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februar 2011 av helse- og omsorgsminister Anne-Grete Strøm-Erichsen

Nas entrevistas realizadas aos formadores (Quadro XVI), os respondentes são concordantes quanto às suas funções nas três áreas de competência-chave, no respetivo ensino básico ou secundário, sendo apresentadas em anexo, incluindo, também o texto transcrito das entrevistas:

Quadro XVI – Perspetivas dos Formadores sobre as suas funções

ENTREVISTADOS ÁREA DE COMPETÊNCIA-CHAVE UNIDADES DE REGISTO A7 Matemática para a Vida (ensino básico) e

Sociedade, Tecnologia e Ciência (ensino secundário)

Tentar que o adulto que chega valorize o conhecimento que traz (…) por vezes, ajudá-lo a interpretar novos conhecimentos, sempre

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integrados no contexto da sua experiência de vida (…) eu tenho que chegar até eles e perceber que há determinados conceitos de matemática pura que eles dizem de outra forma, por exemplo, eu digo o diâmetro ou o raio de um círculo, eles dizem o eixo, eu tenho que perceber que o eixo é o raio, mas às vezes eles referem o eixo diâmetro, eu tenho que chegar lá e explicar (…). (…) o formador na área de STC, fundamentalmente, têm que ser mais um orientador, levar o adulto a fazer pesquisas e orientá-lo nesse sentido, de forma a crescer. A8 Linguagem e Comunicação (ensino básico) e

Cultura, Língua e Comunicação (...) levar o adulto a gostar mais e a desenvolver a competência da escrita, da oralidade, da interpretação, ou seja, levar o adulto a ler mais, melhor e ser capaz de escrever como tal, textos e interpretá-los de forma a que seja um cidadão socialmente ativo e com funções comunicativas coerentes.

A9 Linguagem e Comunicação (…) nós temos de fazer essa descodificação, no fundo será explicar-lhes quais as temáticas, quais as unidades de competência ou os núcleos- geradores e, depois, dizer-lhes que possivelmente todos eles já passaram por aquelas fases de uma forma ou de outra, ou no aspeto profissional ou no aspeto privado, ou no institucional ou no macro-estrutural

A10 Cidadania e Empregabilidade (ensino básico) e Cidadania e Profissionalidade (ensino secundário)

Verificar de uma forma transversal qual a perspetiva adotada, as intencionalidades, a natureza das próprias intencionalidades, a capacidade de cada ser humano, de cada formando ou de cada candidato de se auto avaliar e de se refletir no sentido de um crescimento sempre maior e de uma capacidade sempre maior de integração de todos os elementos, visando um objetivo maior que é uma sociedade cada vez mais justa.

A função de um formador de RVCC consiste em orientar o candidato na reflexão das competências que adquiriu em cada área de competência-chave, ajudando-o a desenvolver o gosto pela pesquisa, reflexão e outras competências como a escrita, a leitura, entre outros domínios que foram muitas vezes esquecidos com o abandono escolar. O auxílio por parte do formador é fundamental, “será explicar-lhes quais as temáticas, quais as unidades de competência ou os núcleos-geradores e, depois, dizer-lhes que possivelmente todos eles já passaram por aquelas fases de uma forma ou de outra, ou no aspeto profissional ou no aspeto privado, ou no

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institucional ou no macro-estrutural” (A9), no sentido da valorização das competências adquiridas ao longo da vida. Por outro lado, o próprio formador deve adaptar-se à realidade do candidato e do processo de RVC, por exemplo “eu tenho que chegar até eles e perceber que há determinados conceitos de matemática pura que eles dizem de outra forma, por exemplo, eu digo o diâmetro ou o raio de um círculo, eles dizem o eixo, eu tenho que perceber que o eixo é o raio, mas às vezes eles referem o eixo diâmetro, eu tenho que chegar lá e explicar” (A7).

Segundo os formadores (Quadro XVII), os adultos, desde que bem orientados, motivados e incentivados conseguem refletir e demonstrar as competências exigidas em cada área de competência-chave, valorizando-as de acordo com as suas especificidades, desde o conhecimento matemático, à língua portuguesa, sem esquecer a importância da cidadania enquanto área transversal.

Quadro XVII – Descrição dos formadores sobre as perspetivas dos adultos quanto à pertinência de cada área de competência-chave.

