KAPITTEL 1: TEORI OG EMPIRI
1.3 F INANSSYSTEMET OG KONJUNKTURSYKLER
1.3.1 Finanssystemets funksjon og virkemåte
A freqüência e os graus de HL encontrados nos animais desse estudo foram: grau I, 137 eqüinos (38,81% dos eqüinos afetados por HL - 353, representando 6,46% do total considerado - 2120); grau II, 130 eqüinos (36,83% dos eqüinos afetados por HL - 353, representando 6,13% do total considerado - 2120) (Apêndice I – Tabela e gráfico 6).
Somando estes dois grupos chega-se a um total de 267 eqüinos (75,64% dos eqüinos afetados por HL - 353, representando 12,59% do total considerado - 2120). Esses animais apresentaram irregularidades na sincronia da movimentação entre ambas as aritenóides, assim como movimentos anormais, como tremores, fibrilação ou discreta assimetria das mesmas e, como tal, foram consideradas como anormais e acometidas por HL. Esta opinião é discutida amplamente na literatura mais recente e vários autores consideraram estes achados como variações comuns e normais da laringe eqüina, especialmente em animais jovens quando examinados endoscopicamente em descanso (ANDERSON; KANNEGIETER; GOULDEN, 1997,2004; BAKER G. H. 1981; BAKER, G. J. 1983a; DUCHARME, 2004a; FULTON; STICK; DERKSEN, 2003; HILLIDGE, 1986;).
O grau III de HL foi observado em 52 eqüinos (14,53% dos eqüinos afetados por HL, representando 2,45% do total considerado) e o grau IV, em 34 eqüinos (9,63% dos eqüinos afetados por HL, representando 1,60% do total considerado). O grau III de HL caracterizou-se por uma abdução incompleta da aritenóide em qualquer fase da respiração e o grau IV de HL, por uma paralisia total da mesma. Estes graus de HL são considerados por todos os autores na literatura revisada como definitivamente anormais. Foi diagnosticada erroneamente HL grau IV em 34 eqüinos, porém somente 25 eqüinos estavam veridicamente acometidos por HL de grau IV, os quais representam 1,18% em uma população de 2120 eqüinos considerados (7,08% nos 353 eqüinos acometidos por HL neste estudo), porcentagem comparável aos resultados relatados na literatura, os quais variam entre 0,48% a 4,7% em populações de eqüinos PSI em treinamento similares a este estudo. A exclusão de nove eqüinos da população inicial é justificada pois em seis eqüinos foi diagnosticada HL no antímero direito, um eqüino apresentou a doença em forma bilateral, sendo assim, não podem ser considerados como afetados por HLI, que por definição, só afeta o antímero esquerdo conforme Cook (1970a), e sendo assim, somente se pode considerar os 25 eqüinos afetados por HLI de grau IV no antímero esquerdo. Além disso, outros dois eqüinos, diagnosticados inicialmente como portadores de HLI, demonstraram posteriormente um quadro de condropatia, portanto, é
provável que no primeiro exame tenha sido feito um diagnóstico errôneo. (Apêndice I - Tabela e Gráfico 6)
O método de graduação da HL escolhido foi baseado na familiaridade do autor com o mesmo e por acreditar que qualquer sistema de classificação que ranqueia a higidez como grau I da disfunção é errado, sendo racional denominar a higidez como zero e os graus de disfunção progressivos serem classificados numericamente, opinião também compartilhada por Dixon (2004a).
Os resultados obtidos nesse estudo a respeito da prevalência dos diversos graus da HL na população estudada, não são discrepantes com aqueles mencionados na maior parte da literatura, porém, são questionáveis no que diz respeito a predizer a função laringeana do eqüino em exercício, e especialmente nas corridas. Como citado anteriormente, alguns autores encontraram recentemente, uma correlação muito baixa entre os achados obtidos na endoscopia realizada ao descanso e as alterações observadas dinamicamente durante a videoendoscopia ao exercício, pelo que é visível a necessidade de realizar também um exame videoendoscópico do TRA na esteira, podendo assim, avaliar mais acuradamente o funcionamento laringeano e também poder diagnosticar aquelas alterações dinâmicas unicamente observáveis durante o exercício.
Dixon e Pratschke (2004) e Lane (2004d), descreveram que a HL afeta aproximadamente 25% dos cães, com especial prevalência em raças grandes e animais idosos. Noone (2001) e Petersen et al. (1991) descreveram os procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos das afecções do TRA em cães. Ballenger1 (1969 apud Cook, 1970a, p. 822) mencionou que a HL idiopática chega a atingir até 35% dos seres humanos, porém, esta doença normalmente passa desapercebida e, certamente, sua incidência real pode ser ainda maior. Esta doença também afeta principalmente o lado esquerdo da laringe e apresenta normalmente recuperação espontânea. Na população eqüina descrita neste estudo, 16,65% dos eqüinos apresentaram diversos graus de HL, porcentagem aparentemente menor que aquela citada para os cães e seres humanos.
Dos 2120 eqüinos considerados, 66 potros de até dois anos de idade foram examinados endoscopicamente (Apêndice P - Tabela e Gráfico 8). Estes potros foram encaminhados para o JCSP para serem leiloados ou iniciarem o seu treinamento. 42 potros não apresentaram alterações de hemiplegia laringeana (63,64%). 24 potros apresentaram alterações (36,36%), destes, 12 apresentaram HL de grau I (18,18%), seis de grau II (9,09%), três de grau III
(4,54%) e três de grau IV (4,54%). Estes resultados confirmaram os achados de ANDERSON; KANNEGIETER; GOULDEN, 1997, 2004c; ELLIS; GREET; LANE, 2004; LANE 2004c; ROBERTSON, DUCHARME, 2005) que afirmaram ser comum, em potros, antes de iniciar o treinamento, apresentar graus variados de HL, apesar destes autores também afirmarem que os graus de HL podem-se alterar com o tempo, enfatizando a necessidade de reavaliar endoscopicamente estes potros durante a fase do treinamento, com exceção dos potros que apresentaram HL grau IV, que é irreversível. Os achados nos exames endoscópicos realizados nos potros deste estudo indicam a necessidade de exame endoscópico de rotina, especialmente nos potros encaminhados para leilões, assim como também, todos os potros antes de início de treinamento. Deve-se levar em consideração o fato de que nesta população de potros de até dois anos de idade que foram examinados, alguns foram encaminhados para se realizar o exame endoscópico porque existia alguma suspeita sobre a higidez laringeana, pelo valor dos mesmos, e em outros casos para atestar sua sanidade.