria que Jesus não com part ilhava dessa opinião acerca dessas pessoas, m as as via com o seres hum anos dignos do cuidado e am or de Deus.
Em bora com part ilhem os da opinião de que Jesus ( na descrição de Marcos) enxergava a hum anidade e as possibilidades das pessoas que com punham
o;cloj
, não concordam os queo;cloj
represent e em Marcos um a classe social propriam ent e dit a, ou que sej a com post a de pessoas const ant em ent e m arginalizadas. Observando seu uso no Evangelho, percebem os t rat ar- se de um t erm o usado de form a relacional. As pessoas que com põem a m ultidão não são fixas, nem pert encem a um a m esm a classe, m as sãoo;cloj
a partir de seu relacionam ent o com out ras pessoas e com a sociedade. Dessa form a, não podem os dizer queo;cloj
com põem - se apenas dos pobres, pois havia cobradores de im post os ent re aqueles que são designados dessa form a – sendo evident e que a quest ão não se regia por separação37Ahn Byung-Mu, “ Jesus and t he m inj ung in the gospel of Mark” , em Minj ung
Theology: people as the subj ect s of history, edited by The Com m ission on
Theological Concerns of the Christian Conference of Asia ( CTC- CCA) , New York: Maryknoll, 1983, p.142–146.
puram ent e econôm ica – ent re pessoas das m esm as condições, poderia haver os m arginalizados por algum m ot ivo e os aceit os socialm ent e.
Além disso, um grupo que num lugar poderia ser ident ificado com o
o;cloj
, em out ro poderia deixar de sê- lo. Tom am os com o exem plo do que querem os dizer um t ext o do Evangelho de Marcos que consideram os em blem át ico e crucial para a com preensão desse t erm o e do uso que o evangelist a parece querer dar ao m esm o. Trat a- se do capít ulo 3 do referido Evangelho, versos 7 a 9:Kai. o` VIhsou/j meta. tw/n maqhtw/n auvtou/ avnecw,rhsen pro.j th.n
qa,lassan( kai. polu. plh/qoj avpo. th/j Galilai,aj Îhvkolou,qhsenÐ( kai.
avpo. th/j VIoudai,aj kai. avpo. ~Ierosolu,mwn kai. avpo. th/j VIdoumai,aj kai.
pe,ran tou/ VIorda,nou kai. peri. Tu,ron kai. Sidw/na plh/qoj polu.
avkou,ontej o[sa evpoi,ei h=lqon pro.j auvto,nÅ kai. ei=pen toi/j maqhtai/j
auvtou/ i[na ploia,rion proskarterh/| auvtw/| dia. to.n o;clon i[na mh.
qli,bwsin auvto,n\
“ E Jesus com os discípulos dele retirou- se para o m ar, e grande
m u lt idã o de a Galiléia [ seguiu] ; e de a Judéia e de Jerusalém e de
a I dum éia e de além do Jordão e ao redor de Tiro e Sidom ,
m ult idão[ 2] grande[ 1] ouvindo ( eles) as coisas que fazia veio para
ele. E disse aos discípulos dele para que ( um ) barco estivesse preparado para ele por causa de a m ult idão para que não
apertassem a ele; ”38
Nesse t ext o, t em os em prim eiro lugar a ident ificação de dois grupos: o grupo dos discípulos e a “ m ult idão” . Todavia, há duas classes de m ultidão envolvidas no t ext o, e isso cham a a at enção!
O prim eiro grupo é a m ult idão que viera da Galiléia, que at é ent ão havia sido ident ificado no t ext o com o
o;cloj
m as que aqui é ident ificado porplh/qoj
- palavra que designa povo, um aj unt am ent o num ericam ent e grande, m as sem a ênfase depreciat iva deo;cloj
, um a vez que a palavra pode ser usada para designar “ plenit ude” ou m esm o38Novo Testam ento I nterlinear Grego Português: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004. Grifo nosso.
um a assem bléia39, indicando que as pessoas que com põem esse grupo t inham algo em com um , que as t ornava um “ povo” . Dessa form a, aqueles que eram
o;cloj
na Galiléia e nas dem ais regiões citadas no t ext o, que não t inham nada em com um e que não form avam um grupo, ao relacionarem - se com out ros grupos, de out ras regiões, t ornavam - seplh/qoj
, pois t inham algo em com um que os diferenciava do out ro grupo ( eram da Galiléia, ou da Judéia, ou da I dum éia) . Da m esm a form a, quando essesplh/qoj
dist int os se j unt am , no verso 9, e novam ent e t ornam - se um a m ult idão indist int a, sem ident idade de grupo, são cham ados novam ent eo;cloj
!Out ro t ext o surpreendent e que nos dem onst ra essa função relacional dada ao t erm o pelo evangelist a é o de Mc 12,41:
Kai. kaqi,saj kate,nanti tou/ gazofulaki,ou evqew,rei pw/j o` o;cloj
ba,llei calko.n eivj to. gazofula,kionÅ kai. polloi. plou,sioi e;ballon
polla,\ kai. evlqou/sa mi,a ch,ra ptwch. e;balen lepta. du,o(
...“ E t endo- se assent ado diant e de o gazofilácio observava com o a
m u lt idã o coloca dinheiro em o gazofilácio. E m uit os ricos
colocavam m uito; e vindo um a viúva pobre colocou m oedinhas[ 2]
duas[ 1],...”40
Esse text o cham a a at enção porque nele o t erm o
o;cloj
é usado para referir- se a pessoas ricas! Esse fato nos dem onstra claram ente que o t erm o não se refere sim plesm ent e a um a classe econôm ica ou social dist int a, m as apont a para um a form a de posicionam ent o das pessoas diant e da sociedade e do m undo, indicando um a condição de indist inção que poderíam os cham ar de falt a de ident idade.Dessa form a, algum as característ icas de
o;cloj
podem ser percebidas: est e é um grupo de pessoas reunidas sem t erem necessariam ent e algum a coisa em com um e que causam t um ult o e confusão, e m uitas vezes “ atrapalham ” . Essas pessoas, ao com porem40Novo Testam ento I nterlinear Grego Português: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004. Grifo nosso.
