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6. Økonometriske modeller og estimeringsmetoder

6.4 Fallgruver (svakheter ved modellen)

“Modelo de Capitalismo” dos EUA, na década de 80, destacava-se um sistema financeiro em que no inicio da década coexistia o papel da intermediação bancária (Money Centre Banks, bancos regionais, bancos locais e savings and loans) com o papel dos mercados de capitais (acções e obrigações) e dos brokers dealers (“bancos de investimento); o sistema bancário, separado do controlo da indústria, apresentava tradicionalmente três características: fragmentação geográfica, segmentação rígida e uma forte regulamentação; nos anos 80 assistiu-se a um triplo movimento no sistema financeiro: uma desregulamentação extensa, uma tendência à desintermediação, com as empresas a recorrerem cada vez mais aos mercados para a obtenção de crédito e os bancos comerciais a procurarem no crédito ao consumo, no imobiliário e noutras áreas, campos de actuação alternativos; e uma inovação nos instrumentos financeiros, quer de crédito (vd. “junk

bonds”), quer de cobertura de riscos (vd. “instrumentos derivados”); assistiu-se igualmente a um

21 DORE, Ronald "Stock Market Capitalism: Welfare Capitalism-Japan and Germany versus the Anglo-Saxons

Oxford University Press 2000. FELIX RIBEIRO, José, "Globalização, Modelos de Capitalismo e Inserção na Economia Mundial" Prospectiva e Planeamento n 2, Ed Departamento de Prospectiva e Planeamento, Lisboa 1996.

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triplo movimento ao nível bancário - concentração, focalização e segmentação - e a um desenvolvimento exponencial dos fundos mobiliários (“mutual funds”).

Interagindo com este sistema financeiro, um sistema de pensões baseado na capitalização com dois fortes pilares privados (um do tipo ocupacional, da responsabilidade das empresas, e outro de responsabilidade individual) e um sistema público funcionando com elementos de capitalização e cujas reservas tenderão a ser aplicadas, pelo menos parcialmente, nos mercados de acções; os fundos de pensões constituem os grandes instrumentos de gestão dos dois primeiros pilares, e estão envolvidos em processo de diversificação geográfica das suas carteiras, para o exterior dos EUA (além de reformularem permanentemente as suas carteiras de activos “domésticos”).

Num contexto em que a protecção social assegurada por mecanismos criados pelo New

Deal é reduzida, em termos do peso no PIB e de diversidade de instrumentos, com uma lógica

mais próxima da assistência pública devido a uma presença significativa de condicionamento pelos rendimentos. E o sistema de saúde é essencialmente do tipo privado, mas com grande diversidade de soluções, destacando-se ultimamente a maior expressão de sistemas integrados de

managed care e de vínculos contratuais entre seguradores e prestadores privados de cuidados de saúde que deveriam ter permitido controlar os custos da saúde para as entidades responsáveis pelo seguro de saúde de terceiros (vd. as empresas face aos seus empregados); e com um sector público dirigido a alvos específicos (idosos e população pobre - Medicare e Medicaid) que foram objecto de intenso debate político. Mas se a protecção social pública é de dimensão reduzida as famílias, pelo contrário, são incentivadas acumular património, a começar pela aquisição de habitação própria adquirida por crédito hipotecário. Estas características geram um nível elevado de poupança institucional das famílias (fundos de pensões, seguros de vida), e um nível mais reduzido da poupança discricionária (em comparação com outros países industrializados), mas canalizado privilegiadamente para a aquisição de patrimónios com potencial de valorização - imobiliário e, cada vez mais, acções - produzindo um “efeito riqueza”, por vezes muito superior ao nível da poupança inicial; durante a década de 80 anos deu-se uma “explosão” no crescimento dos “fundos de investimento mobiliário”, transformando-os num grande canal de captação das poupanças das famílias.

Uma regulação salarial predominantemente competitiva, com fraco poder dos sindicatos, predomínio da contratação individual ou por empresas (com alguns casos ainda existentes de poder dos sindicatos sectoriais, como no caso do sector automóvel); facilidade de despedimentos e flexibilidade no mercado de trabalho, onde se desenvolvem formas de trabalho temporário e a

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tempo parcial; remunerações com componentes associadas à produtividade e/ou aos resultados das empresas (pelo menos nalgumas áreas); subsídios de desemprego reduzidos, no valor e no tempo, estimulando a rápida procura de novo emprego; mobilidade geográfica e sectorial dos trabalhadores; forte presença da mulher no mercado de trabalho. Do lado das empresas dominava um financiamento baseando-se no auto financiamento e no recurso aos mercados, monetário e de capitais, com destaque para a colocação de obrigações e acções e uma estrutura de propriedade das empresas dos sectores mais capital e/ou tecnologicamente intensivos dominado pelos investidores institucionais (fundos de pensões, fundos de investimento mobiliário, companhias de seguros), por participações de famílias e por indivíduos; com uma separação clara entre propriedade e gestão, mas com a gestão durante a década de 80 cada vez mais orientada para assegurar o valor do capital dos accionistas, o que levou a exigir maior concentração nos sectores e actividades onde a posição de mercado e a acumulação de competências era maior, e uma grande preocupação com a produtividade global do capital.

Por seu lado, a dinâmica de inovação empresarial estava tradicionalmente centrada nos investimentos de I&D das empresas individuais de grande dimensão e dispondo de centros de I&D próprios, mas na década de 80 esse perfil alterou-se com o desenvolvimento do sector de capital de risco numa escala desconhecida noutros países desenvolvidos; no contexto de uma forte estrutura de redes de colaboração de empresas com universidades privadas; sendo que durante o período da Guerra-fria foi muito significativo o papel dos programas públicos, nomeadamente associados à Defesa e ao Espaço, para o desenvolvimento de inovações em múltiplas áreas.