6 Kompetanseutvikling i nordnorske kommuner
6.3 Folkehelsearbeidere og helsepersonell
Nós tinhamos um grupo de colegas na Rede Mineira, e de vez em quando um deles dizia: "Eu vou ficar rico. Vou trabalhar e ainda vou conseguir ficar rico." Eu sempre respondia: "Pois eu não quero ficar rico. Eu vou fazer uma campanha pró-glória, e se vierriquezadai, muito bem, senão vier, não veio. O que eu quero ê a minha afirmação pessoal." De modo que esse foi o meu ponto fraco, lutar pela campanha pró-glória. E tudo na minha vida aconteceu por acaso.
É
verdade que sempre fui muito aplicado, talvez por influência do primeiro livro que li depois das cartilhas do grupo escolar. Eraum
pequeno folheto chamadoSê perfeito em tudo o que fizeres,
de um inglês, Marden,31 que me foi dado por meu pai. Lá se dizia que se você está construindo um barco, tem que ser perfeito, não pode deixar nenhum ponto fraco para não ocasionar um acidente mais tarde. Esse livro influiu muito em minha vida.Lucas Lopes e Ester de Pád,4a Lcpes por ocasião de seu casamento em 1935.
NOTAS
1. O arquivo de Lucas Lopes. que será doado ao CPDOC, contém um trabalho mimeografado com informações sobre a família e as obras de seu pai. intitulado "Centenário do nascimento de Francisco Antônio Lopes Filho; 1882-1982".
2. João Pinheiro da Silva (1860-1908) nasceu no Serro (MG) e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1887. Propagandista histórico da mudança do regime monárquico, em 1888 fundou em Ouro Preto o Clube Republicano e o jornal O Movimento. Foi membro do Partido Republicano Mineiro, o PRM, e vice--governador ao lado do primeiro governador republicano efetivo de Minas, Cesário Alvim. Em 1890 exerceu interinamente o governo do estado e foi eleito deputado federal constituinte. Em 1905 foi eleito senador por Minas e, em 1906, presidente do estado, tendo morrido no exercício do cargo. Era pai de Israel Pinheiro. 3. A construção de Belo Horizonte teve início em 1894. no governo de Crispim Jaques Bias Fortes. Em 12 de dezembro de 1897, ainda no governo Bias Fortes, a capital do estado foi transferida de Ouro Preto para a Cidade de Minas, antiga Curral dei Rei, que em 1901 recebeu o nome de Belo Horizonte. Ver Helena Bousquet Bomeny, "Cidade, República e mineiridade", Dados, vo1. 30, n. 2, p. 187-206.
4. Afrânio de Melo Franco (1870-1943) nasceu em Paracatu (MG) e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1891. No ano seguinte ajudou a fundar a Faculdade de Direito de Belo Horizonte e em 1896 ingressou na carreira diplomática na qualidade de secretário da embaixada brasileira em Montevidéu. Membro do PRM. em 1 906 foi eleito pela primeira vez deputado federal, passando a alternar daí em diante atividades políticas e diplomáticas. Indicado ministro da Viação por Rodrigues Alves em 1918, com a morte dcste antes da posse teve suanomeac.:10 confirmada por Delfim Moreira, que governou até 1919. Neste ano,com o início do governo Epitácio Pessoa, passou a pasta aJosé Pires do Rio. Ministro das Relações Exteriores dajunta militar que derrubou o presidente Washington Luísem 1930. foi mantido no cargo por Getúlio Vargas. Afastou-sede Vargas em 1933. quando este nomeou interventor em Minas Benedito Valadares, preterindo seu filho Virgílio de Melo Franco. Seu outro filho, Afonso Arinos de Melo Franco, escreveu sua biografia: Um estadisla da República: Afrânio de Melo Franco e seu tempo, Rio de Janeiro, José Olympio, 1955, 3 voI. Ver também
Dicionário histórico-biográfico brasileiro; 1930-1933, coord. Israel Bcloch e Alzira Alves de Abreu. Rio de Janeiro, FGV/CPDOC, Forense-Universitária, FINEP, 1984 (esta fonte será designada nas notas subscqOentes por DHBB).