o;cloj
perdem sua ident idade individual, t ornando- se part e do aglom erado, da m assa.Se verificarm os o uso da palavra no Evangelho de Marcos, perceberem os claram ente que
o;cloj
, em bora sej a alvo dos ensinos e dos m ilagres de Jesus, t ende a at rapalhar sua m ovim ent ação,41kai. avph/lqen metV auvtou/Å kai. hvkolou,qei auvtw/| o;cloj polu.j kai.
sune,qlibon auvto,nÅ
E ( Jesus) foi com ele. E seguia a ele grande m ult idão e apertavam a ele.
avkou,sasa peri. tou/ VIhsou/( evlqou/sa evn tw/| o;clw| o;pisqen h[yato tou/
i`mati,ou auvtou/\
tendo ouvido a respeito de Jesus, tendo vindo em a m ult idão por
detrás tocou na vest e dele;42
os próprios m ilagres43,
kai. evpeti,mwn auvtw/| polloi. i[na siwph,sh|\ o` de. pollw/| ma/llon e;krazen\
ui`e. Daui,d( evle,hso,n meÅ
e repreendiam a ele ( Bartim eu) m uitos (m ult idão) para que se calasse; m as ele m uit o m ais grit ava: Filho de Davi, t em com paixão
de m im . 44
chegando a colocar a vida e o bem estar de Jesus em risco45:
Kai. e;rcetai eivj oi=kon\ kai. sune,rcetai pa,lin Îo`Ð o;cloj( w[ste mh.
du,nasqai auvtou.j mhde. a;rton fagei/nÅ
E chega em casa; e aj unta- se novam ente a m ult idão, a ponto de não poderem eles nem pão com er.
kai. le,gei auvtoi/j\ deu/te u`mei/j auvtoi. katV ivdi,an eivj e;rhmon to,pon kai.
avnapau,sasqe ovli,gonÅ h=san ga.r oi` evrco,menoi kai. oi` u`pa,gontej
polloi,( kai. ouvde. fagei/n euvkai,rounÅ
Vinde vós m esm os a sós para lugar deserto e descansai um pouco, pois eram m uit os os que vinham e os que iam , e nem para com er
tinham tem po.46
41Por exem plo, Marcos 5,24 e 27 em que a m ultidão com prim e Jesus.
42Novo Testam ento I nterlinear Grego Português: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004. Grifo nosso.
43Marcos 2,4 j á m encionado na página 25 e 10,48 – a cura de Bartim eu, por exem plo. 44A m ultidão e Bartim eu são m encionados no versículo 46 do capítulo 10. Grifo nosso. 45Em Marcos 3,20 e 6,31, por exem plo, quando a m ultidão o im pede de com er.
Não é de adm irar que os líderes j udeus t ivessem m edo desse grupo47:
avlla. ei;pwmen\ evx avnqrw,pwnÈ & evfobou/nto to.n o;clon\ a[pantej ga.r
ei=con to.n VIwa,nnhn o;ntwj o[ti profh,thj h=nÅ
Mas ( se) disserm os: De seres hum anos? – tem iam o povo; todos pois tinham João realm ente que profeta era.
Kai. evzh,toun auvto.n krath/sai( kai. evfobh,qhsan to.n o;clon( e;gnwsan
ga.r o[ti pro.j auvtou.j th.n parabolh.n ei=penÅ kai. avfe,ntej auvto.n
avph/lqonÅ
E procuravam a ele prender, e tem eram a m ult idão, pois souberam que contra eles falou a parábola. E deixando a ele
partiram .48
Percebem os, port ant o, que o t erm o
o;cloj
não represent a um grupo fixo de pessoas, m as designa um relacionam ent o e um a form a de com port am ent o das pessoas e grupos. Em bora represent e um personagem m arcant e no Evangelho de Marcos, not am os t am bém que não se t rat a sem pre do m esm o grupo de pessoas – m uit o ao cont rário, vários grupos distint os, de diferentes lugares e posições sociais, são cham ados pelo evangelist a deo;cloj
, por apresent arem as m esm as caract eríst icas dest acadas acim a.Essas pessoas, ao serem represent adas em diversas ocasiões pela m esm a palavra – palavra m arcant e e com fort e significado, com o vim os, aproxim am - se de Jesus a part ir de algum a expect at iva – expect at iva de m ilagres, de curas, de exorcism os... Essas expect at ivas