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STAGES, SEMINAIRES ET CONFERENCES

V. Scientific Papers and other reports 1. Scientific papers

V.4. Fiches techniques élaborées 1. Défrichement amélioré

Neste grupo de afirmações, o principal é reunir informações sobre a relação do professor com os seus alunos. Na primeira declaração, “Tenho uma relação amigável com os meus alunos”, todos os inquiridos portugueses e chineses concordam.

Gráfico 99 - Tenho uma relação amigável com os meus alunos.

Na segunda afirmação,” Os professores devem manter distância dos seus alunos, interagindo com eles apenas dentro da sala de aula”, a maioria dos participantes, seja qual for a nacionalidade, discordaram (89% dos professores portugueses e 91% dos professores chineses). 0 0 3 6 0 0 8 3 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Tenho uma relação amigável

com os meus alunos.

132

Gráfico 100 - Os professores devem manter distância dos seus alunos, interagindo com eles apenas dentro da sala de aula.

Na terceira afirmação, “Os meus alunos tratam-me de maneira formal”, a maioria dos professores concordam. Porém, 44% dos professores portugueses discordam.

Gráfico 101 - Os meus alunos tratam-me de maneira formal.

Na quarta declaração: “Sei o nome de todos os meus alunos.”, a maioria dos professores concorda com a afirmação (78% dos inquiridos portugueses e 91% dos inquiridos chineses). 4 4 1 0 4 6 1 0 0 2 4 6 8 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Os professores devem manter

distância dos seus alunos, interagindo

com eles apenas dentro da sala de

aula.

Professores Portugueses Professores Chineses

0 4 3 2 0 1 7 3 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Os meus alunos tratam-me de

maneira formal.

133

Gráfico 102 - Sei o nome de todos os meus alunos.

Na quinta declaração, “Conheço bem os meus alunos e sei do que cada um é capaz”, a maioria dos participantes, tanto portugueses (89%) como chineses (91%), concordam com a afirmação.

Gráfico 103 - Conheço bem os meus alunos e sei do que cada um é capaz.

Na sexta afirmação, “Gosto de incentivar os meus alunos a terem melhores resultados”, todos os participantes concordam com a afirmação.

0 2 3 4 0 1 8 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Sei o nome de todos os meus alunos.

Professores Portugueses Professores Chineses

0 1 5 3 0 1 8 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Conheço bem os meus alunos e sei do

que cada um é capaz.

134

Gráfico 104 - Gosto de incentivar os meus alunos a terem melhores resultados.

Na sétima e última afirmação do grupo, “Aceitaria se me convidassem para jantar com a turma”, todos os participantes chineses e a maioria dos praticantes portugueses concordam (89%).

Gráfico 105 - Aceitaria se me convidassem para jantar com a turma.

De acordo com estes dados sobre a relação dos professores portugueses e chineses com os seus alunos chineses e portugueses, respetivamente, é possível concluir que a maioria dos professores inquiridos tem uma relação amigável com os seus alunos

0 0 2 7 0 0 4 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Gosto de incentivar os meus alunos a

terem melhores resultados.

Professores Portugueses Professores Chineses

0 1 1 7 0 0 4 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Aceitaria se me convidassem para jantar

com a turma.

135

dentro e fora da sala de aula, sabem o nome de cada um deles assim como o que cada um é capaz, gostam de os incentivar a terem melhores resultados e aceitariam jantar com eles.

Quando questionados sobre a maneira como são tratados pelos seus alunos, a maioria dos professores chineses confirma que são tratados de maneira formal. No entanto, no caso dos professores portugueses só cerca de metade são tratados de igual forma pelos seus alunos, facto curioso, uma vez que no capítulo I foi mencionado que o papel do professor na vida académica dos alunos chineses na China é equiparado por vezes ao papel de um pai, sendo por isso necessário tratá-lo formalmente e com respeito. No entanto, visto neste caso o professor ter uma cultura diferente, os alunos chineses, muito possivelmente, não o veem da mesma forma que a um professor chinês, mantendo uma relação mais relaxada e mais parecida com a relação que os alunos portugueses têm com os seus professores.

5.1.2.2.6 Diferenças culturais

No último grupo de afirmações, o foco principal são as diferenças culturais presentes na sala de aula. Na primeira declaração, “É importante conhecer a cultura dos alunos antes de começar a lecionar a alunos estrangeiros”, a totalidade dos participantes concordam.

Gráfico 106 - É importante conhecer a cultura dos alunos antes de começar a lecionar a alunos estrangeiros.

0 0 3 6 0 0 4 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo

plenamente

É importante conhecer a cultura dos

alunos antes de começar a lecionar a

alunos estrangeiros.