5. A briga de estudantes mencionada ocorreu em 1898 e envolveu Viriato e Protâsio. irmãos mais velhos de Getúlio Vargas, que então estudavam em Ouro Preto. No conflito morreu um estudante paulista da familia Prado, e os Vargas foram forçados a deixar Ouro Preto e voltar para o Rio Grande do Sul. Ver Valentina da Rocha Lima (coord.), Getúlio. uma hisl6ria oral. Rio, Record, 1986, p. 3 1 . e Paulo Brandi, Vargas: da vida para a história. Rio, Zahar, 1983, p. 23.
6. Roberto Simol1sen (1889-1948) formou-se em engenharia pela Escola Politécnica de São Paulo, trabalhou na municipalidade de Santos c em 1912 fundou a Companhia Construtora de Santos, que no governo Epitácio Pessoa (1919-1922) conslruiu quartéis em 26 cidades brasileiras. Dedicando-se à indústria, alcançou grande projeção: foi um dos fundadores do
CIESP, futura FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. em 1 928; presidente do CIB. futura CNI - Confederação Nacional da Indústria, de 1935 a 1936, c presidente da
AESP de 1937 a 1 945. Foi ainda constituinte e deputado federal classista de 1933 a 1937
e senador de 1947 a 1948. Deixou vasta bibliografia de historia econômica. Ver DHBB. op. ciL. e Evolllçao indnslrial do Brasil e outros estudos. seleção, notas e bibliografia de Edgar Carone, São Paulo, Editora Nacional e EDUSP, 1 973.
7. João Pandiá Calógeras (1870-1934), engenheiro, historiador e político, ocupou as pastas da Agricultura e da Fazenda no governo Venceslau Brás (1914-1918). No governo Epitácio Pessoa foi nomeado ministro da Guerra, tendo sido o primeiro e único civil a exercer o cargo na República. Sua carreira política foi barrada em Minas Gerais pelo presidente Artur Bernardes (1922-1926), que o excluiu do PRM. Ver Edgar Carone,A Repliblica Velha Jl;
eVOlução poliaca, São Paulo, Difel, 1977.
8. Candidato às eleições presidenciais de março de 1 930 com o apoio do Partido Republicano Paulista (PRP) e do presidente Washington Luís (1926-1930). Júlio Prestes derrotou Getúlio Vargas, que era apoiado pela Aliança Liberal, mas não chegou a tomar posse devido à
revolução que rebentou em outubro seguinte.
9, Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969), advogado, jornalista e escritor, foi convidado em 1936 pelo ministro da Educação e Saúde Gustavo Capanema· para organizar e dirigir o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), onde permaneceu atê: aposentar-se em 1 967. Graças a seus esforços, a cidade de Ouro Preto foi declarada monumento naciona1. Ver Rodrigo Melo Franco de Andrade, Rodrigo e seus tempos, Rio, Fundação Nacional Pró-Memória, 1986, e Rodrigo e o SPHAN, Rio, Fundação Nacional Pr6- Memória, 1987.
10. Quem escreveu um livro intitulado Terra do ouro foi o próprio Francisco Lopes Filho, Trata se de um pequeno livro de episódios romanceados da história de Minas, publicado sob o pseudônimo de Flaminio Corso. com que assinava suas crônicas literárias e versos.
1 1 . Trata-se do livro de Carl R. Boxer,A idade do Ollro no Brasil (dores de crescimento de lima SOCiedade colonial), &1.0 Paulo, Companhia Editora Nacional, 1969. Boxer refere-se ao livro de Francisco Antônio Lopes Filho, Os paldcios de Vila Rica - Ouro Prelo no ciclo do ouro,
como "particularmente valioso pela sua copiosa documentação, retirada do Arquivo Mineiro" .
12. Trata-se de A Escola de Minas, publicado em 1 923 e reeditado em 1 93 1 . O livro. que contém importantes informações sobre a escola e reúne a mais completa série de dados biográficos sobre os alunos que ali se diplomaram, teve uma terceira edição em 1 959,
patrocinada pela Associação dos Antigos Alunos da Escola de Minas e organizada pelo professor Pinheiro Filho.
13, Em 1915, Gonzaga de Campos assumiu a direção do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, criado em 1907 e transformado em Departamento Nacional de Produção Mineral em
1933. Pires do Rio foi ministro da Viação do governo Epitácio Pessoa. Para maiores informações sobre a trajetória dos ex-alunos da Escola de Minas, ver José Murilo de Carvalho,A Escola de Minas de Ouro PrelO: o peso da glória, São Paulo, Companhia Editora Nacional; Rio de Janeiro, FINEP, 1978, p. 82-97.
