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A amostra do estudo foi composta por 48 pacientes diagnosticados com Doença de Alzheimer (DA), com idade média de 76,3 ± 4,8 anos, sendo 36 (75%) do gênero feminino, com idade média de 76,1 ± 4,6 anos, e 12 (25%) do gênero masculino, com idade média igual a 76,7 ± 5,8 anos. A idade das mulheres varia entre 69 e 89 anos, enquanto que a dos homens está entre 68 e 85 anos (Tabela 1).

Tabela 1 - Idade dos 48 pacientes com DA, segundo o gênero.

Gênero Média Desvio

padrão

Mínima Máxima

Feminino 36 76,1 4,6 69 89

Masculino 12 76,7 5,8 68 85

Total 48 76,3 4,8 68 89

Fonte: Próprio autor

Entre os 48 pacientes pesquisados, 38 (79,2%) são casados, 8 (16,7%) viúvos, 1 (2,1%) separado e 1 (2,1%) tem outro estado civil. Com relação ao nível de escolaridade, 37 (77,1%) têm o ensino fundamental, 3 (6,3%) o ensino médio e 8 (16,7%) são analfabetos. No grupo das 36 mulheres, 29 (80,6%) são casadas, 5 (13,9%) viúvas, 1 (2,8%) separada e 1 (2,8%) tem outro estado civil. Os únicos 3 (8,3%) pacientes com ensino médio estão no grupo das 36 mulheres, sendo que 27 (75%) delas têm o ensino fundamental e 6 (16,7%) são analfabetas. No grupo dos 12 homens, 9 (75%) são casados e 3 (25%) são viúvos. Neste mesmo grupo, 10 (83,3%) têm ensino fundamental e 2 (16,7%) são analfabetos (Tabela 2).

Tabela 2 - Distribuição dos 48 pacientes diagnosticados com Doença de Alzheimer, segundo o sexo e estado civil por nível de escolaridade.

Sexo Nível de escolaridade Total Analfabeto Fundamental Médio

Feminino Estado civil

Casado 5 22 2 29

Separado 0 1 0 1

Viúvo 1 3 1 5

Outros 0 1 0 1

Total 6 27 3 36

Masculino Estado civil Casado Viúvo 2 0 7 0 3 0 9 3

Total 2 10 0 12 Total Estado civil Casado 7 29 2 38 Separado 0 1 0 1 Viúvo 1 6 1 8 Outros 0 1 0 1 Total 8 37 3 48

Fonte: Próprio autor

Na Tabela 3 são apresentadas as estatísticas descritivas do número médio de leveduras fagocitadas antes dos pacientes com DA iniciarem as atividades de Terapias Expressivas (TE) e o número médio de leveduras fagocitadas após 24 sessões destas atividades. O número médio global de leveduras fagocitadas antes dos pacientes iniciarem as atividades de TE foi 1,999 ± 0,151, com variação entre 1,725 e 2,325, enquanto que após 24 sessões destas atividades o número foi 2,071 ± 0,133, com variação entre 1,880 e 2,365. Observa-se que houve aumento da média global do número de leveduras após as 24 sessões de atividades de TE, sendo que também os valores mínimo 1,880 e máximo 2,365 aumentaram.

Tabela 3 - Estatísticas descritivas do número médio de leveduras fagocitadas antes dos pacientes com DA iniciarem as atividades de TE e após 24 sessões.

Mínimo Máximo Média Desvio

padrão Média antes das 24 sessões 48 1,725 2,325 1,999 0,151 Média após as 24 sessões 48 1,880 2,365 2,071 0,133

Fonte: Próprio autor

Na Tabela 4 apresenta-se a correlação entre o número médio de leveduras fagocitadas antes dos pacientes com DA iniciarem as atividades de TE e o número médio de leveduras fagocitadas após 24 sessões destas atividades. A correlação 0,341 entre as variáveis “Média antes das 24 sessões” e “Média após as 24 sessões” é positiva e significativa a 5% (r = 0,341, Sig. = 0,018 e p-valor < 0,05). Isto significa que em termos populacionais fica assegurada uma correlação não nula entre as variáveis em estudo. Por ser positiva esta correlação, tem - se que para um aumento no número médio de leveduras fagocitadas antes das 24 sessões também se tem um aumento no número médio de leveduras fagocitadas após as 24 sessões de atividades de TE.

A Tabela 4 mostra ainda que a correlação 0,341 é significativa e que existe associação linear positiva entre o número médio de leveduras fagocitadas obtidas nos dois momentos (antes e após as 24 sessões de TE). Esta correlação, por ser positiva e significativa, torna vantajosa a utilização do teste t para amostras emparelhadas, com o qual se obtém menor variância nos dados em estudo.