ENTREVISTADOS ÁREA DE COMPETÊNCIA-CHAVE UNIDADES DE REGISTO A7 Matemática para a Vida (ensino básico) e

Sociedade, Tecnologia e Ciência (ensino secundário)

Eu tive um adulto curioso que me disse “eu fiz isto por redução ao absurdo” e eu “o quê?”, mas, de facto, estava lá a redução ao absurdo, ele até me deu uma lição de vida. Portanto, eles conseguem chegar lá, têm é de ser bem orientados.

A8 Linguagem e Comunicação (ensino básico) e

Cultura, Língua e Comunicação Grande percentagem quando cá chega diz que parou de ler e, como tal, têm a noção que ao ter parado de ler ou pelo menos com a mesma frequência que o fazia quando era estudante, isso trouxe-lhe alguns impedimentos na escrita. O nosso papel é motivá-los novamente ou incentivá- los a que eles voltem à leitura e a ter hábitos frequentes de leitura. E depois à escrita.

A9 Linguagem e Comunicação (…) já há muito que refletiam e agora vão ter a hipótese de poder pôr em prática outra vez (…) têm algumas dificuldades e o Formador de CLC terá de o ajudar a colmatar essas dificuldades A10 Cidadania e Empregabilidade (ensino

básico) e Cidadania e Profissionalidade (ensino secundário)

É nesta área que eles se sentem mais humanos e dão mais de si enquanto seres humanos.

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O feedback dos adultos é globalmente positivo (Quadro XVIII), segundo o relato dos formadores. Reconhecem as suas competências e as aprendizagens potencializadas pelo próprio processo de RVC. Sentem-se mais capazes, com a autoestima mais elevada voltam a acreditar neles mesmos e esta segurança permite-lhes tornarem-se mais ativos, ou seja, “eles sentem também que são exemplo para os filhos, o facto de estudarem outra vez e os filhos vêm-nos motivados nesse estudo, portanto tomam-nos como referência” (A8). Ganham “outra vontade de vencer até fora do processo escola” (A9).

Quadro XVIII – Descrição dos formadores sobre o feedback dos adultos no final da validação de cada área de competência-chave.

ENTREVISTADOS ÁREA DE COMPETÊNCIA-CHAVE UNIDADES DE REGISTO A7 Matemática para a Vida (ensino básico) e

Sociedade, Tecnologia e Ciência (ensino secundário)

Dizem-nos que vão daqui mais capazes de enfrentar a realidade, aprenderam bastante, em matemática para a vida. Eles vão satisfeitos porque fizeram cálculos relacionados com objetos com os quais lidam no dia-a-dia, quer pessoal quer profissional, porque são orientados de acordo com as suas experiências de vida. Na área de STC novos conhecimentos que eles adquirem na área da saúde, na área das investigações, na área de novas tecnologias, enfim, eles valorizam muito as aprendizagens que aqui adquiriram ou que foram ajudados a adquirir.

A8 Linguagem e Comunicação (ensino básico) e

Cultura, Língua e Comunicação (…) ao regressarem à escola percebem melhor os seus filhos, às vezes os seus netos. Às vezes temos três gerações na escola e isso traz-lhes alguma proximidade em termos de mentalidade com os mais novos. E, depois, porque eles sentem também que são exemplo para os filhos, o facto de estudarem outra vez e os filhos vêm- nos motivados nesse estudo, portanto tomam- nos como referência. E, para além disso, eles próprios se sentem valorizados, porque houve alguém que lhes disse que eles afinal tinham competências.

A9 Linguagem e Comunicação Dá-lhes um maior à-vontade, uma autoestima diferente e eles sentem-se muito mais capazes de enfrentar o futuro. Quando eles chegam ao fim do processo e conseguem as competências necessárias para serem validados, eles ficam realmente com outra alegria, com outra vontade de vencer até fora do processo escola.

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básico) e Cidadania e Profissionalidade

(ensino secundário) moroso, é um processo de trabalho, é um processo, por vezes, doloroso, porque voltar a revisitar o passado nem sempre é fácil, em que as pessoas têm de percorrer as suas memórias e dar-lhes sentido, mas é um processo de catarse em que eles chegam ao fim e sentem que conseguiram dar sentido à sua vida e da qual extraíram o máximo de potencialidades pelas experiências, mesmo aquelas que não foram as mais positivas.