Nationale Supérieure de Paris. Após um período de estudos na Grécia, voltou à França em 1874 e nessa época foi convidado por Pedro 11 a organizar o ensino de mineralogia e geologia no Brasil. Localizada nacidadede Ouro Preto, a Escola deMinas foi regulamentada pelodecreto de 6 de novembro de 1875, e suas aulas se iniciaram em outubro do ano seguinte. Para mais informações, ver José Murilo de Carvalbo, op. cit., p. 24-35.
15. Os troncos Mosqueira e Andrade têm importante posição na genealogia mineira. O cônego Trindade, no livro Velhos lroncos mineiros, anota que os Mosqueiras, como seus antepassados portugueses, tinham em suas armas a inscrição: " Não descendemos de sangue real; mas os reis descendem do nosso sangue" . O comendador Fernando Lui7. Machadode Magalhães, membro da junta governativa de Minas logo após a Independência, representou a Câmara de Mariana na aclamação e sagração do imperador dom Pedro I. Era proprietário da famosa fazenda de Tesoureiro e pai de Antônio Luís Botelho Machado de Magalhães Mosqueira, o brigadeiro Mosqueira, administrador geral dos índios e um dos fundadores da Escola de Minas de Ouro Preto. O filho do brigadeiro Mosqueira, Francisco de Paula de Magalhães Mosqueira, casado com Celuta Bretas de Andrade, era avô de LUC.:1S Lopes.
Amaro Lanari ( 1 886-1968), ao lado de Gil Guatimosin e Cristiano Guimarães, montou em 1 9 17 a Companhia Siderúrgica Mineira,que, quatro anos depois, em funçãodanssociação com empresários belgas, tornou-sea Companhia Belga Mineira. Em 1945, fundou com os filhos a siderúrgica Lanari S.A. Indústria e Comércio, com sede em Paracambi (RJ). Além da atividade empresarial, dedicou-se à política, empenhando-se no pós-30 na criação da Legião Mineira (ver nota 30) e ingressando na Ação Integralista Brasileira, onde teve importante atuaçào. Ver Werner Baer, Siderurgia e desenvolvimento brasileiro, Rio de Janeiro, Zahar, 1970, p. 82, e DHBB, op. cit.
16. Saturnino de Brito (1864-1929), especialista em engenharia sanitária, participou da cons truçào de Belo Horizonte, dirigiu os estudos para melhoramentos de Vitória, participou da Comissão de Sane.:1.mento do Estado de São Paulo e eJlcarregou-se dos projetos de saneamento de várias cidades do estado do Rio de Janeiro, além da cidade do Rio, então capital federal.
17. Nelson Lavenêre Wanderley ( 1 909-1985) foi ministro da Aeronáutica de 18 de abril a 14 de dezembro de 1 964, no governo Castelo Branco.
18. Américo René Giannetti foi industrial ligado à fábrica de alumínio instalada em Saramenha, nas proximidades de Ouro Preto. Assinou oM anifesto dos mineiros em 1943 e,dois anos mais tarde, filiou-se à UDN e participou da campanha do brigadeiro Eduardo Gomes. Em 1 947, com a eleição de Milton Campos para o governo de Minas, ocupou a Secretaria de Agricultura e deu início ao projeto de eletrificação do estado. Em 3 de outubro de 1950, quando Belo Horizonte conquistou sua autonomia , política, foi eleito pela UDN prefeito da capital mineira.
19. Gustavo Capanema Filho (1900-1985) foi presença marcante na vida política e intelectual mineira e nacional a partir da década de 1930. Oficial de gabinete e secretário de Interior e Justiça de Olegário Maciel (1 930-1933), participou da criação da Legião Mineira (ver nota 30) e em 1933, com a morte de Olegário. ocupou interinamente o governo de Minas. No ano seguinte foi nomeado por Vargas ministro da Educação e Saúde, cargo que exerceu até o fim do Estado Novo em 1 945. A partir daí teve uma longa atuação parlamentar como deputado federal ( 1 946-1959 e 1961-1970) e senador por Minas (1971-1979). VerDHBB, op.cit.