136

Na segunda declaração, “As diferenças culturais entre os alunos e os professores podem influenciar negativamente o ensino e a aprendizagem da língua”, todos os professores portugueses, assim como a maioria dos participantes chineses (64%), concordaram com tal asserção.

Gráfico 107 - As diferenças culturais entre os alunos e os professores podem influenciar negativamente o ensino e a aprendizagem da língua.

Na terceira afirmação,” O professor deve tentar ir ao encontro das expectativas do aluno, mesmo que se encontre num meio cultural diferente do seu”, a maioria dos participantes concorda com a afirmação (89% dos inquiridos portugueses e 73% dos inquiridos chineses). 0 0 4 5 0 4 4 3 0 1 2 3 4 5 6

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo

plenamente

As diferenças culturais entre os alunos e

os professores podem influenciar

negativamente o ensino e a

aprendizagem da língua.

137

Gráfico 108 - O professor deve tentar ir ao encontro das expectativas do aluno, mesmo que se encontre num meio cultural diferente do seu.

Na quarta afirmação: “O professor não deve adaptar as suas aulas à cultura dos alunos”, a maioria dos participantes discorda (67% dos professores portugueses e 73% dos professores chineses).

Gráfico 109 - O professor não deve adaptar as suas aulas à cultura dos alunos.

Na quinta declaração, “Os professores não devem ter de adaptar os seus métodos de ensino à cultura do país onde estão a lecionar”, a maioria dos professores discorda (89% dos participantes portugueses e 73% dos participantes chineses).

0 1 5 3 0 3 7 1 0 2 4 6 8

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo

plenamente

O professor deve tentar ir ao encontro

das expectativas do aluno, mesmo que

se encontre num meio cultural diferente

do seu.

Professores Portugueses Professores Chineses

1 5 3 0 1 7 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo plenamente

O professor não deve adaptar as suas

aulas à cultura dos alunos.

138

Gráfico 110 - Os professores não devem ter de adaptar os seus métodos de ensino à cultura do país onde estão a lecionar.

Na sexta afirmação, “É da responsabilidade do professor estrangeiro procurar informações sobre o país de origem dos seus alunos, de forma a evitar o choque cultural”, todos os professores chineses e a maioria dos professores portugueses (89%) concordam com a afirmação.

Gráfico 111 - É da responsabilidade do professor estrangeiro procurar informações sobre o país de origem dos seus alunos de forma a evitar o choque cultural.

2 6 1 0 4 4 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo plenamente

Os professores não devem ter de adaptar

os seus métodos de ensino à cultura do

país onde estão a lecionar.

Professores Portugueses Professores Chineses

0 1 2 6 0 0 7 4 0 2 4 6 8

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo

plenamente

É da responsabilidade do professor

estrangeiro procurar informações sobre

o país de origem dos seus alunos de

forma a evitar o choque cultural.

139

Na sétima declaração, “É da responsabilidade do professor procurar informações sobre o país onde está a lecionar, de forma a evitar o choque cultural.”, todos os participantes concordam.

Gráfico 112 - É da responsabilidade do professor procurar informações sobre o país onde está a lecionar de forma a evitar o choque cultural.

Na oitava declaração: “Já interpretei mal os meus alunos chineses/portugueses por terem atitudes diferentes dos meus alunos portugueses/chineses”, a maioria dos participantes discordam da afirmação. Porém, 33% dos professores portugueses e 45% dos professores chineses concordam.

0 0 2 7 0 0 5 6 0 2 4 6 8 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

É da responsabilidade do professor

procurar informações sobre o país onde

está a lecionar de forma a evitar o

choque cultural.

140

Gráfico 113 - Já interpretei mal os meus alunos chineses/portugueses por terem atitudes diferentes dos meus alunos portugueses/chineses.

Na nona afirmação, “Nunca pensei que a cultura pudesse influenciar o que se passa na sala de aula”, a maioria dos participantes discorda (67% dos professores portugueses e 82% dos professores chineses).

Gráfico 114 - Nunca pensei que a cultura pudesse influenciar o que se passa na sala de aula.

Na décima afirmação, “A cultura do país onde se ensina é a que deve ser predominante na sala de aula”, a maioria dos professores discorda. Todavia, 44 % dos professores portugueses concordam.

3 3 1 2 3 3 4 1 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Já interpretei mal os meus alunos

chineses/portugueses por terem

atitudes diferentes dos meus alunos

portugueses/chineses.

Professores Portugueses Professores Chineses

6 0 2 1 3 6 2 0 0 1 2 3 4 5 6 7

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo

plenamente

Nunca pensei que a cultura pudesse

influenciar o que se passa na sala de

aula.