A Tabela 5 exibe o teste t para amostras emparelhadas com as variáveis: número médio de leveduras fagocitadas antes do paciente com DA iniciar as atividades de TE e número médio de leveduras fagocitadas após as 24 sessões de TE. Nesta tabela evidencia-se que a média das diferenças emparelhadas relativas aos dois momentos é 0,072, o que denota aumento do número médio de leveduras fagocitadas após as 24 sessões de TE. O teste t apresentado tem associado o nível de significância Sig.= 0,004 < 0,05, o que leva à rejeição da hipótese da diferença das médias ser igual a zero. Observa-se que o intervalo de confiança vai de 0,025 até 0,120 e, dessa forma, não inclui o zero, donde também se pode concluir que a hipótese da diferença das médias ser igual a zero deve ser rejeitada. A diferença 0,072 é significativamente diferente de zero, indicando que as 24 sessões de TE tiveram resultados positivos, pois originaram um aumento do número médio de leveduras fagocitadas em aproximadamente 65% (64,6% = 31/48*100) dos pacientes idosos com DA.

Média antes das 24 sessões Média após as 24 sessões Correlação de Pearson (r) 1 0,341 * Sig. (2 extremidades) 0,018 Nº de pacientes 48 48 Correlação de Pearson (r) 0,341 * 1 Sig. (2 extremidades) 0,018 Nº de pacientes 48 48

Fonte: Próprio autor

(*) A correlação é significativa no nível 0,05 (2 extremidades)

Tabela 4 : Correlação entre o nº médio de leveduras fagocitadas antes do paciente diagnosticado com DA iniciar as atividades de expressão corporal e após as 24 sessões de atividades de expressão corporal.

Média antes das 24 sessões Média após as 24 sessões

Na tabela 6 os valores médios do índice fagocitário (IF) apresentaram diferenças significativas entre os idosos com DA avaliados antes e depois das sessões com TE, indicando que esta atividade apresentou um efeito positivo sobre a atividade fagocítica das células analisadas.

O IF forneceu informações a respeito da quantidade de microrganismos estranhos ao organismo que cada macrófago foi capaz de fagocitar por meio da contagem do número de leveduras dentro de uma determinada célula. No que se refere às funções fagocíticas dos neutrófilos e monócitos, observou-se diferenças entre as células de idosos com DA antes a após submissão às sessões com TE. Os idosos submetidos às sessões indicaram aumento da função fagocítica principalmente com relação aos neutrófilos em comparação antes de iniciarem as atividades. Por outro lado, a avaliação do percentual de redução do Nitroblue tetrazolium (NBT) parece ter sido influenciada pelas sessões com TE. Estes resultados revelaram que este mecanismo microbicida pelos neutrófilos foi mais eficiente nos idosos submetidos às 24 sessões com TE em relação aos monócitos, apesar de apresentarem também níveis de significância.

0,072 0,163 0,024 Limite inferior 0,025 Limite superior 0,120 3,063 47 0,004 Fonte: Próprio autor

t

df

Sig. (2 extremidades)

Tabela 5 - Teste t para amostras emparelhadas com as variáveis número médio de leveduras

fagocitadas antes do idoso com DA iniciar as atividades de TE e número médio de

e nmero

leveduras fagocitadas após 24 sessões desta atividade.

Média após as 24 sessões - Média antes das 24 sessões Diferenças

emparelhadas

Média

Desvio padrão Erro padrão da média

Tabela 6 - Média ± desvio padrão das variáveis de função fagocítica e atividade microbicida para neutrófilos e monócitos observados nos idosos com DA, antes e após as sessões de TE.

Antes das sessões com TE

Depois das sessões

com TE Valor p

Nº médio de leveduras fagocitadas

/ neutrófilo 2,045 ± 1,043 2,325 ± 1,177 0,005*

Nº médio de leveduras fagocitadas/

monócito 1,675 ± 0,729 1,740 ± 0,892 0,446

% de neutrófilos que fagocitaram 27,840 ± 1,766 28,860 ± 2,460 0,006*

% de monócitos que fagocitaram 4,640 ± 1,075 4,220 ± 1,042 0,112

IF (neutrófilos) 56,933 ± 3,612 67,100 ± 5,720 0,000* IF (monócitos) 7,772 ± 1,801 7,343 ± 1,812 0,333 % de redução NBT (neutrófilos) 74,000 ± 7,720 89,5 ± 10,538 0,000* % de redução NBT (monócitos) 54,000 ± 3,939 63,000 ± 5,622 0,0002*

Fonte: Próprio autor