20. Gaspar Silveira Martins ( 1 835-1901), no fim do Segundo Reinado, chefiou na província do Rio Grande do Sul o Partido Liberal. Convidado por Pedro 11 a organizar o gabinete que deveria substituir o do Visconde de Ouro Preto, não chegou atomar posse em virtude da proclamação da República por Deodoro, seu inimigo pessoal. Exilado, regressou logo depois ao Brasil e liderou no Rio Grande do Sul a malograda Revolução Federalista (l 893-1895),que resultou do inconformismo do partido maragato ante o domínio ximango deJúlio deCastilhos, aliado do presidente Floriano Peixoto. Sem possibilidade de contestar o regime instituído em 15 de novembro de 1 889, Silveira Martins pleiteava a implantação no país de uma república parlamentarista, opondo-se ao presidencialismo defendido por Castilhos. Ver Edgar Carone, op. cit., p. 97-144.
2 1 . Artur da Silva Bernardes (1 875-1955) nasceu em Viçosa (MG) e bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1900. Em 1 903 casou-se com Clélia Vaz de Melo, filha do senador Carlos Vaz de Melo, iniciando-se a partir de enmo sua militância política no PRM. Presidente do estado de 1918 a 1 922 e presidente da República de 1922 a 1 926, apoiou a Aliança Liberal em 1930, mas rompeu com o governo de Getúlio Vargas em 1932, quando se solidarizou aos revolucionários paulistas. Regressando do exílio em 1934 foi deputado federal de 1935 a 1937, assinou em 1943 o Manifesto dos mineiros, e em 1945 apoiou a candidatura de Eduardo Gomes, mas logo depois desligou-se da UDN para criar o Partido Republicano. Eleito à Constituinte de 46, não conseguiu se reeleger em 1950 e 1954, mas mesmo assim permaneceu na Câmara, pois seus corrcligionãrios mais votados cediam lhe o lugar. Sua vida política foi marcada por irredutíveis convicções nacionalistas, tanto na luta contra a habira Iron como no apoio à Campanha do Petróleo e no combate ao acordo de internacionalização da Hiléia Amazônica. Ver DHBB, op. cit.
22. Trata-se de A conslrução dos quartéis para o Erércilo, São Paulo, s.c.p., 193 1 .
23. Luís Carlos Prestes (1898-1990) foi designado em 1 3 d e setembro d e 1 922, ainda no posto de tenente do Exército, para a Comissão Fiscalizadora da Construção de Quartéis em Santo Angelo, Santiago do Boqueirão e São Nicolau, no Rio Grande do Sul. Insatisfeito com a falta de material neccssãrio para fiscalizar as obras, pediu afastamento da comissão em fevereiro de 1923, só obtendo exoneração no final do ano seguinte. Sobre sua trajetória na Coluna Prestes c na liderança do movimento comunista no Brasil, ver DHBB, op. cit.
24. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (1 870-1946), descendente de família preeminente no processo de independência do Brasil, nasceu em Barbacena e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1891, na mesma turma de Afrânio de Melo Franco. Foi secretário de Finanças em Minas no governo Francisco Sales (1902-1906), prefeito de Belo Horizonte (1906), senador estadual e presidente da Câmara de Juiz de Fora e deputado federal pelo PRM de 1911 a 1917. Ministro da Fazenda de Venceslau Brás de 1917 a 1918, voltou ao Congresso nacional como deputado (1919-1925) e depois senador 0925-1926). Presidente de Minas a partir de 1 926, ao ter sua candidatura à presidência da República vetada por Washington Luís, rompeu com o governo federal e, aliando-se aos estados do Rio Grande do Sul e Paraiba, formou emjunho de 1 929 a Aliança Liberal, em apoio à candidatura de Getúlio Vargas. Ao final de seu mandato, em setembro de 1 930, passou o govemo mineiro a Olegário Maciel. Após a vitória da Revolução de 30. fundou em Minas o Partido Progressista, com o objetivo de dar apoio politico ao governo provisório de Vargas. Presidiu a Assembléia Nacional Constituinte de 1933-34 e a Câmara ordinária que se seguiu até maio de 1 937, quando
foi derrotado por Pedro Aleixo. Neste mesmo ano fundou em Minas o Partido Progressista Democrático para apoiar a candidatura presidencial de Armando Sales. Recolheu-se durante o Estado Novo, nào tendo participado de nenhum movimento de resistência à ditadura: Em 1945 emitiu declaração de apoio à candidatura de Eduardo Gomes. Ver DHBB, op. cit. 25. Fernando de Melo Viana (1878-1954) foi presidente de M ions de 1924 a 1926 e vice-presidente
da República no governo Washington Luís. Ao ser preterido pelo PRM na indicação do sucessor de Antônio Carlos em prol de Olegário Maciel, rompeu com o partido em outubro de 1929,distanciando-se assim da Aliança Liberal e formando a Concentração Conservadora, movimento encarregado dacampanhadeJúlio Prestes em Minas. Em 1 945 foi eleito senador por Minas na legenda do PSD e presidiu a Assembléia Nacional Constituinte de 1946. Permaneceu no Senado até morrer, em 1954. Ver DHBB, op. cil.