141

Gráfico 115 - A cultura do país onde se ensina é a que deve ser predominante na sala de aula.

Na décima primeira e última declaração, “Os alunos devem adaptar-se ao método de ensino do professor e não ao contrário”, a maioria dos professores discorda da afirmação (67% dos participantes portugueses e 82% dos participantes chineses).

Gráfico 116 - Os alunos devem adaptar-se ao método de ensino do professor e não ao contrário.

Os dados apresentados sobre as perceções dos professores portugueses e chineses quanto à forma de lidar com as diferenças culturais na sala de aula permitem- nos concluir que os professores de ambas as nacionalidades reconhecem a importância da cultura na sala de aula e a sua influência, por vezes negativa, no ensino e

0 5 4 0 2 8 1 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Discordo Plenamente Discordo Concordo Concordo

plenamente

A cultura do país onde se ensina é a que

deve ser predominante na sala de aula.

Professores Portugueses Professores Chineses

0 6 3 0 2 7 2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Discordo Plenamente

Discordo Concordo Concordo

plenamente

Os alunos devem adaptar-se ao método

de ensino do professor e não ao

contrário.

142

aprendizagem de uma língua estrangeira. Cerca de metade dos professores chineses e três professores portugueses já interpretaram mal os seus alunos estrangeiros por terem atitudes diferentes dos alunos que partilham a sua cultura.

A maioria dos professores nativos de uma língua estrangeira concorda que é relevante conhecer a cultura dos seus alunos, assim como procurar informações sobre o país de origem destes, bem como do país onde estão a lecionar, para ir ao encontro das expectativas dos seus alunos. Assim sendo, a maioria dos participantes também considera importante adaptar as suas aulas à cultura do país onde estão a lecionar e à cultura de ensino dos alunos. Porém, quando questionados sobre qual a cultura que deve ser a predominante na sala de aula, a maioria dos professores chineses, assim como cerca de metade dos professores portugueses, não considera que deve ser a do país onde se está a lecionar. Este último ponto demonstra que o professor tem em atenção o facto de que quando se aprende uma língua estrangeira deve-se aprender também a cultura associada a essa língua. Essa aprendizagem começa na sala de aula intercultural, onde o professor ensina a sua cultura e a sua língua.

143

Conclusão

Mia Couto (2009, p. 184) diz que “as línguas são a mais poderosa agência de viagens, os mais antigos e eficazes veículos de trocas”. Elas levam-nos para outros mundos e também para fora de nós, permitindo-nos conhecer o Outro e comunicar com ele. Neste aspeto, aprender uma língua estrangeira é comprar um bilhete para uma viagem com vários destinos. No nosso tempo, em que a mobilidade crescente intensificou os contactos entre gentes diversas com diferentes objetivos, aprender línguas estrangeiras tornou-se uma necessidade. Nas salas de aula, professores nativos ou não de uma determinada língua ensinam-na a alunos de proveniências várias. As aulas de línguas estrangeiras são sempre plurilingues e, consequentemente, pluriculturais, já que língua e cultura são irmãs gémeas. Isto é um desafio para quem aprende e para quem ensina, sobretudo quando estamos perante um professor nativo de uma língua que vem dum mundo muito diferente daquele a que os alunos pertencem. O facto de não partilharem as mesmas referências culturais pode dificultar a comunicação entre um e outros e criar mal-entendidos. Cremos que o trabalho que desenvolvemos nos capítulos anteriores comprova isto mesmo. Como vimos, dentro de uma sala de aula luso-chinesa, as culturas de ensino portuguesa e chinesa entram em conflito em vários aspetos importantes. Cada cultura tem filosofias diferentes sobre como ensinar e aprender, sobre qual o papel do professor e do aluno, assim como as suas respetivas responsabilidades. Ambas as culturas encorajam estratégias de aprendizagem distintas, enaltecem diferentes qualidades dos alunos e valorizam diferentes etiquetas dentro da sala de aula.

Com os resultados obtidos da investigação foi possível comprovar muitas das características dos alunos e professores portugueses e chineses descritas no capítulo I. Os alunos portugueses diferem dos alunos chineses no comportamento, na interação com o professor, nos seus ideais de como uma aula de línguas estrangeiras deve ser.

Contudo, em muitas questões, as opiniões destes alunos de culturas tão diferentes são muito semelhantes, o que demonstra que os métodos de ensino de línguas estrangeiras em ambos os países estão a tornar-se mais semelhantes. Este é um facto curioso, pois pode ser uma prova que a implementação de métodos de ensino “ocidentais”, principalmente no ensino de inglês língua estrangeira por professores

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estrangeiros na China, estão a ter uma resposta positiva e já influenciam a comunidade académica chinesa.