26. Olegário Maciel (1855-1933) foi deputado federal por Minas de 1894 a 1910, vice-presidente de Minas nos governos Raul Soares (1922-1924) c Melo Viana (1924-1926) e senador
estadual de 1924 a 1930. Foi o último presidente de Minas eleito pelo PRM, tendo substituído Antônio Carlos em 7 de setembro de 1930. Em 3 de outubro seguinte deu início em Belo Horizonte às operações militares que desencadearam o movimento revolucionário que culminou, 2 1 dias depois, naderrubada do presidente Washington Luís. Embora o governo provisório de Vargas instalado em 3 de novembro de 1930 tivesse suprimido toda a situação política estabelecida pela República Velha, nomeando interventores nos estados, Olegário continuou no governo mineiro, fazendo questão de preservar o título de presidente estadual cdeexercerem toda a sua plenitude o mandato quetcrminariaem setembro de 1934. Morreu um ano antes, no exercício do governo. Ver DHBB, op. cit.
27. Pedro Demóstenes Rache(1879-1959) formou-se em engenharia pela Escola de Minas deOuro Preto em 1901 eexerceu várias atividades em Belo Horizonte, tanto no serviço público como na iniciativa privada. Foi deputado classista na Constituinte de 1934 e na Câmaraordinâriaque se seguiu, até 1937. Jã no Estado Novo. foi membro do Conselho Técnico de Economia e Finanças, defendeu a implantação da indústria siderúrgica no país e foi favorável à proposta da Itabira lron de assumir o monopólio do transporte ferroviário do vale do rio Doce. Foi diretor do Banco do Brasil de 1940 a 1949 e publicou várias obras ligadas às áreas de
engenharia e mineração. Ver DHBB, op. cit.
28. Augusto Maynard Gomes (1886-1957) nasceu em Sergipe e teve intensa vida política desde a participação, como aluno da Escola Militar da Praia Vermelha, na Revolta da Vacina em. 1904, até a presença, já como oficial, nas revoltas tenentistas da década de 1 920. Com a vitória da Revolução de30, foi nome..1.do interventor em seu estado,cargo que ocupou até 1935 e ao qual retornou de 1942 a 1945. Foi ainda senador por Sergipe de 1 947 a 1951 e de 1955 a 1957. Ver DHBB, op. cit.
29. Em 18 de agosto de 1931 reuniu-se em Belo Horizonte a convenção do PRM, num ambiente de generalizada hostilidade ao governo de Olegário Maciel. Um grupo de convencionais, estimulado pelo presidente do partido, Artur Bernardes, econduzidopor BiasFortese Virgílio de Melo Franco, resolveu desencadear uma operação visando a derrubada do presidente do estado. Sintonizados no Rio de Janeiro com o ministro da Fazenda Osvaldo Aranha e o general Góis Monteiro, os golpistas decidiram marchar sobre o palácio da Liberdade, para onde jã se encaminhara o coronel Pacheco de Assis, comandante da guarnição federal local, com uma intimação a Olegário para que renunciasse. O golpe foi desarticulado pela ação do
seçretário de Interior, Gustavo Capanema, que protegeu o palácio com batalhões reforçados da Força Pública. Ver DHBB, op. cit.
30. Logoap6s a vitória da Revolução de 30, os tenentes resolveram criar uma organização poHtica de apoio ao governo revolucionário, a Legião de Outubro, que em Minas tomou o nome de Legião Mineira ou Legião Libera1 Mineira. Apoida por Olegário Maciel, a organização adquiriu carâteroficial, mas em 1933 foi incorporada pelo Partido Progressista, fundado pelo próprio Olegário e Antônio Carlos de Andrada. Ver DHBB, op. cit.
31. A tradução portuguesa do livro de Orison Swett Mardell foi publicada em 1924 pela Casa Editora de A. Figueirinhas. Porto.