No caso dos professores, verificou-se uma predominância do método tradicional nas salas de aula de professores chineses. Porém, em vários aspetos as suas respostas estavam de acordo com as respostas dos professores portugueses: a importância da oralidade na aprendizagem, o reconhecimento da influência da cultura dentro da sala de aula, entre outros. Assim, pode-se afirmar que os professores chineses e os professores portugueses ensinam os seus alunos utilizando métodos de ensino típicos do seu país e cultura, o que pode resultar em choque cultural e dificuldades em ensinar com sucesso os seus alunos. A solução para resolver essa questão é a cultura.

Todavia, é importante também referir que os resultados obtidos, por vezes, apenas permitem perceber o que cada participante considera correto e errado na aprendizagem de uma língua estrangeira, não implicando que o mesmo aconteça na prática, principalmente em relação aos dados obtidos dos alunos. Um bom exemplo desta situação é a participação. Após conversa com alguns dos participantes portugueses e chineses foi possível apurar que um grande número de alunos considera importante participar ativamente na aula e realizar exercícios orais para consolidar a aprendizagem, porém durante a aula evitam fazê-lo.

Numa sala de aula multicultural, é possível o conflito entre pessoas de culturas diferentes. Para evitar esses mesmos conflitos é essencial que o aluno aprenda não só a língua, mas também a cultura que ela expressa. Introduzir uma língua estrangeira numa sala de aula implica conectar os discentes a um mundo culturalmente diferente do seu, o que não é fácil, visto implicar questionar e rever as suas próprias crenças, conceitos e atitudes.

Uma vez que o aluno está a aprender uma nova língua e é a primeira vez que, simultaneamente entra em contacto com uma nova cultura, é da responsabilidade do professor desenvolver uma metodologia que vá ao encontro das crenças dos seus alunos e que atinja os objetivos pretendidos.

Uma metodologia só é efetiva se os professores e os alunos estiverem dispostos a aceitá-la e a implementá-la. Se os professores implementarem uma metodologia de ensino sem terem em conta os valores culturais dos seus alunos, a probabilidade dos educandos a rejeitarem é maior e a aprendizagem não será frutífera. Assim, é importante

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que os professores portugueses e chineses escolham cuidadosamente a sua metodologia baseada nas características do público-alvo, implementando métodos que vão ao encontro das expectativas do mesmo, mas que, simultaneamente, o prepare culturalmente para entrar no mundo lusófono ou no mundo chinês. É relevante que o professor realce as diferenças culturais entre ambos os países para que o discente possa compreender e aceitar a diversidade e saber como agir com pessoas de culturas diferentes. Para isso é fundamental que o professor tenha conhecimentos sobre a(s) cultura(s) dos seus alunos e a(s) cultura(s) que se expressa(m) na(s) língua(s) que ensina, saber explicar as diferenças culturais, saber quando essas diferenças podem ocorrer e desenvolver técnicas para ajudar os seus alunos a compreenderem e a aceitar o diferente.

No caso dos alunos chineses, por exemplo, os professores portugueses precisam de compreender que, devido à relutância dos seus alunos chineses em participar, fazer perguntas como:” Alguém me pode dizer…?” ou “Alguém tem dúvidas?”, em muitos casos, não resultam em respostas. Fazer perguntas diretamente a alguém ou pedir a opinião específica de um aluno é mais eficaz.

Os professores chineses, por sua vez, devem compreender que os alunos portugueses precisam de se envolver no processo de ensino e que aulas apenas teóricas não resultam. Porém, é importante que o professor consiga controlar os seus alunos para que estes não dominem a aula e esta seja só discussão.

Independentemente da estratégia escolhida, o professor deve começar a implementá-la aos poucos, preferivelmente nas aulas iniciais, para que seja mais bem recebida e não cause tanto impacto. Quando ocorrem dificuldades, é importante saber encorajar os alunos em vez de os criticar, para que possam aprender e compreender a nova estratégia. Explicar no início do estudo como é que o mesmo vai ser desenvolvido e o que se espera dos alunos pode ser uma boa ideia para que estes saibam o que é esperado deles e se possam preparar. O importante é conseguir encontrar um equilíbrio entre a cultura do professor e a dos alunos para que a aula decorra sem problemas.

Resumindo, de forma a evitar conflitos culturais dentro da sala de aula e melhor preparar os seus alunos para o mercado de trabalho, o professor deve optar por implementar uma educação linguística intercultural, processo em que a língua serve como um meio enquanto a cultura é o objetivo. Os alunos adquirem a capacidade de compreender as diferenças culturais através de interações sociais e são capazes de usar a

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linguagem correta e de se comportarem corretamente para garantir uma comunicação de sucesso com pessoas de culturas diferentes.

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